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I. BÖLÜM

2.1. Düşünme ve Düşünme Becerileri

De forma complementar, deseja-se identificar as práticas de gestão operacional que explicam um maior desempenho médio das empresas por meio de

Práticas de gestão

operacional Grupos N Média

Desvio Padrão Erro padrão 95% Interv. Conf. (mín) 95% Interv.

Conf. (max) Mín Max

Meio Ambiente Alto desempenho constante 9 0,838 0,024 0,008 0,819 0,856 0,793 0,873 Baixo desempenho variado 8 0,780 0,030 0,011 0,755 0,806 0,735 0,820 Total 17 0,811 0,039 0,010 0,790 0,831 0,735 0,873 Logística Alto desempenho constante 9 0,850 0,031 0,010 0,826 0,874 0,806 0,912 Baixo desempenho variado 8 0,846 0,041 0,014 0,812 0,880 0,783 0,898 Total 17 0,848 0,035 0,008 0,830 0,866 0,783 0,912 Manutenção Alto desempenho constante 9 0,809 0,020 0,007 0,793 0,824 0,782 0,840 Baixo desempenho variado 8 0,741 0,031 0,011 0,715 0,767 0,675 0,779 Total 17 0,777 0,043 0,010 0,755 0,799 0,675 0,840 Gestão Alto desempenho constante 9 0,770 0,015 0,005 0,759 0,781 0,752 0,792 Baixo desempenho variado 8 0,715 0,043 0,015 0,679 0,750 0,647 0,790 Total 17 0,744 0,041 0,010 0,723 0,765 0,647 0,792 Pessoas Alto desempenho constante 9 0,821 0,024 0,008 0,803 0,839 0,791 0,868 Baixo desempenho variado 8 0,768 0,052 0,019 0,724 0,811 0,699 0,860 Total 17 0,796 0,047 0,011 0,771 0,820 0,699 0,868 Qualidade Alto desempenho constante 9 0,889 0,016 0,005 0,877 0,901 0,871 0,920 Baixo desempenho variado 8 0,870 0,030 0,011 0,845 0,895 0,806 0,908 Total 17 0,880 0,025 0,006 0,867 0,893 0,806 0,920 Segurança Alto desempenho constante 9 0,884 0,010 0,003 0,877 0,892 0,866 0,895 Baixo desempenho variado 8 0,862 0,015 0,005 0,849 0,875 0,830 0,879 Total 17 0,874 0,017 0,004 0,865 0,882 0,830 0,895 Práticas de gestão operacional Grupos Sum of Squares df Mean Square F Sig.

Meio Ambiente Between Groups 0,014 1 0,014 19,040 0,001 Within Groups 0,011 15 0,001

Total 0,025 16

Logística Between Groups 0,000 1 0,000 0,050 0,826 Within Groups 0,019 15 0,001

Total 0,019 16

Manutenção Between Groups 0,019 1 0,019 28,719 0,000 Within Groups 0,010 15 0,001

Total 0,030 16

Gestão Between Groups 0,013 1 0,013 13,520 0,002 Within Groups 0,014 15 0,001

Total 0,028 16

Pessoas Between Groups 0,012 1 0,012 7,626 0,015 Within Groups 0,024 15 0,002

Total 0,036 16

Qualidade Between Groups 0,002 1 0,002 2,842 0,113 Within Groups 0,008 15 0,001

Total 0,010 16

Segurança Between Groups 0,002 1 0,002 13,292 0,002 Within Groups 0,002 15 0,000

uma análise de painel de efeito aleatório. Com as variáveis de controle adicionadas ao modelo, verificou-se que as práticas de gestão operacionais ligadas a Manutenção e Pessoas são estatisticamente significativas (p<0.01), conforme tabela abaixo:

Tabela 12 - Análise de painel com efeito aleatório das práticas de gestão operacional

(2012-2015)

Fonte: Elaborado pelo autor no Stata com dados disponibilizados pela empresa

Quando se observam apenas as empresas com alta produtividade, verifica-se que a aderência às práticas de gestão relacionadas à Manutenção e Segurança explica o maior desempenho operacional das mesmas. No sentido contrário, uma maior aderência às práticas de gestão ligadas ao Meio Ambiente pode afetar negativamente o desempenho das empresas de alta produtividade, indicando que há a possibilidade de existir um ponto ótimo de aderência às práticas de gestão

Práticas de gestão operacional Resultados Meio Ambiente 7.077 (8.130) Logística -3.427 (3.512) Manutenção 45.34*** (8.884) Gestão -12.71* (7.068) Pessoas 38.62*** (7.291) Qualidade 6.690 (10.70) Segurança 12.14 (7.541) Tamanho -0.00191 (0.00492) Complexidade -2.152 (3.508) Constante -19.47** (9.807) Observações 970 N 29

Erro padrão entre parêntesis *** p<0.01, ** p<0.05, * p<0.1

operacional. Da mesma maneira, a complexidade das unidades produtivas também exerce efeitos negativos no desempenho operacional, conforme os dados da tabela a seguir:

Tabela 13 - Análise de painel com efeito aleatório das práticas de gestão operacional

versus empresas com alta produtividade (2012-2015)

Fonte: Elaborado pelo autor no Stata com dados disponibilizados pela empresa

Na mesma linha, no intuito de identificar a aderência das práticas de gestão operacional que levaram a um melhor desempenho ao longo dos anos estudados, isolou-se na base de dados apenas aquelas empresas que mais melhoraram a média do desempenho operacional ao longo do tempo comparado a média geral das unidades produtivas estudadas. Os resultados estatísticos da análise de painel aleatório com as variáveis de controle encontram-se na tabela abaixo:

