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3. Bölüm: Türkiye’de Kamu Diplomasisi Uygulamaları

3.1. Türkiye’deki Kamu Diplomasisi Aktörleri ve Kullanıldıkları Yöntemler

3.1.1. Dışişleri Bakanlığı’na Bağlı Kurumlar

A elaboração do presente modelo tem como principal objetivo detalhar os focos da análise a ser realizada, a partir do referencial teórico apresentado. O modelo constitui um primeiro avanço teórico deste trabalho, facilitando o delineamento da metodologia e do instrumento de pesquisa.

Para a formulação do modelo de análise, os principais aspectos teóricos considerados foram os construtos relacionados à gestão da cadeia de suprimento, que permitem a investigação de quais aspectos do conceito de SCM são aplicados nas relações estabelecidas entre as empresas investigadas e seus parceiros na cadeia de suprimento, bem como os pressupostos da teoria baseada em recursos, com foco principal na visão relacional, tendo em vista que, considerando se as

correntes explicativas da vantagem competitiva, apresentadas no tópico 2.1, busca se analisar neste trabalho a contribuição (ou não) da gestão da cadeia de suprimento para a obtenção de vantagem competitiva baseada em recursos relacionais, embora a análise esteja aberta também à descoberta de outras possíveis explicações para a obtenção de vantagem ou desvantagem competitiva por parte das organizações a serem investigadas.

Na formulação do presente modelo, foi considerado um escopo mais amplo da cadeia de suprimento, incluindo atores que podem, de alguma forma, influenciar a performance da cadeia e de suas empresas constituintes. Assim sendo, foram incluídos os prestadores de serviços logísticos, as instituições de fomento e o governo, em seus diversos níveis, de modo que as características do ambiente institucional possam ser consideradas na análise.

A consideração de alguns componentes do ambiente institucional na análise baseia se em dois argumentos principais. O primeiro, sustentado por Oliver (1996), considera que as causas das ineficiências do mercado e da heterogeneidade das firmas são tanto econômicas como institucionais. Dessa forma, a habilidade de uma firma em desenvolver uma vantagem competitiva deriva não somente de suas respostas estratégicas às características do mercado, mas também de sua habilidade para explorar a distribuição irregular de informação, recursos, legitimidade e custos de transação que resultam dos impedimentos institucionais à eficiência do mercado.

A conectividade das firmas ao ambiente institucional pode ser medida pelo grau com o qual uma firma cumpre as regras e mandatos governamentais; o grau com o qual uma firma é ativamente envolvida em suas associações setoriais; a extensão pela qual a firma adapta se às linhas de conduta traçadas pelas associações setoriais em relação à conduta ética, qualidade do produto ou segurança do produto; e aos tipos e diversidade dos laços inter organizacionais das firmas com o governo, grupos de interesse público e instituições de caridade (OLIVER, 1996).

Na visão de Oliver (1996), através da aquisição de capital social, da redução dos custos cognitivos irrecuperáveis e do aproveitamento das vantagens relativas aos custos de transação das relações institucionais, as firmas podem tirar proveito da imersão social institucional e aumentar suas possibilidades de sucesso e sobrevivência. Da mesma forma, Baum e Oliver (1991) argumentam que as ligações entre organizações e instituições podem ser alvos de avaliações sociais que, por sua

vez, podem ter importantes implicações para a habilidade das relações institucionais em contribuir para a sobrevivência organizacional. Instituições são definidas por Baum e Oliver (1991) como constituintes do governo ou da comunidade que fazem parte do ambiente em que uma organização está inserida, os quais possuem abrangência na sociedade e incontestável aceitação social (por exemplo, escolas públicas, igrejas), ou autoridade legislativa e administrativa nesse ambiente (por exemplo, agências governamentais, comissões regulatórias).

O segundo argumento, sustentado por Bandeira de Mello (2007b), considera que a heterogeneidade de performance de firmas domésticas em economias emergentes, tais como a do Brasil, e a consequente possibilidade de obtenção de vantagem competitiva, é função da efetividade dessas firmas na gestão da dependência de recursos dos + " . O fato de uma empresa ter contratos com o governo e a sociedade é associado com uma performance superior da firma. Considera se, aqui, que essa questão é ainda mais crítica quando as firmas atuam no Nordeste do Brasil, região que apresenta vários tipos de desigualdades em relação às regiões mais desenvolvidas do país, bem como em setores produtivos que são dependentes de subsídios e incentivos governamentais para a manutenção de suas operações produtivas em regiões menos desenvolvidas, condições essas nas quais se enquadram alguns setores produtivos objetos de estudo deste trabalho. Para fins do presente trabalho, o ambiente institucional será representado pelo Governo, em seus diversos níveis, e pelas instituições de fomento (bancos públicos e privados e agências de desenvolvimento).

