OFICIAIS DA GNR
6.4.1 DEFINIÇÃO DA AMOSTRA
Para a realização deste estudo, foram tidas em conta as seguintes variáveis: RB; SSFS; Suplemento de Comando; Suplemento Especial de Serviço; Suplemento de escala/prevenção; e Despesas de Representação.
Não obstante, o intervalo de tempo considerado para o presente estudo foi de 2013 a 2015, reportados sempre ao mês de março devido ao atraso de 2 meses do suplemento de escala e fruto das promoções, que geralmente ocorrem até dia 1 de janeiro do ano seguinte. Uma vez que não era possível, por questões de espaço, colocar nominalmente todos os valores auferidos pelos oficiais, agruparam-se os vários montantes em intervalos de € 125 e demonstram-se apenas os totais, isto para os anos de 2013, 2014 e 2015. Quanto ao ano de 2015, e para melhor se verificarem as diferenças, foi também analisado em intervalos de €
250 e € 100.
Uma vez que foram englobados no estudo oficiais que estivessem em licença de paternidade ou maternidade, verifica-se que pontualmente alguns estão abaixo do 1.º nível remuneratório da RB para o seu posto, ignorando-se para efeitos de discussão dos resultados.
6.4.2 ANÁLISE DOS RESULTADOS
As tabelas realizadas para este estudo são as constantes em Apêndice R – Impacte dos Suplementos na Remuneração dos Oficiais.
Numa primeira análise, verifica-se, a partir da Tabela 18, que há uma progressividade no aumento do 1.º Nível Remuneratório (NR) até ao último NR, ao longo da carreira. Analisando criticamente as atuais variações entre os 1.os níveis remuneratórios entre os postos para a categoria de oficial, conforme mostra a Tabela 19, verifica-se que o maior diferencial
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reporta-se à promoção de Tenente para Capitão, sendo esta no valor de € 411,94, deixando então de se verificar a proporcionalidade apurada no ponto anterior.
Relativamente ao mesmo diferencial, mas reportando-nos ao último NR, esta diferença assume ainda mais relevo, pois significa um aumento de € 514,92 analogamente à promoção de Tenente-Coronel a Coronel. Como diferenças remuneratórias mais baixas temos a promoção de Alferes a Tenente, representando um quantitativo de € 154,47 e € 205,97 para o 1.º e último níveis, respetivamente.
Uma vez analisados os diferenciais, passamos então, cronologicamente, para a investigação do impacte dos suplementos na remuneração do oficial. Tendo por base a Tabela 20, para o ano de 2013 verifica-se que existiam inversões remuneratórias já visíveis, em intervalos de valor de €125, de Tenente para Capitão, de Capitão para Major, de Major para Tenente-Coronel e de Tenente-Coronel para Coronel, salientando-se as de Capitão para Major e de Tenente-Coronel para Coronel.
Em março de 2013, havia 3 Tenentes a auferir mais que 72 Capitães numa diferença
de cerca de € 125. No posto de Capitão, havia 17 a receber mais do que 22 Majores, e desses
17, 15 recebiam no mesmo intervalo (dos € 2625 – 2750) que 28 Majores. Já em 2013 se verificava que os suplementos remuneratórios tinham tal impacte no vencimento dos oficiais que invertiam aqui a pirâmide remuneratória em 17 Capitães.
Paralelamente a esta análise, para o posto de Capitão, entre os mais bem remunerados e aqueles que recebem menos quantidade de suplementos, denotava-se um diferencial de, no
máximo, € 1.000, contrastando com o diferencial de € 257,46 em que pode variar a RB de um
Capitão, entre o 1.º e o último NR. Também comparando o posto de Tenente-Coronel com o de Coronel, verifica-se que 3 Tenentes-Coronéis recebiam mais que 10 Coronéis, e que a diferença entre os mais bem remunerados e os menos, andava em cerca de € 1125
contrariamente aos € 308,95 da diferença entre o 1.º e o último NR para esse posto.
No que respeita ao ano de 2014, tendo em conta a Tabela 21, certifica-se que no posto de Capitão, havia 12 a receber mais do que 43 Majores, e desses 12, 11 recebiam no mesmo
intervalo (dos € 2501 – 2625) que 34 Majores. Por conseguinte, para o posto de Capitão, entre
os mais bem remunerados e aqueles que recebem menos quantidade de suplementos, denotava-se um diferencial de, no máximo, € 750, contrastando com o diferencial de € 257,46 em que pode variar a RB de um capitão, entre o 1.º e o último NR. Simultaneamente, comparando o posto de Tenente-Coronel com o de coronel, verifica-se que 4 Tenentes- Coronéis recebiam mais que 10 Coronéis, e estes 4 estavam no mesmo intervalo
Capítulo 6 – Apresentação, Análise e Discussão dos Resultados
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nível da remuneração. A diferença entre os Tenentes-Coronéis mais bem remunerados e os
menos, andava em cerca de € 750 contrariamente aos € 308,95 da diferença entre o 1.º e o
último NR para esse posto.
Por fim, atualmente, nos valores que reportam a março de 2015, e como elucida a Tabela 23, verifica-se que as inversões do posto de Capitão para Major não são tão evidentes como no ano transato, relevando-se apenas o facto de 25 Capitães auferirem no mesmo
intervalo (€ 2501 – 2625) que 82 Majores. É de salientar, apenas, o facto da diferença
remuneratória, após a contemplação dos suplementos, poder ser de € 500, quase o dobro dos
€ 257,46 que se prevê na subida dos níveis remuneratórios para esse posto. Para o ano em
questão, é possível determinar que as inversões mais acentuadas realizam-se na diferença de Major para Tenente-Coronel, evidenciando-se que 2 Majores auferem mais que 89 Tenentes- Coronéis, por força das funções que desempenham. Também no posto de Tenente-Coronel, 4 têm uma remuneração no mesmo intervalo que 19 Coronéis, num total de 68 analisados (€ 3251 – 3375), e a diferença monetária entre os que mais recebem para os que menos recebem
é de cerca de € 625, sendo mais do dobro relativamente à diferença dos níveis remuneratórios
para esse posto.
Ao analisar-se um intervalo remuneratório mais pequeno, de € 100, tendo em conta a Tabela 24, constata-se que as inversões remuneratórias de Capitão para Major começam então a evidenciar-se com 2 Capitães a receber mais que os 82 Majores referenciados no parágrafo acima.
Toda a análise, supra realizada, leva a concluir que as diferenças remuneratórias que o impacte dos suplementos tem, e que são a origem das tais inversões, continuam a existir em 2015, comparativamente com 2013 e 2014, no entanto, os montantes dessas diferenças parecem ser menores, evidenciando-se que a maior diferença é de Capitão para Major, de Major para Tenente-Coronel e de Tenente-Coronel para Coronel62.
62 Importa referir que na elaboração deste estudo, todos os oficiais que auferem como posto superior, foram
contemplados como o posto em que realmente estão, daí que pontualmente alguns aufiram montantes muito superiores aos de referência para esse posto.
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