Sultan II. Mahmud, Mora İsyanı’nı bastıramayınca Girit ve Mora valilikleri karşılığında Mehmet Ali Paşa’dan yardım istemek durumunda kalmıştır
I. Dünya Savaşı Öncesi Osmanlı Devleti’nin İttifak Arayışları
O programa foi lançado em 2012, pelo Governo Federal, com a finalidade de prevenir o uso e promover a atenção integral aos usuários de crack, bem como enfrentar o tráfico de drogas. O programa objetiva aumentar a oferta de serviços de tratamento e atenção aos usuários e seus familiares, reduzir a oferta de drogas ilícitas por meio do enfrentamento ao tráfico e às organizações criminosas, além de promover ações de educação, informação e capacitação. O programa, que está em conformidade com a Lei 11.343/2006, reúne diversas ações que envolvem diretamente as políticas de saúde, assistência social e segurança pública; bem como ações de educação e de garantia de direitos de forma complementar. As ações são
organizadas em três eixos temáticos: Prevenção, Cuidado e Autoridade, que traduzem a articulação necessária ao enfrentamento do problema (BRASIL, 2012).
Através do referido programa, o Governo Federal disponibiliza recursos financeiros aos Estados, Municípios e Distrito Federal (DF), que poderão aderir ao programa, assumindo contrapartidas e implementando os equipamentos de saúde, assistência social e segurança pública. Desta forma, caberá aos estados e aos municípios e DF a instalação de instâncias de gestão integradas do programa em âmbito local, por meio de comitês, que articulem as áreas de segurança, saúde, assistência social, educação, entre outras, para o planejamento, execução e avaliação das ações.
Conforme o referido documento, a meta do programa era que, até 2014, as redes de atenção à saúde, assistência social e as ações de prevenção nas escolas tivessem sido ampliadas, fortalecidas, bem como integradas, aumentando e melhorando suas capacidades de acolhimento aos usuários de drogas e apoio aos familiares. O governo espera que estas redes contem com profissionais de saúde, educação, assistência social, lideranças comunitárias capacitadas no tema e com programas de prevenção nas escolas sendo executados, e que espaços urbanos, anteriormente ocupados com cenas de uso de crack, comecem a ser revitalizados, trazendo mais segurança às comunidades (BRASIL, 2010)
Nas suas ações intersetoriais e interministeriais, o programa prevê a capacitação dos profissionais que vão executar os eixos específicos do programa. Serão ofertados curso presenciais e a distância direcionados a diferentes públicos, a exemplo de educadores de escolas públicas, profissionais da área de saúde, assistência social, segurança púbica, juízes, promotores e servidores do Poder Judiciário; conselheiros municipais, lideranças comunitárias e religiosas, além de gestores de comunidades terapêuticas. Esses profissionais serão capacitados para a prevenção, acompanhamento, tratamento e reinserção social de dependentes de drogas, bem como à repressão ao tráfico.
Talvez uma das principais características do plano crack é possível vencer seja a capacitação profissional. Foi através do plano que foram implantados os Centros de Regionais de Referência para a capacitação dos profissionais que atuariam no projeto. Conforme o plano, prevenção “é tudo aquilo que possa ser feito para evitar, impedir, retardar, reduzir ou minimizar o uso abusivo e os prejuízos relacionados ao consumo”. As ações de prevenção serão desenvolvidas visando fortalecer fatores de proteção e reduzir fatores de risco para o uso de drogas (BRASIL, 2012, p. 16).
As ações de destaque nesse eixo são: cursos de capacitação, em parceria entre os Ministérios da Justiça e da Educação; além da implantação, ou estímulo, a cinco programas: Educação integral, programa mais educação; Programa saúde na escola; Sistema nacional de atendimento socioeducativo ao adolescente em conflito com a lei (SINASE); Programa de proteção a crianças e adolescentes ameaçadas de morte (PPCAAM); e os Núcleos de formação continuada de conselheiros de direitos e tutelares (escolas de conselhos).
