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Bağy Suçu ve Ta‘zîr Cezaları

A. HAD SUÇLARI VE CEZALARI

15. Bağy Suçu ve Ta‘zîr Cezaları

A história da Telemar pode ser dividida em quatro fases que contemplam as principais transformações pelas quais a Empresa passou. A figura 5 ilustrar essa evolução.

Figura 5 – Fases da história da Telemar

Fonte – Elaborado pela autora da dissertação a partir do depoimento do entrevistado 1316.

A primeira fase é denominada Reestruturação e começa em 1998 com a privatização do Sistema TELEBRAS. A Tele Norte Leste S/A foi formada a partir de 16 operadoras de telefonia estaduais do Norte, Nordeste e Sudeste do País, que são elas: TELERJ no Rio de Janeiro, TELEMIG em Minas Gerais, TELEST no Espírito Santo, TELEBAHIA na Bahia, TELERGIPE em Sergipe, TELASA em Alagoas, TELPE em Pernambuco, TELPA na Paraíba, TELERN no Rio Grande do Norte, TELEPISA no Piauí, TELECEARÁ no Ceará, TELMA no Maranhão, TELEPARÁ no Pará, TELEAMAZON no Amazonas, TELEAMAPÁ no Amapá e TELEAIMA em Roraima.

A sua região de atuação, a Região I, era considerada a mais extensa e a com menor poder aquisitivo. Nela, havia algumas empresas com tecnologia de ponta, como em Minas Gerais ou na Bahia, e outras com sérios problemas de gestão, como era o caso nos estados do Pará, de Pernambuco e do Rio de Janeiro. Outro aspecto negativo atribuído à Empresa nessa época era o fato de que seus acionistas eram todos brasileiros. Em abril de 1999, a marca

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A opção por essa divisão para a história da Telemar ocorreu devido ao fato de que ela estava presente no relato da maioria dos entrevistados e ilustrava de maneira clara as principais fases pelas quais a empresa passou.

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Império das

Obrigações Império dasVendas Império doCliente Reestruturação

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Obrigações Império dasVendas Império doCliente Reestruturação

Telemar foi lançada e começou um trabalho para unificar a cultura da organização (TELE NORTE LESTE, 2001).

“O primeiro momento, a primeira fase, digamos assim, foi a fase da reestruturação. Era 16 empresas, cada uma em um estado, com diretorias diferentes, com atuações diferentes, com estratégias diferentes, com redes diferentes. Então, o primeiro momento foi: vamos reunir esta confusão e tentar dar uma ordem”. (Entrevistado 13).

A segunda fase é denominada Império das Obrigações e inicia-se em 2000 com a criação do Plano de Antecipação de Metas – PAM. De acordo com o contrato de concessão, a Telemar tinha autorização para operar apenas os serviços de telefonia fixa e ligações interurbanas nacionais dentro da Região I. Entretanto, para contemplar o plano estratégico que vinha sendo implementado desde a privatização, que tinha como objetivo “[…] transformar um conjunto heterogêneo de empresas prestadoras de serviços básicos de telefonia fixa, em uma corporação única, voltada para a oferta de serviços integrados de telecomunicações” (TELEMAR, 2004, p. 2), a Empresa precisava ampliar sua gama de produtos.

Para conseguir autorização para operar outros serviços, a Telemar tinha que cumprir as metas de universalização estabelecidas para 2003 no contrato de concessão. Os principais objetivos a serem atingidos previam a instalação de, pelo menos, um telefone público em todas as localidades com mais de 300 habitantes, e a implantação dos serviços de telefonia fixa individual e pública em todas as localidades com mais de 600 habitantes dentro da região de concessão da Telemar. Além disso, a Empresa deveria também garantir o atendimento em apenas duas semanas de todas as solicitações de novas linhas nessas localidades. (TELE NORTE LESTE, 2001).

