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Derecelendirilmiş Modüllerin Asal Alt Modülleri

3. DERECELENDİRİLMİŞ MODÜLLERİN ASAL VE ASALIMSI ALT

3.3 Derecelendirilmiş Modüllerin Asal Alt Modülleri

Este fragmento se refere ao momento em que Fernanda fala sobre a difícil tarefa enfrentada pelo diretor do filme. Ela fala de como Andrucha está exausto. Veja o excerto:

Fernanda: Cannes tem grande chance de entrar. Mas, não é certo. Nada é certo. Se vocês vissem a cara do Andrucha, gente.

Marília: Como é que tá?

Fernanda: Uma loucura. É incrível. É uma exaustão. Marília: Ele está estressado, é isso?

Fernanda: Ele está exausto. Porque você mixa, você vira a noite mixando, depois você tem que finalizar o som. E depois você tem que armar uma mega campanha, que é a gente está aqui hoje falando do filme. Que é você despertar a curiosidade pro filme como um evento. Porque, hoje em dia, não adianta só você fazer uma peça ou o filme. Você tem que... Aquilo tem que estrear como a Broadway pra que as pessoas... Chega, é muito difícil. Por favor, vão ver o filme. Porque dá um trabalho!

Ao responder se ele, o Andrucha, está estressado, Fernanda toma a perspectiva do diretor e narra as atividades que ele desenvolveu como diretor. A perspectiva projetada que faz referência a terceira pessoa se mantém ao longo de todo o período. Ela fala sobre a mixagem, sobre o som, sobre a campanha de divulgação, etc. Para verificar a hipótese da emergência da faceta projetada, que ativa um processo de referenciação a uma terceira pessoa, voltemo-nos para o protocolo desta investigação fazendo as devidas substituições do dêitico você por suas acepções.

a. Alguém mixa, alguém vira a noite mixando, depois alguém tem que finalizar o som. E depois, alguém tem que armar uma mega campanha... Que é alguém despertar a curiosidade... Alguém fazer... Alguém tem que...

b. Eu mixo, eu viro a noite mixando, depois eu tenho que finalizar o som. E depois, eu tenho que armar uma mega campanha... Que é eu despertar a curiosidade... Eu fazer... Eu tenho que...

185 c. Ela/ele mixa, ela/ele vira a noite mixando, depois ela/ele tem que finalizar

o som. E depois, ela/ele tem que armar uma mega campanha... Que é ela/ele despertar a curiosidade... Ela/ele fazer... Ela/ele tem que...

d. A gente mixa, a gente vira a noite mixando, depois a gente tem que finalizar o som. E depois, a gente tem que armar uma mega campanha... Que é a gente despertar a curiosidade... A gente fazer... A gente tem que... e. Nós mixamos, nós viramos a noite mixando, depois nós temos que finalizar

o som. E depois, nós temos que armar uma mega campanha... Que é nós despertarmos a curiosidade... Nós fazermos... Nós temos que...

f. As pessoas mixam, as pessoas viram a noite mixando, depois as pessoas têm que finalizar o som. E depois, as pessoas têm que armar uma mega campanha... Que é as pessoas despertarem a curiosidade... As pessoas fazerem... As pessoas têm que...

g. Elas/eles mixam, elas/eles viram a noite mixando, depois elas/eles tem que finalizar o som. E depois, elas/eles têm que armar uma mega campanha... Que é elas/eles despertarem a curiosidade... Elas/eles fazerem... Elas/eles têm que...

A esquematicidade da primeira opção (alguém) promove uma falta de coerência que é recorrente na auto-referenciação proposta pela opção (b). As opções (d) e (e) seriam possíveis de serem aplicadas, mas mudaria a mensagem que faz referência as atividades do diretor. Assim, a atriz, possivelmente, estaria incluída neste processo de direção e mixagem descrito por ela, o que não parece ser o caso. As opções (f) e (g) são apontamentos abstratos que não encontram ancoragem

186 referenciativa no texto. Esta ancoragem poderia estar fora da esfera textual,

entretanto, haveria um rompimento com a coesão e a coerência do discurso de Fernanda.

