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1.6. KATILIM BANKALARININ GELİŞİMİ

1.6.1. Dünyada Katılım Bankacılığının Gelişimi ve Mevcut Durumu

Primeiramente, a análise do modelo representado pela equação (1), requer a verificação da ordem de integração das séries, para se certificar de que os resultados não sejam espúrios. Sendo assim, para testar a estacionariedade das séries, empregou-se o teste de raiz unitária desenvolvido por Dickey e Fuller em 1981, conhecido como Dickey-Fuller Aumentado (ADF), que tem como hipótese nula que a variável não é estacionária. Os resultados expostos na Tabela 6 indicam que para todas as variáveis em análise, rejeita-se a hipótese nula de raiz unitária ao nível de 5% de significância, portanto, as variáveis são estacionárias.

TABELA 6–RESULTADOS DO TESTE DE RAIZ UNITÁRIA DICKEY-FULLER AUMENTADO,ADF. Variáveis Nível - t(µ) Valores Críticos (5%) P-valor

ICMS* -5,2647 -3,4524 0,0002

Xt* -7,4572 -3,4524 0,0000

Pt* -3,0872 -2,8895 0,0306

Fonte: Elaborada pela autora.

Observações: ** a estatística t(µ) refere-se aos modelos com intercepto, intercepto e tendência linear, respectivamente. Utilizamos o SIC para a escolha de defasagem para cada variável testada. Os valores críticos foram obtidos em MacKinnon (1996).

A equação (1) foi estimada pelo método de Mínimos Quadrados Ordinários (MQO), o qual consiste em minimizar a soma dos quadrados dos resíduos (SQR). As estimativas são reportadas na Tabela 7, ressaltando que o modelo utiliza-se dos índices de produção industrial, do volume de venda do comércio varejista e da produção industrial para explicar a arrecadação de ICMS do varejo.

Nota-se que, inicialmente, pode se destacar que todos os coeficientes são estatisticamente significantes ao nível de 5%, com exceção da variável Programa Sua Nota Vale Dinheiro, significante ao nível de 10%.

De acordo com o ajustamento do modelo, 2

R , pode-se dizer que o modelo está bem ajustado, haja vista que 70% da variação na arrecadação mensal de ICMS do Comércio Varejista no Estado é explicado pela variação do modelo.

No tocante a magnitude dos coeficientes do modelo estimado, note que o efeito das Vendas é superior ao da Produção Industrial, assim como observado pela correlação, exposta na Tabela 7. Portanto, políticas destinadas a aumentar o consumo varejista como, por exemplo, aumento do prazo, redução da taxa de juros, incentivo fiscal para linha branca surtem mais impacto na arrecadação do que beneficio fiscal para a indústria.

Em relação ao efeito do Programa Sua Nota Vale Dinheiro, verifica-se que este exerce impacto positivo sobre arrecadação de ICMS varejista, ao nível de significância de 10%. Assim, pode-se dizer que em decorrência do Programa a arrecadação aumentou R$ 3.242,36.

Diante desses resultados, pode-se inferir que o Programa atinge seu objetivo, uma vez que ele incentiva o consumidor a pedir a nota fiscal junto ao estabelecimento comercial. Ou seja, atinge um dos princípios da economia segundo Mankiw (2009) de que as pessoas respondem a incentivos e a punições.

TABELA 7–RESULTADO DO MODELO ESTIMADO

Variável Dependente: Arrecadação de ICMS do Comércio Varejista mensal

Variáveis explicativas Coeficientes Erro-Padrão

Intercepto 16.651,70* 6.179,31 Programa 3.242,36*** 1.945,59 Pt 121,98** 6.247,05 Xt 181,29* 2.363,63 Testes de Especificação R2 0.6969 SIC 20,53 Estatística – F (p-valor) 79,73 0,00

Fonte: Elaborado pela autora.

6. Conclusão

Segundo Toporcov (2009), o incentivo dado aos indivíduos para que exijam o documento fiscal, é válido porque as empresas necessariamente estarão declarando a totalidade do seu faturamento, trazendo a eficiência econômica nos agentes fiscais do governo e empresa. Com o intuito de diminuir as práticas evasivas e aumentar as receitas tributárias no setor varejista, os estados vêm implementando diversos instrumentos de controle fiscal nas transações econômicas.

