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Diğer Cinsel Suçlar ve Ta‘zîr Cezaları

A. HAD SUÇLARI VE CEZALARI

5. Diğer Cinsel Suçlar ve Ta‘zîr Cezaları

A complexidade da estrutura interna do sintagma verbal não se limita à proposta do VP bipartido de Larson (1988). De acordo com Hale & Keyser (1993, 2002), os verbos também são formados a partir da fusão de uma raiz √ acategorial a um núcleo sintático. Para que um verbo seja formado, é imprescindível que haja um núcleo Vo e essa raiz √, conforme ilustram as configurações arbóreas abaixo.

VERBO INTRANSITIVO VERBO TRANSITIVO (6a) VP (6b) vP 3 3 DP V’ DP v’ 3 3 Vo √ vo VP 3 DP V’ 3 Vo √

Nessas configurações sintáticas, a raiz √ é de suma importância, visto que ela é quem carrega os traços semânticos e fonológicos do verbo que será gerado. Será também por meio da composicionalidade e por meio da operação

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conflation que as propriedades da raiz determinarão a valência do verbo. De acordo com Hale & Keyser (1993, 2002), um determinado núcleo pode se incorporar a outro núcleo e, em sucessivas incorporações, formar um núcleo complexo. Será, portanto, por meio da operação sintática conflation, que a matriz fonológica de Vº é transferida para o núcleo do vP, conforme mostra a estrutura sintática abaixo:

(7) vP 3 DP v’ 3 vo VP 3 DP V’ # Vo

De acordo com Hale & Keyser (2002), conflation se refere à fusão de núcleos sintáticos de forma que a derivação da matriz fonológica do núcleo de um complemento é inserida dentro do núcleo, vazio ou afixal, que o rege. Esse processo dá origem a uma única palavra, que pode ser: um verbo denominal, quando o núcleo que entra em conflation é N; um verbo deadjetival, quando o núcleo é um A; e assim por diante. Hale & Keyser (2002) defendem ainda que conflation é um processo que ocorre na derivação das estruturas sintáticas

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concomitantemente com a operação juntar19, processo fundamental para definir a projeção da sintaxe que vem do léxico20. Logo, conflation e juntar têm acesso aos mesmos elementos linguísticos. Mais especificamente, Hale & Keyser (2002, p. 63) definem conflation da seguinte forma:

(8) CONFLATION

“Conflation consiste no processo de cópia da matriz fonológica do complemento dentro da matriz fonológica do núcleo, onde o último é ‘defectivo’”.21

Hale & Keyser (2002) propõem que a operação conflation não pode se realizar levando em consideração apenas as relações de c-comando, já que esse princípio permitiria uma derivação incorreta. Logo, os autores propõem que conflation é uma operação sintática que corresponde a uma relação de Strict Complementation ‘Complementação Estrita’, conforme (9).

19 “Suppose that the derivation has reached the stage Σ, which we may take to be a set

{SO1,...,SOn} of syntactic objects. One of the operations of CHL is a procedure that selects a

lexical item LI from the numeration, reducing its index by 1, and introduces it into the derivation as SOn+1. Call the operation Select. At the LF interface, Σ can be interpreted only if it

consists of a single syntactic object. Clearly, then, CHL must include a second procedure that

combines syntactic objects already formed. A derivation converges only if this operation has applied often enough to leave us with just a single object, also exhausting the initial numeration. The simplest such operation takes a pair of syntactic object SO. Call this operation Merge.” (CHOMSKY, 1995, p. 226).

20 “We would like to take seriously the idea that conflation is a concomitant of Merge, the

operation that is fundamental in defining the projection of syntax form the lexicon”. (HALE; KEYSER, 2002, p. 60).

21 “Conflation consists in the process of copying the p-signature of the complement into the

67 (9) COMPLEMENTAÇÃO ESTRITA

“Um núcleo X é o complemento estrito de um núcleo Y se e somente se Y está em uma relação mútua de c-comando (ou seja, irmandade) com a projeção categorial máxima de X”.22

Nos termos de Hale & Keyser (2002, p. 59), “as projeções categoriais de N são N’ e NP; de P são P’ e PP; e assim por diante.”23

Os autores (2002, p. 59) salientam que “a projeção categorial máxima é um nó que não projeta outro nó acima. DP não é uma projeção da categoria N, nem o TP é uma projeção máxima da categoria VP, e assim por diante.”24

Portanto, a operação conflation somente realiza-se em uma relação de irmandade, ou seja, em uma relação de um núcleo vo e o núcleo do seu complemento, podendo ser Vo, Po, No e Ao.

Conforme Hale & Keyser (1993, 2002), os verbos que denotam mudança de estado, por exemplo, possuem geralmente em sua base raízes adjetivais. De forma que, por meio da operação conflation, um determinado núcleo Ao concatena-se ao núcleo Vo e, posteriormente, se junta ao núcleo causativo vo, conforme ilustra a derivação em (10).

22“A head X is the strict complement of a head Y iff Y is in a mutual c-command (i.e. sister)

relation with the maximal categorical projection of X.” (HALE; KEYSER, 2002, p. 59).

23 “The categorial projections of N are N’ and NP; of P, P’ and PP; and so on.”

(HALE; KEYSER, 2002, p. 59).

24 “The maximal categorial projection is a node that does not project further. DP is not a

categorial projection of N, nor is TP a categorial projection of VP, and so on.”

68 (10) vP 3 DP v’ 3 vo VP 3 DP V’ 3 Vo AP # Ao

Acompanhando a proposta acima, assumo que o verbo escurecer em português, conforme os exemplos abaixo, deve ter a derivação proposta na configuração em (10), em que há dois processos consecutivos de conflation.

(11a) O céu está escuro (11b) O céu escureceu

(11c) A tempestade escureceu o céu

Com base nos exemplos em (11), note que há incialmente o processo de conflation com o núcleo sintático Vo, resultando no verbo deadjetival escureceu, conforme a derivação em (12b). Em seguida, esse verbo intransitivo sofre nova operação conflation com o núcleo sintático vo, resultando no sintagma verbal transitivo, como em (12c).

69 (12b) VP (12c) vP