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DÖNER SERMAYE MALİ BİLGİLERİ İLE YÜRÜTÜLEN FAALİYETLER 1-Döner Sermaye Mali Uygulama Sonuçları

A existência na história de um espaço produtivo similar ao que vem sendo descrito como as oficinas de costura atuais remonta à Revolução Industrial, ainda no século XVIII. No entanto, as oficinas contemporâneas não devem ser tratadas como um resquício de uma forma produtiva de um tempo passado. A proliferação de oficinas de costura na RMSP não é um anacronismo, mas uma marca dos tempos atuais. Defendemos que a exploração do trabalho subcontratado em oficinas de costura é um fenômeno atual, relacionado às formas contemporâneas e globalizadas de acumulação. O surgimento de oficinas de costura que prestam serviço para empresas de confecção, marcas, lojas de departamento, magazines, atacadistas e varejistas não é um fenômeno exclusivo de São Paulo ou do Brasil. Trata-se de um expediente que pode ser encontrado em diversas

cidades do globo, tanto do hemisfério Sul como do Norte65.

Se a existência de oficinas de costura não é algo novo no contexto urbano, ela passa a ocorrer em outra escala após o declínio da fábrica verticalizada. Em São Paulo, a partir dos anos 1980, ocorre a multiplicação de pequenas oficinas de costura impulsionada pela reestruturação produtiva. Não cabe a este estudo retomar detalhadamente os passos

e os efeitos da reestruturação na indústria de confecções66. Aliás, este fenômeno está

65à Desdeà osà a osà ,à i ú e asà pes uisasà e à dife e tesà o te tosà à ide tifi a doà aà utilizaç oà deà ofi i asà deà ostu a,à ueà

e o e te e teà e p ega à ig a tes,à uitasà ezesà e à situaç oà i egula à oà país.à Nessesà lo ais,à usual e teà oà espaçoà deà o adiaàeàdoàt a alhoàseà o fu de àeàoàpaga e toà à ealizadoàpo àpeças.àPa aà ita àape asàalgu sàe e plos,àpode osàele a à osà espe ti osàauto esàeàseusàestudos:àG ee à à-àestudoà o pa ati oàdaài dúst iaàdeà estu ioà aàF a çaà Pa isàeài te io àeà osàEUáà No aàIo ueàeàCalif ia ,àdosàa osà àaosà ;à“asse à I :àPo tes,àet.àal.,à à-àa liseàdoàseto àe àNo aàIo ue,à dosàa osà àaosà ;àMo oka asi -Mulle à àt ataàdeà ig a tesà aài dúst iaàdeà o fe ç esàe àPa is;àBo a i hàte àu aà lo gaà t ajet iaà o à estudosà so eà aà i dúst iaà deà o fe ç esà eà aà ig aç o,à se doà Losà á gelesà aà suaà aio à efe ia,à seusà estudosà apo ta à oà e p egoà deà ig a tesà deà di e sosà paísesà dife e tesà ,à ;à ‘uggie oà à a o daà osà ig a tesà

hi esesà ueàt a alha àe àofi i asàe àMil o,àde t eàout osàestudos.à

66à H à u aà ga aà e te síssi aà deà t a alhosà ueà t ata à dosà i pa tosà daà eest utu aç oà p oduti aà aà e o o iaà u a aà deà “ oà

Paulo.àE à elaç oàaosài pa tosàdosàp o essosàdeà eest utu aç oàp oduti aà aài dúst iaàdoà estu io,à e àKo ti à àeà ,à F ei eà ,àGa iaàeàC uz-Mo ei aà ,àLeiteà .

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datado nos anos 1990 e já foi bastante analisado por pesquisadores. Talvez possamos arriscar dizer que vivemos num período de pós-reestruturação. Esta pesquisa se localiza no contexto dos desdobramentos desses processos, das novas formas de gestão do trabalho e do social que surgem em resposta aos efeitos das mudanças em marcha desde o final dos anos 1980. Aqui, o que nos interessa é evidenciar a lógica das mudanças que ocorreram nas últimas décadas na organização da produção da indústria de confecções e que marca a inserção dos migrantes da costura em São Paulo, em especial a emergência das oficinas de costura como dispositivo que permite a expansão da produção e a circulação e fixação de migrantes neste segmento intensamente competitivo e globalizado.

