3. BÖLÜM
5.4. DEHB ve ĠĢitsel Değerlendirme Sonuçları
Baseado nos critérios de atualidade / contemporaneidade / espacialidade / importância do fenômeno / tecnologia / conceito, selecionar um tema capaz de conter em seu âmago referências aos conteúdos pretendidos de serem ministrados. Observar conformidade com o programa a ser ministrado. Atribuir um título criativo ao plano de aula, em que se procure despertar a curiosidade do aluno sobre a temática abordada. Utilizaremos algumas vezes as idéias contidas no GREF (grupo
de reelaboração do ensino de física), que utilizam para os seus temas, títulos como: “Onde não está a eletricidade? Cuidado! É 110 V ou 220 V?”.
9 Texto de Apoio ou de Base:
É conveniente sempre utilizar um texto de base, que traga uma contextualização atual e objetiva dos conceitos e aplicações, a partir do qual seja possível efetuar um trabalho de pesquisa e de gancho para aprofundamento disciplinar e interdisciplinar do tema.
A leitura e interpretação de textos pode ser uma ótima ferramenta didática para trabalharmos a transposição didática. Através da AGÊNCIA EDUCABRASIL (2006, p. 21) absorvemos esta expressão como sendo:
“Instrumento através do qual transforma-se o conhecimento científico em conhecimento escolar, para que possa ser ensinado pelos professores e aprendido pelos alunos. Segundo Maura Dallan, da Fundação Victor Civita, “significa analisar, selecionar e inter-relacionar o conhecimento científico, dando a ele uma relevância e um julgamento de valor, adequando-o às reais possibilidades cognitivas dos estudantes”.
Acrescentamos ainda as idéias de Chevallard (1991:31 apud PINHO ALVES, 2001) no tocante ao conceito de transposição didática:
[...] “Um conteúdo do saber que foi designado como saber a ensinar sofre a partir daí, um conjunto de transformações adaptativas que vão torná-lo apto para ocupar um lugar entre os objetos de ensino. O trabalho que transforma um objeto do saber a ensinar em um objeto de ensino é denominado de Transposição Didática”.
9 Matérias cujos conteúdos são cobertos pelo plano de aula:
Simplesmente listamos as matérias que podem ser exploradas no âmbito do plano de aula, distintamente, independente de se referir ao conteúdo principal (em nosso caso o eletromagnetismo) ou a disciplinas secundárias.
9 Objetivos:
Definimos claramente os objetivos que deverão ser alcançados, condizentes com o desenvolvimento das habilidades e competências pretendidas para a aula por parte dos alunos.
Descrevemos as atividades e os respectivos procedimentos (com estimativa de tempo para cada uma), recomendavelmente iniciando com um procedimento de manifestação individual de concepções espontâneas e discussão a respeito de questões básicas e aplicadas relacionadas ao tema. Consiste de três a cinco etapas, em que a primeira, invariavelmente, é:
Aquecer / Fazer já – Trata-se de uma atividade leve que seja capaz de
mostrar aos estudantes que eles já conhecem algo sobre o assunto, nem que seja do ponto de vista de sua própria experiência, traduzida em um conhecimento formalmente incompleto ou mesmo divergente do conhecimento cientifico. Aqui usaremos a apresentação proposta pelo GREF, na qual os alunos são solicitados a responder a pergunta do tipo: que aparelhos e componentes elétricos e eletrônicos vocês utilizam e conhecem?
De acordo com Alvetti (1999, p.31), isto seria a problematização inicial que:
[...] “consiste em associar o conteúdo a ser abordado ao universo dos alunos, levantando-se questões e situações do grupo, onde o professor deve servir mais como facilitador do que como fonte de informações”. Ou ainda como percebemos em Delizoicov e Angotti (1991, p. 29):
“Mais do que simples motivação para se introduzir um conteúdo específico, a problematização inicial visa à ligação desse conteúdo com situações reais que os alunos conhecem e presenciam, mas que não conseguem interpretar completa ou corretamente porque provavelmente não dispõem de conhecimentos científicos suficientes”.
Sempre incluímos a leitura individual ou em grupo do texto de apoio, seguida de uma discussão coletiva, de caráter interpretativo, bem como executamos procedimentos práticos (demonstrações experimentais) relacionados ao tema.
Foi realizada uma discussão oral coletiva mediada pelo professor a fim de descrever a experiência, seus objetivos, metodologia, resultados e como estes acham-se relacionados à vida prática e ao cotidiano das pessoas. Em nossa visão essa discussão veio em substituição à cobrança de um relatório escrito. Um contato com a fundamentação teórica (síntese de estudo) era requisitada pelo professor, visando à exposição direta aos conteúdos específicos e correlacões com o experimento em si.
Embrulhar / Fazer depois – A última etapa deve ser uma tarefa extraclasse, que
deve ser explicada claramente (o que, como, e quando) e deve ser cobrada sua entrega pronta, numa data pré-estabelecida, bem como agendada uma discussão complementar. Isso foi sistematicamente feito em todas as unidades didáticas.
9 Enlaces na Internet e Referências.
Foram providas diversas referências sobre o tema, inclusive endereços na rede mundial de computadores. Foram também informadas referências sobre livros e revistas periódicas, que podiam efetivamente contribuir para o conhecimento do tema proposto no plano de aula.
9 Conexões Interdisciplinares
Uma grande ênfase interdisciplinar foi incluída nas discussões relativas aos textos de apoio, os quais foram selecionados contemplando o critério de trazê-las à discussão.
As disciplinas com as quais interage o tema da aula, de qualquer modo, foram listadas em cada plano de aula. Podíamos, associado a cada uma delas, conceber e explicitar uma tarefa a ser solicitada aos alunos, que envolvesse aspectos próprios ao processo de pesquisa (levantamento de referências, definição de objetivos, explicação da metodologia, apresentação, análise dos resultados e conclusão).
9 Parâmetros Curriculares Nacionais:
Os planos de aula incluem uma revisão dos parâmetros curriculares nacionais relacionados a cada aula. Os conteúdos dos PCNEM e outros referenciais que possam ser cobertos por estes são explicitados sistematicamente, detalhando de modo a mostrar cada item atendido pela aula. Nestas, procuramos inserir as competências e habilidades a serem desenvolvidas especialmente em física, mas também em relação a todos os conteúdos abordados em cada unidade didática.
Segundo estes itens acima, aprender significa pensar que os limites das escolas precisam ser extrapolados para além da sala de aula, para além do livro didático e do quadro negro. Hoje, questões como problemas ambientais, energéticos e de aplicações à área da saúde são exemplos que não podem passar
despercebidos pelos educadores (de física e das ciências em geral), pois todos precisam se comprometer com as questões vitais da sociedade.
“Nessa perspectiva, o ensino da física no ensino médio não pode privilegiar uma formação que apenas prepare para a universidade, mas, sim, que prepare o indivíduo para uma intervenção mais crítica na realidade que o cerca”. (ALVETTI,1999, p.33).
“O conhecimento científico deve ser caracterizado como produto da vida social, marcado pela cultura de época, como parte integrante, influenciando e sendo influenciado pelos outros conjuntos de conhecimentos”. (ALVETT, 1999, p.34).