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DAAD’ nin Türkiye ve Almanya Arasındaki Akademik Alışverişe Katkıları

OBJETIVO

O sexto encontro teve como objetivo o estudo mais aprofundado de dois tipos de investimentos: Previdência Privada e Bolsa de Valores.

LEITURAS E PROBLEMAS37

Para a consecução dos objetivos acima mencionados, utilizamos três problemas geradores, que estavam programados para serem resolvidos em sala, porém, devido à insuficiência do tempo, um deles ficou para ser feito em casa.

Os dois problemas trabalhados em sala de aula abordaram a Previdência Privada. Por meio deles, os alunos foram levados a discutir sobre os motivos de se fazer uma Previdência Privada e a simular esse investimento através de um aplicativo do site38 da Caixa Econômica.

O problema sobre o investimento em ações, a ser feito em casa, promoveu uma pesquisa sobre os valores de uma ação, bem como a análise da oscilação dos seus valores ao longo dos anos.

O ENCONTRO

Três momentos, nos quais tratamos da Previdência Privada, da Bolsa de Valores e apresentamos aos alunos o trabalho de pesquisa, marcaram o sexto encontro.

O primeiro momento, em que abordamos a Previdência Privada, foi norteado por uma série de slides39, feitos, previamente, por esta professora e projetados na lousa interativa. Realizamos algumas simulações desse tipo de investimento através de um aplicativo do site da Caixa Econômica Federal e discutimos três exemplos. Nessas simulações, comparamos os valores também obtidos através da Previdência Social e

37 Apêndice G

38 http://www.caixavidaeprevidencia.com.br 39 Apêndice G

analisamos as vantagens de se fazer uma Previdência Privada. Ainda nesse primeiro momento, foram resolvidos dois problemas geradores.

No segundo momento do encontro, abriu-se uma discussão sobre o investimento em ações, que foi orientada pelas perguntas dos alunos, pelos conteúdos dos sites da Bovespa40 e da UOL41 e por um boletim da rádio CBN, em que Mauro Halfeld42 fala sobre um caso de fracasso nesse tipo de investimento. Assim como dito anteriormente, o problema sobre o investimento em ações, que estava programado para ser resolvido em sala, foi deixado para ser feito em casa.

Finalmente, no terceiro momento, entreguei os roteiros para uma pesquisa43 que foi realizada pelos alunos divididos em grupos.

Este encontro contou com a presença de dezoito alunos e teve lugar na sala de vídeo. Os alunos se mostraram interessados, e o excesso de perguntas e comentários fez com que o tempo a ele dedicado fosse insuficiente. Em alguns momentos, para tentar cumprir com o planejado, acelerei algumas discussões.

Além da temática relacionada aos dois investimentos principais, outros assuntos foram levantados pelos alunos: Previdência Social, aposentadoria, planejamento de vida, planejamento financeiro, carteira de investimentos e crise econômica.

Conversando sobre investimentos: a Previdência Privada

Em uma sondagem inicial, constatei que, dos alunos presentes, oito nunca tinham ouvido falar sobre a Previdência Privada e que, dentre os que já tinham ouvido falar sobre ela, apenas dois sabiam do que se tratava.

40 http://www.bmfbovespa.com.br 41 http://www.uol.com.br/economia

42 Mauro Halfeld é graduado em Engenharia Civil pela Universidade Federal de Juiz de

Fora (1987), mestre em Engenharia de Produção (especialidade: Finanças e Avaliação de Investimentos), pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1991), e doutor em Administração (especialidade: Administração Financeira) pela Universidade de São Paulo (1996). Realizou também pós-doutorado em Finanças na MIT Sloan School of Management (1997/1998). Atualmente é professor titular da Universidade Federal do Paraná e analista financeiro. Diariamente, participa, como comentarista, da rádio CBN para responder a perguntas dos ouvintes sobre finanças pessoais e investimento.

Um aluno perguntou se Previdência Privada era o mesmo que aposentadoria, INSS e, aproveitando a oportunidade, falou-se da Previdência Social, também desconhecida pela maioria dos alunos, e de suas vantagens e desvantagens. Alguns assuntos foram sendo trabalhados através das dúvidas que surgiram.

Expliquei que há um teto para a Previdência Social e que esse teto determina o valor máximo sobre o qual se pode contribuir e, consequentemente, receber:

Professora: Uma pessoa que ganha R$10.000,00 não pode contribuir

sobre esse valor. O máximo que ela terá de aposentadoria é determinado pelo teto que é de R$3.467,40.

