1. BÖLÜM: PSĠKANALĠTĠK ÇALIġMALAR VE JUNG TĠPOLOJĠSĠ
1.1. Psikanalitik ÇalıĢmalar
1.2.3. DıĢadönük Tipler
Em se tratando de uma política coordenada nacionalmente pelo MTE, as Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego (SRTE) são os atores representativos do governo em nível local por meio da ação dos auditores fiscais do trabalho, hierarquicamente subordinados à Secretaria de Inspeção e Trabalho (SIT). No mesmo patamar está situada a Secretaria de Políticas Públicas e Emprego (SPPE), na qual se insere o Departamento de Políticas de Trabalho e Emprego para Juventude (DPTEJ), conforme a Figura 11:
Figura 11 – Organograma MTE
Nas instâncias locais integram os arranjos para implementação da PPNAP também as empresas, públicas e privadas, responsáveis pela contratação e qualificação prática dos aprendizes. Conforme o recorte da pesquisa foram identificados em Natal 44 estabelecimentos pertencentes ao CNAE 4711-3, (Hipermercados e supermercados) e 150 em Fortaleza, com 59,10% e 72,06% das cotas de aprendizagem preenchidas, respectivamente. O Quadro 26 elenca as cinco organizações pertencentes ao referido CNAE que atuam em ambas as localidades.
Quadro 26 – Supermercados e hipermercados com atuação comum em Fortaleza e Natal
Razão Social Nome de Fantasia
Cia. Brasileira de Distribuição Supermercados Extra Bompreço Supermercados do Nordeste
Ltda. Bompreco(Hiperbompreço) Supermercados Carrefour Comércio e Indústria Ltda. Carrefour
Wal Mart Brasil Ltda. Sam’s Club
Makro Atacadista Sociedade Anônima Makro Fonte: Pesquisa Direta, 2013.
Quanto aos atores responsáveis pela formação teórica dos aprendizes, o exame dos arranjos revelou similaridades e diferenças. Os quadros 27 e 28 apresentam dados referentes às ações de qualificação em aprendizagem realizadas pelo SENAC em Natal e Fortaleza, no período de 2008 a 2012:
Quadro 27 – Cursos ofertados SENAC Natal (2008 a 2012) Entidade Formadora (SENAC Natal)
ANO Nº Cursos (Comércio)
CURSOS
2008 03 Assist. Adm.; Telemarketing; Operador de Supermercados 2009 03 Assist. Adm.; Telemarketing; Operador de Supermercados 2010 03 Assist. Adm.; Telemarketing; Operador de Supermercados 2011 03 Assist. Adm.; Telemarketing; Operador de Supermercados 2012 03 Assist. Adm.; Telemarketing; Operador de Supermercados Fonte: Pesquisa Direta (2014).
Quadro 28 – Cursos ofertados SENAC Fortaleza (2008 a 2012) Entidade Formadora (SENAC Fortaleza)
ANO Nº Cursos (Comércio)
CURSOS
2008 03 Auxiliar de Escritório; Operador de Supermercados; Vendas.
2009 04 Serviços de Escritório; Serviços Administrativos; Vendas; Operador de Supermercados.
2010 05 Serviços Administrativos; Serviços de Escritório; Vendas; Operações de Supermercado; Atendimento em Postos de Combustíveis.
2011 05 Serviços Administrativos; Serviços de Comércio; Serviços de Vendas; Operações de Supermercados; Atendimento em Postos de Combustíveis.
2012 04 Serviços Administrativos; Serviços de Comércio; Serviços de Vendas; Operações de Supermercados.
Fonte: Pesquisa Direta (2014).
Ainda no que concerne às formadoras, nas duas cidades, averiguou-se a presença de ESFLs credenciadas no CNAP (MTE, 2013), conforme elencadas nos quadros 29, 30, 31 e 32:
Quadro 29 – ESFLs locais que ofertam cursos de Aprendizagem em Natal Entidades Formadoras (ESFLs) Nº Cursos (Total) Nº Cursos (Comércio) Ocupações (Comércio) Casa do Menor
Trabalhador 03 01 Assistente Administrativo
Fonte: Pesquisa Direta (2013).
Quadro 30 – ESFLs nacionais que ofertam cursos de Aprendizagem (Natal) Entidades
Formadoras (ESFLs)
Nº Cursos
(Total) (Comércio) Nº Cursos (Comércio) Ocupações Centro Ed. Dom
Bosco 04 01 Assistente Administrativo
CIEE 13 05 Telemarketing; Aux. Escrit. Faxineiro; Vendedor (02);
ESPRO 02 02 Administração
Fonte: Pesquisa Direta (2013).
