regimento de infantaria 14
canhangulos e armas automáticas. imediatamente as sentinelas responderam ao fogo e toda a companhia ocupou os seus postos na defesa do aquartelamento, não se registando qualquer baixa.
Ocupada a fazenda de Quizalaia a 22 de agosto de 1961, desenvolveu intensa actividade operacional, tendo efectuado permanentes acções e operações de combate. no dia imediato, pelas 08.00 horas da manhã foi hasteada a Bandeira nacional. a fazenda estava dividida em duas parcelas pelo rio Vamba. enquanto parte do pessoal iniciava a construção do novo aquartelamento e reconstrução da ponte sobre o rio, outros procediam a um reconhecimento em redor da região, onde encontraram um comunicado deixado pelos terroristas com o seguinte texto:
“Caros compatriotas do Uige
Vimos as cartas que deixaram em vários lugares.
Compreendemos de tudo que escreveram a primeira palavra que os Angolanos escrevem, pela a respostas das vossas cartas.
O seguinte estamos prontos para lutarmos durante o período de 5 anos a 10 anos. Mas icam a saber todos os brancos que se encontram em Angola, vão acabar. A todos de morrer de fome.
Tem força para lutar durante 10 anos.
Isto é uma chapada que os Angolanos estão abatendo contra os nossos amigos. Sempre vamos brincando.
Vosses a vossa terra é uma terra pobre se tivesse uma terra rica já podiam deixar de Angola. Na vossa terra à fome.
Vocês que gostam no Angola vão acabar de morrer, sem dúvida.
É verdade vocês são formigas e vão acabar de morrer em cima de manteiga.
Estamos à vossa espera, Angolano está sempre pronto para brincar convosco, sem dúvida. Agora está afudidos, como já vimos pelo rádio dizendo os brancos já estão a comprar o quilo do feijão verde a dezoito escudos: vão acabar de morrer com fome.
E não julgam que os Angolanos estão a acabar com fome. A terra é a própria nossa. Já vimos a prova tudo estão a acabar sair em Luanda e por causa da fome.
Queremos sempre brincar convosco, mas vai acabar de todos a morrer em Angola. A terra é a nossa.
Atriminos vossos amigos Angolanos. O escrivão – Bolindo.”
envelope: “Aqui no Zalaia não entrar branco e sair só tem caminho de enterrar”.
Os morros em seu redor foram reconhecidos, tendo-se encontrado algumas posições organizadas e com bons itinerários de retirada, devidamente preparados.
a partir de 11 de Outubro, por reorganização dos sectores, a Companhia de Caçadores 129 passou a depender operacionalmente do Batalhão de Caçadores 159, voltando apenas à responsabilidade do seu anterior Batalhão, em 14 de Março de 1962, após rendição pela Companhia de Caçadores 62.
aquando, integrada no Batalhão 159, a Companhia continuava em Zalaia e manteve, em permanência, uma elevada actividade operacional.
guião da companhia de
caçadores 129
Museu do RI14região que fazia parte do sector do Batalhão que integrava a Companhia 129, tendo sido sempre rechaçado com êxito.
nesta fase, com o dispositivo mais estabilizado, bateu-se com um inimigo melhor instalado, armado e organizado numa zona que tinha sido eleita como a sua principal base de operações. todavia, várias acções permitiram a captura de elementos inimigos, de armas automáticas, granadas e destruição de instalações. O inimigo efectuava violentos ataques a colunas, fazendas e colocava as primeiras minas anti-carro.
no inal do ano foi transferida do norte para o Leste de angola. a 06 de dezembro, seguiu de Luanda para o Lobito, por via marítima no navio “niassa”, de via-férrea para o Luso132 e
inalmente por via ordinária para o seu destino inal em Henrique de Carvalho133. em 17 de
dezembro foi ocupar posições no distrito da Lunda, em Camissombo.
1963 – em Janeiro ocupa dundo e ainda no mesmo mês Portugália134, onde permanece até
ao im da Comissão. O inimigo não se revelou nesta zona de acção, pelo que a acção constou sobretudo de intensos patrulhamentos e manutenção de estreito contacto com as populações. em agosto regressa inalmente à Metrópole.