Em 2000, a Telemar criou o PAM com o intuito de antecipar o cumprimento das metas de universalização de 2003 para 2001. No primeiro ano do PAM, foram investidos 2,8 bilhões de reais, e a planta de terminais instalados passou de 10,5 milhões, em 1999, para 12,8 milhões, em 2000. (TELE NORTE LESTE, 2001). Em 2001, segundo ano do programa, a

Empresa investiu mais R$ 7,7 bilhões, terminou o ano com uma planta de 18, 1 milhões de terminais instalados e cumpriu as metas estabelecidas para 2003 no contrato de concessão (TELEMAR, 2002).

Em fevereiro de 2001, a Tele Norte Participações S/A, controladora da Telemar, arrematou, em um leilão na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro, a licença para operar o Serviço Móvel Pessoal – SMP – na banda D da Região I (TELE NORTE LESTE, 2001). Logo em seguida, o grupo começou a estruturar sua empresa de telefonia móvel, a Oi (TELEMAR, 2004). Em agosto de 2001, as 16 empresas operadoras controladas pela holding Tele Norte Leste Participações S/A foram consolidadas em uma só companhia. A antiga TELERJ incorporou 15 operadoras estaduais, e sua denominação foi alterada para Telemar Norte Leste S/A (TELEMAR, 2002).

A operação representa um importante marco na história da Telemar em função da economia de custos e despesas decorrente do aumento de eficiência operacional, administrativa, financeira e fiscal que resulta em significativos benefícios para a própria empresa e, conseqüentemente para os seus acionistas. (TELEMAR, 2002, p.1).

Em 2002, o PAM foi concluído, e começa então a terceira fase: o Império das Vendas. A Empresa havia expandido sua rede e agora precisava colocar em serviço os terminais que havia instalado. Em julho de 2002, a Telemar começou a oferecer os serviços de ligações de longa distância nacionais e internacionais a partir da Região I e de transmissão de dados para todo o País (TELE NORTE LESTE, 2003).

A Oi, empresa de telefonia móvel pertencente à controladora da Telemar, entrou em operação no segundo trimestre de 2002, ampliando ainda mais a gama de produtos do grupo (TELE NORTE LESTE, 2003). No final desse mesmo ano, a Telemar adquiriu a Pegasus, empresa que presta serviços de transmissão de dados em banda larga para o mercado corporativo, e acelerou a sua estratégia para se tornar um importante concorrente nesse

mercado (TELE NORTE LESTE, 2003). Com a criação da Oi e a aquisição da Pegasus, o grupo Tele Norte Leste S/A estava em condições de oferecer um pacote de soluções em telecomunicações completo para os seus clientes.

Em 30 de maio de 2003, a Telemar adquiriu de sua controladora, a Tele Norte Leste Participações S/A, 100% das ações da empresa de telefonia móvel do grupo, a Oi, com o objetivo de “[...] otimizar os ativos financeiros e fiscais de ambas as companhias”. (TELEMAR, 2004). Em junho do mesmo ano, a Telemar manifestou sua intenção de renovar o seu contrato de concessão. O novo período se inicia em janeiro de 2006 e tem a duração de 20 anos. (TELEMAR, 2004).

A quarta e última fase, o Império do Cliente, começa em 2004 e tem como foco a melhoria do relacionamento com os clientes e a convergência dos serviços. Com a aquisição da Oi pela Telemar, as operações das duas companhias foram unidas. A partir daí, a Telemar passou a ser a única do setor de telecomunicações brasileiro a ter serviços de telefonia fixa e móvel dentro da mesma empresa, o que resultou em um aumento da sua competitividade. A maioria das organizações do setor também oferece ambos os serviços, mas fazem isso através de organizações independentes. Como exemplo, pode-se citar a Telefônica, principal concorrente da Telemar, que atua no ramo de telefonia fixa no estado de São Paulo e tem participação na Vivo, empresa que opera no ramo de telefonia móvel em 19 estados brasileiros e no Distrito Federal (www.telefonica.com.br; www.vivo.com.br). Na Telemar, a gestão dos negócios é conjunta facilitando a criação de soluções de telecomunicações completas para os clientes.

“E agora a gente está querendo ter o foco no cliente e dar atendimento dependendo da necessidade do cliente. O ponto central da estratégia agora é o cliente”. (Entrevistado 13).