5.5. ARAġTIRMA BULGULARI VE SONUÇLARIN DEĞERLENDĠRĠLMESĠ
5.5.4. Demografik ve Finansal Özelliklerin Ki-Kare Çözümlemesi
As entrevistas permitem ainda as seguintes reflexões sobre a contribuição da biblioteca universitária ao processo de avaliação externo das instituições de ensino superior:
→ A avaliação da biblioteca pauta-se muito mais em um procedimento quantitativo do que qualitativo, mesmo com as mudanças instituídas pelo Sinaes, conforme afirmado pelo responsável C: “[...] eu percebi que é muito mais uma avaliação quantitativa do que qualitativa, mas todos esses itens comprovam que a biblioteca pode oferecer um bom serviço. E ainda há um outro ponto, a avaliação não é uniforme, porque muito do que eu lhe respondi aqui algumas comissões questionaram e outras não. A única coisa que é mais uniforme é a quantidade de livros por disciplina / curso avaliado”.
→ O foco da avaliação guarda resquícios da filosofia empregada pelo Exame Nacional de Cursos, pois está nos livros que formam o núcleo didático dos cursos.
→ Percebe-se pouca ênfase nos serviços qualitativos prestados pelos bibliotecários, o que foi inclusive ressaltado pelo supervisor A nas seguintes palavras: “São feitas perguntas muito rápidas e que não são capazes de avaliar a efetiva integração da biblioteca com o desenvolvimento do curso”; e ainda pelo supervisor B: “[...] o roteiro não cobre tudo o que é oferecido pela biblioteca. Por que você percebe hoje quais são os indicadores para avaliar a biblioteca? Você vai ter alguns serviços, acervo e estatística. Será que são só esses indicadores que a biblioteca oferece para uma avaliação qualitativa dos seus serviços? Ela vai mais além, muito mais além e se você não está preparado para o momento da avaliação, você se restringe a responder esses itens mínimos que são solicitados e não demonstra o que
realmente enriquece o trabalho da biblioteca, aquilo que você tem de melhor. Agora, os avaliadores, apesar de terem o roteiro, se pautam muito na sua postura e no que você apresenta sobre a biblioteca.
→ Embora haja problemas no processo de avaliação das bibliotecas universitárias, estas unidades de informação registram grandes melhorias em sua infraestrutura, nas condições para atendimento aos usuários e no reconhecimento do bibliotecário como um gestor dos insumos e demandas que fazem parte do cotidiano da biblioteca. Seguem alguns depoimentos dos entrevistados que confirmam as melhorias:
• Responsável B: “[...] o MEC é muito claro, ele fala para nós que, na avaliação, 60% é da parte pedagógica do curso e 40% é para a biblioteca. Se a biblioteca perder ponto, a parte pedagógica não vai poder perder nada. É a técnica, não tem jeito. Você vai perder ponto por não comprar livro? Por não processar o livro? E são coisas muito fáceis de resolver. E você tem 40 pontos, quase a metade do que está sendo avaliado, você vai perder isso? Não depende de ninguém, só depende da instituição. Eu acho que a escola não quer um bibliotecário técnico, ela quer um bibliotecário gestor para poder gerenciar isso e discutir esses parâmetros com a direção da escola. Com relação à contribuição da biblioteca para o desenvolvimento do curso, é necessária a aproximação do bibliotecário com os professores da instituição. Eu, por exemplo, tenho uma aula na disciplina de metodologia. Uma aula é na biblioteca, e a gente faz uma atividade com os alunos, explica como funciona a biblioteca”.
• Responsável C: “[A biblioteca] Tem um papel muito importante e aqui na instituição a diretoria consegue enxergar a importância desse papel. Ela sabe que a biblioteca é uma extensão da sala de aula, um espaço de estudo, de difusão do conhecimento [...] Aqui é muito incentivado que os professores frequentem a biblioteca, que os alunos venham [...] a maioria valoriza e utiliza muito. Então, com isso, a biblioteca consegue ter um ativo papel no desempenho dos cursos da instituição”.
