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Dünya Genelinde Mülteci Sorunu ve Türkiye’de Yapılan Yasal Düzenlemeler

As fontes orais podem ser consideradas como elementos únicos para a pesquisa histórica. Portelli (1997) destaca a capacidade de essa metodologia trazer à tona a subjetividade dos depoentes e também a possibilidade de olhares individualizados sobre o conhecimento dos fatos. Mesmo que seja necessária atenção à ideia de que a memória é seletiva e, portanto, constantemente reelaborada através de um processo contínuo de criação de significados, o testemunho oral pode se situar como registro confiável. De acordo com o autor:

A importância do testemunho oral pode se situar não em sua aderência ao fato, mas de preferência em seu afastamento dele, como imaginação, simbolismo e desejo de emergir. Por isso, não há ‘falsas’ fontes orais. Uma vez que tenhamos checado sua credibilidade factual com todos os critérios estabelecidos do criticismo filológico e verificação factual, que são requeridos por todos os tipos de fontes em qualquer circunstância, a diversidade da história oral consiste no fato de que afirmativas ‘erradas’ são ainda psicologicamente ‘corretas’, e que essa verdade pode ser igualmente tão importante quanto registros factuais confiáveis. (PORTELLI, 1997, p.32)

A história oral como instrumento metodológico foi escolhida por permitir investigar e analisar as relações entre as práticas tradicionais e as práticas escolares de saúde das populações rurais em Minas Gerais (Ibirité) entre os anos de 1940 a 1970 dando voz aos sujeitos e explicitando práticas por eles produzidas e vivenciadas.

Ao apontar as fontes orais como um instrumento importante, destacamos a utilização da História Oral como metodologia de investigação, abrangendo procedimentos próprios, de

acordo com Lucília Neves (2006), como: preparação de roteiros e realização de entrevistas, seguida de processamento e análise45. O emprego dessa metodologia, por sua vez, requer uma reflexão mais aprofundada acerca das especificidades das fontes orais, tais como as relações entre a memória e a história e as peculiaridades dos relatos orais coletados a partir das entrevistas, tais como depoimentos de história de vida (reconstrução da trajetória de sujeitos históricos) e entrevistas temáticas (que se referem a experiências ou processos específicos vividos ou testemunhados).

Lucília Neves (2006) nos esclarece sobre a importância da história oral, e no caso dessa pesquisa como nos possibilita pensarmos as práticas de cura, na medida em que nos esclarece que as

Narrativas sob a forma de registros orais ou escritos são caracterizadas em palavras os registros da memória no tempo. São caracterizadas pelo movimento peculiar à arte de contar, de traduzir o importante como estilo de transmissão, de geração para geração, das experiências mais simples da vida cotidiana e dos grandes eventos que marcaram a História da humanidade. São suportes das identidades coletivas e do reconhecimento do homem como ser no mundo. (NEVES, 2006, p.32)

As narrativas orais foram utilizadas, a partir das reflexões acima, como uma das formas de apreensão de como se davam as relações e as apropriações por parte das comunidades e das próprias ex-professoras/alunas em relação às práticas de saúde que circulavam no curso de formação de professoras e na comunidade de Ibirité. Essas narrativas foram apreendidas por meio de entrevistas concedidas pelos sujeitos selecionados e tomadas como fontes para compreensão do passado, permitindo compreender como os indivíduos experimentaram e interpretaram acontecimentos ou modos de vida. Os depoimentos foram pensados como entrevistas temáticas, modo como Neves (2003) e Delgado (2006) define essa forma de fazer história oral, uma vez que se referem às experiências ou processos específicos vivenciados ou testemunhados pelos entrevistados.

As entrevistas foram registradas em gravador digital e na função de gravação de voz do telefone celular na tentativa de superar as possíveis falhas de um dos dois aparelhos.