A principal característica das oficinas de costura é que são pequenas células produtivas demandadas a prestarem o serviço da costura conforme a variação do mercado, elas não tem autonomia para a comercialização, pois se dedicam especificamente à produção. Neste sentido, as maiores dificuldades encontradas pelos donos das oficinas referem-se à forma como as encomendas se dão: há grande instabilidade dos pedidos, uma vez que as vendas do setor flutuam consideravelmente no decorrer do ano por conta da sazonalidade e dos ciclos de venda, relacionados aos períodos de aquecimento do mercado, como as vendas de fim de ano e do Dia das Mães (as duas datas em que o mercado de vestuário fica mais aquecido) e devido aos prazos dos pedidos no fast fashion, que sempre ocorrem em tempos curtíssimos para responder a

u aà de a daà ue,à seà at asa ,à j à podeà hega à aoà e adoà desatualizada .à

Demonstraremos adiante as características da produção no interior das oficinas e os circuitos pelos quais as encomendas circulam a fim de compreender a lógica da produção nas oficinas subcontratadas.

Segundo Freire (2008, p. 64), as encomendas circulam em um mercado majoritariamente informal, em que não há contratos, mas apenas o empenho da palavra. As confecções encaminham às oficinas os tecidos cortados e as peças-piloto que devem ser reproduzidas. As encomendas circulam por uma rede de oficinas no nível horizontal, em que uma oficina pode dividir parte de uma encomenda com outra. Assim como circula num nível verticalizado, através das demandas das confecções, como as do Bom Retiro e Brás, responsáveis pela comercialização, ou por empresas que fazem o meio de campo entre as oficinas e as grandes varejistas, marcas e lojas de departamento. A circulação verticalizada é a típica deste segmento. Segundo Freire, os negócios são realizados predominantemente à vista, uma vez que há ausência de contratos. Em campo, identificou-se um incremento dos pagamentos em cheque a prazo. Característica comum

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desseà e adoàs oàosà alotes ,à ueào o e à o à e taàf e u iaàe t eàasàe p esasàeàasà

oficinas, assim como entre as oficinas e seus trabalhadores. Observa-se uma transformação ainda muito recente no setor no sentido da formalização, esse processo, ainda que ocorra de forma precária, decorre em parte das fiscalizações realizadas pelo MTE, em parte pela facilitação à formalização; isso não necessariamente significa uma melhora nas condições de trabalho.

A remuneração nas oficinas de costura se dá pela produtividade, não há salários fixos, se ganha conforme se produz. Isto implica a ausência de definição e limites das jornadas de trabalho. O tempo e o ritmo do trabalho ocorrem segundo as demandas e seus prazos. Nos períodos que antecedem às épocas de aquecimento das vendas, o trabalho passa a ocorrer em ritmo mais intenso e extenso. Por outro lado, nos primeiros meses do ano, quando há uma ressaca nas vendas, muitas oficinas ficam paradas e algumas chegam a fechar. O risco relacionado à sazonalidade das demandas foi exteriorizado pelas fábricas, que antes ficavam com seus trabalhadores ociosos no período de baixa. O relato da empresária Rosana, transcrito anteriormente, demonstra bem esse movimento, segundo ela, as pequenas oficinas conseguiriam outro equilíbrio no período de baixa. Isto é, os trabalhadores informais passam a se virar como podem, no caso dos migrantes, muitas vezes é nesse período que eles retornam às suas cidades de origem, constituindo uma migração marcada pelas características circulatórias.

Vejamos o relato de Alcina67, uma boliviana dona de oficina que conta como

ocorria a negociação em torno do preço com a sua demandante de serviço, uma coreana do Bom Retiro. Pelo relato, percebe-se que o que dita o ritmo da produção e as condições de trabalho são, em grande medida, os prazos e o volume de peças que se deve entregar neste circuito acelerado. Além disso, frisa-se o aspecto informal do acordo estabelecido, em que o prazo reduzido para entrega do serviço acaba sendo remunerado, por exemplo, com uma melhor refeição.

Euàiaàl à aà o ea aàeàelaà eàfala aà ál i a,à eàe t egaà àpeçasà ueàeuàte hoà ueà

entregar na segunda-fei a à s à ueà elaà eà fala aà aà ui ta-feira anterior. Daí eu

fazia os cálculos, se eu trabalhasse no sábado e no domingo eu conseguiria

e t ega à aàsegu da,àaíàeuàfala aà as,à eusàfu io iosà oàt a alha à oàs adoà

eàdo i go.àEàs adoàeàdo i goàte à ueàpaga à ais ,àe t oàelaàfala aà ah...à ? .à Então, se a peça ela me oferecia três reais ou dois e cinquenta, aí ela falava que

