2. BÖLÜM : YÖNETİCİ ADAYININ SEÇİMİ
2.2. l Test Yöntemi
2.2.3. Değerleme Merkezleri Yöntemi
Ao ler superficialmente o PPP do curso de Pedagogia5 construído em 2006,
cheguei a constatar equivocadamente que a escrita não estava presente nas
4 Segundo consta em PPP (2014, p. 20) “Ressaltamos que para além das atividades propostas na grade curricular, os alunos têm a possibilidade de participar em projetos de extensão (PROEX/UNESP), em projetos vinculados ao Programa do Núcleo de Ensino (PROGRAD/UNESP), no Programa de Iniciação à Docência (Pibid/CAPES) e ainda podem desenvolver projetos de Iniciação Científica, com bolsa do CNPq ou sem bolsa”.
5 Lembro que este trabalho trata do PPP do curso de Pedagogia elaborado em 2006. Destaco que no momento da escrita deste trabalho o PPP reelaborado em 2014 e implementado em 2015, estava sendo avaliado pelo Conselho Estadual da Educação (CEE). Este fato guarda relação com nova estruturação para atender a Deliberação n° 111/2012 que fixa Diretrizes Curriculares Complementares para a Formação de Docentes para a Educação Básica nos cursos de graduação de Pedagogia, Normal Superior e Licenciaturas, alterada pela Deliberação n° 126/2014; adequar-se à Resolução CNE 02/2000 (Conteúdos de educação Ambiental); à resolução CNE 01/2004 (Conteúdos de Relações Étnico-raciais, Cultura Afro-brasileira e indígena), à Resolução CNE 01/2002 (Conteúdos
propostas ali explicitadas. Cabe ressaltar que, de maneira rasa, não foi possível detectar as práticas da escrita defendidas por uma proposta de formação que, após nova leitura se mostrou outra. Quero dizer com isso que para enxergar as práticas da escrita que se encontram implícitas no PPP, foi preciso investir um olhar outro, que viu além das palavras impressas, muitos indícios que indicam a prática da escrita.
Retomando as ideias de Ginzburg (1989) acerca dos indícios e pistas reveladoras durante a nova leitura do PPP, cheguei a desvelar algo que para esta pesquisa é de fundamental importância: dentro do que é chamado “princípio norteador” para o curso de formação inicial estão as brechas para a escrita. Tratam- se das práticas investigativas.
Na graduação, os alunos são colocados em situações que precisam de uma atitude de pesquisa. Nesse sentido, o curso proporciona espaços para que os alunos iniciem práticas investigativas. Disciplinas, estágios, projetos, espaços para pesquisa e extensão como os explicitados nas páginas 18 e 19 deste trabalho, tudo isto visa articular os conhecimentos teóricos com atividades ligadas à prática, sempre buscando a reflexão e sistematização das experiências, que dão origem aos relatórios, Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC), artigos científicos, ou seja, à produção do conhecimento na forma escrita, preponderantemente na forma de relatórios.
O eixo formador deste curso de formação inicial de professores é a pesquisa, e a escrita está atravessada por ela. Formar professores que saibam investigar seu próprio trabalho, que interrogam a realidade, e que fundamentem seu trabalho “na perspectiva do triplo movimento sugerido por Schön (1990): da reflexão na ação, da reflexão sobre a ação e da reflexão sobre a reflexão na ação” (UNESP, 2006, p. 15, grifo do autor).
A prática de investigação e pesquisa com registro escrito encontra-se nas atividades de Prática como Componente Curricular (PCC), que visam “favorecer a reflexão, por parte do futuro profissional, sobre a organização da educação brasileira de Necessidades Educacionais Especiais) e ao Decreto 5.626/2005 (Conteúdo de Linguagem
a partir da interação e da teorização sobre as práticas que consubstanciam nossa cultura escolar e nossa tradição educacional” (UNESP, 2006, p. 10). A carga horária referente à PCC é cumprida através dos Projetos Integradores (PI), cuja finalidade é
favorecer o envolvimento gradativo do aluno em temáticas específicas do campo educacional e com vistas a contribuir para a articulação entre diferentes campos teóricos como fundamento para a compreensão das práticas que consubstanciam o universo dos diferentes espaços educacionais em estudo, os PIs versarão sobre temas tratados pela disciplina ou pelo conjunto de disciplinas do semestre (UNESP, 2006, p. 12).
As propostas de atividade do PI acontecem semestralmente integrando determinadas disciplinas, sendo que uma delas atua como articuladora, ou seja, fica responsável pelas pontes que unem os temas abordados em cada disciplina com os projetos desenvolvidos na prática, seja na escola ou em outro contexto educativo.