45 A autora divide o processamento e análise das entrevistas em três etapas: 1) Transcrição das entrevistas – primeira versão escrita dos depoimentos e relatos; 2) Conferência de fidelidade – momento de escuta das entrevistas simultaneamente à leitura do registro escrito a fim de verificação de omissões ou acréscimos indevidos; 3) Análise das entrevistas – fase de estabelecer correlações e análises comparativas que contribuam para alcançar, da melhor forma possível, os objetivos propostos para a pesquisa (DELGADO, 2006, p. 28-30).

Após a realização da entrevista foram realizadas anotações em um caderno de campo. Essas anotações tinham como objetivo descrever o momento e acontecimentos que antecediam os depoimentos, a sua realização e depois que ocorriam, bem como as possíveis pistas de análise que as entrevistas permitiam vislumbrar e as minhas sensações também em todos os momentos: antes, durante e depois. Após esses processos foram

feitas as transcrições ou a ‘textualização’, como é definido por Gattaz (1995) por ser um processo de “reproduzir honesta e corretamente a entrevista em um texto escrito” (p. 135)

tornando possível o depoimento dado ser analisado como um documento histórico.

Em um segundo momento foram realizados a leitura da transcrição e os ajustes, no sentido de anotar as falas que não haviam ficado claras, mas que ainda estavam “frescas” na minha memória. Depois, as entrevistas foram categorizadas a partir de elementos que constituíam sentidos para o objeto de pesquisa e de questões que os depoimentos foram revelando.

As categorias utilizadas foram: saber tradicional, saber médico, saber religioso, oralidade e escrita, relações entre saber médico e tradicional. No que se refere aos saberes tradicionais os depoimentos revelaram saberes importantes que circulavam na comunidade de Ibirité, o que nos fez utilizar as seguintes subcategorias de análise: a prática das benzedeiras, das parteira: o uso de ervas para feitura de chás e emplastos, a práticas dos farmacêuticos, a relação entre os saberes tradicionais e as práticas religiosas e com as práticas médicas.

A história oral, que é apreendida através da narrativa dos sujeitos, colocou alguns novos desafios para a pesquisa e análise dos dados obtidos, pois, fazer história oral pressupõe a referência

Ao seu caráter heterogêneo e essencialmente dinâmico de captação do que passou, segundo a visão de diferentes depoentes. Trata-se de uma operação bastante complexa de produção de documento, que envolve, simultaneamente, intersubjetividades e busca de construção de evidências históricas. O esforço do historiador, quando utiliza a metodologia da história oral é, no mínimo, duplo: deve voltar-se tanto para o estímulo ao afloramento aberto e dialético do ato de rememorar do depoente, quanto para a realização de uma operação intelectual que demanda crítica e análise, especialmente na fase de preparação dos roteiros das entrevistas e na de análise e interpretação do documento produzido. O estímulo à expressão da pluralidade, relacionada ao esforço de recuperação das referências constitutivas da identidade, pode ser tomado como

elemento essencial do processo metodológico de construção de fontes orais. (NEVES, 2000, p.112)

As entrevistas foram realizadas com os seguintes objetivos: construir um cenário sobre os cursos e as práticas de saúde neles realizadas, bem como a apropriação dos sujeitos em relação a elas e identificar as práticas de saúde produzidas e vivenciadas pela comunidade. Foram construídos roteiros de entrevistas para dois grupos de sujeitos, o primeiro deles constituído de ex-professoras/alunas dos Cursos de Aperfeiçoamento e o segundo com pessoas da comunidade. Inicialmente foi pensado para este segundo grupo, sujeitos que realizavam tarefas relacionadas a práticas voltadas para o cuidado com a saúde. No entanto, não foi possível localizar essas pessoas, uma vez que todas as mencionadas pelas ex-professoras/alunas entrevistadas já tinham falecido. Foi entrevistada apenas uma senhora que benzia no município de Mario Campos, mas que era uma referência forte na comunidade de Ibirité. Dessa forma, foi feita a opção de entrevistar pessoas da comunidade que moravam em Ibirité no período que abrange as décadas de 40 a 70 do século XX e apreender que vivências e memórias essas mulheres tinham sobre as práticas de saúde realizadas por elas, seus parentes e na comunidade de forma geral.

