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IV. BÖLÜM:BULGULAR

4.1. Deney ve Kontrol Grubundaki İlkokul Öğretmenlerinin Minnettarlık Toplam

O tema Instituições de Apoio às universidades federais é muito complexo e causa muita polêmica. Em relação à questão se tais instituições são prescindíveis ou imprescindíveis à existência futura das universidades, ainda não há um consenso. Atualmente, essas instituições são de grande ajuda com o intuito de promover o ensino, a pesquisa e a extensão das universidades federais, além do apoio financeiro.

Segundo Medauar (2001, p. 110), são assim definidas:

Denominam-se, de modo mais completo, instituições de apoio a instituições oficiais de ensino superior. Destinam-se, em geral, a colaborar com tais instituições no ensino e pesquisa. Conforme indica Sérgio de Andréa Ferreira (Comentários à Constituição, v. 3, 1991, p. 56) as instituições de apoio vêm se formando de dois modos: por pessoas físicas (professores, pesquisadores universitários, ex-alunos) ou pelas próprias instituições de ensino superior (isoladamente ou em conjunto com pessoas físicas). São entes dotados de personalidade jurídica, regidas pelo Código Civil e Código de Processo Civil.

Um dos pontos cruciais na criação da uma Instituição de Apoio é o de colocar à disposição do mercado o conhecimento criado e estagnado dentro dos muros acadêmicos. Em muitos casos, há uma demanda no mercado por esse conhecimento. Com isso, a universidade poderia ter uma maior liberdade e um direcionamento nos seus gastos, não estando mais presa a um orçamento anual proveniente do Ministério da Educação, como no ano de 2001 em que aproximadamente 90% (noventa por cento) estavam comprometidos com o pagamento de pessoal, de acordo com o Boletim de Dados Físicos e Orçamentários/MEC – 1994/2001.

O suporte dado por parte das Instituições de Apoio às atividades acadêmicas em alguns centros/faculdades é imprescindível. Há a manutenção de equipamentos e a compra de material de consumo. Até mesmo a reforma e a compra de material permanente são solucionadas por intermédio das instituições.

De acordo com Pupatto (2003, p. 1), “presa às contradições que lhes são inerentes, a universidade tem respondido de modo pouco convincente aos desafios que a ela se apresentam: a massificação, com a ampliação da população estudantil, a criação de novos cursos associados a um novo entendimento conceitual, como ensino, pesquisa e extensão, não resultaram na perda do seu caráter elitista”.

As instituições sem fins lucrativos desempenham importante papel na sociedade brasileira e atuam onde o Estado não pode ou não tem prioridade.

São instituições que tentam ocupar a lacuna deixada pelo Governo em setores onde atua de maneira precária ou inexistente. Os direitos à saúde, educação, moradia, dentre tantos outros, estão garantidos na Constituição de 1998, mas não são executados de maneira satisfatória. Estudos mais recentes têm demonstrado a importância da organização espontânea e autônoma da sociedade civil em grupos, movimentos e organizações sem fins lucrativos para a efetivação da democracia, promoção do desenvolvimento e da cidadania. Segundo Putnam (2002, ps.103-104),

Diz-se que as associações civis contribuem para a eficácia e a estabilidade do governo democrático, não só por causa de seus efeitos ‘internos’ sobre o indivíduo, mas também por causa de seus efeitos ‘externos’ sobre a sociedade.

No âmbito interno, as associações incutem em seus membros hábitos de cooperação, solidariedade e espírito público. [...] Isso é corroborado por dados extraídos de pesquisas sobre cultura cívica realizadas com cidadãos de cinco países, incluindo a Itália, mostrando que os membros das associações têm mais consciência política, confiança social, participação política e competência cívica subjetiva. A participação em organizações cívicas desenvolve o espírito de cooperação e o senso de responsabilidade

comum para com os empreendimentos coletivos. Além disso, quando os indivíduos pertencem a grupos heterogêneos com diferentes tipos de objetivos e membros, suas atitudes se tornam mais moderadas em virtude da interação grupal e das múltiplas pressões. Tais efeitos, é bom que se diga, não pressupõem que o objetivo manifesto da associação seja político. Fazer parte de uma sociedade orfeônica ou de um clube de ornitófilos pode desenvolver a autodisciplina e o espírito de colaboração.

No âmbito externo, a ‘articulação de interesses’ e a ‘agregação de interesses’,

como chamam os cientistas políticos deste século, são intensificadas por uma densa rede de associações secundárias. [...]. De acordo com essa tese, uma densa rede de associações secundárias ao mesmo tempo incorpora e promove a colaboração social.

Desta forma, entram em campo as instituições sem fins lucrativos como parte da solução dos problemas sociais brasileiros.

Segundo estudos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), em parceria com a Associação Brasileira de Organizações Não-Governamentais (ABONG), foram identificadas 276 mil instituições privadas e sem fins lucrativos, que empregam 1,5 milhão de pessoas, pagando salários e outras remunerações, no valor de R$ 17,5 bilhões.

Esse estudo foi realizado em parceria com o Ministério da Fazenda e Ministério do Trabalho e Emprego, cujos cadastros abrangem tanto entidades empresariais como órgãos da administração pública e instituições privadas sem fins lucrativos. A partir de critérios selecionados, foram consideradas:

- Organizações Sociais (OS);

- Organizações Sociais Civis de Interesse Público (OSCIPs); - Fundações mantidas com recursos privados;

- Filiais, no Brasil, de fundação ou associação estrangeira; e - Outras formas de associação.

Diversos dados foram extraídos do referido estudo, tais como:

- A Região Sudeste concentra 44% das fundações e associações, sendo que o Estado de São Paulo tem 21% das entidades e Minas Gerais, 13%, o que representa um terço das organizações existentes no Brasil.

- A grande maioria (62%) das associações sem fins lucrativos foi criada a partir dos anos 90. As entidades sediadas no Norte e Nordeste são bem mais jovens que as do Sul e Sudeste. A cada década, acelera-se o ritmo de crescimento, que foi de 88% de 1970 para 1980; de 124% de 1980 para 1990; e apenas de 157% de 1996 para 2002.

TABELA 9 - Entidades privadas sem fins lucrativos,

em números absolutos e variação percentual no Brasil - 1996/2002 Absoluto

Entidades privadas sem fins lucrativos 1996 2002

Variação percentual

(%)

Total 211.787 500.155 136,2

Fundações privadas e associações sem fins lucrativos

107.332 275.895 157,0 Outras entidades privadas sem fins

lucrativos

104.455 224.260 114,7

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Cadastro Central de Empresas 1996/2002.

Na Tabela 9, pode-se acompanhar o crescimento das fundações privadas e associações sem fins lucrativos no Brasil, no período de 1996 a 2002. Nota-se que tal crescimento foi superior às outras entidades, o que revela o tamanho do setor e o seu grande potencial de crescimento.

As organizações que prestam serviços em saúde e educação estão entre as mais antigas, segundo o referido estudo do IBGE, particularmente hospitais e escolas de segundo grau, tendo 70% delas sido criadas antes da década de 90 e estando dois terços delas concentrados na Região Sudeste. As duas áreas empregam mais da metade (52%) do total de pessoas ocupadas em entidades sem fins lucrativos.