2.5. Ağrı Tedavisinde Psikolojinin Rolü
2.5.5. Davranışsal Yaklaşımlar
Para dar conta desta investigação da aplicação da Psicologia no espaço da extensão, optamos por utilizar entrevistas semi-estruturadas com os responsáveis pela área dentro da universidade (Pró-reitores, Vice-reitores ou coordenadores da extensão) que nos permitissem esclarecer os itens propostos.
Entrevistas semi-estruturadas também foram elaboradas para outros setores dentro da universidade, agora no curso de Psicologia, já que também pretendíamos investigar que tipo de aplicação prática a Psicologia está desenvolvendo dentro das práticas de extensão.
Nossa intenção inicial era realizar estudos dos projetos de extensão na área da Psicologia, entretanto a falta de disponibilidade dos entrevistados, de forma geral, não possibilitou esta investigação, como elucidamos no início deste capítulo.
Como nos apontam Ludke e André (1986) e Alves-Mazzotti e Gewadsznajder (1986) o instrumento metodológico entrevista, quando isolado de outras formas de investigação, pode desqualificar o trabalho de investigação qualitativa.
Optamos, então, por diversificar as pessoas entrevistadas sobre o mesmo assunto, o que Denzin apud Alves-Mazzoti e Gewandsznajder (1998) nomeia de Triangulação.
Existem quatro tipos de triangulação: de fontes, métodos, investigações e teorias. Em nosso caso, uma triangulação de fontes foi realizada com o objetivo de compreender a co-construção das idéias sobre a extensão dos diversos atores universitários.
A escolha por realizar entrevistas semi-estruturadas teve como finalidade captar, o que era essencial na discussão sobre extensão e na área da Psicologia, mas também captar o discurso do entrevistado como um todo em seus diversos usos e significações.
Para Thiollent (1987), este tipo de entrevista é aconselhada quando se tem um assunto específico para investigar, entretanto não se quer tolher nem limitar a fala do entrevistado.
As Entrevistas Semi-estruturadas com Pró-reitores de Extensão Comunitária, foram realizadas, conforme Quadro 1, com a finalidade de identificar e comparar os diferentes modelos de gestão extensionista e se estes propiciam uma prática diferenciada em Psicologia e, também, averiguar, como a pró-reitoria de extensão compreende a atuação do psicólogo, verificando a construção dialógica do papel do psicólogo e da aplicação prática da Psicologia.
Quadro 1: Entrevista com pró-reitores de Extensão Comunitária Questões pessoais:
1.Qual sua formação?
2.Como / Quando entrou na Universidade ...? 3. Já trabalhou em outras universidades? Quais?
A respeito da política extensionista:
4. A que setor esta pró-reitoria está subordinada?
5. Qual a função da extensão dentro desta universidade? 6. Quais as atividades que desempenha?
7. Como esta pró-reitoria organiza e seleciona projetos atividades de Extensão? 8. Como se propõe uma atividade extensionista?
9. Que tipo de apoio (logístico, financeiro...) é dado para efetuá-lo?
10. Se eu for professora aqui e quiser desenvolver uma atividade comunitária, como faço para ser aprovado? Há esta possibilidade?
Sobre orçamento:
11. Tem orçamento próprio? Se não, como define em que e como gastar? 12. O professor ganha por horas?
Sobre extensão e prática da Psicologia:
13. Quais atividades ou projetos extensionistas nos quais há psicólogos envolvidos? 14. É possível haver professores trabalhando com comunidade que não esteja vinculado a reitoria de extensão?
15. Como vê o trabalho do psicólogo?
16.Sobre Programas de iniciativa pública: Estão sendo efetuado na Instituição?
Há psicólogos envolvidos?
17. Quais os maiores desafios e empecilhos que a extensão da universidade particular enfrenta?
Fonte: arquivo da pesquisadora.
Os professores do curso de Psicologia que atuam, coordenando ou participando de algum Projeto de Extensão foram entrevistados conforme o Quadro 2, objetivando investigar qual o papel do psicólogo nas políticas extensionistas nessas universidades e, assim, identificar qual é, hoje em dia, o modelo prático da Psicologia Social nas universidades particulares (confessionais e não confessionais) paulistanas e quais práticas de atendimento comunitário os psicólogos vêm desenvolvendo, vinculadas às atividades de extensão.
