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Düzenlemeden Önce Yapılan Yetki Sözleşmelerinin

2.2. YETKİ SÖZLEŞMESİNİN GEÇERLİLİK ŞARTLARI

2.2.2. Yetki Sözleşmesinin Tacirler veya Kamu Tüzel Kişiler

2.2.2.3. Düzenlemeden Önce Yapılan Yetki Sözleşmelerinin

Depois que sintonizar uma estação de rádio passou a ser corriqueiro nos automóveis, rádios à pilha e telefones celulares, as pessoas passaram a ouvir o gênero jornalístico nesses apare- lhos e interessa saber o que está acontecendo naquele instante em sua cidade. Ao saber de um acidente em determinada via, bloqueando o trânsito de uma região, o condutor de um veículo, naturalmente, pode refazer uma rota para desviar de eventual congestionamento. Esse jornalismo de serviço passou a ter mais interesse para os ouvintes e, em consequência, para as emissoras, que promoveram alterações nos horários de veicularem as pro- gramações jornalísticas, pensando no momento em que o ouvinte que deseja esse tipo de conteúdo compõe a audiência.

Os autores Paul Chantler e Sim Harris já atribuíam, no iní- cio da década de 1990, a preponderância do jornalismo dentro da programação radiofônica.

A força do jornalismo numa emissora de rádio local é o instrumento que dá a ela a sensação de ser ver- dadeiramente local. Estações de rádio locais que querem atingir grande audiência e ignoram o jorna- lismo correm riscos. Num mercado cada vez mais disputado, o jornalismo é uma das poucas coisas que distinguem as emissoras locais de todas as outras (CHANTLER; HARRIS, 1992, p. 21).

A possibilidade que existe atualmente de as pessoas cria- rem as suas próprias playlists, a partir de downloads pela internet e a facilidade de execução desse conteúdo dentro de aparelhos móveis como celulares, MP3 players e similares – o que já aconte- cia em menor intensidade na época dos walkmans – fez com que as pessoas passassem a ouvir rádio não apenas pela programação musical.

Na década de 1970/80, esses equipamentos ainda não dis- punham de capacidade de geração de notícias ou informações de serviço. Enquanto as músicas eram ouvidas pelos aparelhos lei- tores de mídias como LP’s, fitas cassete e CDs, se a programação jornalística não fosse instantânea e voltada para o serviço, perde- ria totalmente o interesse do receptor, que iria preferir saber das informações a partir da televisão, que trazia, além do conteúdo informacional e sonoro, o apoio das imagens para comprovação.

A pesquisadora Karoline Maria Fernandes da Costa e Silva, em uma reflexão sobre a prática da reportagem radiofônica, situa a realidade que apareceu no cenário do radiojornalismo frente aos avanços da televisão.

Com a chegada da TV, o rádio foi se recuperar anos depois, com a estruturação de novas emissoras, construídas com base no tripé jornalismo, esporte e entretenimento. Surge então a figura do repórter na rua, a acompanhar os fatos e reproduzir ao ouvinte o que acontece naquele exato momento; foi a estra- tégia usada pelas emissoras de rádio para recuperar o prestígio e competir com a televisão, que ocupou o lugar do rádio na sala das casas (SILVA, 2012, p. 5, grifo do autor).

O espaço dentro das salas das casas foi realmente tomado pela TV e os atributos da mobilidade e instantaneidade do rádio foram intensificados na busca pela audiência. Na década de 1980, o radiojornalismo chegou ao meio com mais força e os repórte- res passaram a fazer parte da rotina de produção radiofônica. A presença do conteúdo jornalístico precisava estar no local dos fatos, transmitindo, de imediato, o que acontecia. O repórter na rua deveria acabar com a prática do gilete-press2.

Rocha e Silva (2014), entretanto, demonstraram que o gilete-press ainda é praticado nas redações de emissoras de rádio em Natal-RN, especificamente de uma com formato all news3. A pesquisa deles demonstrou que, em duas horas de programação diária do radiojornal, a emissora veicula, por edição, a mesma quantidade de reportagens, notas e comentários. Os pesquisado- res demonstraram que nada foi veiculado de forma inédita.

Na pesquisa, eles mostram que a emissora local da rede CBN de rádios realizou a leitura integral de textos publicados em

2 O gilete-press é a técnica do recorte de pedaços de jornais impressos para leitura dos apresentadores de noticiários no rádio e na televisão, sem atri- buir o crédito aos autores do conteúdo. O papel era cortado com lâminas (giletes), de onde deriva o termo.

3 O formato all news é caracterizado por programação contínua de conteúdo jornalístico, como exemplo as rádios da rede CBN.

jornais impressos da cidade e coloca, dentro da sua programação, o áudio de reportagens produzidas para a emissora de televisão do mesmo grupo empresarial de comunicação ao qual a rádio está vinculada. Ao final da reportagem, os repórteres gravam a assina- tura4 para o programa da rádio CBN. Os comentários de jornalis- tas e especialistas também foram os mesmos veiculados na edição de programas de televisão do dia anterior.

A pesquisa de Rocha e Silva chama a atenção para um fenômeno presente nas emissoras de rádio de Natal-RN: há pouca ou nenhuma produção de conteúdo jornalístico. Uma pesquisa realizada a partir da ferramenta GoogleDocs5 demonstrou que 85% das pessoas que responderam a um questionário na Internet se interessam por ouvir conteúdo jornalístico nas rádios, sendo que 66% ouvem o noticiário das emissoras de rádio de Natal. Entre os que dizem ouvir o radiojornalismo local, 63% ouvem os radiojornais das rádios comerciais.

Dentro da programação das emissoras comerciais que ope- ram em FM na capital do Rio Grande do Norte, existem apenas cinco programas jornalísticos diários do formato radiojornal. O conteúdo desses jornais radiofônicos de Natal-RN é formado, principalmente, por notas, comentários e entrevistas, havendo pouco espaço para reportagens. Levantamento de observação demonstrou que, dos cinco programas, apenas um deles veicula reportagens produzidas (2 por dia) e dois deles têm a presença de comunicadores nas ruas informando sobre a situação do trânsito.

4 Item das reportagens radiofônicas em que o repórter diz seu nome e o pro- grama para o qual foi produzida a reportagem.

5 Disponível em: https://docs.google.com/forms/d/1CPjd-

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