Mortos em combate da Companhia de Caçadores 129: 1º Cabo antónio ferreira Pires Pinto (1962), 1º Cabo antónio Morais Pinto (1962) e Soldado Benjamim ferreira (1962).
O 1º Cabo Pedro, atirador, da Companhia de Caçadores 129, do Batalhão de Caçadores 155, morreu em 09 de Março de 1962, devido a ferimentos em combate135.
O 1º Cabo Morais Pinto, atirador, da Companhia de Caçadores 129, do Batalhão de Caçadores 155, morreu em 23 de Maio de 1962, devido a ferimentos em combate136.
O Soldado ferreira, atirador, da Companhia de Caçadores 129, do Batalhão de Caçadores 155, morreu em 23 de Maio de 1962, devido a ferimentos em combate137.
Companhia de Caçadores 135
a Companhia de Caçadores 135 foi integrada no Batalhão de Caçadores 132, tendo desembarcado, em angola a 25 de Junho de 1961.
1961 – O Batalhão de Caçadores 132 foi colocado inicialmente em Quibaxe, norte de angola,
na região dos dembos, onde rendeu em 22 de Julho o Batalhão de Caçadores 96, garantindo a defesa da linha de comunicações e apoio à reocupação da região de nambuangongo. Para tal, teve à sua responsabilidade uma enorme zona de acção, pelo que recebeu o reforço de quatro Companhias de Caçadores. a CCaç 135, conjuntamente com as restantes do seu Batalhão, desenvolveu numerosas acções de desalojamento de redutos, intensos patrulhamentos, sendo ainda de registar a desobstrução de itinerários e a construção de redutos fortiicados e de pistas para a força aérea.
inicialmente, foi colocada em Bula atumba com Pelotões nas roças Montes Claros e Belém. a 27 de Setembro, desencadeia uma operação no Comando de Sector 1, a im de destruir um bando de 40 terroristas de que houve conhecimento estar concentrado na região de Salazar138
132 actualmente Luena, capital do Moxico, no Leste de angola.
133 actualmente Saurimo, capital da província de Lunda-Sul.
134 actualmente Chitato ou tchitato, município da província da Lunda norte.
135 a 3 km a nordeste da fazenda do Bom Jardim – Songo.
136 na picada no novo povo de Quimalalo – Serra de Uíge.
137 na picada no novo povo de Quimalalo – Serra de Uíge.
138 actualmente n’dalatando, capital do Cuanza norte.
guião da companhia de
caçadores 135
Museu do RI14regimento de infantaria 14
e eram abastecidos pela sanzala Camôngua. a acção é desenrolada na conluência dos rios dange e Lúfua. São aprisionados 20 indígenas da sanzala Camôngua.
a 31 de Outubro, a CCaç 135 destruía uma concentração inimiga referenciada na conluência dos mesmos rios. teve como resultado a morte de um grupo referenciado de 80 a 100 elementos terroristas.
a partir de 27 de dezembro, o sector do Batalhão passou a incluir a área de roça Bom destino, tendo a CCaç 135 desencadeado operações e ocupado essa região.
1962 – Manteve a sua actividade operacional, destruindo, a 16 de Janeiro, cerca de 300
cubatas e de 100 hectares de lavras na região de Quimbuende. no mesmo dia, e em resultado de emboscada na região de roça Belmonte, foram mortos 3 elementos terroristas. na sequência da missão veio a destruir cerca de 30 cubatas. Com a mesma inalidade, volta a entrar em combate por diversas vezes abatendo 6 elementos terroristas e destruindo 400 cubatas nas margens do rio dange. a 18 de Janeiro e, a 23 de Janeiro, como resultado de reacção a uma emboscada montada pelo inimigo na estrada Vista alegre – fazenda rainha Santa abatem 32 elementos terroristas.
as acções de limpeza mantêm-se, em abril efectua uma operação na região de roça Maria