pagava mais. Mas que a entrega deveria ser na segunda-fei a.à “eà o à

entregar na segunda até às nove horas é esse preço, passou das nove eu pago esse

67àEstaàe t e istaàfoià ealizadaàe à à oà a oàdaàpes uisaàdeàdouto a e toàdaà“i ha àM .àG ath.àâà po a,àse iàdeàassiste teà

deàpes uisaà àa e i a aà ueàfaziaàseuàt a alhoàdeà a poà oàB asil.àáàpes uisado aàdispo i ilizouàtodoàoà ate ialàp oduzidoà pa aà ueà euà utilizasse,à desdeà ueà a ti esseà e à sigiloà oà o eà dosà e t e istados.à ásà e t e istasà fo a à t a s itasà po à i .à Pa ti ipeiàdaà ealizaç oàdeàdi e sasàe t e istasà o àM .àG ath.à

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out o .àE t oàeuà ego ia aàassi .àáíàeuàfala aà e t o, está bom, eu vou trabalhar sábado e domingo e você tem que trazer carne para mim e fazer churrasco para os ostu ei os àaíàe t oàelaàfala aà est à o .àáíàoàpessoalàt a alha aà oàdo i go,àaíà ela chegava com carne, cerveja e refrigerante. Quando terminava o serviço, umas cinco horas da tarde, todo mundo trabalhava, tipo assim, uma corrente. Cada um ia fazendo uma coisa. Então a peça já saía pronta. Terminávamos cinco horas da tarde no domingo, depois disso fazíamos um churrasco, comíamos e descansávamos. Segunda-feira já estava pronto o serviço. Então, é por isso que tem que trabalhar sábado e domingo, não porque a gente é escravo, é porque compensa. Você ganha um pouquinho mais, em compensação se alimenta melhor no domingo. Agora, isso compensa porque janeiro e fevereiro você pode ficar sem trabalhar uma semana, porque você já trabalhou sábado e domingo nos outros meses que tem pedido, então fica descansando como se fossem férias. Então um

trabalho compensa pelo outro. É assim o nosso trabalho. Agora tem pessoa que

falaà est àt a alha doàs adoàeàdo i go,à oitado,à oàsai,à àes a o .àNão é que a

gente não saia, é que é esse o tipo de serviço que a gente faz.

O relato de Alcina indica como são definidos os acordos da produção subcontratada de vestuários. O tamanho da encomenda a ser aceita é definido pela capacidade de mobilizar costureiros em seus postos de trabalho independentemente do tamanho da jornada. Como foi dito, não há jornada de trabalho definida nas oficinas de costura, pois ela varia conforme o tamanho da encomenda e o prazo, além disso, o pagamento por peças tem o poder de mobilizar esses trabalhadores para jornadas que extrapolam e muito os limites fixados pela legislação trabalhista. Na realidade, é exatamente essa variação da encomenda e os longos períodos trabalhados na época em ueàh àde a daà ueàd oàaoàt a alhado àoà out oàe uilí io àdoà ualà‘osa aà osàfala a.àOà costureiro, para driblar o problema da sazonalidade do setor, dispõe-se ao trabalho com jornada longuíssima na época em que há demanda, pois aí ele consegue economias que possibilitam a reprodução de sua vida material no período de escassez de trabalho. Alcina frisa que nos acordos, caso houvesse atraso na produção, a coreana demandante descontava parte do valor combinado, sendo que o desconto era medido proporcionalmente ao tempo de atraso. Os migrantes parecem se adaptar de forma melhor a essa sazonalidade do que os brasileiros, uma vez que a migração é planejada já contabilizando a sazonalidade.

A oficina de costura, seja ela operada por migrantes transnacionais ou brasileiras, se caracteriza por ser uma pequena célula produtiva. A maior oficina que chegamos a identificar em nosso campo empregava 50 trabalhadores (era em Americana), este caso era uma exceção, pois a maior parte emprega de cinco a 20 trabalhadores. É fundamental para a multiplicação das oficinas o fato de serem pequenas, que não demandam um

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grande capital inicial para a sua constituição, pois basta um estabelecimento com iluminação e algumas máquinas de costura.

