2. GENEL BİLGİLER
2.6. DEPRESYONUN TANIMI
Utilizou-se a versão brasileira da Escala de Crenças e Atitudes em Epilepsia, desenvolvida no Estudo 1, que foi respondida por familiares e professores das crianças visando investigar o conhecimento de ambos por meio da identificação de suas crenças e atitudes acerca da epilepsia infantil (APÊNDICE Q).
7.5 Procedimentos
A coleta de informações acerca das crianças com epilepsia foi realizada de maneira distinta nos dois municípios envolvidos no estudo. Primeiramente serão descritos os procedimentos adotados na cidade localizada no interior do Estado de São Paulo e, posteriormente, aqueles realizados no município situado no Rio de Janeiro.
No município localizado no interior do Estado de São Paulo, foi realizado levantamento, por meio da Secretária Municipal de Educação e da Diretoria Regional de Ensino, de todas as escolas de ensino fundamental e também das escolas que ofereciam ensino especial. Constatou-se a existência de quarenta escolas de ensino fundamental (29 estaduais e 11 municipais/municipalizadas) e duas escolas de educação especial.
Após contato telefônico, a pesquisadora visitou todas as escolas e foram selecionadas aquelas nas quais haviam crianças que apresentavam diagnóstico ou suspeita de epilepsia. A confirmação do diagnóstico foi obtida por meio de consulta à ficha de saúde que constava dos prontuários escolares de algumas crianças das escolas públicas, em todos os prontuários de crianças das escolas especiais ou, então, através de contato telefônico ou visita ao médico da criança.
Antes do início da coleta de dados nos dois municípios, a pesquisadora realizou uma aplicação teste para treino e familiaridade com os formulários de identificação e caracterização da criança, da família, dos professores e de freqüência às aulas e com a Escala de Engel (ENGEL, 1993), procurando verificar o tempo, a seqüência dos instrumentos, a linguagem e a clareza do conteúdo dos mesmos. A aplicação teste foi feita com duas alunas do ensino médio que estudavam em escolas públicas estaduais localizadas no município do interior do Estado de São Paulo, sendo que ambas tinham 16 anos e apresentavam diagnóstico de epilepsia. A escolha das duas adolescentes justifica-se pelo fato de excederem a faixa de idade que o estudo abrangia (7 a 14 anos), evitando concomitantemente a redução da amostra da pesquisa.
Após a realização do contato inicial com as escolas, foram explicados os objetivos desta etapa do estudo aos diretores que fizeram o contato com os familiares e professores das crianças. Os familiares foram convidados a participar respondendo ao Formulário de identificação e caracterização da criança e da família, ao CCEB (2008) e à versão brasileira da EBAS – Adult Version, enquanto os professores foram convidados a responder ao Formulário de identificação e caracterização e o de freqüência às aulas, além da versão brasileira da EBAS – Adult Version. Em relação à Escala de Engel (ENGEL, 1993), os dados foram coletados com a família e confirmados por meio de consulta ao prontuário das crianças das escolas especiais e contato pessoal ou telefônico com o médico responsável pelos cuidados com as crianças.
Para a avaliação e comparação da freqüência às aulas dos alunos com epilepsia, os formulários foram preenchidos em relação à criança-alvo e em relação a um colega da mesma classe (estas crianças compuseram o grupo controle), lembrando que nas escolas regulares foram comparadas crianças epilépticas a crianças de desenvolvimento típico e nas de educação especial foram comparadas crianças epilépticas a crianças que tinham outras doenças crônicas. Para compor o grupo controle, selecionaram-se aleatoriamente, por meio de sorteio, crianças da mesma idade e sexo que freqüentavam a mesma sala das crianças com epilepsia, tanto nas escolas regulares como nas especiais.
Ainda em relação ao formulário de freqüência escolar cabe ressaltar que no município localizado no interior do Estado de São Paulo ele foi preenchido tanto para as crianças com epilepsia quanto para as crianças do grupo controle. Entretanto, no município localizado no Rio de Janeiro, o formulário foi preenchido apenas para as crianças com epilepsia. Assim, as comparações relativas a freqüência às aulas entre o grupo com epilepsia e o grupo controle serão feitas apenas para as escolas do Estado de São Paulo, enquanto as
comparações entre as crianças das escolas regulares e especiais serão feitas tanto para o Estado de São Paulo quanto para o do Rio de Janeiro.
No que diz respeito ao município do Rio de Janeiro, a possibilidade de coleta de informações se deu por meio de contato com um dos juízes que participaram do processo de adaptação transcultural da versão brasileira da EBAS – Adult Version. O respectivo juiz mostrou-se interessado em participar do estudo, por se tratar de uma área que fazia parte de seu campo de pesquisa, disponibilizando-se voluntariamente a coletar dados em sua cidade. Além de ser professor de uma instituição universitária, o avaliador era membro voluntário de uma organização não governamental localizada na cidade envolvida no estudo, local onde atendia crianças com epilepsia. Considerando-se a semelhança dos municípios e buscando ampliar o número de participantes do estudo e prosseguir na prática de intercâmbio com o pesquisador, optou-se por realizar a coleta de dados também no município do Rio de Janeiro. Assim, no caso do município do Rio de Janeiro, a coleta de informações com os familiares foi realizada na própria organização não governamental. O contato com as escolas e professores das crianças também foi feito por meio desta organização não governamental, mas a coleta de informações foi feita nas escolas onde as crianças estudavam.
