REZERV VE ÜRETİM MİKTARLAR
5. DÖKÜM PROSESİ VE DÖKÜM KUMU HAKKINDA GENEL BİLGİLER
5.3. Döküm Bentoniti Özellikler
Embora ainda existam estudiosos que insistam na discussão a respeito da afirmativa da existência de um episcopado monárquico e no primado de Roma durante o fim do primeiro século e o começo do segundo, como fizeram James F. McCue em seu artigo: The
Roman primacy in the second century and the problem of the development of Dogma (s/d) e
Patrick Burke em: The monarchical episcopate at the end of the first century (s/d); há uma superação desse tipo de questionamento na academia, visto que é óbvia a impossibilidade da existência de qualquer desses elementos, ainda que prenhes, no começo do segundo século.
O embasamento simples para a negação de qualquer possibilidade de existência do episcopado monárquico e do primado da igreja de Roma está relacionado com a estrutura das comunidades cristãs do Império Romano desse período, pois, ao contrário de visões idealistas da história, que projetam na antiguidade as estruturas cristãs medievais e modernas, hoje se sabe, com certa segurança, que os cristãos dos primeiros séculos se reuniam como uma, dentre
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as numerosas e tradicionais confrarias, popularíssimas no Império Romano, as quais eram conhecidas com collegia.
Resumindo as palavras de Paul Veyne a esse respeito em História da vida privada (2010, pp.178-180): os collegia se constituíam núcleos de reuniões que aconteciam em lugares especificamente dedicados a isso, ou até mesmo em residências comuns. Os assuntos tratados nas reuniões e as motivações relacionadas com a organização dos collegia eram diversos. Haviam grupos – ou, se preferirmos, confrarias – que se reuniam para tratar questões referentes à sua profissão, ou grupos minoritários que pretendiam se organizar com objetivo de ajuda mútua e, dentre outras possibilidades, haviam motivações religiosas, como os membros de religiões de mistério, ou adoradores de algum herói ou semi-deus.
Internamente, esses grupos possuíam uma estrutura social diferente da proposta pelo imperialismo romano, pois dentro do collegium, escravos e senhores, patrões e clientes, poderiam ter posições invertidas, visto que as regras que os norteiam eram outras, pois tinham em vista imitar a estrutura política da cidade, como se fossem as antigas ekklēsíai gregas. O
que lhes acarretava suspeita do imperador, já que constituíam núcleos privados – às vezes secretos – de poder.
O financiamento da manutenção de tais estabelecimentos se dava através de contribuições que provinham dos próprios membros ou de ricos patronos que bancavam os gastos do grupo, com base nas instituições do patronalismo e do evergetismo. Os valores arrecadados se dedicavam a gastos programados conforme o interesse particular de cada
collegium. Sabe-se que ocorriam banquetes cúlticos, sepultamentos e ajuda financeira às
viúvas de membros do grupo que haviam falecido, dentre possíveis outras ligadas com a particularidades de cada confraria.
III.2.3.1. O cristianismo de Roma como um Collegium
No que diz respeito especificamente ao cristianismo, a palavra grega ekkēsía é o termo que o Novo Testamento Grego e I Clem utilizam para se referirem ao lugar, e talvez ao grupo e ao momento, das reuniões cristãs. Termo que possivelmente evoca uma rivalidade com a estrutura política da polis (Horsley, 2004, p.208). Paulo não instituía igrejas – com o peso semântico que essa palavra nos proporciona – pelo Império, mas sim uma rede assembléias alternativas, com leis internas autônomas em relação ao Império, que possuía uma comunicação intensa através de cartas (idem, p. 241).
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É certo que o nível de rivalidade entre igreja e Império é algo variável de acordo com a realidade social de cada comunidade, como Valtair Miranda demonstrou em seu artigo:
Apocalipse de João e Clemente Romano como fontes para uma discussão de contexto histórico-social das comunidades cristãs do fim do primeiro século (2005), tomando como
exemplo duas comunidades cristãs do fim do primeiro século, que representam extremos opostos dessa relação, a comunidade que está relacionada com o livro canônico do
Apocalipse, a qual vê ―O Império Romano como agente diabólico‖ (2005, p.4) e a
comunidade do autor de I Clem, que recomenda oração pelos ―nossos governantes‖ (idem. p. 7).
Assim, James Jeffers afirmou que a comunidade de I Clem era um collegium favorável aos ―governantes‖; porque, possivelmente, fruía de algum privilégio provindo de algum patrono abastado. Fato que Jeffers tenta provar através do histórico mal-entendido da relação de nome entre Tito Flavio Clemente e Clemente emissário da carta aos coríntios.
Tito Flavio Clemente foi um membro da casa imperial que foi martirizado entre 95 e 96 por ser cristão e que teve sua morte descrita no livro de Dion Cássio(História Romana 67.14). Lightfoot levantou a hipótese da relação entre Tito Flavio Clemente e o autor de I
Clem, porém, não havia nenhuma evidência para tal afirmação. Retomando esses argumentos
e somando-os a sua pesquisa arqueológica, Jeffers, na década de 1980, concluiu que o autor da carta era um escravo liberto da casa dos Flavianos, que para homenagear seu antigo patrão, tomou o nome dele para si, como era costume na época. Tito Flavio Clemente continuaria a favorecer seu ex-escravo e a comunidade cristã que ambos faziam parte, pois foi ele quem doou a terra onde ocorriam as reuniões cristãs, fato que Jeffers demonstra através de sua suposta descoberta deque o sítio de São Clemente está em um lugar que fora propriedade dos Flavianos (1995, p.53).
Dessa maneira, Jeffers apresenta a comunidade cristã de I Clem como um
collegia que promovia ajuda às viúvas, ajudas funerárias para aqueles que não tinham
condição de promover o enterro de seus parentes mortos, além de – obviamente – reunirem-se para cultuar Jesus Cristo através de hinos e refeições cúlticas. O financiamento de tais empreitas, além de um possível fundo comum, também provinha de cristãos abastados, como o célebre Tito Flavio Clemente. No geral – ainda segundo a descrição de Jeffers – as assembléias cristãs de Roma não passavam de um pequeno grupo de comunidades caseiras, com no máximo duas dúzias de pessoas, sua estrutura era baseada na da sinagoga, estavam espalhadas pela capital; seus membros eram em sua maioria pessoas pobres que falavam o
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grego, e que não se distinguiam plenamente dos judeus, pois se achavam, eles próprios, a continuação da aliança. Devido a má fama dos judeus esses cristãos tentavam se mostrar leais ao Imperador. Não existe evidênciapara afirmação da existência de uma sede eclesiástica, ou de uma rede comunitária plenamente interligada e interdependente, tampouco de um governo eclesiástico monárquico, pelo contrario, há certo consenso entre os acadêmicos que o governo da comunidade romana, da qual se sugere que Clemente fora um dos líderes, era colegiado.