Ao mesmo tempo, com a organização produtiva fragmentada em pequenas células produtivas, torna-se possível variar o tipo da produção conforme a demanda com extrema agilidade e flexibilidade. Quando se tinha a produção em grande escala do estilo fordista- taylorista não havia a flexibilidade de mudar o produto comercializado de forma rápida, em resposta quase imediata às mudanças do mercado. Assim, com a multiplicação das pequenas oficinas, tem-se um ganho de competitividade relacionado ao oferecimento constante de novidades. As demandantes acionam o serviço de costura apenas, e justamente apenas, quando o mercado se mostra aquecido para a venda. Não há produção contínua, não há grandes estoques, não há um projeto de venda e produção que sejam em longo prazo. A distância temporal entre a produção e a comercialização é reduzida ao máximo, o que faz com que qualquer variação do mercado tenha impacto

direto na produção. Assim, a produção através da contratação do serviço de produção – e

não do assalariamento do trabalhador – passa a ser a mola propulsora desse segmento.

O aspecto central nesta mudança refere-se às diferenças e compressões relacionadas ao tempo. Marc Bessin (1999), ao analisar os efeitos da reestruturação p oduti aà asà elaç esàte po ais,àsuge eà ueà viver em um tempo orientado pelos outros

à oàp p ioàat i utoà daàsu iss o .àNesseàse tido,àoàte poàde eàse àap ee didoà o oà

relação, ele não apenas exprime, mas estrutura as relações de poder. Após os anos 1970, com as mutações sociais que afetaram o trabalho assalariado, nota-se a ascensão de uma flexibilidade temporal marcada pela incerteza, instabilidade, diluição das referências e demolição dos horizontes.

Referenciando-se em Manuel Castells, Bessin propõe que o sistema de gestão flexível de produção em rede repousa sobre a flexibilidade do tempo, sobre a capacidade de acelerar ou retardar os ciclos de produto e de lucro. O tempo passa a ser gerido como recurso, não numa lógica linear, mas como fator diferencial em relação à temporalidade de outras firmas, redes, procedimentos e produtos. Esses fluxos evidenciam que à aceleração e à redução de operações próprias do taylorismo, soma-se a aceleração dos eventos no âmbito de contextos econômicos, mobilizando a capacidade de realizar modificações de estruturas no menor prazo possível.

Assim, conclui Bessin, pode-se falar da passagem da organização sequencial das atividades, que separava as fases da pesquisa, desenvolvimento, produção e venda de determinado produto, para uma temporalidade em que todas essas atividades ocorrem

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simultaneamente. Essa nova temporalidade passou a ser definida pela ideia do just in

time, em que se comprime o tempo de modo extremo gerando consequências pesadas em

relação às condições de trabalho, apertando prazos e engendrado ritmos de produção desumanos .

Trata-se de uma nova forma de gestão da produção que surge com o fim da fábrica, que faz desaparecer o assalariamento nos moldes anteriores e, por conseguinte, os contratos de trabalho. O pagamento ocorre por peças seguindo as especificações dos acordos (normalmente instáveis) firmados de prestação de serviços, em que os prazos se comprimem na medida oposta ao ritmo e intensidade do trabalho nas oficinas. Passa a haver uma relação entre oficinas e demandantes de serviço reguladas pelo direito contratual e não mais trabalhista. Quais seriam as implicações dessa mudança?

Para o jurista francês Alain Supiot (1994), ao cambiar a relação estabelecida do direito do trabalho para o direito contratual, tem-se uma mudança de princípios que fundamenta o tipo da relação estabelecida. O direito contratual, típico direito liberal, afirma a igualdade e a liberdade entre as partes envolvidas no contrato estabelecido. Por outro lado, o direito do trabalho se refere necessariamente a uma desigualdade de fato, a uma desigualdade econômica entre as partes envolvidas. Enquanto o direito contratual seria uma forma burguesa liberal, que parte da igualdade e da liberdade formal entre os atores envolvidos, o direito trabalhista seria um direito contraliberal, assentado na ideia de desigualdade, subordinação e direção.

“egu doà “upiot,à aà su iss oà doà t a alhado à à auto idadeà doà e p egado à

o sisti iaà aà a a te ísti aà esse ial àdoà o t atoàdeàt a alho à “UPIOT,à ,àp.à 68.

Neste sentido, a caracterização do contrato de trabalho não estaria relacionada aos

te osà i iosà lu oà eà depe d iaà e o i a ,à asà aosà te osà auto idadeà eà

su o di aç o .àáoà es oàte po,àaà oç oàdeàsu o di aç o,àouàseuài e soàl gi o,àaà oç oà de direção, designa uma relação hierárquica entre o empregador e o trabalhador (este deve obedecer àquele). Estabelece-se uma relação hierárquica que não pode ser confundida com uma relação de desigualdade (desigualdade designa de modo geral o produto de uma comparação objetiva entre situações eventualmente independentes uma da outra). A hierarquia implica relações de direito. Assim, a desigualdade que há entre empregador e trabalhador não deve ser compreendida como desigualdade situacional,