• Responsável B: “Se melhorou a qualidade do ensino, eu acho que é por causa das avaliações periódicas. E eu vejo um aumento do número de pessoas utilizando a biblioteca, até pelo tipo do aluno que tem entrado na escola, que é um aluno sem dinheiro, que depende mais da biblioteca para estudar”.
• Responsável D: “[...] E o MEC cobrando isso tudo, eu acho que ele cobra bastante e esse método ajuda bastante a melhorar a qualidade da biblioteca. Porque se todos os itens não forem atendidos, o curso não é aprovado”.
• Responsável B: “Hoje a biblioteca existe dentro da instituição e contribui muito para o desenvolvimento do curso, e eu atribuo isso ao rigor da avaliação. Porque antigamente tudo que tinha de ruim era encostado na biblioteca, mas agora isso está bem diferente: “não encosta não, porque senão vão lhe cobrar o encosto lá na frente”. Por que como que com o encosto você constrói um sistema automatizado? Como que com o encosto você orienta o aluno no dia a dia? Como que você alcança, dentro dos cem pontos da avaliação, 40 pontos? Se você colocar gente que não trabalha bem, você vai perder os pontos. Não tem jeito. Então lá tem que ter gente muito boa de serviço, que consiga manter um bom relacionamento com os professores, para complementar o processo de ensino-aprendizagem”. “Esse processo de avaliação com esses requisitos, pra gente foi um negoção, porque você não tem que mendigar mais, você tem que cumprir. Nesse caso mesmo, como que você vai ter um sistema automatizado e on-line se você não tem computador para o aluno fazer pesquisa? Como é que a biblioteca é informatizada se ela não tem um espaço pro aluno digitar o trabalho dele? Esses requisitos, pra gente, foi um negoção. Porque agora não tem mais aquela história de deixar para depois, pode até ficar para depois, mas na véspera da visita eles colocam tudo em ordem. E eles não podem deixar para organizar tudo na véspera da visita porque senão o aluno fala: “eles colocaram isso aí só porque o MEC vinha”. Essa avaliação do MEC é uma ferramenta e tanto, foi muito bom! Agora tudo de biblioteca é muito caro, qualquer compra que você faça é sempre 300 mil, 200 mil. E se tem reclamação você fala: “tudo bem... qual nota você quer tirar?”, e acabam comprando, nem que seja na véspera da visita”.
→ Um dos grandes problemas do processo de avaliação das bibliotecas universitárias foi muito bem delineado pelo supervisor A: “A biblioteca é o pulmão da instituição, acho que muitas vezes os itens avaliados são muito flexíveis [...] eu acredito que haja uma fragilidade no processo de avaliação, há uma dissociação entre o que poderia efetivamente ser feito e aquilo que se apresenta às comissões. A avaliação do suporte técnico, do trabalho com as informações presentes no acervo, fica muito a desejar, efetivamente não é avaliado”. Tal afirmação demonstra que o que é posto em análise não consegue avaliar itens relevantes do trabalho realizado na biblioteca, quais sejam, principalmente o contato entre bibliotecário e usuário, o trabalho de pesquisa bibliográfica, a integração biblioteca- professor, entre outros trabalhos de natureza qualitativa.
→ Outro grande problema pôde ser detectado através da análise comparativa das respostas obtidas na entrevista com bibliotecários, supervisores e avaliadores externos para a
maneira como é realizada a avaliação da biblioteca. Percebe-se claramente nas respostas de alguns itens dúvidas sobre o que será avaliado e como será pontuado o que está sendo apresentado pela biblioteca. Podem ser registrados também alguns excessos no atendimento às exigências feitas pelo MEC e, o mais preocupante, o desconhecimento ― por parte dos avaliadores ― de alguns itens avaliados na biblioteca. Tais constatações podem ser confirmadas pelos depoimentos abaixo:
• Na questão que trata da avaliação dos periódicos, o avaliador B afirma: “O MEC acha que tem que ter, eu acho irrelevante. A biblioteca não precisa mais ter o periódico impresso, se você for na Internet, você acha os periódicos”. Embora haja expressa recomendação que, principalmente, centros universitários e universidades mantenham a coleção de periódicos sempre atualizada, o avaliador citado faz prevalecer o que ele considera mais importante no momento da avaliação.