A referenciação proposta por (c) mostra que Fernanda está falando de uma terceira pessoa, não presente no ambiente discursivo imediato, mas que foi referenciada foricamente na sua fala, o Andrucha. Houve uma projeção da referenciação via você para esta terceira pessoa. Portanto, a faceta projetada parece ser aquela colocada em relevo neste momento da entrevista.

Esta recorrência da emergência da faceta projetada parece não acontecer em alguns momentos. Por exemplo, quando Fernanda fala que “... Hoje em dia, não adianta só você fazer uma peça ou um filme, você tem que...”. O escopo de referenciação é ampliado neste momento, pois quem faz peças e filme pode ser ator, diretor, produtor, etc. Estas duas ocorrências dêiticas podem ser substituídas pelas acepções a gente e nós. Teríamos a emergência da faceta projetada nas cinco primeiras ocorrências e da faceta interlocutória inclusiva/exclusiva nas duas últimas ocorrências. A substituição do dêitico por as pessoas também seria plausível. Mas, presumo que certo estranhamento pode ocorrer, pois haveria um distanciamento do conceptualizador em relação a cena projetada. As pessoas pode não incluir a Fernanda, o que não parece ser o caso.

Num outro momento, Fernanda fala: “... Que é a gente estar aqui, hoje, falando do filme. Que é você despertar a curiosidade pro filme como um evento.” Há, claramente, a abertura de um novo enquadramento que permite a emergência da faceta interlocutória.

No que diz respei mudanças. O presente do i enquadramento semântico logo a seguir. Tabe OCORRÊNCIA TEMPO

“Você mixa” Presen “Você vira a noite

mixando”

Presen “Você tem que

finalizar”

Presen “Você tem que

armar”

Presen “Você despertar” Forma “Você fazer” Forma “Você tem que” Presen

Para facilitar a comp Nela, podemos observar qu nenhum enunciado no passa

Figura 98 Nas sete ocorrências do dêitico

0 2 4 6 8 PRESE

speito à estrutura TAM, novamente não t do indicativo, com ocorrências de verbos pont tico apresentado pela estrutura TAM, mostrada

Tabela 14: TAM da 2ª entrevista – Excerto 4.

MPO ASPECTO MODO

esente Pontual Indica

esente Durativo Indica

esente Pontual Indica

esente Pontual Indica

rma nominal Pontual Forma

rma nominal Pontual Forma

esente Pontual Indica

mpreensão da distribuição do tempo verbal, ve r que o presente foi recorrente neste fragmento

assado ou no futuro.

98: O tempo verbal na 2ª entrevista – Excerto 4. tico você, todos os verbos nos enunciados analisados est

RESENTE PASSADO FUTURO

TEMPO

187 o temos grandes ontuais formam o rada na tabela 14, ODO dicativo dicativo dicativo dicativo rma nominal rma nominal dicativo l, veja a Figura 98. ento, não havendo

Das sete ocorrências uma. Em todas as demais o gráfico da Figura 99.

Figura 99 Só houve um

Quanto ao modo ve presente em todos os enu ocorrência nas formas imper

0 1 2 3 4 5 6 7 Figura 100 Todas as 0 2 4 6 8 INDICATIVO

ncias da dêixis você, o aspecto verbal é durati ais o aspecto verbal é pontual, o que pode se

99: O aspecto verbal da 2ª entrevista, 5º excerto. e um registro aspecto verbal durativo, neste extrato.

verbal, o gráfico da Figura 100 mostra que o enunciados analisados, neste extrato, não have

perativa ou subjuntiva.

PONTUAL DURATIVO

ASPECTO

100: O modo da 2ª entrevista, 5º fragmento. as as formas verbais estavam no indicativo. TIVO SUBJUNTIVO IMPERATIVO FORMA

NOMINAL

MODO

188 rativo em apenas ser apreciado no e o indicativo está havendo nenhuma

189

Benzer Belgeler