4. BULGULAR
4.3. Beden Eğitimi ve Spor, Müzik ve Resim-iş Öğretmen Adaylarının Bazı
4.3.2. Yaş Değişkenine Göre Karşılaştırma
As falhas ativas compreendem os atos inseguros cometidos por prescritores no contato com o paciente. Portanto, espera-se que todos os erros sejam resultantes de no mínimo uma falha ativa. Erros baseados no conhecimento são as falhas mais descritas nas investigações de erro de prescrição para pacientes hospitalizados. Os pesquisadores verificaram que esses erros ocorrem porque os médicos não possuem conhecimento suficiente sobre os medicamentos que prescrevem e sobre os pacientes para os quais estão prescrevendo. O erro de dose é o mais frequentemente identificado nos estudos (ROSA; REIS, 2010).
Erros de prescrição podem ser devidos à seleção do medicamento errado, da dose errada, da via de administração incorreta e da frequência e duração, do tratamento errado e outras situações (não prescrição de medicamento necessário, por exemplo). Podem também acontecer em virtude da prescrição errada ou inapropriada devido à não observação das características individuais do paciente e da farmacoterapia já estabelecida. Outro fator de erro de prescrição é a avaliação inadequada do dano potencial de um tratamento prescrito (VELO; MINUZ, 2009).
Fatores relacionados ao paciente são também suficientes para desencadear erros de prescrição que podem causar EAs clinicamente significativos. Esses erros são determinados por condições clínicas como insuficiência renal ou hepática, história prévia de alergia, portanto, identificáveis e que exigem normalmente, para a sua prevenção, ajustes posológicos ou substituições terapêuticas. Pacientes idosos, pediátricos e em uso de polifarmacoterapia são mais susceptíveis a erros de prescrição (McDOWELL; FERNER; FERNER, 2009; TULLY et al., 2009; VELO; MINUZ, 2009).
Outra falha ativa habitual é o erro baseado em normas e regras. O erro surge em virtude da falta de conhecimento da regra (ex: ajuste de dose em insuficiência renal) ou então aplicação inadequada da regra ou mesmo violação
desta. Erros devidos a deslizes na elaboração da prescrição são atribuídos à sobrecarga de trabalho ou interrupções durante as atividades relativas ao processo de prescrição. As pesquisas também identificaram erros devido à decisão de prescritores de ignorar formal ou informalmente protocolos e diretrizes para as quais é esperada a adesão dos profissionais da instituição (TULLY et al.,
2009; VELO; MINUZ, 2009).
A falta de conhecimento ou treinamento inadequado, aliada às condições estressantes de trabalho são fatores que levam os residentes a cometerem erros de prescrição. Outras condições associadas a erros de prescrição e relacionadas aos médicos envolvem: equipes com número insuficiente de profissionais, execução de tarefas fora das rotinas, falta de habilidade ou desconhecimento de normas básicas da instituição e prescrição para paciente de outro médico (VELO; MINUZ, 2009).
2.4.1.1 Interações medicamento-medicamento como falhas ativas
Conforme Osório de Castro (2010), as interações podem se dividir em: farmacêuticas, farmacocinéticas e farmacodinâmicas. As interações farmacêuticas mais conhecidas como incompatibilidades ocorrem in vitro, antes
da administração do medicamento. As interações farmacocinéticas são aquelas nas quais ocorrem modificações nos processos de absorção, distribuição, biotransformação e excreção. A interação farmacodinâmica acontece nos sítios de ação dos medicamentos, alterando a ação dos fármacos no receptor específico.
Kelly (2001a) pesquisou 447 casos fatais de EAs relacionados a medicamentos, sendo 26 (5,8%) deles provocados por interações medicamentosas. Kelly (2001b) relata 227 casos de medicamentos que provocaram incapacidade permanente nos pacientes, sendo cinco (2,2%) motivados por interação medicamentosa. Marcellino e Kelly (2001), investigando eventos com medicamentos que colocaram em perigo a vida dos pacientes, encontraram 486 casos, sendo 89 (18,3%) provocados por interações medicamentosas. Em mais um trabalho sobre a significância de EAMs, Kelly
(2001c) descreveu 1.520 eventos de importância clínica, sendo 121 (7,9%) provocados por interação de medicamentos.
Em estudo realizado por Rosa (2002), foram registradas 680 interações medicamento-medicamento envolvendo MPP, sendo essas interações concentradas nos seguintes medicamentos: digoxina (24,71%), pancurônio (24,26%), varfarina (15,15%) e heparina (12,35%). As interações de mais gravidade foram provenientes, em mais de 80% dos casos, do Centro de Tratamento Intensivo (CTI), clínica médica e neurologia. As interações com MPP no estudo de Rosa (2002) não foram consideradas erros de prescrição porque não foi feita avaliação clínica dos casos, não sendo possível saber se o prescritor conhecia a interação e se havia alternativa terapêutica para o caso.
O uso racional de medicamentos depende de uma série de fatores e, entre eles, a prevenção e monitoramento das interações medicamentosas são fundamentais. Neste contexto, as interações medicamento-medicamento com significância clínica são importantes causas para a ocorrência de EAM, sendo possível a prevenção desses eventos. Os EAMs são responsáveis por 2,8 a 4,6% das internações hospitalares e durante a permanência do paciente no hospital, aproximadamente 4,6% dos EAMs estão relacionados às interações medicamentosas (IMs) (PERAL; AGUIRREGOITIA et al., 2007).
Estudo retrospectivo feito em 299 pacientes internados em CTI de hospital brasileiro registrou 70% de prevalência de interação medicamento-medicamento (IMM) potenciais, sendo a maior parte delas com significância clínica grave ou moderada. A ocorrência das IMMs potenciais nessa pesquisa mostrou associação com o número de medicamentos administrados, aumento do tempo de permanência e características dos medicamentos. As duas mais frequentes foram fentanil + midazolam e captopril + cloreto de potássio (REIS; CASSIANI, 2011).
Existem publicações em que são examinados o conhecimento e a importância que é dada pelos prescritores às IMMs (BEERS; STORRIE; LEE, 1990; GLASMAN et al., 2002; 2006; KO et al., 2008; LANGDORF et al., 2000;
LEAPE et al., 1995; NELSON et al., 1976). De forma geral, o conhecimento dos
prescritores sobre interações é escasso e mesmo com o auxílio de programas computadorizados de suporte, muitas vezes os prescritores ignoram os alertas e não os consideram na decisão terapêutica (KO et al., 2007; LUNA et al., 2007;