O eixo cuidado, do referido programa, trata da ampliação do acesso às redes de atenção de saúde e de assistência social para o atendimento aos usuários de drogas e seus familiares. Visando alcançar os objetivos do referido plano, o Governo Federal disponibilizou aos Estados e Municípios, e DF, diretrizes técnicas e financiamento para fortalecer e qualificar a rede de serviços de saúde e assistência social. A referida rede vai trabalhar para acolher usuários e familiares, respeitando sua autonomia e sua singularidade, e ofertar cuidados necessários a cada caso, tomando a defesa da vida e da redução dos danos à saúde como princípio. Nesse sentido, os serviços de saúde e de assistência social, incluídos aqueles prestados por organizações sociais, a exemplo das comunidades terapêuticas, devem articular- se para garantir um atendimento integrado e de longo prazo. Afirma o documento que a ampliação da rede de cuidados vem acompanhada da oferta de capacitações para o conjunto de trabalhadores dessas redes.
Conforme o documento, a rede de cuidados para os usuários de drogas é composta por diversos serviços e equipamentos que oferecem ações distintas para necessidades diferenciadas.
Na saúde, compreende desde os serviços da atenção básica, que podem articular ações específicas para o público usuário de drogas, como os consultórios de rua; equipamentos especializados para o atendimento desse público,como CAPS-AD, que funciona durante 24 horas. Na assistência, também existem equipamentos que podem atuar desde a prevenção, como os Centros de Referência da Assistência Social (CRAS), até o atendimento especializado nos casos em que há violação de direitos associados ao uso de drogas, como Centros de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), além da disponibilização de vagas para acolhimento de usuários em comunidades terapêuticas, devidamente cadastradas junto à Secretaria de Políticas sobre Drogas. (BRASIL, 2012, p. 22).
Através das ações do referido eixo são ofertados 16 serviços e três cursos em parceria com os Ministérios da Educação, o da Saúde, e o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Os programas envolvidos nesse eixo são os seguintes: Consultório de Rua; Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF); Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas III (CAPS-AD 24 horas); Centro de Atenção Psicossocial-ad (CAPS álcool/drogas);
Centro de Atenção Psicossocial para Infância e Adolescência (CAPS-I); Enfermarias Especializadas; Unidades de Acolhimento Adulto (UAA); Unidades de Acolhimento Infanto- Juvenil (UAI); Comunidades Terapêuticas (CT); Criação de Vagas em Residências Médicas em Psiquiatria e Multiprofissional em Saúde Mental; Programa de Formação de Profissionais de Nível Médio para a rede de atenção psicossocial – enfrentamento do crack e outras drogas. Comunidades Terapêuticas e outras instituições; Serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos (PAEFI); Serviço de Abordagem Social; Serviço Especializado para Pessoas em Situação de Rua; Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF). Já os cursos são: Curso de Atualização em Saúde Mental e Trabalho em Rede: demanda relacionada ao consumo de álcool e outras drogas; Curso de Capacitação em Atenção às Situações de Crise em Saúde Mental e o Curso de Capacitação em Saúde Mental da Infância e Adolescência no Âmbito da Rede Atenção Psicossocial.
O eixo cuidado do referido plano abre a possibilidade para uma ação que é essencial no campo da atenção aos usuários de drogas, seja na prevenção, tratamento ou reinserção social, que é a articulação das redes e atenção através de ações intersetoriais, principalmente no campo da formação. Pinho fortalece esse pressuposto do plano quando afirma que as estratégias que viabilizem a prevenção, tratamento e a reinserção deverão ser alcançadas pela articulação entre os sistemas sociais e os sistemas de saúde. Portanto, uma política de promoção, prevenção, tratamento e de educação voltada para o uso de álcool e outras drogas deverá, necessariamente, ser construída nas interfaces intra-setoriais seja do próprio Ministério da Saúde, em relação a outros Ministérios, como das organizações governamentais e não governamentais e demais representações e setores da sociedade civil organizada (PINHO, 2009, p. 1264).
Por fim, o eixo autoridade, que tem como objetivo reduzir a oferta de drogas no país, tanto no âmbito nacional, como local. Como estratégia, para esse eixo, o governo espera a concentração de esforços na articulação das forças de segurança pública para repressão ao tráfico de drogas ilícitas e o crime organizado. A partir destas medidas, espera-se a criação de espaços seguros nas comunidades e nas cidades como um todo (BRASIL, 2012). Para complementar as ações do plano crack, é possível vencer, foi articulada uma estratégia sobre drogas no Ministério do Desenvolvimento Social, que será bordada no tópico seguinte.
2.5. Estratégia sobre Drogas na Perspectiva do Ministério do Desenvolvimento Social