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Demokrasi ve hukukun üstünlüğü

2. SİYASİ KRİTERLER

2.1. Demokrasi ve hukukun üstünlüğü

Ao analisar cada área em específico, verifica-se que as comunidades são pensadas, a priori, como um espaço de territorialidade definida, característica essa fundamental às comunidades presenciais e virtuais, sejam territórios físicos ou simbólicos, respectivamente. No entanto, quando se pensa em relações sociais em espaços virtuais de aprendizagem é preciso analisar essas relações em três patamares:

O primeiro deles é pensar que tipo de relação é estabelecido presencialmente em espaços educativos (que são herdadas de processos tradicionais, de aulas tipicamente expositivas, por exemplo), para em seguida compreender tais relações na virtualidade. Esse patamar não constitui pré-requisito para a compreensão das relações sociais que acontecem no espaço virtual, uma vez que muitas relações só acontecem na virtualidade. Mas a compreensão das relações presenciais é mais um elemento para o entendimento dessas relações que se estabelecem no virtual. É importante também não estabelecer relação de causalidade, pois nem sempre as relações presenciais levam as relações virtuais e vice-versa.

O segundo patamar é pensar nas relações sociais mediadas pela tecnologia e que, portanto, dependem das ferramentas disponíveis nos ambientes virtuais. As relações estabelecidas por ferramentas síncronas (bate-papo, vídeo-conferência), por exemplo, diferem daquelas estabelecidas por ferramentas assíncronas (fórum, correio etc.).

O terceiro patamar é pensar nas relações sociais estabelecidas quando se utilizam as TIC, que ampliam as formas de comunicação ao fazer uso de outras tecnologias digitais e não apenas das que estão disponíveis nos ambientes virtuais. Ou seja, são relações sociais que não se limitam as ferramentas dos AVA e que irão depender do acesso e da habilidade do indivíduo para utilizar determinado tipo de ferramenta de comunicação, como: IRC9, Msn10,

Gtalk, Skype e o Twitter, por exemplo.

O que a Sociologia traz em comum com a Educação à Distância são as interações sociais e as diversas formas que as pessoas podem se relacionar mutuamente. Essas relações na EaD se ampliam visando uma maior colaboração entre seus pares, não excluindo a potencialidade dos espaços físicos.

Para Thompson (1998), existem três tipos de interação criados pelo uso dos meios de comunicação: interação face-a-face, interação mediada e quase-interação mediada. A interação face-a-face é aquela que acontece em um contexto de co-presença, em que os participantes estão interagindo ao mesmo tempo e partilhando de um mesmo espaço, podendo usar “expressões denotativas (aqui, agora, este, aquele etc.) e presumir que são entendidos” (THOMPSON, 1998, p.78). Possui um caráter dialógico, no sentido do fluxo informacional implicar ida e volta da informação e comunicação. O autor (op.cit) complementa que nesse tipo de interação os participantes normalmente usam uma multiplicidade de deixas simbólicas para que as mensagens sejam transmitidas e analisadas. Na interação face-a-face, as deixas correspondem a piscadelas, gestos, mudanças na entonação de voz, franzimento de sobrancelhas e sorrisos, por exemplo. No ambiente virtual, as deixas simbólicas podem ser

9 Internet Relay Chat

visualizadas através da linguagem escrita pela decodificação dos emoticons11, o que pode

ajudar a reduzir e amenizar as dúvidas nas mensagens recebidas.

A interação mediada é aquela que implica o uso de algum meio técnico (papel, fios elétricos, ondas eletromagnéticas, etc.) que possibilita a transmissão da informação e de conteúdos simbólicos para indivíduos remotamente no espaço, no tempo, ou em ambos (THOMPSON, 1998). Nesse tipo de interação, os indivíduos podem estar em contextos espaciais ou temporais distintos. Outra característica da interação mediada é que há certo estreitamento de deixas simbólicas, uma vez que a comunicação por cartas não propicia aos participantes o uso das deixas referentes à presença física, como: entonação de voz, sorrisos, expressões faciais etc.; ao contrário da comunicação por telefone, que priva os participantes das deixas visuais, mas acentua as deixas orais. Pelo motivo da interação mediada reduzir a possibilidade de deixas simbólicas, e aumentar as ambiguidades na comunicação, Thompson (1998, p.79) afirma que “as interações mediadas têm um caráter mais aberto do que as interações face-a-face. Estreitando as possibilidades de deixas simbólicas, os indivíduos têm que se valer de seus próprios recursos para interpretar as mensagens transmitidas”.

