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Discurso do Sr. Presidente da CASA DE GOA –Dr. Narana Coissoró

Em solidariedade com os Goeses da Beira, as palavras que não pensei, para fazer o discurso mais habituado mas que tenho grande honra em sublinhar o sentido deste Encontro.

O Encontro não é certamente para comer a comida goesa, todos nós a comemos em nossa casa, não é concerteza para estarmos juntos, muitas vezes estamos juntos noutros locais.

O que anima esta festa é o seu sentido, o Encontro , a alma onde efectivamente é a única comunidade dos Goeses da Beira, que tem a fibra, que tem o empenho de efectivamente de realizar estes Encontros todos os anos de renovar a sua camaradagem e a sua afeição de uns com os outros.

Na minha vida conheci vários Beirenses , alguns ligados à família, outros conhecidos do liceu, outros conhecidos da faculdade, e até ilustres como por exemplo o Bispo de Vila Cabral meu conhecido desde o primeiro ao sexto ano, Dom Eurico Nogueira.

Também conheci Beira, como uma cidade que rivalizava com Lourenço Marques, pela sua intelectualidade, pela sua força empresarial, pelo seu dinamismo, pela sua sociedade civil, mas o que a Beira tinha de mais, próprio e individualizava em face da capital que agora é Maputo era a elite Goesa, porque, se nós formos ver e aqueles que gostam de ler a historia de Moçambique , Moçambique foi devo dizer, a palavra não ofende a ninguém uma “colónia de Goa” , porque efectivamente foi a política portuguesa, porque não havia muitos dirigentes para o tamanho do império que, ia, da Madeira no principio até ao Japão, dividir as colónias por vários centros que representavam o reino, e o vice rei da Índia ou governador da Índia tinha jurisdição sobre Moçambique, era o vice rei da Índia ou governador geral conforme os casos que mandava em Moçambique completamente autonomizado da administração do reino, isto é, ele só dava contas no fim no ano ao monarca português ao rei de Portugal daquilo que tinha mandado fazer e exactamente porque Portugal não tinha gente suficiente para estar presente administrativamente nestas terras, foram os goeses que efectivamente, desde o principio em que se consolidou a administração portuguesa em Moçambique, foram os goeses, que suportaram no sentido de estabelecerem a rede ,administrativa, a rede fiscal a rede financeira , a rede alfandegária, isto é os grandes postos desta administração.

departamentos, isto mostra efectivamente que Moçambique e principalmente a Beira, é uma cidade e uma terra onde os goeses se podem orgulhar de terem feito nascer uma nação ,porque sem os Goeses não haveria Moçambique, sem Beira não haveria Moçambique. Sem os Goeses não haveria Moçambique .

Fomos nós, os Goeses que construímos a coluna vertebral, digamos assim, dos primeiros tempos do estabelecimento do império português.

Em segundo lugar, alem desta lembrança histórica, me apraz ver que, este sentimento dos goeses , continua vivo , através dos tempos, e que, todos se sentem irmãos uns dos outros, amigos uns dos outros, camaradas uns dos outros, e que se encontram falam, dão abraços, o que, tenho pena, de dizer, que como Presidente da Casa Goa, não encontro na minha própria Casa de Goa, porque efectivamente para as nossas festas quando nós organizamos, não são, muitos que vêm e por isso fico mais contente como goês , fico mais recompensado como presidente da casa de Goa , fico mais ligado a minha terra , Goa, a minha gente, aos meus amigos, aos meus colegas aos amigos dos meus colegas, porque enquadro a veia da cultura goesa, que estejamos aqui todos, todos juntos, porque esta é verdadeira afinal grande Casa de Goa, esta tenda é mais do que uma Casa de Goa e por isso mesmo agradeço a honra que me dão de falar ao começar o vosso repasto.

Quando me chamaram, eu pensei e perguntei-me porque é que vieram chamar? E o que vou dizer? E lembrei os primeiros versos de Mahabarata.

