B. E PAZARLAMA ÇEŞİTLERİ VE İNTERNETTE PAZARLAR
5. Diğer E-Pazarlama Çeşitleri
Em termos históricos, o ensino técnico se confunde muitas vezes com ensino de ofícios, ensino profissional, arte industrial ou também como ensino manufatureiro. Esta modalidade de ensino não é tão nova assim, os primeiros séculos da colonização do Brasil pelos portugueses foram norteados economicamente pelo cultivo da cana-de-açúcar, e para tal, parte da mão de obra era de escravos e a outra parte, eram funções de direção, que exigiam maior qualificação técnica; esta era ocupada por trabalhadores livres (MANFREDI, 2002). Como o capitalismo ainda não havia se instaurado no Brasil, essa qualificação técnica dos trabalhadores livres se dava no próprio engenho, em sua relação com o trabalho, com o aprendizado que tinha com o mestre do ofício. Uma educação tipicamente feudal.
Com a permanência dos jesuítas por pouco mais de dois séculos no Brasil, muita coisa no que diz respeito à educação foi modificada. Saviani (2010) aponta que um dos primeiros planos educacionais dos jesuítas na colônia, elaborado por Manuel da Nóbrega, consistia no ensino da língua portuguesa, da doutrina cristã, leitura e escrita; porém, de forma optativa, havia o aprendizado profissional agrícola que mais tarde fora superado pelo Ratio Studiorum, ou seja, a forma institucional do ensino da Companhia de Jesus.
Luiz Antônio Cunha (2005a) aponta que as residências e escolas dos jesuítas foram os primeiros núcleos de artesanato urbano no Brasil colônia. A Companhia de Jesus contava com dois tipos de contingente, o do sacerdócio e os coadjutores. Os primeiros eram encarregados diretamente ao trabalho religioso, e os coadjutores se ocupavam de tarefas domésticas, na cozinha, despensa, no trato com as roupas e também como porteiros. Além do trabalho doméstico, eram encarregados dos mais diversos ofícios, como a alfaiataria, sapataria, construção, ferraria, enfermaria etc
(CUNHA, 2005a). Através destes últimos, que por muitas vezes atuavam como mestres de ofício, que a técnica era passada aos índios.
Nos idos do império, o Brasil caracterizava-se essencialmente como escravagista. De acordo com Cunha (2005b), era predominante a produção manufatureira, pois havia uma parca quantidade de fábricas. A dependência técnica dos projetos industrialistas fez com que se gerasse vagarosamente o operariado; este que foi formado em duas circunstâncias: a primeira foi por via da aprendizagem compulsória do oficio que recrutava: órfãos, delinquentes, miseráveis e andarilhos; a outra fonte foi a imigração de mestres operários europeus, para suprir a falta de preceptores dos primeiros (CUNHA, 2005b).
Historicamente, nota-se que formação do operariado no Brasil imperial emergiu – e, de certa forma, ainda emerge - de uma sociedade moralista e assistencialista para com as classes pobres. A possibilidade que lhes era reservada era o letramento básico (“quando” era possível), a atividade manufatureira e as atividades agrícolas, passadas de geração em geração. Por outro lado, a classe de maior poder aquisitivo tinha acesso aos cursos superiores europeus (MANFREDI, 2002).
A inauguração de instituições públicas que sistematizou o ensino técnico tem como marco inicial o Decreto do Príncipe Regente sobre a criação do “Colégio das Fábricas” no porto do Rio de Janeiro, no ano de 1809 (CUNHA, 2005a). As oficinas correspondiam saberes sobre tecelagem, gravação em metal e madeira, estamparia, carpintaria e marcenaria, serralheria e ferraria, e por fim tornearia.
Cunha (2005a) aponta o surgimento de inúmeras instituições públicas de ensino de ofícios no Brasil durante todo o século XIX: Escola de Belas Artes, Instituto Comercial do Rio de Janeiro, os Liceus de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, de Salvador, de Recife, de São Paulo, o de Maceió e o de Ouro Preto. A criação destes liceus deu-se pela iniciativa de “mecenas” como aponta Cunha (2005a). Os mecenas eram pessoas da classe dominante que incentivavam o trabalho nas artes, nas letras ou nas ciências. Esse incentivo vinha através de recursos financeiros.
Os liceus, de acordo com Saviani (2010) eram instituições voltadas ao ensino profissional e compreendiam os ensinamentos sobre a agricultura, as artes e ao
comércio. Os liceus faziam parte da segunda etapa da instrução pública, visto que a primeira era a abrangência de conhecimentos elementares e comuns a todos.
Por volta da metade do século XIX, com a criação de vários estabelecimentos para menores, pessoas abandonadas e “desvalidas” da sociedade, o caráter assistencialista e discriminatório da educação profissional toma proporções cada vez maiores. Isso porque o ensino de ofícios era uma forma de controle para retirar essas pessoas de suas condições, mas principalmente para que a sociedade não tivesse riscos com essas pessoas nas ruas (MANFREDI, 2002; CUNHA, 2005a).
No final da década de 1860, o Barão de Macahubas argumenta em favor da importância estratégica da instrução pública no império. De acordo com Saviani (2010), o pano de fundo deste pensamento estratégico é a discussão da substituição da mão de obra escrava pelo trabalho livre. Essa ideia é amplamente discutida por Enguita (1989), que defende a tese de que o trabalhador livre é economicamente mais interessante do que o escravo, pois no sistema escravista o senhor deveria arcar com as condições básicas do escravo, isto é, seu preço de compra, moradia, saúde e alimentação. Já no regime industrial, o empregador arca somente com o salário mensal do trabalhador, e todas as condições básicas, são agora de responsabilidade do próprio trabalhador. Neste período, por influência da burguesia francesa, a escola passa a ter um papel crucial, a preparação para o trabalho.
Havia naquele momento, segundo Prado Junior (1973) uma pressão da Junta Francesa de Emancipação para que o fim da escravidão fosse levado para discussão no ministério. A pressão não foi levada a sério por conta do empenho do Brasil, juntamente com a Argentina e o Uruguai na guerra contra o Paraguai, portanto, o debate sobre a questão da emancipação dos escravos foi adiado. Mais tarde, nos idos da década de 1880, Prado Junior (1973) aponta que a disciplina na senzala foi quebrada pela organização das manifestações pelos abolicionistas, e pelos escravos que faziam corpo à manifestação.