Ao definir o perfil das pessoas que seriam entrevistadas foi preciso pensar em estratégias que permitissem achar esses sujeitos. O contato com as entrevistadas que foram ex- professoras/alunas da fazenda do Rosário foi possível a partir das visitas para coleta de fontes no Memorial Helena Antipoff, situado na Fundação Helena Antipoff, na cidade de Ibirité.

O primeiro grupo de pessoas entrevistadas, cuja escolha foi intencional, é composto de ex- professoras/alunas e organizado com o objetivo de identificar a formação por elas obtida durante o curso no que diz respeito às práticas de saúde. Que práticas eram aprendidas e prescritas durante o curso? Que tratamento era dado às práticas médicas e às práticas tradicionais de saúde? Qual o contato das professoras/alunas com a comunidade no tratamento da saúde? Que práticas eram valorizadas?

O foco das entrevistas com o segundo grupo foi identificar as práticas de saúde realizadas pela comunidade e que usos eram feitos destas práticas e por quais sujeitos. Que contato essas mulheres entrevistadas tinham com práticas tradicionais de saúde? Frequentavam

benzedeiras, raizeiros? Utilizavam as práticas passadas de geração em geração para realizarem cuidados com a saúde? Como essas eram aprendidas? Quem as praticava na comunidade? Tinham acesso a farmacêuticos, postos de saúde? Tiveram algum contato com a Fazenda do Rosário e com as atividades do Clube de Saúde?

As entrevistas com este último grupo buscaram compreender que relação era estabelecida entre as diferentes práticas de cuidados com a saúde (tradicionais e escolares) e de que maneira as pessoas se apropriavam dessas práticas e que sentido, importância e valor atribuíam e atribuem a elas.

Os roteiros de entrevistas utilizados foram realizados no sentido de orientar as conversar com os sujeitos dessa pesquisa. A primeira entrevista relativa ao grupo composto de ex- professoras/alunas foi feita com Lúcia.46 No momento em que a conheci ela era quem organizava e cuidava do Memorial Helena Antipoff, possibilitando-me preciosas informações sobre as fontes nele existente. A entrevista foi realizada em uma sala anexa ao Memorial, onde se encontravam objetos e fotos de Helena Antipoff. Nesse momento, ainda me ative a perguntas que foram muito institucionais, como o funcionamento do curso como um todo e especificamente do Clube de Saúde, atividade direcionada para as questões relativas à saúde e higiene na formação as professoras/alunas. Percebi que Lúcia ficou muito preocupada também em me oferecer informações sobre o curso e sobre Helena Antipoff, pois me pareceu que ter tido um contato muito próximo com a educadora tem um significado muito importante tanto para ela, quanto para outros pesquisadores que já havia lhe entrevistado. Lúcia faleceu no final do ano de 2012.

A segunda entrevistada foi indicada por Lúcia, em uma estratégia de amostragem

denominada “bola de neve”, muito comum em pesquisas qualitativas (FLICK, 2009).

Madalena foi aluna do Curso de Aperfeiçoamento e professora dos cursos de formação oferecidos na instituição posteriormente. Lúcia me indicou Madalena, pois, de acordo com suas informações, ela nunca se distanciou da Fazenda do Rosário, está sempre presente nas festas e atividades realizadas. Um elemento importante na indicação foi o fato de que Madalena, segundo Lúcia era, benzedeira. Ao perguntar sobre a presença de benzedeiras na comunidade, o seu nome aparecia como uma referência.

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Na primeira entrevista realizada em uma sala anexa ao Memorial, ela também me ofereceu informações importantes sobre o curso e alguns dados sobre o Clube de Saúde. Madalena foi entrevistada duas vezes, pois durante a primeira entrevista mencionou que benzia pessoas da comunidade, como já afirmado por Lúcia, e também jogava as cartas de tarô para as professoras da Fundação Helena Antipoff. Ainda me disse que havia aprendido a benzer com sua mãe, que exercia essa função na comunidade. Dessa forma, foi marcada outra entrevista com ela em sua casa, para que pudesse me oferecer informações a esse respeito.