Feitas essas considerações, apresenta se na figura 2.7 o escopo considerado no modelo de análise. Essa visão de cadeia de suprimento é baseada naquela apresentada no trabalho de Lambert, Cooper e Pagh (1998), que denominam o núcleo principal de “empresa focal”, visão esta que pode ser estendida a vários níveis de fornecedores e clientes, até o esgotamento de todos os entes participantes da cadeia de suprimento cujas análises sejam consideradas relevantes.

Figura 2.7 Escopo da Cadeia de Suprimento Considerado no Modelo de Análise Fonte: Elaboração do Autor

Nesse escopo da cadeia de suprimento considerado, além de se analisar as relações entre as empresas que constituem a cadeia propriamente dita, ou seja, aquelas que realizam operações sucessivas que agregam valor ao produto ou serviço que está sendo processado (fornecedores de 2o nível, fornecedores de 1º nível, núcleo principal, clientes de 1º nível e clientes de 2º nível), também é importante analisar como as empresas do núcleo central estabelecem relações com o governo em seus diversos níveis, com as instituições de fomento e com os prestadores de serviços logísticos. O intuito é verificar como essas relações contribuem para a formação de vantagem ou desvantagem competitiva para as empresas investigadas.

O chamado núcleo principal de análise é formado pelas empresas que representam de forma mais relevante as cadeias de suprimento a serem analisadas. No tópico 3.4 são detalhados os componentes do núcleo principal de análise do presente trabalho.

Considerando a teoria baseada em recursos (WERNEFELT, 1984; BARNEY, 1991), esse modelo de análise deve verificar como se configuram os recursos internos das empresas do núcleo principal de análise, bem como, do ponto de vista das empresas, como esses recursos contribuem para a obtenção de rendas acima do normal e, consequentemente, para a formação de vantagem competitiva. No conjunto de recursos analisados, tendo como referência os pressupostos da visão baseada em conhecimento (KOGUT; ZANDER, 1992; GRANT, 1996), é importante

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ressaltar a relevância a ser dada, na análise, à geração, aplicação e difusão do conhecimento no âmbito das empresas.

Apesar de se contemplar com o modelo a análise dos recursos internos à empresa, será dada maior ênfase à análise dos recursos relacionais, conforme definidos na visão relacional (DYER; SINGH, 1998), ou seja, aqueles que são compartilhados pelas empresas em seus relacionamentos inter organizacionais no âmbito do escopo considerado da cadeia de suprimento; ademais, deve se investigar a apropriação das rendas desses recursos, já que essa apropriação é que permite a formação de vantagem competitiva sustentável, desde que os referidos recursos possuam as características preconizadas na teoria baseada em recursos. Da mesma forma, o modelo prevê a análise das relações das empresas do núcleo principal da cadeia de suprimento, com componentes do ambiente institucional, conforme previsto na visão relacional, que, de alguma forma, podem influenciar a performance das empresas da cadeia em relação a seus concorrentes em âmbito global. Cada um dos componentes considerados pode influenciar a aquisição e manutenção de recursos que, por sua vez, podem contribuir para a formação de vantagem competitiva na cadeia de suprimento:

• Instituições de fomento: Podem permitir a aquisição de recursos financeiros, tanto para investimento como para capital de giro, que, dependendo das condições de aquisição (taxas de juros, prazos etc.), podem trazer ou não vantagens relativas da cadeia de suprimento analisada sobre seus concorrentes em âmbito nacional e global;

• Governo: No ambiente contemporâneo de competitividade global, especialmente em economias emergentes, os governos podem influenciar a performance e a competitividade empresarial, ao deliberar sobre concessão de subsídios e incentivos fiscais, taxa básica de juros, câmbio, barreiras tarifárias e não tarifárias, entre outras questões. Da mesma forma, o governo possui papel crucial na definição das regras do mercado, os chamados marcos regulatórios, bem como no cumprimento dessas regras, a partir do estabelecimento de instituições reguladoras e jurídicas fortes. A maneira como as empresas da cadeia de suprimento, atuando de forma isolada ou em conjunto, através de suas entidades de classe, se relacionam com os diversos níveis de governo e podem influenciar as suas

deliberações, constitui um importante foco de análise para a formação de vantagem competitiva.

