2. ZEMİNLERİN KALICI KAYMA MUKAVEMETİ
3.3 Halka Kesme Deney Düzeneği
3.3.2 Deney Numunesinin Halka Kesme Deney Aleti ile Kesilmesi
O conjunto literário composto por Am 5,1-17, a partir de J. De Waard, apresenta-se em forma quiástica, sendo que cada elemento dentro deste tipo de arranjo especial, segundo o autor, “cai perfeitamente no lugar”.38 Segundo a proposta de Waard, essa unidade está
organizada tendo como centro a expressão “Javé é seu nome” (v.8b). Todos os outros elementos estariam girando em torno deste eixo de articulação.
A partir do artigo The Chiastic Structure of Amós V 1-17, tomaremos agora a proposta colocada por De Waard,39 referente ao conjunto Am 5,1-17. Tal proposta permite-nos ter uma
visão do que compreende essa unidade em relação ao todo da profecia. Esta modalidade nos oferece, a partir de uma ordenação concêntrica, a possibilidade de vermos de onde parte a palavra profética, que vai se formando da periferia para o centro.
36 CROATTO, 2000, p. 11.
37 De WAARD, J. The Chiastic Structure of Amos V 1-17. Vetus Testamentum. Leiden: E. J. Brill, v.27, n.2,
1977. p. 176.
38 Ibid., p.174. 39 Idem.
Partindo dos v. 1-3 e seus correspondentes 16-17, temos um lamento fúnebre como prenúncio da ruína total de Israel. No eixo central de tal ameaça está a ideia de eliminação do Estado, por ser a Instituição geradora da situação social vivida no Reino do Norte, sustentando e consentindo as injustiças cometidas por segmentos e setores ameaçados por Javé por meio do profeta. Serão desbaratados, sua capital, o exército e o templo. Seguindo os v. 4-6 e seus correspondentes 14-15, num tom de admoestação temos um apelo a buscar o Senhor, e o bem, que se traduz na prática do direito e da justiça. Temos, aí, elementos que apontam para a mensagem central, referindo-se à ausência da justiça e do direito na sociedade.
Na camada que antecede ao núcleo desta unidade, o v. 7 com seus correspondentes 10- 13, chega-se propriamente à denúncia que motiva toda essa ruína anunciada na moldura do texto, a saber: a opressão, a distorção do direito do pobre que é negado no Portão da cidade. E, finalmente, atingimos no v. 8b o núcleo desta unidade de discurso, em forma quiástica, com a mensagem: “Senhor é seu nome”. Aí se mostra o agir de Deus que quer garantir a defesa de quem sofre necessidade no processo social.
A proposta de Waard é, em primeiro lugar, ver como se dá o discurso-unidade que compõe Am 5,1-17, baseando-se na sua composição final tal qual o texto se apresenta. O seu início (5,1) é marcado pelo verbo “ouvir”, típico de seções introdutórias e no final (5,17) temos a expressão “dito de Javé”, indicando o fechamento desta unidade de sentido. Já, no versículo18, a interjeição introdutória (“Ai”) marca, pela sua forma gramatical diferente, o começo de uma nova unidade.
Segundo tal proposta, o bloco 5,1-17 pode ser dividido em duas subunidades (1-6 e 7- 15), que por sua vez distribuem-se em parágrafos ou subunidades menores. Na subunidade 1- 6, no versículo 1 temos o verbo “ouvir”, no qual, o imperativo, plural, indica o início de tal unidade. Este cumpre a função de chamar a atenção para algo que vai ser anunciado, sendo uma espécie de convocação. Tal expressão é recorrente em todo o conjunto literário do Antigo Testamento, aparecendo 653 vezes, enquanto recurso literário próprio dos oráculos proféticos. No v. 6 apresenta-se uma fórmula conclusiva desta primeira subunidade, embora este verso pareça autônomo em relação aos anteriores.