Quadro 31 – ESFL locais que ofertam cursos de Aprendizagem (Fortaleza) Entidades
Formadoras (ESFLs) Cursos Nº (Total)
Nº Cursos
(Comércio) (Comércio) Ocupações
ACP 07 05 Assist. Adm. (2); Almoxarife; Frentista; Vendedor
All Service Empresarial 08 05 Assist. Adm.; Telemarketing; Repositor (3)
ABBEM 02 02 Administração; Repositor de mercadorias
ABEMCE 03 01 Administração
AECBS 01 01 Assistente administrativo
Ass. Filantrópica
Evangélica 01 01 Assistente administrativo
Centro de Estágio 04 03 Assist. adm..; Telemarketing; Repositor
CENTEC 04 01 Assistente administrativo
Fundação Ana Amélia 01 01 Assistente administrativo
Fundação Érico Mota 01 01 Administração
IJOVEM 04 04 Aux. Escritório (2); Controlador(2)
INTEGRASOL 02 02 Assistente administrativo; Vendedor IDESQ 07 03 Assistente administrativo (2); Vendedor. MSMCBJ 03 02 Assistente administrativo; Administração
PROSSICA 01 01 Almoxarife
VILA MAR 01 01 Assistente administrativo
Quadro 32 – ESFLs Nacionais que ofertam cursos de Aprendizagem (Fortaleza)
Entidades Formadoras
(ESFL)
Nº Cursos
(Total) (Comércio) Nº Cursos (Comércio) Ocupações Ass. Beneficente
Pequeno Nazareno 01 01 Administração
Casa do Menor São Miguel Arcanjo
02 01 Auxiliar de escritório
IEP 02 01 Administração
ISBET 11 04 Vendedor; Controlador; Assist.
Administrativo; Telemarketing
Rede Cidadã 06 05 Telemarketing; Vendedor;
Controlador; Administração.
RENAPSI 01 01 Administração
Fonte: Pesquisa Direta (2013).
Além das diferenças evidenciadas nos quadros 29, 30, 31 e 32, que demonstram um número superior de ESFLs locais e nacionais atuando em Fortaleza, cumpre ressaltar a presença de dois arranjos diferenciados, que incorporam ao cenário da implementação da PPNAP nesta cidade viabilizando a oferta de cursos por meio da articulação de secretarias de governo, ESFL e escolas públicas estaduais: os Projetos “Primeiro Passo” e “Aprendiz na Escola”, constituídos pelos atores destacados no quadro 33:
Quadro 33 – Projetos executados em parceria com secretarias estaduais de governo (Fortaleza) Entidades
Formadoras (Projetos em parceria)
Atores (Capacitação) (Comércio) Nº Cursos (Comércio) Ocupações
Primeiro Passo STDS e ESFL licitada 02
Assistente administrativo e Vendedor.
Aprendiz na Escola SEDUC, STDS e escolas públicas 02 Assistente administrativo e Vendedor. Fonte: Pesquisa Direta (2014).
No que concerne às instâncias coletivas de participação, o ator identificado em nível nacional corresponde ao Fórum Nacional da Aprendizagem Profissional (FNAP), conforme representado na figura a seguir:
Figura 12 – Coordenação colegiada do Fórum Nacional de Aprendizagem Profissional
Fonte: Elaborado a partir da Portaria MTE N°. 983/2008
Por sua vez, quanto às instâncias de participação locais, em Fortaleza ficou evidenciada a atuação do Grupo de Trabalho Municipal Jovem Aprendiz (GT Aprendiz) e do Fórum Cearense de Aprendizagem Profissional (FCAP), enquanto em Natal cabe apontar o Fórum Estadual de Incentivo à Aprendizagem e Resgate dos Direitos das Pessoas com Deficiência e outros Discriminados no Mundo do Trabalho Potiguar (PRÓ- INCLUSÂO) e o Fórum Estadual de Erradicação do Trabalho Infantil, Proteção e Aprendizagem do Adolescente Trabalhador (FOCA/RN) como os atores que em alguma medida cumprem esta missão, conforme será aprofundado adiante nas discussões referentes à segunda ordem de governança.
As figuras 13 e 14 sumarizam os principais atores envolvidos na implementação da PPNAP em Natal e Fortaleza, cujas interações serão analisadas amiúde no tópico seguinte.
Figura 13 – Principais atores (Governança emergente Natal)
Fonte: Pesquisa Direta (2014)
Figura 14 – Principais atores (Governança emergente Fortaleza)
Fonte: Pesquisa Direta, 2014
A pluralidade de interlocutores é um traço das novas formas de governança: A heterogeneidade. As questões sociais são complexas, compostas por problemas multifacetados e ganham maiores possibilidades de solução na medida em que partem de reflexões de atores múltiplos, enriquecendo as perspectivas de análise a partir de
diferentes visões de mundo. A maior diversidade de atores presentes no arranjo de Fortaleza pode constituir, neste sentido, um facilitador para a potencialização das inserções de aprendizes.
Por outro lado, a heterogeneidade também pode levar a maiores disputas por recursos, tornando potencial o surgimento de conflitos, que devem ser mediados em busca de soluções que façam convergir as ações em direção aos objetivos comuns. A interação nas diversas ordens de governança se coloca como percurso necessário para que sujeitos heterogêneos trabalhem coletivamente para um fim comum e isso muitas vezes não se dá de forma espontânea, sendo necessária significativa participação do Estado.