1.3. Denetim Türleri
1.3.2. Denetçi Statüsüne Göre Denetim Türleri
Nas imediações do Mascarro são já conhecidos alguns locais de cronologia romana, como Santo Amarinho, Tapada de Ribeiro de Carvalho – Machoquinho, Cangão, Vale da Bexiga, Tapada da Pedreira. Estes apresentam boas condições de implantação, estão próximos de li- nhas de água e de acessos e são compostos por estrutu- ras e manchas de dispersão, onde alguma cerâmica foi recolhida. São visíveis alinhamentos de muros, pesos de lagar e de tear, bem como blocos graníticos.
Para estes sítios, voltam a subsistir as questões em ter- mos de terminologia e, sem dados retirados de inter- venções arqueológicas, muitos vão certamente conti- nuar sem resposta.
Numa visão mais geral, no concelho já foram identi- ficados e publicados, alguns pontos de cronologia ro- mana como a villa romana dos Mosteiros, o paredão da barragem da Tapada Grande – Meada, os vestígios concentrados do Vale do Cano ou até o sítio da Cole- giada, onde foi recolhida uma ara dedicada a uma di- vindade indígena. Na vasta zona da Meada também se identificaram vestígios diversos em termos estruturais e elementos móveis.
Apesar de espacialmente ficarem distantes do Mascar- ro, não deixam de ser relevantes para esta investiga- ção e para o estudo da rede de povoamento antiga.
CONCLUSÕES
Este território foi ocupado ao longo do tempo de vá- rias maneiras, com unidades de povoamento bem di- ferenciadas. O que resulta numa realidade que ainda é difícil de conjeturar e de compreender num todo.
Apenas recentemente a investigação se preocupou em retificar as diferenças existentes dentro desta multipli- cidade de povoamento que marcaram não só a fase do Império mas também a Antiguidade Tardia.
O povoamento rural romano no concelho de Castelo de Vide aparenta direcionar-se a partir da implementa- ção de uma estrutura articulada em torno de proprie- dades que provêm da exploração dos recursos que o território tinha para oferecer em meio rural. Neste sen- tido, as villae serão um elemento estruturante mas que enquanto paradigma vivencial expira nos finais do sé- culo V d.C. ou durante a sexta centúria, mantendo-se alguns focos de permanência em situações esporádi- cas, mas que nada têm a ver com a ocupação e concei- to inicial de exploração do fundus.
Concretamente, quanto ao sítio do Mascarro, a leitura de todos os dados é complexa uma vez que não está totalmente escavado e a intervenção é antiga, inde- pendentemente dos novos dados recolhidos.
A envolvente, a capacidade dos solos e os materiais parecem encaixar na categoria de casal ou granja, também conhecidos como “villae de segunda ordem” (Carneiro, 2014, p. 133) onde os solos se caracterizam por ser esqueléticos. A análise de determinados ele- mentos arquitetónicos e do torcularium levam a acre- ditar que seria mais um sítio de grandes dimensões e relacionado com a produção.
Assim subsiste a dúvida em como classificar os vestí- gios conhecidos.
Apenas retomando os trabalhos de escavação se con- seguem apurar mais dados sobre o sítio e com prospe- ções intensivas se conhece melhor o território do con- celho e consequentemente as antigas ligações. Este seria um local passível e interessante de se conhe- cer melhor devido ao facto de ser dos poucos locais no Norte Alentejo onde se registam antigas estruturas de transformação de produtos. Seria desejável e justificá- vel dar continuidade ao estudo do local, com escava- ções arqueológicas ou através de outros processos e métodos de análise.
É pertinente dar continuidade ao estudo destas rea- lidades, que sendo de menor dimensão, contribuem para o entendimento das realidades maiores.
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INTRODUÇÃO
O presente artigo tem como base o estudo do conjunto de cerâmica proveniente dos estratos de época islâmi- ca da galeria 5 do castelo de Palmela, que deu origem à dissertação de mestrado em Arqueologia, apresen- tada à Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, intitulada: A cerâmica islâmica do castelo de Palmela: análise tipológica e crono-estratigráfica dos materiais da galeria 5 (Araújo, 2013).
O castelo de Palmela é, no seio da arqueologia islâmi- ca portuguesa, um caso reconhecido pelo valor das in- vestigações que lá foram desenvolvidas. Os trabalhos de Isabel Cristina Fernandes permitiram a identifica- ção de uma grande variedade de formas cerâmicas, marcadas por uma acentuada diversidade tipológica.