• Sobre a avaliação das políticas de desenvolvimento de coleções, o MEC exige que elas sejam discutidas e aprovadas pelo conselho universitário da instituição de ensino superior, mas na entrevista com os avaliadores externos foram registradas as seguintes opiniões dos avaliadores D e E:
- Avaliador D: “Isso está mais no PDI e na coordenação para a seleção do acervo. E isso é um pouco complicado porque você tem que fazer uma reunião com o seu corpo docente para definir a linha teórica que o curso vai seguir. E é o colegiado do curso que precisa criar uma identidade para o curso. É uma questão que não é da biblioteca, é do colegiado do curso. Deve ser definida fora da biblioteca”.
- Avaliador E: “O que acontece é assim: o corpo docente vai demandando, a base é o professor. Se o professor não solicita, o acervo não cresce. Então eu acho que se tem aí um problema de gestão que muitas vezes impede que o livro esteja disponível na biblioteca”.
É preocupante observar posturas como a apresentada pelo avaliador D em um item que trata da base de sustentação da biblioteca representada pelo seu acervo e demonstra desconhecimento da finalidade do item na biblioteca.
• Com relação à avaliação do acervo de periódicos, percebem-se exageros, em relação ao que o MEC exige, na opinião do responsável B e supervisor A:
- Responsável B: “A regra fala que a biblioteca deve ter pelo menos três anos dos títulos dos periódicos”.
- Supervisor A: “Há uma cobrança significativa disso, cobram a presença dos periódicos clássicos dos cursos. Relacionam também o tempo de existência do curso e o período coberto pelo acervo de periódicos. Porque muitas bibliotecas compram os periódicos por causa da visita do MEC. Então eles olham se estão lá e se foram manuseados pelos alunos”.
Tais excessos podem estar relacionados à preocupação de se manter a competitividade da instituição no segmento de ensino superior privado.
Comparando essas opiniões à forma como é avaliado o acervo de periódico, conforme descrição dos avaliadores externos A e C será percebido que o fator quantitativo não é avaliado nesse item. O que se avalia é se a biblioteca mantém um ambiente que favorece a leitura.
- Avaliador A: “Não existe uma quantidade específica de títulos que a biblioteca deva apresentar para a comissão, o que se recomenda é que ela tenha assinatura de periódicos técnicos, jornais, revistas de conhecimentos gerais, que seja um ambiente que favoreça a leitura. Mas não há um elenco de itens a serem apresentados, que vai dos critérios da instituição e das atividades que ele propõe para formação”.
- Avaliador C: “É verificado, mas a gente tem levado em consideração muitas variáveis, por exemplo, se a instituição é uma faculdade, ela não é obrigada a fazer pesquisas, então a gente não cobra tanto a presença dos periódicos científicos. A gente cobra a presença de periódicos de conhecimentos gerais. Agora, se é uma universidade, ou um centro universitário e tem que ter pesquisa, aí o enfoque é completamente diferente, a exigência é maior”.
• Outro exagero percebido está relacionado com a avaliação do espaço físico. O responsável B considera que há necessidade de o número de assentos disponíveis na biblioteca ser proporcional ao número de alunos matriculados: “A gente faz aquela conta de tantos assentos por número de alunos matriculados e eles sempre pedem pra ver projetos de ampliação”. Já o avaliador A esclarece que: “Tem que ter os ambientes de sala de estudo em grupo, sala de estudo individual, ambiente de leitura, iluminação adequada, circulação de ar. É verificado se o número de assentos ou de mesa é adequado, não existe nenhuma proporção estatística do número de assentos por número de alunos matriculados não. É simplesmente, é suficiente ou não”. Estas afirmações foram endossadas pelo avaliador B: “[...] é recomendado que haja cabines individuais, cabines para discussão em grupo, ambiente de leitura, acessibilidade para
portadores de deficiência. E eu não me lembro de ter números específicos de assentos por quantidade de alunos, a gente não entra nesse nível de detalhamento”.