Práticas de gestão operacional Resultados Meio Ambiente -25.61*** (8.011) Logística -3.843 (2.628) Manutenção 17.96** (8.594) Gestão 14.05* (8.402) Pessoas 6.574 (8.792) Qualidade -18.17 (16.27) Segurança 39.60** (17.59) Tamanho 0.00661** (0.00301) Complexidade -3.655** (1.470) Constante 32.80** (16.14) Observações 220 N 7

Erro padrão entre parêntesis *** p<0.01, ** p<0.05, * p<0.1

Tabela 14 - Análise de painel com efeito aleatório das práticas de gestão operacional

versus empresas que mais melhoraram o desempenho ao longo do período

(2012-2015)

Fonte: Elaborado pelo autor no Stata com dados disponibilizados pela empresa

Evidencia-se que as empresas que mais investiram na aderência das práticas de gestão operacional voltadas para Manutenção, Pessoas e Segurança foram capazes de melhorar seu desempenho acima da média geral. Os investimentos em práticas relacionadas a Meio Ambiente, Logística, Gestão e Qualidade não tiveram resultados conclusivos já que não são estatisticamente significativas para o modelo. No caminho oposto, quanto maior a complexidade da unidade produtiva em questão, menor a melhora no desempenho operacional das empresas.

Práticas de gestão operacional Resultados Meio Ambiente -8.876 (9.208) Logística -2.994 (3.622) Manutenção 57.14*** (8.564) Gestão -9.284 (8.367) Pessoas 32.28*** (9.098) Qualidade -4.621 (10.47) Segurança 54.58*** (14.18) Tamanho -0.000696 (0.000954) Complexidade -2.345** (0.921) Constante -41.36*** (10.07) Observações 386 N 11

Erro padrão entre parêntesis *** p<0.01, ** p<0.05, * p<0.1

6 CONCLUSÕES

O presente trabalho explorou a relação entre a aderência às práticas de gestão operacional e seus impactos no desempenho de empresas de manufatura, por meio de análises estatísticas de uma base secundária entre os anos de 2012 a 2015. Estudos anteriores enfatizaram a existência ou não de práticas gerenciais no ambiente organizacional e seu impacto no desempenho e pouco exploraram o quanto a aderência às mesmas influenciam essa relação. Além disso, o presente trabalho utilizou uma base histórica, superando um das limitações descritas em Duarte et al. (2011) sobre a ausência de uma base de dados longa o bastante capaz de evidenciar se uma empresa que adotou a prática anteriormente pode extrair mais benefícios do que um adoptante recente.

Os resultados, em termos gerais, apontaram uma relação positiva entre a aderência às práticas de gestão operacional e o desempenho das unidades produtivas de uma empresa de manufatura. As unidades produtivas com maior aderência às práticas de gestão operacional tendem a possuir certo desempenho operacional médio maior frente às unidades com menor aderência às referidas práticas. Em termos da variabilidade do desempenho, as empresas com maior aderência às práticas de gestão operacional apresentam menor variabilidade frente às unidades com menor aderência às referidas práticas.

Algumas razões podem servir como possíveis explicações para esse resultado. Em termos da RBV, as ações individuais de uma empresa no que tange suas práticas de gestão podem colaborar para a criação de vantagens competitivas que contribuem para o aumento do desempenho da mesma (HAYES; PISANO, 1996 apud DUARTE, 2007). Adicionalmente, a própria aderência às práticas, que se traduz por meio do monitoramento constante das operações, descrito por Bloom e Reenen (2010), ajudam a mensuram quão bem as empresas acompanham seu desempenho e como usam essas informações para melhorá-la.

A melhora do desempenho traduzido nos indicadores estatísticos descritivos ao longo do período estudado pode ser atribuída a uma maior aderência das práticas operacionais que levaram a um maior desempenho das unidades produtivas, o que pode ser a razão da relação entre maior aderência e menor variabilidade do desempenho (BLOOM; REENEN, 2010). De forma complementar, quando isolada apenas as empresas que mais melhoraram o desempenho em relação a média de toda a amostra ao longo do período estudado, verifica-se que as práticas de Manutenção, Segurança e Pessoas foram estatisticamente significativas para o desempenho das mesmas. Segundo Bloom e Reenen (2007), organizações onde os gestores são de alta qualidade ou o esforço de operações é mais eficaz tendem a ter melhores práticas gerenciais.

É importante notar que há algumas limitações no presente trabalho no que diz respeito à base de dados, a escolha das práticas de gestão operacional estudadas e a mensuração da variável dependente.

O uso de base de dados secundária pode trazer problemas de adequação e imprecisão, já que o pesquisador não tem nenhum controle sobre quem e como estes dados foram coletados (CHURCHILL, 1995). O estudo conta com apenas uma empresa de manufatura, embora a análise tenha sido pautada em 29 unidades produtivas diferentes espalhadas pelo território nacional e internacional. Além disso, por se tratar de apenas uma empresa de manufatura, os dados podem sofrer redução de variabilidade devido ao efeito da padronização das unidades produtivas. Em relação à escolha das práticas de gestão operacional estudadas, a própria empresa de manufatura em questão definiu quais seriam as boas práticas de acordo com o seu próprio ponto de vista, e não pautado na literatura de estratégia de operações. Por último, há a dificuldade de se mensurar o desempenho como variável dependente devido a sua complexidade de mensuração e definição, apontado por Duarte et al. (2011).

Os estudos futuros que poderiam decorrer do presente trabalho estariam relacionados à reprodução do mesmo em outras empresas ou até em outros setores da economia para verificar se as conclusões se mantêm ou são diferentes e, também, a estudos de campo para relacionar as causas e as razões de determinadas relações entre as práticas de gestão operacional e o desempenho das empresas por meio da metodologia qualitativa.

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