• Sonuç bulunamadı

De¤erlendirme ve iliflkilerin sürdürülmesi

Belgede Gönüllülerle işbirliği (sayfa 83-101)

III. BÖLÜM: GÖNÜLLÜLERLE ‹fiB‹RL‹⁄‹ • Laden Yurttagüler

3. De¤erlendirme ve iliflkilerin sürdürülmesi

A importância estratégica da IPGN dar-se ainda na esfera do desenvolvimento regional, acertadamente o Estado adota medidas que obrigam o investimento na desenvolvimento de indústrias locais. A principal medida nesse sentido é a chamada cláusula de conteúdo local, por meio da qual as empresas que exploram o recurso em território nacional se obrigam à contratar serviços ofertados por empresas nacionais na vigência do contrato de exploração.

Tal medida busca direcionar os recursos da IPGN para o fomento da indústria local, contudo, uma série de políticas e estruturas postas na sociedade impedem a sua eficácia. Falta liberdade no setor, o monopólio de fato que existe acaba criando uma situação onde as indústrias fornecedoras de bens e serviços têm praticamente um único cliente, e este acaba ditando as regras mais favoráveis para si, e impedido que haja investimentos volumos em PD&I por parte dessas outras empresas.

Em termos de aferição da concorrência do mercado, orientada pelos ditames constitucionais da livre iniciativa de mercado, livre concorrência, defesa dos consumidores, repressão ao abuso de poder econômico e observância à função social da propriedade312, o Direito brasileito possui meio para dar efetividade à tais normas, A Lei 8.884/1994 tornou o CADE uma autarquia com vista a fiscalizar essa dinâmica no mercado como um todo, mantendo-se dentro de uma política de intervenção indireta.

Quando o caso evolver matéria de patentes, há uma competência do INPI, que será o órgão que terá pessoal técnico especializado para tratar da disciplina de propriedade industrial. Mas, quando trata-se de um problema que envova tecnologias na IPGN, a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - ANP - terá também competência para tratar da matéria.

Nos termos previstos na Lei do Petróleo, a Lei Federal nº 9.478/1997, o legislador

311 MAGALHÃES, António M. A transformação do modo de regulação estatal e os sistemas de ensino: a

autonomia como instrumento. Revista Crítica de Ciências Sociais, Lisboa, n. 59, p.125-143, fev. 2001. Mensal.p.127

312 MACIEL, Érika Ferreira. Propriedade intelectual e direito da concorrência na indústria do petróleo. 2007. Monografia. Curso de Direito. Universidade Federal do Rio Grande do Norte. 2007. p.58.

139

infraconstitucional, preocupado com a segurança da competitividade desse setor do mercado, visto sua importância estratégica para o país, estabeleceu à ANP algumas competências no que se refere à defesa da concorrência. Foi assim criada uma regulação setorial exercida por meio da cooperação entre as instituições responsáveis por resguardar o mercado nacional.

Em se tratando de “informações confidenciais” no direito brasileiro é dada uma proteção dentro da esfera penal. A Lei de Propriedade Industrial, lei nº 9.279/1996, considera crime de concorrência desleal a divulgação, exploração ou utilização, sem autorização, de conhecimentos, informações ou dados confidenciais que possam ser utilizados no mercado, tendo o infrator os obtido de forma lícita ou ilícita.

Todavia nada impede que aquele prejudicado intente ação cível de perdas e danos. O juiz nos autos da ação de concorrência pode determinar liminarmente a sustação da violação, para evitar dano irreparável ou de difícil reparação, mediante, caso julgue necessário, caução em dinheiro ou garantia fidejussória313.

Na prática o cerceamento da conduta lesiva, quanto a tratamentos de bens essencialmente incorpóreos, sempre será de difícil execução, visto que a natureza dos bens imateriais permite que, como visto anteriormente, todos aqueles que a possuam o façam integralmente sem detrimento do outro, noutros termos, aqueles que possuem informações industriais de outrem, seja o acesso de forma lícita ou ilícita, não poderá mais se desvincular-se delas.

A importância estratégica da IPGN para o Brasil é imensa. Dados coletados sobre a demanda energética mundial demonstram seu aumento considerável na progeção para os próximos anos

Nota-se um crescimento na demanda por energia no próximos 20 anos, e o Brasil encontra-se numa situação confortável em termos de potencial para produção e fornecimento de energético. Desde que se invista de forma correta e que se adote politicas públicas que permitam o desenvolvimento de setores de produção energética, seja a base de hidrocarbonetos ou de outras fontes, há uma perspectiva de que a indústria nacional possa se expandir ainda mais314.

Mesmo com o advento das tecnologias verdes, a IPGN está longe de entrar em resseção, nota-se que ainda existe uma considerável projeção do crescimento na demanda mundial de combustíveis fósseis.

313 PIMENTEL, Luíz Otávio. Propriedade intelectual e universidade: aspectos legais. Florianópolis: Fundação Boiteux, 2005.