Madalena me informou que teve uma relação muito próxima com Helena Antipoff. Essa foi uma experiência muito marcante e valorizada socialmente, também por ela, como no caso de Lúcia. Na segunda entrevista, busquei informações que permitissem identificar e compreender como havia sido o aprendizado da prática de benzer e de jogar tarô e de ler mãos47, que orações ela havia aprendido com sua mãe e que utilização fazia dessa prática. Também me relatou como se deu o aprendizado de sua mãe em relação às cartas e à benzeção.

A terceira entrevista foi feita com Amélia que foi indicada por Lúcia e Madalena. Amélia foi diretora do Curso de Aperfeiçoamento. Fui à sua casa em um sábado após fazer contato por telefone e passei toda a manhã com ela. Durante a conversa me mostrou fotos, artigos escritos por ela, livros que usava e me falou do curso, de sua relação com Helena Antipoff, do doutor Euzébio, médico que dava aula no Clube de Saúde e das práticas que ele realizava nessa atividade. Por estar um pouco frágil de saúde, devido à perda recentemente do marido, se mostrou muito cansada e falou muito baixinho.

A quarta entrevista foi feita com Antônia, indicada por Madalena e por Lúcia. Antonia foi professora do Curso de Aperfeiçoamento, ministrando as disciplinas de música e teatro. A entrevista foi realizada em sua casa. Assim como Lúcia e Madalena, a entrevistada se ateve muito à importância do curso e de Helena Antipoff, falando pouco sobre o Clube

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Madalena conta que aprendeu a ler mãos estudando em um livro que encontrou na biblioteca da Fazenda do Rosário. Não soube informar o nome livro. O interessante é a forma como ela aprendeu a prática da quiromancia (prática de adivinhar o futuro através da leitura das mãos): segundo Madalena ela xerocou a palma das suas mãos em uma máquina de Xerox da Fundação Helena Antipoff (esse aprendizado, como nos informa Madalena, é recente) e começou a estudar os traços de sua mão a partir das informações obtidas no livro encontrado.

de Saúde e práticas de saúde realizadas pela comunidade. A entrevista foi longa, durou cerca de três horas e muitas informações foram dadas sobre o ensino de música e de teatro. Mesmo com minhas tentativas de buscar informações sobre as práticas de saúde, a professora não relatou dados que me possibilitassem ter mais clareza de sua percepção desse processo. Seus relatos foram voltados para a importância da formação das professoras/alunas, sem que esse aspecto fosse mencionado.

O segundo grupo de entrevistadas foi, como já mencionado, composto por pessoas moradoras da comunidade de Ibirité. O contato com as entrevistadas foi feito também a partir de indicações.

A quinta entrevista foi realizada com Aparecida. Madalena durante sua entrevista, havia me apresentado pessoas da comunidade, entre elas um senhor de quase noventa anos e que nos indicou uma benzedeira, Aparecida. Essa senhora mora nos arredores de Ibirité, em Mário Campos. Madalena sabia mais ou menos o lugar onde ela morava e então fomos nós duas até a sua casa. Chegamos até a cidade e perguntamos informações para as pessoas que estavam na rua. Como ela, a benzedeira, era muito conhecida, não foi difícil achar onde morava. Quando chegamos a sua casa, ela estava cuidando da sua horta. Aparecida mora em uma casa (uma fazenda antiga) com um terreno muito grande, que arrenda para plantação de hortaliças (as cidades de Mário Campos e Ibirité são conhecidas por fornecerem hortaliças para a cidade de Belo Horizonte). Fomos bem recebidas por ela, que prontamente nos mostrou o quartinho que tem no seu quintal para atender as pessoas que a procuram. O quarto onde atende é muito simples, com parede de reboco e chão de terra batida. Ela nos explicou que o quarto fica fora da casa para que a sua energia e a da casa sejam protegidas e preservadas, uma vez que atende pessoas com muitas dores, sejam elas da alma ou do corpo. As cartas utilizadas pra ler a sorte das pessoas, como ela mesma menciona, ficam em cima da mesa de madeira, bem como o terço, utilizada para benzer, e o cordão de São Francisco, que depois me explica que é utilizado para exorcizar as energias e espíritos ruins que estão com as pessoas. Madalena participou de toda a entrevista, pois Aparecida não se opôs a sua presença, quando perguntei se ela podia participar.