Em ambos os casos, os dias e horários para a coleta dos dados foram combinados previamente com os responsáveis por cada escola. Além disso, no caso dos familiares, todos os instrumentos foram lidos pelos pesquisadores considerando-se a existência de diferentes níveis de escolaridade entre os participantes.
7.6 Análise de dados
A análise dos dados foi feita de forma descritiva e inferencial. Cabe ressaltar que nos casos em que se utilizou a análise inferencial foram feitos testes de normalidade utilizando- se o método de Kolmogorov e Smirnov. Assim, nos casos em que as amostras apresentaram distribuição normal foram utilizados testes paramétricos e nos casos em que não apresentaram foram utilizados testes não-paramétricos.
• Resultados da identificação e caracterização das crianças
Utilizou-se estatística descritiva, por meio de gráficos e tabelas, para apresentar os resultados referentes ao local onde as crianças estudavam, à idade de início e a duração da doença, à presença de outros membros na família que tinham epilepsia, à presença de comorbidades ou patologias tanto nas crianças das escolas especiais e regulares como nas que compuseram o grupo controle, aos tipos de síndromes epilépticas ou epilepsias, à gravidade da doença e freqüência de crises de acordo com a Classificação de Engel (ENGEL, 1993) e também ao número e tipos de medicamentos utilizados pelos participantes.
Para a análise inferencial, utilizaram-se os testes t de Student para comparar a idade de início e a média de duração da epilepsia entre as crianças das escolas especiais e regulares, qui-quadrado (X2) para comparar a freqüência e a gravidade da doença, além do teste de Mann-Whitney (teste U) com o objetivo de comparar o número de medicamentos utilizados pelas crianças das escolas regulares e especiais. Em todos os casos, considerou-se p ≤ 0,05 para o nível de significância.
• Resultados da caracterização e comparação da freqüência às aulas
Os dados obtidos junto às instituições de ensino através do formulário de freqüência serão apresentados de maneira descritiva por meio da média de freqüência às aulas considerando-se as crianças das escolas regulares e especiais e seus respectivos controles, além da freqüência de respostas emitidas pelos professores nas duas últimas questões que compõem o instrumento de registro de freqüência escolar.
Por fim, utilizaram-se os testes t de Student para comparar a média de freqüência às aulas entre as crianças das escolas especiais e regulares e os grupos controle e o de Mann- Whitney para comparar a freqüência às aulas entre as crianças das escolas regulares e especiais. Em ambas as análises, considerou-se p ≤ 0,05 para o nível de significância.
• Resultados da análise de regressão logística
Foram feitas análises de regressão logística não condicional (uma vez que a amostra é não pareada) para examinar os efeitos específicos de múltiplas variáveis explicativas (tipo de epilepsia, idade de início, duração e gravidade da doença, número de drogas anti- epilépticas e de comorbidades ou de outras doenças crônicas), buscando-se verificar quais delas estavam significativamente relacionadas ao local onde as crianças estudavam.
Para isto, utilizou-se o Software Minitab – Versão 12.1 na função de distribuição logística, que permitiu identificar as variáveis que tinham forte influência sobre a variável resposta (escola) por meio dos resultados obtidos simultaneamente com o coeficiente p- valor, a estimativa da odds ratio e o teste qui-quadrado de Mantel-Haenszel (X2MH) dentro
de um intervalo de confiança de 95%.
• Resultados da aplicação da versão brasileira da EBAS – Adult Version em familiares e professores
Os dados obtidos por meio da aplicação da EBAS – Adult Version foram analisados de maneira descritiva por meio das frequências de respostas dos familiares das escolas especiais e regulares na Parte I do instrumento. Em seguida, foram apresentados as médias de respostas para as questões da Parte II da versão brasileira da EBAS – Adult Version tanto para os familiares das escolas regulares quanto especiais. O mesmo procedimento de análise foi feito na sequência para descrever as respostas dos professores.
Posteriormente, foram feitas análises comparativas entre as respostas fornecidas por pais e professores nas questões da Parte II da versão brasileira da EBAS – Adult Version. Para tal utilizou-se o teste t de Student - considerando-se p ≤ 0,05 para o nível de significância - e foram feitas as seguintes comparações:
- Grupo de familiares com grupo de professores;
- Grupo de familiares das escolas especiais com o grupo de familiares das escolas regulares;
- Grupo de professores das escolas especiais com o grupo de professores das escolas regulares;
- Grupo de familiares das escolas especiais com o grupo de professores das escolas especiais;
- Grupo de familiares das escolas regulares com o grupo de professores das escolas regulares.
8 RESULTADOS
Após o contato com as escolas do município de São Paulo foram identificados 37 alunos com diagnóstico ou suspeita de epilepsia, sendo que destes dois tinham 16 anos e, portanto, participaram da etapa do pré-teste com os instrumentos uma vez que sua idade excedia a faixa etária compreendida pelo estudo (os resultados do pré-teste são apresentados no APÊNDICE X juntamente com a caracterização sócio-demográfica dos participantes).
Primeiramente serão apresentados os dados de caracterização das crianças quanto a epilepsia e ao tipo de escola que freqüentavam, e, em seguida, as análises da freqüência às aulas e a relação entre as variáveis da epilepsia e o tipo de escola que as crianças freqüentavam. Posteriormente, serão apresentadas as análises comparativas entre as crenças de pais e professores.