E como hindu, eu fui aprendendo pelo menos a versão popular do Mahabarata, em criança e quando era grande , lia as traduções em inglês e português, e começa assim: é uma luta entre dois primos que vão degladiar-se pela conquista da Índia e um dos primos diz assim: que falta aqui um bom conselho, e nós sabemos donde é que ele virá, e aparece vestido de soldado, o próprio Deus Khrisna que diz : que quando duas pessoas para evitarem a guerra lembram se de mim, eu aqui estarei sempre presente. Eu não sou krisna, mas quando as pessoas todas juntas lembram de Goa, lembram da Casa de Goa, e eu como presidente da Casa de Goa, devo dizer, quando dois ou mais goeses celebrarem e que deve haver mais alguém para os ajudarem eu como presidente da Casa de Goa, eu aí estarei presente.

9º Aniversário Beirenses - 23 Maio 2009 Intervenções :

Boa Tarde!

Para os que não me conhecem eu sou a Lourdes Fernandes. Uma vez mais obrigada pela vossa presença.

A comissão Organizadora deste encontro iniciou as suas actividades com a celebração de uma missa por alma de todos os Beirenses falecidos. Esta cerimónia realizou-se na Igreja de S.Domingos em Lisboa a 20-8-2008, dia da Fundação da nossa Cidade da Beira .

Mesmo sendo o período de férias da maioria das pessoas , houve muitos que marcaram a sua presença neste acto religioso, tendo havido a oportunidade de reverem aqueles que à longa data tinham perdido o contacto.

Obrigada!

Lurdes Fernandes

Boa tarde a todos!

Para alguns sou conhecido mas, para os outros apresento-me: Sou o Alfredo Bragança. Gostaria de resumir em poucas palavras, o nosso agradecimento aos colaboradores que ao longo destes meses quiseram dar o seu contributo para a concretização desta feita. Apesar da limitação do tempo e das distâncias não podemos deixar de realçar a sua disponibilidade, criatividade e empenho.

A todos eles o nosso “Muito Obrigado”.

Alfredo Bragança

Para os que não me conhecem sou a Lucinda Costa Fernandes. 9º Aniversário Beirenses - 23 Maio 2009

Dando sequência ao projecto que esta comissão tem vindo a desenvolver em prol de um percurso identitário comum, é nosso propósito apelar para a sua continuidade.

A Identidade Cultural é um somatório de valores que partilhamos em comum, com origens e percursos identitários diversos, somos corpo de uma Memória Colectiva,

Nesta sala, estão presentes três gerações, com experiências de vida que lhes foram sendo transmitidas e vividas. É pois, esta relação intergeracional, que possibilita melhor compreender as transformações que ocorrem no mundo em que vivemos.

Para finalizar

Agradecemos a todos, patrocinadores e amigos, que, atentos, a estas dinâmicas culturais, patilharam connosco e nos deram o seu contributo.

Vou citá-los:

SABORES DE GOA-Restaurante cozinha Indo-Portuguesa

PASTELARIA RINO

VIAGENS SAGRES ASDA- ARMAZENISTAS DE PRODUTOS

DE HIGIENe E LIMPEZA

GOAN DELIGTHS (DELÍCIAS DE GOA) Gastronomia Indiana

FURCOSOL-Comércio Internacional

CASA DE GOA APLAUSO.Acessorios de moda e praia

CANTINHO DE GOA-Restaurante comida goesa

INSTITUTO OPTICO-OPTICA 13

A PALHOTA-Churrasqueira JOALHEIROS PARSHOTAM

SIMONIA STORES Doçaria Goesa RESIDENCIAL

TESOURINHA AZUL- Cabeleireiro RESTAURANTE CASA DE GOA

100%ZEN

O nosso muito obrigado

5. Beira

5.1 Beira, Cidade e Porto do Indico, Finisterra, Revista

Portuguesa de Geografia, Vol. IV-, Lisboa 1969.

5.2 Beira –100 Anos – 20 Agosto 2007 ;

www.macua.org/beira100anos/beirapungue.html

Consulta em 27 /1/2009

Registo fotográfico da cidade da

Beira (cedido