68à Laàsou issio àduàt a ailleu à àl auto it àdeàl´e plo eu à o stitueàai siàlaà a a t isti ueà´esse tielle´àduà o t atàdeàt a ail.à ... à

Leàpou oi àdeàdi e tio àe e àsu àleàt a ailleu à o stitueàdo àauàpla à o u autai eà o eàauàpla ài te eàleà it eàpa à e elle eàduà o t atàdeàt a ail,à eluià ueàpe etàdeàdisti gue àleàsala iatàdeàtouteàaut eàfo eàd´a ti itpeà o o i ueàe e eà

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mas como desigualdade relacional. Essa desigualdade não é apenas uma situação ignorada ou combatida pelo direito, na realidade ela é instituída pelo direito. Assim, conclui-se que no direito do trabalho o que constitui as relações hierárquicas como princípio jurídico é a desigualdade e não a igualdade (SUPIOT, 1994, p. 116).

Supiot critica os teóricos que compreendem as relações de subordinação embasadas numa ideia de autonomia da vontade, na qual se poderia pensar que a força criadora da submissão do trabalhador às obrigações adviesse da própria vontade livre do i di íduo.à Pa aà essesà te i os,à aà auto o iaà daà o tadeà à ta toà oà fu da e toà o oà aà

justifi ati aàdaàfo çaào igat iaàdoà o t ato. 69 (SUPIOT, 1994, p. 116). Essa concepção

partiria da ideia de que as regras do jogo seriam mutuamente definidas em um contexto de igualdade de condições, em que os homens se assujeitariam apenas em situações de liberdade.

A crítica a essa concepção de liberdade e assujeitamento foi realizada por Karl Marx quando descrevia a mudança do sistema artesanal para o fabril na Inglaterra do final do século XVII. Nesse processo não se garantiu melhorias em relação às condições de vida dos trabalhadores. Pelo contrário, essas transformações teriam ocorrido simultaneamente

aos cercamentos – que deram embasamento para a formulação sobre a acumulação

capitalista primitiva70– numa dinâmica que tornava

(...) o trabalhador livre no mercado de mercadorias, livre no duplo sentido de que ele dispõe, como pessoa livre, de sua força de trabalho como sua mercadoria, e de que ele, por outro lado, não tem outras mercadorias para vender, solto e solteiro, livre de todas as coisas necessárias à realização de sua força de trabalho. (MARX, 1985, p. 140)

Seguindo a análise de Marx, Albert Tissier, que escreve no final do século XIX, suge eà ueà o contrato de trabalho não é uma possibilidade, mas uma necessidade. (...) Mascara-se a especificidade da situação contratual diante de nós se não se revela que um dos implicados no contrato é economicamente muito fraco, mas que ainda está obrigado a

ser co t atado 71. O direito do trabalho surge exatamente para proteger aquele que se

encontra na relação de subordinação. Os processos de reestruturação produtiva foram

69à Lauto o ieàdeàlaà olo t àestàdo à àlaàfoisàleàfo de e tàetàlaàjustifi atio àdeàlaàfo eào ligatoi eàduà o t at. à I id.,àp.à ; 70àáà oç oàdeàa u ulaç oàp i iti aà e àse doàutilizadaà adaà ezà o à aisà e o iaà oàde ateà a ista.àVe e osàadia teàoàusoà

ueà“aka otoà àfazàdestaà oç oàpa aàp opo àu aàa liseàso eàoàt a alhoàes a oà o te po eo.àDa idàHa e à à atualizaàoà o eitoàpa aàaà oç oàdeàa u ulatio à àdispossessio à t aduzidaàpa aàoàpo tugu sà o oàa u ulaç oà iaàespoliaç o,à despossess oàouàdesapossa e to .

71à O à as ueà laà sp fi it à deà laà situatio à o t a tuelleà uià osà o upeà sià o à eà o t eà pasà o à seule e tà ueà l u à desà

o t a ta tsàestàt sàfai leà o o i ue e tà is- - isàdeàl aut e,à aisàe o eà uílàestào lig àdeà o t a te . à á.àTI““IE‘,à ,à

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eficazes em contornar as relações embasadas pelo direito do trabalho passando ao direito civil.

Com os processos de reestruturação no setor passa a haver, no nível interno às oficinas, uma relação quase entre pares. A diferença entre as posições ocupadas pelo dono e o empregado da oficina não ocorre na mesma medida da diferença do dono da fábrica e

Benzer Belgeler