2.1. Dikkat Eksikliği ve Hiperaktivite Bozukluğu (DEHB)
2.1.4. DEHB’nin DSM-V’e Göre Klinik Özellikleri
As associações utilizam diferentes classificações para os materiais separados, a depender de com quem será estabelecida a comercialização (intermediários ou a indústria). Observando cada unidade de triagem, particularmente, um mesmo material pode ser classificado de diferentes formas; por exemplo, o plástico filme, que na ASMARE é separado entre colorido e incolor (PC e PI), na ITAURB, além da separação por cor se faz a separação por tipo (PEAD, PP, PEBD, EVA). Ou ainda, o papel branco que na ASMARE é separado dos demais materiais, mas dele não são retirados os contaminantes (como cola, espirais e costuras de livros e cadernos), assim como não há separação entre com e sem tinta. Em outras associações o papel branco com tinta é classificado como papel misto; e assim sucessivamente, ou seja, para os diferentes materiais são procedidas diversas classificações.
Nesse cenário, a venda conjunta coloca como exigência inicial: a uniformidade dos produtos nas diversas associações. Para que o produto de diferentes unidades produtivas seja negociado como um único lote, ele deve possuir um mesmo padrão de qualidade dentro de uma mesma classificação. Como acontece no caso do papelão, além das diferentes formas de classificar o material (citadas anteriormente), existe uma diferença nos níveis de contaminantes aceitos. Na ASMARE foi observado que o material sujo e molhado é separado juntamente com o limpo e seco. Os intermediários não exigem separação por tipo e tem tolerância maior aos contaminantes, pois, posteriormente, esse elo procede a reclassificação do material entre tipo I, II, III e IV, para comercializar com a indústria. Nos produtos comercializados pela rede, a classificação utilizada e os níveis de contaminantes aceitos estão ligados a escolha do cliente (indústria) com o qual serão comercializados.
No entanto, o desafio é mais complexo do que possa parecer, a constituição de uma Rede de comercialização não é simples. Para fins de ilustração pode-se citar a rede CATAUNIDOS, que ASMARE compõe e que articula associações localizadas no colar metropolitano de Belo Horizonte. A rede em questão não foi objeto de estudo desta pesquisa, mas cabe ressaltar que a realidade das associações que a compõem é extremamente diversa, elas estão localizadas em diferentes municípios (o que significam fontes geradoras e modais de coleta diferentes, além da articulação de uma complexa logística de recolhimento e transporte), cada uma possui uma forma de organização interna e uma estrutura disponível (a forma de triagem varia desde no chão exposta ao sol até em esteiras cobertas), são diferentes formas de remuneração
129 (poucas executam o pagamento mensal) e, cada uma possui uma forma de classificar o material.
A dificuldade se encontra no fato de que apesar da busca conjunta por um produto uniforme, através da estratégia, coletiva, de desempenho em qualidade, cada AC possui uma forma própria de organizar a produção e o trabalho; internamente são diferentes formas de proceder o pagamento, diferentes critérios de triagem, estruturas organizativas e equipamentos disponíveis, o que exigirá de cada uma o desenvolvimento de estratégias locais adaptadas a sua realidade particular (ZARIFIAN, 2001). Não existe uma única forma de produzir um mesmo produto e o controle comercial conjunto pode ser exercido para unidades produtivas diversas. Duas tendências aparentemente contraditórias, uma homogeneizadora, decorrente das normas difundidas e outra heterogeneizadora, dada pelas especificidades da formação social, econômica, cultural e histórica de cada empreendimento (FLEURY e VARGAS, 1983).
Outra exigência diz respeito aos lotes mínimos de acesso à indústria. Uma forma de conseguir produzi-los é estocar até que se tenha uma carga correspondente. Como a ITAURB opera para os vidros e copinhos, o que demanda estrutura e espaço físico (o estoque de uma carga entre cinco e sete toneladas ocupa espaço que poderia ser utilizado para triagem). Uma alternativa é transportar mais de um material em uma mesma carga, para que o frete de um compense o do outro, como é feito com o PP que é transportado para São Paulo juntamente como PET. Ambas as práticas são dificultadas pelo fato de que as ACs demandam rápido retorno, pois o pagamento é realizado semanalmente, e a indústria tende a realizar pagamentos a prazo, de 30 a 60 dias e não há capital de giro para realizar o acerto com os associados até que o pagamento da venda seja efetivado. O espaço disponível para estoque também é um limitador, como acontece com as embalagens de longa vida na ASMARE, que por serem recebidas em pequena quantidade demandariam ser estocadas para produzir um lote, e, assim acabam sendo separadas com o papelão fino.
Os intermediários conseguem, em certa medida, absorver estoque, e com isso atender as demandas de escala da indústria. A rede tem de ser capaz de oferecer uma gama de produtos variados (as exigências de cada consumidor para um mesmo material podem ser diferentes) conciliada com um suprimento regulado (intervalo de tempo estabelecido para atender cada comprador, ritmo e mix de produção combinado entre às ACs). Dessa forma, a atuação da rede, para solucionar tais questões poderia ser tanto através de um espaço físico, onde o material possa ser armazenado, quanto através de uma logística de distribuição, em que uma
130 mesma carga poderia transportar materiais de diferentes ACs (o que reforça a importância de um produto padronizado). A rede poderia, ainda, assumir outras questões, a serem solucionadas, como a do capital de giro, o que tornaria possível às ACs venderem seus produtos para a indústria (a rede pagando as ACs pela venda à vista e recebendo do comprador, posteriormente, à prazo).
Apesar de já existirem redes que articulam e organizam associações de catadores, estas ainda estão aquém de seu potencial, atuando informalmente (como contatos individuais) ou pontualmente (para atender uma demanda especifica). A rede é uma forma de estabelecer a comercialização conjunta entre as diversas ACS; dessa forma, precisa conhecer as limitações e dificuldades de cada uma, bem como as potencialidades, o fluxo, o ritmo e a capacidade produtiva de todas as unidades.
Caso contrário, incorre-se na possibilidade da rede comercializar um produto que as unidades não têm condições de produzir, ou das unidades produzirem diferente das especificações demandadas pelo cliente; para tanto, todas as etapas do processo produtivo devem estar articuladas como uma estratégia de manufatura. Em uma visão de qualidade mais ampla busca-se, mais que atender às especificações dos clientes, fornecer produtos que progressivamente melhorem as relações com o usuário e seu processo produtivo (ZARIFIAN, 2001).
Apesar de serem apontadas, até aqui, algumas questões iniciais relativas às Redes, a pesquisa não permite avaliar a viabilidade, dificuldades ou fatores a serem considerados na constituição de uma rede de comercialização conjunta, pois o foco são os arranjos internos das associações ao se uniformizar um padrão de saída.