Ampliando a concepção de Thompson (1998) e trazendo para a temática das comunidades virtuais, na interação mediada, a ferramenta tecnológica exerce papel significativo nas interações. Devem-se observar três elementos nesse tipo de interação: primeiro, o que a tecnologia permite ao indivíduo realizar para estabelecer uma comunidade; segundo, a impossibilidade do aluno em realizar algo por não ter domínio em manusear a ferramenta; terceiro, o ambiente virtual utilizado permite ou não realizar certas funcionalidades, como por exemplo: mensagem de voz. Caso não permita o envio, a comunidade será construída com algumas limitações.

A terceira e última é a quase-interação mediada, utilizada para se referir às relações sociais estabelecidas pelos meios de comunicação de massa (livros, jornais, rádio, televisão, etc.) e que implicam grande disponibilidade de informação e conteúdo simbólico no espaço e no tempo (THOMPSON, 1998). No que se refere às deixas simbólicas, se

11 Denominados também de ideografias dinâmicas e são conceituados como “uma escrita dinâmica a base de

ícones, de esquemas e de redes semânticas, com a possibilidade técnica, cognitiva e lingüística de uma linguagem interativa com suporte informático” (GOMES, 2004, p.61) que buscam melhorar a interação humana suprindo a impossibilidade de atribuir expressões faciais e corporais ao que se escreve.

comparadas à interação face-a-face, elas também possuem certo estreitamento. Para Thompson (1998, p.79) dois aspectos da interação quase-mediada se diferenciam dos outros dois tipos de interação. São eles: primeiro, na interação face-a-face e na interação mediada, os participantes “são orientados para outros específicos, para quem eles produzem ações, afirmações, etc.; mas no caso da quase-interação mediada, as formas simbólicas são produzidas para um número indefinido de receptores potenciais”. No segundo aspecto, a interação face-a-face e a interação mediada têm caráter dialógico, enquanto na interação quase-mediada seu caráter é monológico, “isto é, o fluxo da comunicação é predominantemente de sentido único” (THOMPSON, 1998, p.79). Para o autor (op.cit) esse tipo de interação não tem o mesmo grau de reciprocidade interpessoal das outras formas de interação, mas não deixa de ser uma forma de interação.

Ao analisar os três tipos de interação proposto por Thompson (1998), verifica-se que no primeiro tipo a interação acontece entre humanos e que pode ou não fazer uso de recursos tecnológicos. No segundo e terceiro tipo, a interação acontece porque os indivíduos fazem uso da tecnologia, mesmo que no terceiro tipo de interação não haja o mesmo grau de reciprocidade que no segundo tipo de interação. Um exemplo da quase-interação seria os textos disponibilizados em cursos à distância, uma vez que se os conteúdos são apresentados de forma linear, a interação entre aluno-conteúdo é mínima, o que pode causar desmotivação do aluno no curso.

Para essa pesquisa não será relevante abordar o último tipo de interação, quase- interação, por possuir caráter monológico, conforme aborda Thompson (1998). Para tanto, as relações sociais serão operacionalizadas quando analisadas as interações sociais no contexto presencial e virtual, uma vez que na presencialidade se enfatiza uma relação social em que se visualiza a pele, a respiração, o cheiro e o mais importante: a presença física do outro. Na virtualidade, essas relações se alteram devido às possibilidades de uso das TIC e que nem sempre são compreendidas como relações sociais, e sim relações mecânicas e/ou superficiais por serem relações mediadas por máquinas. Mesmo que haja alterações nessas relações, Lévy (1999) afirma que as relações on-line estão longe de ser frias e não excluem as emoções fortes, uma vez que a responsabilidade individual, a opinião pública e o julgamento não desaparecem na Internet.

Existe, ainda, certo preconceito no que concernem as relações mediadas por computador. Portanto, a compreensão das relações sociais presenciais é um fator importante para compreender esse outro tipo de relação, que também é social.

Para tanto, a constituição das comunidades virtuais de aprendizagem será analisada partindo-se de duas características: os elementos que as compõem e as relações que são estabelecidas entre os membros. O referencial teórico da Sociologia será utilizado para analisar as relações tanto presenciais quanto virtuais.

Na seção a seguir, algumas pesquisas realizadas sobre as comunidades virtuais serão discutidas.