4 İKİ İSTASYON ARASINDA TRENLERİN BOŞTA GİTME NOKTALARININ
4.2 İki İstasyon Arasında 45 s Aralıkla (TAS) Tren Koşturulması Durumu 77
4.2.1 Düz Hatta İki İstasyon Arasında 45 s Aralıklı Tren İşletimi Durumunun
Desde décadas anteriores, o Salmo 23 tem sido objeto de diversas opiniões enquanto a sua estrutura interna. Neste aspecto, Erhard Gerstenberger considera os v.1-3 como uma confissão que destaca o status do Senhor. Para ele, os v.4-5 são vistos como uma afirmação da confiança, onde a expressão “não temo porque tu (estás) comigo” evoca a mensagem central do texto. Segundo este autor, o Salmo é concluído no v.6, manifestando uma expressão de esperança.54
Contrariamente, L. Köhler afirma que o Salmo 23 é um poema uniforme, que transcorre sem interrupções, no qual aparece uma só imagem, a do pastor. Considera que a mudança de cena no interior do Salmo é a metáfora que determina a totalidade do mesmo. Analisa o v.5 como o remédio para curar as feridas das ovelhas, que segundo diz, se ferem com facilidade. 55
Hans-Joachim Kraus, em debate com L. Köhler, lhe contra-argumenta a teoria, pois pensa que nela se omite o detalhe da mesa no mesmo v.5. Além disso, faz- lhe a pergunta: desde quando as ovelhas bebem em copo?56
Kraus propõe dividir o Salmo em duas partes: os v.1-4, onde se reflete a imagem de Deus como pastor, e os v.5-6, que evocam a Deus oferecendo hospitalidade no lugar santo.57
Seguindo o debate sobre a divisão interna de nosso objeto de estudo, Luis Alonso Schökel e Cecília Carniti destacam a individualidade das duas imagens que, segundo
54 Erhard Gerstenberger, Psalms – Part 1 with introduction to cult poetry – The forms of the Old Testament Literature, Michigan, Willian B. Eerdmans Publishing Company, vol.14, 1988, p.115. [Série: FOTL].
55 L. Köhler, em Hans-Joachim Kraus, Los salmos – Salmos 1-59, Salamanca, Sígueme, vol.1, 1993, p.469. 56 Hans-Joachim Kraus, Los salmos – Salmos 1-59, p.469.
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dizem, o Salmo apresenta. A imagem do pastor e a imagem do anfitrião. Para estes autores, o Salmo percorre duas etapas sem transição explícita.58
Para Luis Alonso Schökel e Cecília Carniti, uma frase do v.4 é o centro do texto pela forma e o conteúdo, “tu (estás) comigo”.59 Daqui surge para ele a pergunta que o leva a analisar a afirmação que antes fizera Hans-Joachim Kraus: existe um fator que unifique as duas partes do Salmo 23?60 Na sua pesquisa exegética, Alonso Schökel reconhece que esta questão ainda não foi resolvida.61
Buscando uma reposta conclusiva, podemos deduzir que os exegetas que se inclinam por dividir o texto em duas situações vitais diferentes, talvez não tenham indagado o suficiente em relação à inter-relação entre todas as frases que compõem o Salmo. Em suma, o livro de salmos, diferente dos outros livros da Bíblia Hebraica, não é dividido em perícopes ou seções.62 Nosso texto forma uma íntegra unidade. Vejamos porquê.
O texto inicia enfatizando o sujeito Javé. Pelo lugar e a forma que ocupa a frase “Javé (é) meu pastor” (v.1) tem a função de frase principal. Notamos uma série de verbos imperfeitos, dez no total, desde o v.1 até o v.6. Este detalhe mostra que se trata de um texto em contínuo movimento, do principio ao fim.
Também observamos que desde o v.1 até o v.4a e o v.6 sobressaem a primeira e terceira pessoa do singular. Depois, desde a metade do v.4 até o v.5 aparece significativamente a segunda pessoa. Percebemos uma mudança interna que divide o texto em duas partes segundo sua forma verbal. Só no v.6 retorna-se à primeira pessoa.
A quebra se localiza na metade do v.4, entre as frases “em especial, ainda que ande em vale de trevas, não temerei mal” e “eis que!, tu (estás) comigo”. Esta última frase abre a participação da segunda pessoa, ou seja, de Javé “pastor”.