Esclareceu-se que a Previdência Privada entraria, então, como uma complementação à Previdência Social ou, até mesmo, como uma renda extra para alguma data pré-definida, mas sem a estipulação de teto, idade ou tempo mínimo.

Por não se tratar do assunto principal do encontro, não entrei em detalhes em relação ao cálculo da Previdência Social. Fiz breve comentário sobre esse cálculo, apenas o necessário para a comparação entre as duas previdências.

Norteando-nos por uma série de slides, levantamos os motivos que levariam uma pessoa a contratar uma Previdência Privada, os tipos de Previdência Privada que existem e para quais pessoas cada tipo é indicado. Além disso, fez-se referência às taxas que são cobradas pelos bancos e quais os tipos de resgate.

Discutindo alguns exemplos

Foi feita uma comparação entre valores poupados na Previdência Privada e na Previdência Social, analisando três exemplos, cujos dados foram obtidos através de simulação realizada no sistema da Caixa Econômica Federal.

O primeiro exemplo simula um investimento na Previdência Privada para uma pessoa que recebe um salário mínimo e contribui por 35 anos com R$60,00. (QUADRO 13)

QUADRO 13 – Exemplo 1 (6º encontro)

Caso José (salário mínimo) – Tempo de contribuição: 35 anos

– Idade ao se aposentar: 58 anos

– Mensalidade: 11% de R$510,00 = R$56,10 (consideramos o valor de R$60,00)

• Montante da aposentadoria privada – Resgate total: R$120.154,70 – Mensalidade vitalícia: R$573,70

• Aposentadoria Social (com mais 4 anos de contribuição) – Mensalidade vitalícia: R$510,00

Utilizamos esse exemplo com o valor de um salário mínimo porque esse é o menor valor sobre o qual uma pessoa pode contribuir para a Previdência Social. Consideramos 35 anos de contribuição e a idade de 58 anos por serem pertinentes com a realidade dos alunos.

É possível perceber que, comparativamente, na Previdência Privada teríamos uma mensalidade vitalícia de R$573,70, com quatro anos a menos de contribuição do que na Previdência Social.

No exemplo 2, o tempo de contribuição foi alterado para 39 anos, visto que esse seria o tempo necessário para resgatar a Previdência Social, com o valor de um salário mínimo. (QUADRO 14)

QUADRO 14 – Exemplo 2 (6º encontro)

Caso José (salário mínimo) – Tempo de contribuição: 39 anos

– Idade ao se aposentar: 62 anos

– Mensalidade: 11% de R$510,00 = R$56,10 (consideramos o valor de R$60,00)

• Montante da aposentadoria privada – Resgate total: R$166.784,81 – Mensalidade vitalícia: R$877,22 • Aposentadoria Social

Nesse exemplo, os valores da Previdência Privada e da Previdência Social se mostraram bem diferentes e é possível perceber que, na Previdência Privada, a aposentadoria vitalícia seria de R$877,22, valor 72% superior ao especificado na Previdência Social.

Diante dos valores encontrados nesses exemplos, os alunos questionaram sobre a importância da Previdência Social. Ressaltei, então, que, apesar de muitas vezes apresentar um valor inferior em relação à Previdência Privada, ela é importante porque, além da aposentadoria a que o trabalhador terá direito, a Previdência Social oferece também segurança em casos de invalidez temporária ou permanente, afastamento do trabalho, morte.

Os alunos ficaram agitados com os valores encontrados nesses dois exemplos, e conversamos sobre a importância desse planejamento financeiro para que uma pessoa chegue aos 60 anos de idade desfrutando de uma vida menos dependente e mais confortável.

Nesse momento, algumas questões foram levantadas. A aluna Natalia montou uma situação para perguntar o que faria caso não conseguisse pagar por uma Previdência contratada:

Natalia: Vamos supor que eu trabalhe e vamos supor que eu ganhe

R$510,00 por mês. E aí eu pretendo trabalhar muito tempo nesse emprego e tal e faço essa parada de Previdência Privada por, sei lá, três anos. Mas vamos supor que aconteceu alguma coisa e eu fui despedida. E eu não tenho o dinheiro para pagar. O que eu faço?

Amanda perguntou se poderia fazer um investimento como esse:

Amanda: Tipo assim, a gente não está trabalhando ainda, mas, por

exemplo, hoje a gente pode fazer uma Previdência Privada?