Com relação aos prestadores de serviços logísticos, que constituem organizações que permitem às empresas de uma cadeia de suprimento, caso isso seja desejado, a terceirização das diversas etapas do processo logístico (armazenagem, manuseio de materiais, gestão de estoques, transporte), torna se interessante avaliar, para as empresas que se pretende analisar com o uso do modelo, se existem prestadores de serviços logísticos atuando, bem como a maneira como estes se relacionam com as empresas que fazem parte do escopo de análise. Observa se que, em muitas situações, para entender as necessidades operacionais de determinada cadeia de suprimento, os prestadores de serviços logísticos necessitam desenvolver recursos específicos, em conjunto com as empresas para as quais prestam serviços, os quais podem ser considerados recursos relacionais.

De forma resumida, pode se afirmar que o modelo proposto permite analisar como a gestão da cadeia de suprimento contribui para a formação de vantagem competitiva, estando a análise subdividida em três níveis, conforme mostrado no quadro 2.5.

8+ / # (4/$ ($# # # (4/$ # (4/$ )B !$+ # (4/$ 1. Intra organizacional Firmas individuais que

formam o núcleo principal de análise Recursos financeiros Recursos humanos Recursos tecnológicos Recursos materiais Recursos de conhecimento

Características dos recursos Contribuição dos recursos para a obtenção de rendas acima do normal e a obtenção de vantagem competitiva

2. Inter organizacional Relações inter organizacionais das firmas da cadeia de suprimento e destas com os prestadores de serviços logísticos Tipos de relações estabelecidas Recursos relacionais Caracterizar os tipos de relações inter organizacionais Identificar investimentos em ativos específicos e recursos relacionais

Avaliar troca de informações e de conhecimento,

combinação de recursos, capacidade e habilidades nas relações

Identificar ganhos relacionais e mecanismos de preservação 3. Ambiente Institucional Relações das empresas da cadeia de suprimento com componentes do ambiente institucional Instituições de fomento Governo

Avaliar a influência dessas relações no acesso a recursos e na obtenção de vantagem competitiva Quadro 2.5 Modelo de Análise

Tendo em vista que o objetivo geral deste trabalho é analisar a contribuição da gestão da cadeia de suprimento para a obtenção de vantagem competitiva baseada em recursos relacionais, com ênfase nas relações inter organizacionais, o foco da análise se restringirá às relações entre as empresas do núcleo principal com seus fornecedores e componentes do ambiente institucional, ou seja, ao 2º (inter organizacional) e 3º (ambiente institucional) níveis de análise. Na figura 3.1 anteriormente apresentada, as relações a serem analisadas são representadas pelas setas contínuas. Desse modo, embora se reconheça a importância dos recursos internos às empresas para a obtenção de vantagem competitiva, não constitui objetivo do presente trabalho a investigação do 1º nível de análise (intra organizacional). A descrição detalhada das variáveis a serem investigadas, em cada um dos níveis de análise considerados, será feita no capítulo da metodologia.

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Observa se que a definição dos métodos e técnicas de pesquisa a serem utilizadas em um trabalho, os quais serão aqui tratados como estratégias de pesquisa, depende primordialmente do objeto de pesquisa e das questões norteadoras da pesquisa. Ademais, os objetivos traçados nesse trabalho exigiram a elaboração de um referencial teórico de escopo relativamente amplo, a partir do qual se pode formatar um modelo de análise mais focado, no intuito de permitir uma definição mais operacional dos construtos e variáveis a serem investigados, que, por sua vez, pode facilitar o delineamento da pesquisa.

Com o objetivo de facilitar o entendimento dos diversos procedimentos metodológicos necessários ao desenvolvimento dessa tese, esse capítulo inicia se (tópico 3.1) com o relato dos aspectos epistemológicos aos quais o trabalho está relacionado, o que, por sua vez, serve de referência para a definição das estratégias de pesquisa a serem seguidas. O tópico 3.2 traz à tona as questões norteadoras da pesquisa, as quais estão diretamente relacionadas aos objetivos específicos. No tópico 3.3 são definidas as variáveis da pesquisa, considerando os níveis de análise especificados e as questões norteadoras da pesquisa. No tópico 3.4, apresenta se o delineamento da pesquisa, no qual se destaca o tipo de pesquisa em que o trabalho se enquadra, a estratégia de pesquisa utilizada, os setores pesquisados e a quantidade de empresas investigadas. O tópico 3.5 refere se aos tipos de dados e formas de coleta destes. Já no tópico 3.6, são relatadas as técnicas de análise de dados que foram utilizadas. Finalmente, no tópico 3.7, aborda se os procedimentos seguidos pelo pesquisador, no intuito de atender aos diversos critérios de julgamento de uma pesquisa.

Benzer Belgeler