58 Luis Alonso Schökel e Cecília Carniti, Salmos – Tradução, introdução e comentário, p.384. 59 Luis Alonso Schökel e Cecília Carniti, Salmos – Tradução, introdução e comentário, p.381. 60 Luis Alonso Schökel e Cecília Carniti, Salmos – Tradução, introdução e comentário, p.384. 61 Luis Alonso Schökel e Cecília Carniti, Salmos – Tradução, introdução e comentário, p.385. 62 Edson de Faria Francisco, Manual da Bíblia Hebraica-Introdução ao texto massorético, p.112.
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Para confirmar a nossa proposta divisória devemos observar as duas partículas subordinadas que apresenta o texto massorético. Trata-se de ki na primeira frase do v.4, que nos traduzimos por “ainda que” e que está introduzindo a máxima circunstância de perigo pela qual atravessa o salmista, a qual termina numa fórmula de confiança, “em especial, ainda que ande em vale de trevas, não temerei mal”.
A segunda conjunção se localiza, imediatamente, no mesmo v.4, ki “eis que!” Esta abre campo para manifestar a cúpula do Salmo “eis que!, tu (estás) comigo”. Consideramos que estas partículas gramaticais favorecem os sinais divisórios das duas estrofes, embora permaneçam integramente unidas.
Observamos que a primeira estrofe, integrada desde o v.1 até a metade do v.4, gira em torno da descrição de um conflito do salmista, o qual se encontra assistido por Javé. E a segunda, composta desde as restantes frases do v.4 até o v.6, gira em torno à superação do conflito. Nota-se uma interdependência entre uma e outra estrofe, fato que as integra progressivamente.
Além do mais, no interior das duas estrofes, observamos mínimas variações que não impedem a coesão textual como sub-unidade. Exemplo: na primeira sub-unidade (v.1-4a), após a fórmula de confiança, “não carecerei” (v.1) vêm três frases relacionadas: “em pastagens de belas ervas me faz deitar”, “sobre águas de descansos me conduz” (v.2) e “minha garganta restaura” (v.3). Depois parece apresentar-se um novo tema, “me dirige em trilhos de justiça, por causa de seu nome” (v.3), esta frase parece culminar com um tom conclusivo. Imediatamente inicia-se o que consideramos a última frase da primeira sub - unidade de sentido, “em especial, ainda que ande em vale de trevas, não temerei mal”.
A segunda estrofe (v.4b-6), de maneira especial, também dá indícios de pequenas divisões internas. Primeiramente, mostra-se a presença de Javé vivenciada pelo salmista. Isto se observa nas duas frases que pertencem ao v.4 desta sub-unidade de sentido. Depois,
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o v.5 dá sinais de que o texto se encontra situado no lugar específico. Por último, o v.6 parece ser uma formulação de votos na forma conclusiva.
Temos a realçar que o contraste de tempos verbais que se observa no v.5, imperfeito, particípio, perfeito, sugere estar indicando as ações ou eventos que tiveram início em tempos passados, que ainda continuam ou que estão em processo de realização.63
Em suma, para fornecer uma visão mais clara do que acabamos de dizer, mostramos um breve esquema de nossa proposta de divisão:
Cabeçalho: salmo para Davi
Primeira estrofe (v.1-4a): assistência de Javé para o salmista que atravessa um momento de risco
Fórmula de confiança: não carecerei
em pastagens de belas ervas me faz deitar. Sobre águas de descansos me conduz, minha garganta restaura.
Javé (é) meu pastor
Me dirige em trilhos de justiça, por causa de seu nome.
Fórmula de confiança: Em especial, ainda que ande em vale de trevas, não temerei mal.
Segunda estrofe (v.4b-6): superação do conflito, apresentado em três momentos
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1) Presença de Javé como consolo do asilado
Eis que!, tu (estás) comigo, teu cetro e teu bastão, eles me consolam.
2)Ato litúrgico como ação de graças
Preparas diante de mim uma mesa, na presença de meus agressores, unges com o óleo minha cabeça,
meu cálice (está) transbordando.
3) Fórmula de votos na forma conclusiva
Somente bondade e solidariedade me perseguirão todos os dias de minha vida. E morarei na casa de Javé, para prolongamento dos dias.