Dora perguntou se “PreviJovem” do Bradesco é um tipo de Previdência Privada. Conversamos sobre a importância do estudo para conhecer os planos que são oferecidos e optar por melhores tarifas e rendimentos.

No terceiro e último exemplo, os valores para a Previdência Privada foram alterados, e o cálculo foi feito para o caso de uma contribuição em relação ao teto de R$3.467,40, estabelecido pelo INSS. Consideramos um tempo de contribuição de 30 anos e uma idade de 60 anos para se aposentar. (QUADRO 15)

QUADRO 15 – Exemplo 3 (6º encontro)

Caso Maria (teto) – Tempo de contribuição: 30 anos

– Idade ao se aposentar: 60 anos

– Mensalidade: 11% de R$ 3.467,40 = R$381,00 • Montante da aposentadoria privada

– Resgate total: R$507.585,66 – Mensalidade vitalícia: R$2.190,52 • Aposentadoria Social

– Mensalidade vitalícia: R$3017,67 ( fator de 0,8703)

Observamos que, nesse caso, o valor44 da aposentadoria social é inferior ao estabelecido no teto. Essa diferença se dá pela incidência de um fator previdenciário de 0,8703, que é calculado considerando algumas outras variáveis, e de que resulta o valor para aposentadoria social em 87,03% do salário.

Observamos, também, que o valor da Previdência Social é maior, já que a empresa também contribui com uma parte, e isso gerou uma discussão. Alguns alunos defenderam a ideia de que, para aquele caso, a Previdência Social seria melhor do que a Previdência Privada. Então expliquei que a Previdência Privada poderia entrar como uma complementação ou poderia ser resgatada totalmente, já que teria rendido um montante de R$507.585,66 e que uma não substitui a outra.

Pablo mencionou o caso de sua mãe que é funcionária pública e que iria se aposentar com salário integral. Então esclareci que alguns funcionários públicos − tais como professores federais − estão empregados em um regime chamado estatutário e que, nesse regime, o valor da aposentadoria é integral: o funcionário se aposenta e continua recebendo o mesmo salário de quando estava trabalhando.

Uma aluna questionou:

Renata:Quanto tempo você falou que tem que trabalhar para receber

100% do salário?

Expliquei, então, que a mulher precisa de 30 anos trabalhados e 60 anos de idade, e o homem precisa de 35 anos trabalhados e 65 anos de idade, mas que o cálculo não é simples e leva em conta vários fatores.

Outro aluno perguntou como é feito o cálculo da mensalidade vitalícia e expliquei que o valor é praticamente o rendimento do montante se fosse colocado na Poupança e que ele foi gerado pelo simulador do site da Caixa Econômica.

Esse momento, bem como, posteriormente, o momento durante o qual conversamos sobre o investimento na Bolsa de Valores foram conduzidos pelas perguntas dos alunos que se mostraram envolvidos e surpresos com os valores encontrados.

Apresentei o gráfico que detalha os montantes dos valores de contribuição e dos valores acumulados ao longo dos anos em relação ao exemplo 3 e expliquei que, assim como nos outros investimentos, os valores são ajustados pelos juros compostos e que é possível acumular uma boa reserva através de pequenas quantias mensais (FIGURA 3).

Nesse gráfico, é possível perceber que o valor investido, que está em vermelho, é bem menor do que o montante adquirido, que está em azul. Ou seja, uma grande parte desse montante se deve aos juros acumulados durante anos de contribuição.

A fim de se fazer uma comparação entre o mesmo valor poupado através da Previdência Privada de uma instituição financeira e poupado através da compra de Títulos

do Tesouro Direto, fiz uma simulação pelo site do Tesouro Nacional. O objetivo foi mostrar que, caso uma pessoa tivesse disciplina e um objetivo especificado, a Previdência Privada poderia ser feita por ela mesma através da compra de títulos.

A simulação indicou que, com uma mensalidade de R$381,00 por 34 anos e cinco meses, o montante seria de R$1.024.848,06. O que é superior aos R$507.585,66 adquiridos através da Previdência Privada, mesmo que por quatro anos e cinco meses a mais de contribuição. (FIGURA 4)

Os alunos ficaram surpresos com os valores encontrados. Conversamos sobre a dificuldade de se guardar dinheiro, sobre a facilidade de se gastar um dinheiro que está sendo poupado para a Previdência em casos de uma emergência e sobre as vantagens em se optar ou não pela Previdência Privada.