O Parecer do CNE/CP 009/2001 e da Resolução do CNE 01, de 15 de maio de 2006 apresentam os seguintes dizeres sobre as atividades propostas pelo PI:
(...) com ênfase nos procedimentos de observação e reflexão para compreender e atuar em situações contextualizadas, tais como o
registro de observações realizadas, resolução de situações
problemas, características do cotidiano profissional. Esse contato com a prática contextualizada pode vir até a escola de formação por
meio das tecnologias de informação, de narrativas orais e escritas
de professores, de produções dos alunos, de situações simuladas
e estudo de casos (UNESP, 2006, p. 11, grifo nosso).
Acerca da citação, é possível inferir que o registro das observações seja uma oportunidade aberta para a prática da escrita das vivências ocorridas em campo, quando o futuro pedagogo entra em contato com a realidade educativa.
Além desses espaços formativos que guardam o lugar da escrita, ainda existe o espaço do TCC e das atividades acadêmico-científico-culturais, que estão organizadas em seis eixos distintos: “1- Pesquisa/Ensino/Extensão”; “2- Representações e participação em eventos de classe”; “3- Participação em eventos científicos”; “4- Produção Acadêmica”; “5- Atividades e Produção Artístico-Cultural” e “6- Atividades de apoio e de cunho social”6. Dentre eles apenas 1, 3, 4 e 5 parecem
possibilitar a prática da escrita durante o desenvolvimento das atividades. O TCC “permite ao aluno exercitar-se no campo da investigação científica” (UNESP, 2006,
6 Fonte:
p. 17-18), articulando conhecimentos. As atividades acadêmico-científico-culturais têm o “objetivo de valorizar e estimular a produção do conhecimento pelo aluno como elemento essencial para a formação integral do educador” (UNESP, 2006, p. 18).
Ainda que estes dois espaços estejam atrelados a normas técnicas que de certa forma modelam as produções textuais, são momentos em que os alunos da graduação, futuros professores, são mobilizados a exercitarem a prática da escrita acerca de temáticas que mais lhes inquietam.
Ao abordar a questão dos estágios supervisionados, o documento do curso de Pedagogia explicita, além da carga horária, as disciplinas que estão vinculadas à prática do ensino nas escolas regulares. Cada um dos três tipos de estágio que devem ser realizados obrigatoriamente pelos futuros professores; sendo eles “Estágio Supervisionado I: Prática Escolar e Docência dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental”, “Estágio Supervisionado II: Prática Escolar em Gestão Escolar e Orientação Educacional” e “Estágio Supervisionado III: Prática Escolar e Docência da Educação Infantil”; conta com momentos para orientação e reflexão, juntamente com o docente responsável, acerca do que é feito fora da universidade. Tais momentos ocorrem nas disciplinas que estão articuladas ao estágio: “Planejamento, acompanhamento e noções teóricas de prática de ensino nos anos iniciais do Ensino Fundamental”, “Planejamento, acompanhamento e noções teóricas de prática em gestão e orientação escolar” e “Planejamento, acompanhamento e noções teóricas de prática de ensino na Educação Infantil” respectivamente. Nesta última disciplina vinculada ao estágio supervisionado III, ainda acontecem algumas reuniões de orientação extraclasse, de acordo com a disponibilidade da professora responsável e do(a) aluno(a) da graduação, para planejar algumas atividades a serem desenvolvidas na escola. Como já referido na anteriormente, o gênero relatório está muito presente nas situações de enunciação dos graduandos, e no caso das disciplinas aqui mencionadas, ele consta como exigência no encerramento das atividades.
Dentre os temas para reflexão estão
[...] o trabalho do professor em sala de aula: os conteúdos, a relação com os alunos, as questões disciplinares, a atualização do professor em relação à novas orientações curriculares e as questões referentes
à observação, ao registro e à avaliação da aprendizagem” (p. 41,
grifo nosso).
Dessa forma, pressupõe-se que ocorram escritas – além do emprego de outras linguagens e formas de registrar – durante a realização do estágio supervisionado que contemplem o processo de aprendizagem dos alunos acompanhados ou da docência por parte do aluno da graduação.
No tópico a seguir, apresentarei algumas disciplinas desse curso de Pedagogia que em suas ementas apontam a questão da escrita. Explicitarei o título da disciplina, a parte do plano de ensino da mesma em que é citada a escrita e a que gênero ela pertence.
O sentido de trazer essas disciplinas aqui reside em compreender em que momentos do curso os futuros professores se deparam com a linguagem escrita como prática constante.
4.2 Inventariando a escrita no curso de Pedagogia nas ementas das