• Detectou-se que o maior ponto de coesão sobre a forma de avaliação de um item está na descrição da análise do item A – Bibliografias básica e complementar, mas ainda assim há divergências relacionadas à quantidade de exemplares a serem adquiridos dos títulos que formam ambas as coleções. Há ainda a argumentação do avaliador A sobre a possibilidade de o professor não indicar bibliografia complementar.
O que torna essas observações interessantes é justamente o fato de elas permitirem comparar o grau de conhecimento e envolvimento que bibliotecários, supervisores e avaliadores externos demonstram ter no processo de avaliação das bibliotecas universitárias. Conhecer as reflexões desses atores sobre a importância da biblioteca durante a avaliação externa das instituições de ensino superior privadas, bem como nas ações de ensino- aprendizagem, permite o vislumbramento do futuro dessas unidades de informação no ambiente acadêmico que passa pela definição do papel que a biblioteca universitária deverá assumir no ambiente universitário. Ela poderá ser mais um instrumento de competitividade e validação do modelo neoliberal de organização do ensino superior, ou uma ativa participante nas atividades de ensino-aprendizagem desenvolvidas na formação técnica e/ou científica.
Além disso, percebeu-se, no momento da análise do que o INEP / MEC avaliam, que o bibliotecário não tem total domínio sobre os itens avaliados. Os avaliadores externos e os supervisores demonstraram ter maior esclarecimento sobre os parâmetros de avaliação da biblioteca universitária. O fato de a opinião dos bibliotecários divergir sobre a exigência de determinado item na biblioteca universitária e o modo como este é avaliado indica que eles precisam ser mais bem treinados sobre o processo de avaliação externa dessas unidades de informação. Os bibliotecários são os principais responsáveis pela definição da forma de atuação da biblioteca universitária no ambiente acadêmico, já que têm o conhecimento técnico sobre seu funcionamento e suas necessidades.
7 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A análise do processo de avaliação externa das bibliotecas universitárias foi motivada pela necessidade de maior compreensão das variáveis externas compostas pelas características institucionais das instituições de educação superior privadas e suas formas de organização, bem como o entendimento de como o MEC avalia as bibliotecas universitárias pelo exame dos formulários de avaliação. Para tal, o entendimento das variáveis internas também se fará necessário, principalmente com relação ao papel que as bibliotecas universitárias têm no processo ensino-aprendizagem em instituições particulares e o modo como são percebidas pelas instâncias de tomada de decisão nessas instituições, já que influenciam o exercício das atividades de gerenciamento, organização e divulgação66 das bibliotecas universitárias.
Como variável externa, observou-se o cenário de ensino superior brasileiro, que registrou grande aumento do número de instituições de educação superior privadas e, consequentemente, de oferta de vagas na educação superior. Esses fatores estimularam a concorrência entre essas instituições, fazendo-as inovar em técnicas de marketing e ofertas de novos cursos, produtos e serviços para evitar a ociosidade de vagas ofertadas em seus processos seletivos, bem como para manter o aluno em suas instituições até a conclusão do curso. Isso fez da biblioteca universitária mais um espaço de marketing e de promoção da confiabilidade da instituição, o que também demanda inovações por parte dos bibliotecários na administração das atividades técnico-administrativas, principalmente das atividades ligadas à divulgação da informação.
Como variável interna, considerou-se o modo como a biblioteca universitária se articula com as atividades pedagógicas desenvolvidas nos cursos de graduação e pós- graduação (quando for o caso) nas instituições de educação superior particulares. Além disso, sabe-se que as bibliotecas universitárias são dependentes de um contexto maior, a própria instituição de educação superior com suas atividades de ensino e pesquisa, com o foco principal nas atividades de ensino de graduação das instituições particulares. Sendo assim, essas instituições têm hoje como guia para o planejamento de suas atividades os parâmetros de avaliação determinados pelas instâncias governamentais. Real (2007, p. 72) confirma isso colocando que a avaliação externa pode ser considerada um dos principais elementos de
66 São compreendidos como atividades de gerenciamento o estabelecimento de políticas para a biblioteca
universitária objetivando seu melhor desempenho, a atividade de organização, que engloba a aplicação das técnicas de organização da informação aos variados materiais disponíveis na biblioteca universitária e, por fim, a atividade de divulgação, que envolve a disponibilização dos materiais existentes para o usuário, bem como a comunicação da existência desses materiais e das diversas fontes de informação existentes.
formulação e instrução política para o ensino superior, que passa a ser uma política em si, deixando de ser um dos instrumentos de política do ensino superior.