Através desse simulador, verificamos que, para se obter o equivalente obtido através da Previdência Privada da Caixa Econômica Federal, a saber, R$507.585,66, seria suficiente investir mensalmente, em títulos, o valor de R$188,86. (FIGURA 5)

Esse valor equivale a menos da metade daquele que foi investido na Previdência Privada que, como visto, foi de R$381,00.

Para finalizar essa primeira parte do encontro, na qual tratamos sobre Previdência Privada, entrei no site da Caixa Econômica Federal, chamando a atenção dos alunos para o fato que é possível encontrar várias informações, bastando apenas procurar, e simulei um investimento com dados − idade, tempo de contribuição, valor – que foram fornecidos por uma das alunas, Amanda. Considerando, então, uma idade de 60 anos para se aposentar, uma rentabilidade de 8% ao ano e depósitos mensais de R$150,00, encontramos, através da simulação on-line, que ao final de 44 anos de contribuição, ela teria uma reserva acumulada de, aproximadamente, R$649.000,00, ou uma renda vitalícia bruta de, aproximadamente, R$2.995,00.

Com os alunos organizados em duplas e em trios, iniciamos a discussão do primeiro problema.

Problema gerador 1

Por meio do problema gerador 1, os alunos foram instigados a discutir sobre os motivos que levam à contratação de uma Previdência Privada. O objetivo dessa atividade foi fazer com que eles pensassem sobre a importância de uma Previdência Privada mesmo em situações em que a pessoa tem um salário, relativamente, bom. (QUADRO 16)

QUADRO 16 – Problema gerador 1 (6º encontro)

Melina trabalha como advogada e recebe um salário de R$4.000,00. Em sua folha de pagamento, há um desconto de 11% referente ao seu INSS, que, conforme seus planos, será usado para se aposentar aos 60 anos de idade. Conversando com o seu gerente, Melina percebeu que apenas a sua aposentadoria social não será suficiente para manter o seu padrão de vida atual quando for se aposentar e resolveu fazer um plano de Previdência Privada.

Discuta com seus colegas o porquê da insuficiência da aposentadoria social de Melina.

Através dos registros escritos, percebemos que os alunos entenderam o significado e as implicações do teto da Previdência Social. Um dos grupos esclarece:

O teto máximo recebido por Melina seria de aproximadamente 3000,00 e seu padrão de vida é de um salário de 4000,00, portanto, um investimento em um plano de Previdência Privada poderia favorecê-la, podendo ter mais conforto.,

Para outro grupo,

...o padrão de vida social de Melina iria ser menor, o teto salarial só poderá ser de até R$ 3400,00, ela irá ganhar R$600,00 a menos, mudando seu padrão de vida.

Problema gerador 2

O problema gerador 2 consistiu de uma simulação de uma Previdência Privada no site da Caixa Econômica Federal para a personagem Melina, do problema anterior. (QUADRO 17)

QUADRO 17 – Problema gerador 2 (6º encontro)

Acesse o site www.caixavidaeprevidencia.com.br; entre no link “previdência”, depois no link ”previnvest” e simule uma aposentadoria para Melina. Ela nasceu em 09/06/1983, deseja se aposentar aos 60 anos de idade e depositar mensalmente um valor fixo de R$200,00. Suponha uma taxa de rendimento de 8% ao ano.

O que vocês acham sobre os valores encontrados?

O objetivo desse problema foi promover a familiarização dos alunos com o aplicativo e, além disso, mostrar a influência da idade no cálculo da aposentadoria, já que muitas pessoas acabam adiando por anos a decisão de começar a poupar, ainda que, muitas vezes, saibam da importância dessa ação para a qualidade de vida futura.

Como nos outros encontros, a proposta era que os alunos simulassem os / e discutissem sobre os valores encontrados. Porém, devido ao sinal da internet que estava ruim e ao tempo insuficiente para nos deslocarmos, houve uma alteração na programação: a simulação foi feita na lousa e apenas a discussão foi realizada em grupo pelos alunos. Nessa simulação, encontramos que, poupando R$200,00 por mês e com as condições determinadas pelo problema, ao final teríamos uma aposentadoria vitalícia de R$1.152,00.

Alguns alunos questionaram sobre o valor encontrado, alegando que era inferior àquele da simulação feita anteriormente com os dados de uma das alunas. Conversamos, então, sobre a diferença das idades e do tempo de contribuição utilizado.