Tal estrofe (1-6) versa sobre dois principais assuntos, a começar pelos v. 1-3, com uma linguagem bélica. Além dessa forma de expressão, encontramos elementos referentes a um lamento fúnebre, em razão de uma destruição iminente com relação à Casa de Israel. Quanto aos v. 4-5, que podem ser isolados como uma segunda estrofe, a temática que aparece diz respeito aos santuários e cultos, principalmente do Reino do Norte, Guilgal, Berseba e Betel. Estes lugares são referidos de forma negativa. Já na menção à Casa de Israel, a mensagem não é de destruição como na estrofe anterior (5,3), mas há nesta uma possibilidade de vida. A subunidade 5,1-6 fecha-se com o v.6, embora este funcione como um importante versículo de transição, que introduz a parte hínica desta seção (8-9).
Embora percebamos não haver uma continuidade lógica entre estas pequenas estrofes, inclusive pelos cenários diferenciados, o que confere unidade de sentido a esses seis versos (1-6) são alguns elementos como “casa de Israel” (1.3.4). Também o verbo “buscar”. Temos ainda a partícula ʽki” (por isso / porque) (4 - 5), utilizada duplamente, o que nos leva a concluir que os v. 1-6 constitui uma unidade coesa.
Iniciando uma nova subunidade, temos no versículo 7, uma mudança no verbo, bem como no campo semântico, que tratará sobre os termos “direito” e “justiça”. Conforme Waard, a respeito do v.7, esse por um lado parece “perturbar” essa sequência, e de outro tem sido reconhecido como pertencente à mesma temática do v.10. Quanto à dificuldade que aí aparece, o autor diz:
O verso 7 é, por conseguinte, transposto depois dos vers. 8-9. Este foi por vezes feito sem referência ao arranjo do discurso, sobre a base da assim chamada ligação lógica. Mas geralmente se pensa em termos de uma interpolação, mais tarde consciente do hino ou em termos de um simples erro feito por um copista (...) a única coisa a ser observada no momento é que o v. 7 é uma organização independente não relacionado no discurso.40
Passando aos versículos 8 e 9, considerado por muitos como uma parte difícil enquanto unidade de discurso, há pois um certo entrelaçamento, formando, portanto, uma estrofe hínica. Quanto à estrofe composta pelos versículos 10-13, convém voltar ao que nos referimos sobre o v. 7, reconhecido como pertencente à mesma temática do versículo 10, embora devamos considerar que há certa independência, conforme dito acima. Sobre a referida subunidade, que corresponde ao foco do nosso trabalho, Waard aponta não haver
rupturas semânticas entre os versículos 10 e 11, apesar das diferenças formais como o uso da 3ª pessoa no v. 10 e da 2ª pessoa no v. 11.41
Já o versículo 12, parece existir uma relação múltipla dentro da unidade de discurso que ora tratamos, principalmente com os versos anteriores, considerados como uma composição de estrutura quiástica, conforme veremos adiante. O versículo 12 serve de fundamentação para o anúncio de castigo que se encontra em 16-17. Na sua primeira parte (12a), temos sintetizada a acusação, e na segunda parte (12b) a explicitação dessa acusação. Um elemento unificador de tais versos enquanto estrofe, segundo Waard, é que todas essas palavras são consideradas como ditas por Amós.42
A respeito do versículo 13, embora este possa ser considerado não fazendo parte dessa estrutura (10-12), há uma relação de implicação entre os versículos 12 e 13, visto que o versículo 12 fornece terreno para certa atitude humana que é descrita no versículo 13. Os versículos 14-15 formam outro elemento que parece “perturbador” no conjunto, apesar de terem estes uma relação com a estrofe composta por 4-6, quando fala sobre o “bem”, que é “procurar a Javé”. Esse “bem” não é senão “estabelecer o direito à porta” (15b). Por fim, os versículos 16-17 formam uma última estrofe, acentuando o caráter geral do luto, descrevendo ritos fúnebres, enquanto consequência de uma série de questões debatidas no livro, enquanto denúncia profética.
Cremos que essa tomada minuciosa do conjunto acima tratado, nos situará melhor dentro do que agora trataremos. Nossa direção agora é o foco literário em questão, que é a perícope 5,10-13, sobre a qual trabalharemos no passo seguinte.