Nas operações comerciais do varejo destinadas ao consumidor final, onde é vetado o aproveitamento de crédito do imposto, no caso o ICMS, a implementação de programas que, por meio da promoção de prêmios, estimulam os consumidores a exigirem o documento fiscal, vêm sendo feitos, dentre outros instrumentos de controle fiscal, pela maioria dos fiscos estaduais.

No Estado do Ceará, a implementação do programa “Sua Nota Vale Dinheiro”, por meio da edição do Decreto 27.797/2005, criou uma nova cultura da exigência do documento fiscal por parte dos consumidores quando adquirem mercadorias ou serviços. Eles são estimulados de tal forma, que cresce cada vez mais o número de participantes no programa, além de serem conscientizados da importância do recolhimento do imposto aos cofres públicos para que o Estado possa atender as melhorias dos bens e serviços à população.

Sendo assim o Programa Sua Nota Vale Dinheiro pode ser descrito como um programa de Educação Fiscal, uma vez que ele visa conscientizar a sociedade da importância de combater a sonegação fiscal e, ainda, em ajudar entidades filantrópicas. Além disso, o programa visa o aumento da arrecadação, pois ao exigir o documento

fiscal, o consumidor garante que venda de bens e serviços seja passível de arrecadação tributária. Ao mesmo tempo em que o documento fiscal concede ao consumidor a garantia do produto, caso haja necessidade de troca.

Diante disso, este estudo se objetiva na análise de impacto do Programa Sua Nota Vale Dinheiro sobre a arrecadação de ICMS do Comércio Varejista. E, para isto, utilizou-se de um modelo econométrico para aferir o referido impacto. O qual faz uso das informações dos índices de Produção Industrial e do Volume de Vendas do Comércio Varejista, bem como de uma variável dicotômica para captar o efeito do Programa. Os resultados estimados estão em conformidade com o esperado, uma vez que, o efeito de todas as variáveis é positivo sobre a arrecadação e, ainda, pelo impacto do volume de vendas do comércio ser superior ao da produção industrial.

Como o Programa Sua Nota Vale Dinheiro exerce impacto sobre a arrecadação de ICMS no varejo, pode-se dizer que existem evidências de que ele é um bom mecanismo de controle da sonegação e, por conseguinte, de aumento da arrecadação. Haja vista que o contribuinte pode gozar de efeitos direto e indireto ao solicitar a emissão do cupom fiscal.

O efeito direto está associado ao beneficio monetário que o programa concede aos indivíduos e entidades filantrópicas cadastradas para serem reembolsados pelo SEFAZ-CE. Enquanto que os efeitos indiretos, por sua vez, são captados pelos programas e bens públicos financiados pela arrecadação deste tributo. Lembrando ainda que a arrecadação de ICMS é repartida entre os Estado e os Municípios.

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Apêndice

GRÁFICO 3:ÍNDICE DO VOLUME DE VENDAS DO COMÉRCIO VAREJISTA CEARENSE, JANEIRO DE 2002 A DEZEMBRO DE 2010.

Fonte: Elaborado pela autora com base nas informações da IBGE.

GRÁFICO 4: ÍNDICE DE PRODUÇÃO INDUSTRIAL DO CEARÁ –INDÚSTRIA GERAL, JANEIRO DE 2002 A DEZEMBRO DE 2010.

GRÁFICO 5: DISPERSÃO ENTRE A ARRECADAÇÃO DE ICMS DO COMÉRCIO VAREJISTA E O ÍNDICE DO VOLUME DE VENDAS DO COMÉRCIO VAREJISTA CEARENSE, JANEIRO DE 2002 A DEZEMBRO DE 2010. Fonte: Elaborado pela autora com base nas informações da SEFAZ-CE e do IBGE.

GRÁFICO 6: DISPERSÃO ENTRE A ARRECADAÇÃO DE ICMS DO COMÉRCIO VAREJISTA E O ÍNDICE DE PRODUÇÃO INDUSTRIAL DO CEARÁ –INDÚSTRIA GERAL, JANEIRO DE 2002 A DEZEMBRO DE 2010.

Fonte: Elaborado pela autora com base nas informações da SEFAZ-CE e do IBGE.