Analisando os registros escritos do problema gerador 2, verificamos que quatro grupos consideraram que aquele plano de Previdência Privada era indicado para Melina, já que complementaria sua Previdência Social. De acordo com dois desses grupos:

Esse será um bom investimento, pois ela terá a sua previdência social obrigatória (tendo o valor correspondente ao "teto") mais a sua Previdência Privada, assim a junção dessas previdências completará sua renda, sendo a quantia recebida por mês maior que seu salário.

Apesar da Previdência Privada não ter rendido muito ( R$ 1152,80), o montante final ( previdência social e privada) será suficiente para manter e padrão de vida de Milena. Se ela precisasse de mais dinheiro ainda, ela poderia apostar na compra de títulos.

Esse tipo de investimento seria bom para uma pessoa mais nova, fazendo assim um investimento a longo prazo. No caso de Melina, seria paga uma grande taxa de juros, não valendo a pena esse tipo de investimento.

Discutindo investimentos na Bolsa de Valores

Assim como no primeiro momento, constatei, numa sondagem inicial, que a maioria dos alunos desconhecia o funcionamento desse tipo de investimento. A partir das perguntas que surgiram, conversamos sobre o significado do termo ação, sobre sua valorização e desvalorização, sobre o funcionamento da Bolsa de Valores e a importância de uma carteira diversificada.

Para mostrar aos alunos outra fonte de informações, bem como o quanto o investimento na Bolsa de Valores pode ser perigoso e necessita de estudos, apresentei um comentário45 de Mauro Halfeld, que tinha ouvido há alguns dias na radio CBN. Nesse comentário, Mauro Halfeld relatou o caso verídico de um homem que possuía um salário de R$2.500,00 e investiu, em 2009, R$240.000,00 em uma única ação, por achar que seria um ótimo investimento. Essa ação, que tinha valido R$46,00, estava valendo R$15,00, e o homem acreditava que iria valorizar. Segundo Mauro Halfeld, ao contrário do que o investidor cogitou, após uma desvalorização de mais 61%, a ação passou a valer R$6,00. O capital do investidor que era de R$240.000,00 estava valendo apenas R$90.000,00. Em seu comentário, ele ressalta a importância de uma carteira diversificada, relata que as chances de recuperação são mínimas e aconselha a venda das ações e um reinvestimento do capital de uma maneira mais ponderada.

Motivados por esse boletim, discutimos sobre os perigos do investimento em ações e analisamos que, matematicamente, se uma ação desvaloriza 50%, ela tem que valorizar, aproximadamente, 100%, para retomar o valor inicial.

Falou-se também da crise de 2009 e de o seu efeito nos valores das ações. Pedi, então, que imaginassem alguém que tivesse comprado ações da Vale do Rio Doce na época em que estavam em baixa e valiam R$18,00 e esperasse a valorização que foi de, aproximadamente, 166%. Fizemos as contas e verificamos que um capital de R$100.000,00 passaria para R$266.000,00 em poucos meses.

45 Disponível em http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/mauro-halfeld/2011/06/06/INVESTIR-

Nesse momento, os alunos ficaram agitados comentando os valores e o funcionamento da Bolsa. Navegamos, então, no site da Bovespa, conhecemos de uma forma geral alguns dos seus conteúdos e, especificamente, o gráfico que acompanha em tempo real a situação do índice Ibovespa. Comentamos sobre esse índice e sobre a desvalorização de 1% que estava sendo mostrada naquele momento. Comparamos essa desvalorização com a valorização da poupança que é de, aproximadamente, 0,5% ao mês, e concluímos que essa variação era significativa.

Ainda utilizando o site da Bovespa, pesquisamos a situação das ações da empresa Vale do Rio Doce e verificamos que essa empresa tem vários tipos de ações. Observamos que, naquele momento, especificamente a ação VALE5.SA estava valendo 42 reais, sofrendo uma desvalorização de 1,3%.

Um aluno perguntou se tinha que ficar “olhando o tempo inteiro” e expliquei que é possível investir em ações vendendo e comprando em um curto espaço de tempo, mas que também é possível investir em ações numa perspectiva a longo prazo.

Professora: Excluindo os momentos de crise, em que as ações caem

demais, esse sobe e desce, delineia, quase sempre, uma subida, se analisarmos em um espaço de tempo maior. Então, tem gente que determina uma carteira diversificada, compra as ações, e só acompanha, esperando subir para vender depois de anos”.

Para finalizar, navegamos por um site46 em que é possível conhecer o valor de