314 ENERGY INFORMATION ADMINISTRATION, International energy outlook 2010: world energy demand and economic outlook. Disponível em http://www.eia.gov/oiaf/ieo/world.html, acessado em julho de 2011.

140

A influência da IPGN no Brasil não se dá somente nos invetimentos no próprio setor. Setores como o de inovação tecnológica são extremamente dependentes, de forma direta e indireta, dessa indústrial.

Nota-se que na criação e no modelo institucional adotado para a Empresa Brasileira para Pesquisa e Inovação Industrial – Embrapii – a torna dependente dos recursos provenientes da exploração de hidrocarbonetos.

A Embrapii é uma iniciativa do Governo Federal, por meio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação – MCTI – em parceria com a Confederação Nacional da Indústria – CNI – e o Ministério da Educação – MEC315. A empresa tem como meta apoiar processos de

cooperação entre empresas nacionais – em especial as pequenas e médias – e os Intitutos Científicos e Tecnológicos - ICT's. A empresa se espelha no modelo da EMBRAPA, que tem levado o Brasil a patamares de excelência em inovação na área da agropecuária.

A avaliação do MCTI é bastante positiva, demonstra que o Brasil se mostra competitivo na produção de tecnologias em áreas como a IPGN e a aeronáutica, por exemplo, e fazem acreditar que o país está preparado para atuar na economia do conhecimento316.

Mas a dependencia maior está na composição dos recursos da Embrapii. Ela conta com uma perspectiva de investimentos, públicos e privados, da ordem de R$ 1 bilhão para 2014, provenientes do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – FNDCT – e dos parceiros envolvidos.

Ocorre que o FNDCT, que hoje o maior financiador de PD&I no país, é composto por por meio de recursos arrecadados via contribuições das empresas, sendo o maior deles vinculado à indústria petrolífera, este, formado integralmente pela CIDE recolhida das empresas do setor317.

Segundo dados apresentados pela revista Em Discussão o fundo conta com cerca de R$ 200 bilhões em ativos, que geram recursos próprios porque boa parte é, se será, utilizada como crédito para capitalização de empresas. Somente a CIDE é responsável por cerca de 40% de

315 BRASIL. Finep. Presidenta Dilma anuncia modelo da Empresa Brasileira para Pesquisa e Inovação

Industrial. Disponível em: <http://www.finep.gov.br/imprensa/noticia.asp?cod_noticia=3152>. Acesso em: 14 mar. 2013.

316 Idem. Ibidem. Acesso em: 14 mar. 2013.

317 BRASIL. Em Discussão. Senado. Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT):

fundo de recursos para financiamento do setor de pesquisa, desenvolvimento e inovação. Disponível em: <http://www.senado.gov.br/NOTICIAS/JORNAL/EMDISCUSSAO/inovacao/recursos-fundo-social-royalties- de-petroleo/fundo-nacional-de-desenvolvimento-cientifico-e-tecnologico-fndct-fundo-de-recursos-para- financiamento-do-setor-de-pesquisa-desenvolvimento-e-inovacao.aspx>. Acesso em: 16 abr. 2013.

141 sua arrecadação318, fato que corrobora com os dados que comprovam a dependência do país da IPGN.

Em termos de interesse nacional, a Constituição trata por diversas vezes sobra a temática do Petróleo. A primeira menção aparece no hall de bens da União estabelecidos no Artigo 20º, quando além de tratar como bens os recursos naturais existentes na plataforma continental e zona econômica exclusiva, os recursos minerais, incluindo os existentes no subsolo, ira dispor em seu parágrafo primeiro que assegura, nos termos da lei, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, bem como a órgãos da administração direta da União, participação no resultado da exploração de petróleo ou gás natural, de recursos hídricos para fins de geração de energia elétrica e de outros recursos minerais no respectivo território, plataforma continental, mar territorial ou zona econômica exclusiva, ou compensação financeira por essa exploração.

Porém, mais relevante é o artigo 177, no qual a constituição estabelece que a pesquisa e a lavra das jazidas de petróleo e gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos, o refino do petróleo nacional ou estrangeiro, a importação e exportação dos produtos e derivados básicos resultantes das atividades anteriormente citadas, além do transporte marítimo do petróleo bruto de origem nacional ou de derivados básicos de petróleo produzidos no País, bem assim o transporte, por meio de conduto, de petróleo bruto, seus derivados e gás natural de qualquer origem, são monopólio da União.

Estabelecido o caráter estratégico e o interesse público existente nas atividade da IPGN, resta agora demonstrar que a lei de patente, ao tratar do licenciamento compulsório por interesse nacional, está limitando o petencial de inovação da indústria energética nacional, gerando uma situação de insegurança jurídicas desnecessaria.

Belgede Gönüllülerle işbirliği (sayfa 83-101)

Benzer Belgeler