2. KAYNAK ARAŞTIRMASI
2.1. Literatür Özetleri
2.1.3. Diğer Çalışmalar
Skehan (1996) sugere três dimensões através das quais se pode avaliar o nível de proficiência oral de um aprendiz de L2. Essas dimensões são a acurácia, a complexidade e a fluência. Segundo Ellis (2009), esses três aspectos podem ser vistos como os constituintes da proficiência oral da língua de um aprendiz. Isso quer dizer que um aprendiz proficiente será capaz de realizar tarefas fluentemente e gramaticalmente corretas, usando uma linguagem complexa.
A acurácia refere-se ao objetivo do aprendiz de produzir uma forma linguística que se aproxime da forma alvo, forma esta que é baseada nas regras e normas linguísticas. De acordo com Foster e Skehan (1996), a acurácia é a habilidade que o aprendiz tem de evitar o erro gramatical no seu desempenho, refletindo, assim, o controle que ele tem sobre a língua. Devido a essa postura conservadora apontada pelos autores, o aprendiz evita o desafio de produzir novas estruturas que podem levá-lo ao erro. Desta forma, o que é conhecido é utilizado, e o que não é, é evitado. Ou seja, aprendizes que não gostam de correr riscos têm a tendência de produzir uma forma linguística mais próxima da forma alvo, pois relutam ao utilizar estruturas sobre as quais não têm certeza (SKEHAN; FOSTER, 1999). Por outro lado, Skehan (1996) e Ellis (2009) argumentam que uma fala com mais imprecisões gramaticais pode ser mais complexa, pois reflete que os aprendizes correm mais riscos ao utilizar outras estruturas que eles não têm certeza que estão corretas.
A falta de acurácia pode ocasionar uma comunicação ineficaz, estigmatizada, fossilizada, gerando um desconforto e frustração ao aprendiz. Para Ellis (1994), uma das causas dessa imprecisão gramatical pode estar relacionada com o sistema da IL que ainda está em transição. Uma outra causa, de acordo com Skehan (1996), pode ser a relação entre competência e desempenho: muitas vezes somos pressionados a produzir a língua em determinado contexto e, por esta razão, cometemos erros que poderiam ter sido evitados em uma outra ocasião.
A segunda dimensão da produção oral proposta por Skehan (1996) é a complexidade, que se refere a tornar a língua mais bem elaborada e estruturada, mais eficiente, consistente, e menos redundante. A complexidade da IL de um aprendiz reflete-se na aquisição e terá um maior grau de aceitação como falante de L2. Ademais, esse sistema aumenta a precisão na comunicação e a eficiência, fazendo com que ideias mais complexas sejam expressas efetivamente.
Skehan e Foster (1996) definem complexidade como a capacidade que o aprendiz tem de utilizar uma linguagem mais avançada, envolvendo um desejo de arriscar e usar uma língua menos controlada pelo seu sistema. Essa estratégia está diretamente relacionada à possibilidade de reestruturação, mudando e desenvolvendo sua L2. Enquanto a complexidade enfatiza na organização do que é dito, focando numa língua mais variada sintaticamente e mais elaborada, a acurácia foca no uso correto da língua, mesmo que esta não atinja um nível complexo.
Para se adquirir uma fala mais complexa, Skehan (1996) sugere que deve haver, primeiramente, o interesse em melhorar o desempenho e mudar a língua utilizada. Além disso, é preciso também input explícito e implícito, oportunidades de interação onde haja a troca de informações e, consequentemente, tarefas em que o aprendiz seja encorajado a testar hipóteses que vão além do estágio atual de sua IL. Ademais, Ellis (2009) afirma que seria útil se houvesse um tempo disponível para processos de reestruturação e outros processos que não são possíveis na comunicação imediata. Para essa reestruturação ser ainda mais profícua seriam necessárias mais atividades, tanto na pré-tarefa quanto na pós-tarefa.
A complexidade pode falhar quando existe uma falta de interesse por parte do aprendiz em reestruturar sua língua para torná-la mais bem organizada ou quando o aprendiz não recebe condições necessárias (instruções) para reparar seus erros. Além disso, ele pode preferir não correr riscos, confiando na IL menos complexa que já está adaptada para comunicar, sem pressioná-la a mudar. Como já foi discutida anteriormente, essa estratégia gera uma forma linguística que se aproxima da forma alvo (SKEHAN, 1996).
A fluência, terceiro aspecto da produção oral em L2 citado por Skehan (1996), consiste na capacidade de usar a língua e ao mesmo tempo manipulá-la, automatizando os processos psicolinguísticos. Para o autor, fluência é mobilizar os recursos linguísticos para a comunicação em tempo real, produzir a fala em uma velocidade relativamente normal, se aproximando da velocidade da fala de um falante ideal (seja ele nativo ou mais proficiente na língua). Outras características que podem ser levadas em consideração na definição da fluência são a velocidade, o silêncio, a pausa, a reformulação, reparos, repetição, hesitação, redundância, entre outros. Adquirir fluência significa atingir o objetivo de utilizar o conhecimento implícito num desempenho autêntico (SKEHAN; FOSTER, 1996; SKEHAN, 1996).
Skehan (1996) afirma que níveis adequados de fluência são necessários para se estabelecer um diálogo com um interlocutor. Níveis baixos de fluência geram dificuldades nas interações, além de causar insatisfação no momento em que se precisa expressar uma ideia. O autor examinou o que causa (a) a falta de fluência, (b) a fluência indesejável e (c) a fluência efetiva.
Segundo Skehan (1996), a falta de fluência pode ser ocasionada quando o falante não a prioriza em sua produção oral, dando ênfase a outros aspectos como, por exemplo, à acurácia ou à complexidade. Para o autor, este fenômeno conhecido como trade offs (mais detalhes nos parágrafos posteriores) é mais comum em L2, pois não se tem oportunidades suficientes para desenvolver exemplares que sustentam as pressões envolvidas na comunicação em tempo real, uma vez que a construção de um repertório de expressões automatizadas em L2 ainda está em processo de desenvolvimento.
Ainda de acordo com o autor, a fluência indesejável é resultado, talvez, da competência estratégica utilizada para resolver problemas comunicativos, por mais que essa comunicação apresente erros gramaticais, por exemplo. Essas soluções geram uma automatização da língua e, consequentemente, essa excessiva pressão ocasiona a fossilização, comprometendo o futuro da IL do aprendiz.
A fluência efetiva é atingida quando a reestruturação se torna automática e correta. Isto implica a capacidade de analisar e sintetizar, focando na reestrutura e na fluência, respectivamente. Essa reorganização é necessária para manter um sistema aberto, passivo de mudanças, enquanto que a síntese é vital para o sistema manter se desenvolvendo e automatizando novas estruturas (SKEHAN, 1996).
Segundo Skehan (1996), um determinado nível de fluência pode ser alcançado quando se dá aos aprendizes oportunidades de resolverem problemas no nível certo de dificuldade,
nem muito fácil, nem muito difícil, mas desafiante o suficiente para que essas soluções sejam utilizadas em comunicações futuras.
2.2.4 A importância do planejamento estratégico na produção oral e seus efeitos sobre a