Aparecida é uma mulher muito simpática e simples. Contou-nos que estava estudando

cartas. Foi casada com um senhor que também era benzedor. Ela tinha se tornado viúva recentemente. Contou-me que, apesar de não ter aprendido a benzer com o marido, aprendeu muitas rezas e simpatias com ele. Entendia o ato de benzer e a ajuda que dava as pessoas como um dom de Deus. Ela não cobra um valor fixo para realizar sua prática e jogar as cartas. Pede apenas que cada um deixe o valor que puder para ajudá-la.

A sexta entrevista foi realizada com Pedro a partir da indicação de Aparecida. Após tê-la entrevistado perguntei se poderia me informar outras pessoas da comunidade que benziam. Ela me sugeriu um senhor que, segundo ela, benzia e atendia às quintas-feiras. Imediatamente, ligou para a casa desse senhor e marcou com sua filha, que era quem marcava os atendimentos, para me atender na quinta-feira seguinte.

Combinei com Aparecida e com Madalena de irmos juntas, nós três, a casa desse senhor. Os atendimentos por ele realizados são sempre às quintas-feiras. Fui, então, atendida pelo senhor Pedro, ou melhor, pela entidade, pois os atendimentos eram feitos enquanto ele estava incorporado, o que me impossibilitou, obviamente, de entrevistá-lo. Conversei com sua filha antes de ir embora e peguei os telefones dela para posteriormente marcar uma entrevista. Foram oferecidos também os telefones de outro senhor que havia fundado o local e segundo sua filha, poderia me oferecer informações. Fiz contato e cheguei a entrevistá-lo em outra oportunidade. No entanto, durante a entrevista, ele me informou que nem ele nem o outro senhor que fundou o centro moravam em Ibirité na época que faz parte do período por mim pesquisado (1940/1970). Portanto, não cheguei a entrevistar o senhor que fazia o atendimento na instituição de caridade. As informações dadas pelo senhor Pedro são bem relevantes para pensar as práticas da Umbanda, mas não foram utilizadas para os fins dessa tese.

Após as três primeiras entrevistas realizadas, em uma das vezes que voltei para conferir alguns dados dos Diários do Clube de Saúde que estão disponíveis no Memorial Helena Antipoff, conheci Lourdes, atualmente, a responsável pelo Memorial. Ela também foi professora/aluna do Curso de Aperfeiçoamento, além de ter morado desde a adolescência nas imediações de Ibirité. Lourdes me indicou algumas pessoas da comunidade que realizavam cuidados com a saúde, entre elas, Maria, uma moradora muito conhecida e requisitada na cidade para aconselhamentos. Assim, foi feita a sétima entrevista. Maria foi aluna do Curso de Aperfeiçoamento e hoje é uma líder religiosa, sendo muito

conhecida na cidade. Fui recebida em sua casa em um sábado à tarde. Conversamos durante três horas. Ela me contou de sua infância, sua juventude, o casamento, a entrada para o magistério, a experiência no Curso de Aperfeiçoamento e sobre a sua vida. Muito foi dito sobre os seus partos e os cuidados com a saúde, a sua relação com a igreja, suas experiências. O uso de chás, de ervas, emplastos48 e como aprendeu a fazê-los. Ainda me contou sobre a sua experiência de acompanhar pessoas no momento da morte. 49

Outras mulheres da comunidade foram localizadas por indicação de uma pessoa que mora em Ibirité há muitos anos. Foram indicadas três mulheres. A oitava entrevista realizada foi com Sônia. Inicialmente fiz contato com sua filha por telefone. No dia da entrevista

Benzer Belgeler