Quadro 2: Entrevista com Professores de Psicologia que participam de Projeto de Extensão
1. Qual o nome do Projeto que você coordena ou participa? 2. Há quanto tempo o Projeto está sendo desenvolvido?
3. Qual o lugar (instituição X, Comunidade Y, escola Z) o projeto é desenvolvido? 4. Quais os objetivos do Projeto?
5. Quais os objetivos e a natureza de seu trabalho, como psicólogo, neste projeto? 6. Quais as técnicas ou métodos de intervenção que utiliza?
7. Esta intervenção está baseada em alguma base teórica? Qual? 8. Há outros professores envolvidos no projeto? De que curso/área são? Quais atividades desenvolvem no projeto?
9. Quantos alunos de Psicologia participam no Projeto? De qual(s) semestre(s)? 10. Há alunos de outros cursos participando do Projeto? Quantos? De quais semestres? 11. Este trabalho recebe apoio financeiro (ou tem parceria) de alguma instituição que não seja a Universidade? Como se realiza este apoio?
12. Quais os gastos que a Universidade tem com este projeto?(Considerando a utilização de salas, horas de supervisão para professores, recursos materiais necessários, etc.)
13. Se pudesse, o que você mudaria na organização e na política de extensão dentro desta universidade? 14. No desenvolver do projeto, há registro em forma de relatórios, apontamentos, etc. deste?
Estes são mensais, bimestrais ou semestrais? ( poderia disponibilizar?)
Fonte: Arquivo da pesquisadora
Professores que ministram aulas de Psicologia Social e disciplinas oriundas da prática social também foram questionados, conforme o Quadro 3, para que possamos entender qual é a demanda de projetos de Extensão dentro das universidade e como estes professores compreendem o espaço da Extensão, como um lugar para possíveis práticas sociais da Psicologia, buscando perceber a dialogia na construção do setor dentro da universidade.
Fonte: arquivo da pesquisadora
Análise de documentos produzidos pela própria instituição universitária - O Plano Pedagógico Institucional (PPI), assim como atos normas e portarias expedidas pela reitoria a respeito da extensão – foram planejadas e abandonadas, pois as universidades privadas que concederam permissões para as entrevistas em seus diversos setores não nos disponibilizaram tais documentos, justificando que estavam sendo alterados por conta do Novo Sistema de Avaliação Institucional (SINAES).
Mesmo assim, alguns documentos foram disponibilizados por algumas Instituições – revistas científicas produzidas pela instituição e organizadas pela pró-reitoria de Extensão, relatos de trabalhos da área - e mesmo publicações em jornais de circulação nacional a respeito do assunto.
Quadro 3: Entrevista com Professores de Psicologia Social / ou Comunitária / ou Institucional / ou estágios supervisionados em Psicologia Social
1.Nome. Idade. Dá aula em outras universidades?
2. Formação. Onde se graduou? Qual a formação?
3. Quanto tempo leciona no ensino Superior? Quanto tempo em Psicologia Social / Comunitária/ Institucional/ estágio?
4. É responsável pela(s) disciplina(s) na Universidade? 5. Quais outras disciplinas leciona?
6. Realiza algum trabalho de campo com os alunos , nesta(s) disciplina(s)?
Quais (se possível apresentar as instruções do trabalho, local onde é realizado, por escrito). 7. Com qual objetivo? (qual base teórica)
8. Desenvolve alguma atividade vinculada à Pró-reitoria (ou Vice-reitoria) de Extensão desta universidade? Se sim, quais? ( responder ao outro questionário). Se não, por quê?
9. Acha importante a área de Extensão ( ou Pró-reitoria Comunitária)dentro da Universidade? 10.Para quê ela serve?
11.Está satisfeita com as políticas de Extensão dentro da Universidade?
12.O que proporia de mudanças às práticas de Extensão dentro de sua Universidade? 13.Quais os maiores empecilhos para que ocorram estas mudanças?