Diante dessa realidade, a pesquisa buscou atingir o objetivo de analisar as bibliotecas universitárias de instituições privadas de ensino superior a partir do entendimento que os avaliadores do Ministério da Educação, os representantes das instituições de ensino superior particular e os bibliotecários das instituições privadas de ensino possuem do seu processo de avaliação. Essa análise visava a obter a opinião desses atores com relação ao papel que essas unidades de informação desempenham no momento da avaliação externa promovida pelo INEP / MEC, bem como no processo de ensino-aprendizagem e a importância que têm na estrutura organizacional destas instituições.
Um dos objetivos específicos foi analisar nos documentos oficiais produzidos pelo poder público o que é cobrado das bibliotecas universitárias no momento de sua avaliação, com relação às atividades de gestão, organização e disseminação, e se o que é cobrado é pertinente à técnica preconizada na literatura científica da área de biblioteconomia e sua inserção no fazer pedagógico.
Com a contribuição dos estudos desenvolvidos por Lubisco (2001 e 2008) em suas pesquisas de mestrado e doutorado, verificou-se que o INEP ainda não possui uma matriz avaliadora que seja condizente com os produtos e serviços existentes nas bibliotecas universitárias. O fato de ela ser analisada como parte integrante do item 7 Instalações a desconfigura como um espaço participante do processo de ensino-aprendizagem, compreendendo-a muito mais como um depósito do material bibliográfico necessário na condução das disciplinas. Tanto é assim que nas entrevistas os bibliotecários e seus supervisores destacaram o caráter quantitativo do processo avaliativo e, ainda, que a entrevista feita com o bibliotecário e sua equipe, no momento da avaliação, não conseguiu aferir o aspecto qualitativo do trabalho desempenhado por esse profissional.
Outro objetivo específico que se buscou atingir foi distinguir no discurso dos avaliadores do Ministério da Educação, dos dirigentes de instituições de educação superior e bibliotecários de instituições privadas pontos que reflitam o grau de importância que cada um deles atribui às bibliotecas universitárias e suas funções no ambiente acadêmico.
De modo geral, observou-se que os entrevistados consideram a biblioteca parte importante do ambiente acadêmico, embora tenha havido comentários que sugeriam a substituição dos livros pelos documentos eletrônicos. Outros consideravam o investimento em biblioteca acadêmica, em alguns momentos, excessivo, considerando a biblioteca um “elefante branco” pouco utilizado pela comunidade acadêmica, principalmente pelos alunos
de graduação, por eles não demonstrarem ter perfil de pesquisadores e serem alunos que trabalham durante o dia e à noite não terem tempo para ir à biblioteca.
Há que se destacar dois comentários de avaliadores externos que demonstram o subjetivismo presente no processo avaliativo das bibliotecas universitárias bem como a influência da ideologia neoliberal de regulação e controle. De um lado, tem-se um avaliador que reconhece a biblioteca como parte integrante do ambiente acadêmico, por motivos que suplantam os próprios processos de avaliação e de ensino-aprendizagem. De outro, há outro avaliador que parece até mesmo desmerecer a presença da biblioteca universitária.
O primeiro argumenta que a existência da biblioteca universitária decorre das necessidades acadêmicas e pedagógicas, mas que, além dessas necessidades, essa unidade de informação existe por uma questão cultural, pela necessidade de construção da identidade cultural científica e de crescimento do conhecimento em um dado período de tempo. Ele ainda ressalta o fato de em algumas instituições a presença da biblioteca estar em função das exigências do MEC, e ela prover somente a função de atender aos requisitos de avaliação do MEC, o que confirma a suposição inicial de que a presença da biblioteca universitária no ambiente acadêmico decorre muito mais de exigência legal e de promoção das instituições de ensino superior do que da conscientização de seu papel no processo de ensino-aprendizagem.