3.8. Verilerin Analizi ve Araştırma Bulguları
3.8.1. Cumhurbaşkanlığı Seçimlerinin Analizi
4.8.1.2. Cumhurbaşkanı Adayı Selahattin Demirtaş’ın
As técnicas de investigação utilizadas na presente pesquisa foram adotadas tendo em vista o enfoque interpretativo na abordagem do tema e a natureza do objeto de estudo, as concepções. Foram utilizados um questionário semi-estruturado, com questões abertas, entrevistas abertas e planos de aula. Assim, neste trabalho, os dados são todos os tipos de informação que se pôde obter, através das respostas aos questionários, dos depoimentos das professoras e da organização do plano de aula.
A escolha e elaboração dos instrumentos, adotados na pesquisa, foram baseadas nas idéias apresentadas no referencial teórico e nas implicações que tais idéias têm, em termos de práticas docentes. Assim sendo, tendo em vista as questões de pesquisa que nortearam a investigação, consideramos necessário aplicar um questionário (ver anexo A), que daria uma visão geral sobre todos os aspectos já teorizados, a saber: concepções sobre ensino da matemática, suas relações com a sala de aula e posturas pedagógicas do professor.
No estudo, o questionário serve de orientação para a elaboração das entrevistas com base nos argumentos apresentados pelos professores referentes às suas idéias sobre o ensino da matemática.
A abordagem dos aspectos da pesquisa, por meio dos questionários não é suficiente para fazer uma análise e as inferências das concepções. Nosso objetivo, ao realizar entrevista com alguns indivíduos, foi o de aprofundar os aspectos mais relacionados às questões de pesquisa. É necessário um diálogo entre entrevistador e entrevistado, de forma que se possa partir das respostas escritas e esmiuçar todos os aspectos, todas as idéias a eles associadas, todas as possíveis ligações dessas respostas com outras que tenham sido, também, apresentadas.
Cardoso também se refere à entrevista, salientando os aspectos da interação entre entrevistador e entrevistado: "Uma entrevista, enquanto está sendo realizada, é uma forma de comunicação entre duas pessoas que estão procurando entendimento. Ambas aprendem, se aborrecem, se divertem e o discurso é modulado por tudo isto" Cardoso (1988, p.102).
Desse modo, entendemos que no nosso estudo os diversos instrumentos se articulam, são interdependentes e tem cada um a sua importância. No caso, a entrevista teve por função ajudar ao pesquisador a construir melhor os sentidos das informações obtidas no questionário e no plano de aula.
A entrevista apresenta vantagens e desvantagens. Taylor e Bogdan (1986), bem como Haguette (1990) citam vieses que podem ter origem no entrevistador, no entrevistado ou na interação entre eles. A entrevista pode produzir as mesmas distorções que caracterizam a conversação normal, tais como exageros e omissões. Os entrevistados podem estar receosos de se verem expostos, se não perante a sua comunidade3, pelo menos perante o próprio entrevistador que, no caso do presente trabalho, é um colega de profissão.
Além disso, as pessoas falam e agem de maneira diferente, em situações diferentes. Não se pode garantir que as mesmas perguntas, feitas pelo mesmo entrevistador ao mesmo entrevistado, não teriam respostas diferentes em outro momento, quando outros fatores, das mais diversas origens, pudessem tê-los influenciado.
Apesar dessas desvantagens, acreditamos, como Patton (1986, p.196), que "entrevistamos pessoas para extrair delas aquelas coisas que não podemos observar diretamente". As vantagens, portanto, superam os possíveis problemas.
Para se entender as concepções dos professores, uma estratégia que tem sido utilizada consiste em perguntar, direta ou indiretamente. Como parte da estratégica metodológica, foi utilizado outro instrumento: os professores elaboraram um plano de aula, a partir de orientações dadas por nós, com liberdade para escolha do conteúdo a ser desenvolvido (ver anexo C). O objetivo da utilização desse instrumento foi procurar informações sobre como os professores organizam e concebem as atividades de ensino e aprendizagem dos conteúdos, para procurar os modelos didáticos ligados às suas concepções.
Desta forma, na nossa pesquisa, estamos utilizando uma combinação de instrumentos e procedimentos que poderão fornecer um número suficiente de informações, uma vez que o uso de uma única ferramenta de pesquisa é por demais pobre para dar conta de uma concepção.
Assim, a partir desses pressupostos e tendo em tela nossas questões de estudo, decidimos optar por uma combinação dos desenhos de pesquisa desenvolvidos por Giordan e Vecchi (1996); Carrillo e Contreras (1994).
Na primeira e terceira etapas da pesquisa, os dados foram triangulados, para inferir as concepções, a partir dos seguintes instrumentos: Questionário, plano de aula e entrevistas. Depois desse procedimento, as concepções de ensino de matemática foram comparadas para se identificar seu grau de alteração.
No nosso estudo, por meio do questionário, procuramos levantar as idéias significativas sobre o ensino da matemática dos cinco participantes da pesquisa, sendo composto de quatro questões (ver anexo A).
Thiollent (1987) entende que as perguntas do questionário devem considerar as questões de estudo da pesquisa e observa, também, que os questionários e as entrevistas são técnicas que se complementam.
Para desenvolver as entrevistas, há um roteiro de perguntas que não é rígido. As questões foram colocadas, apenas, para guiar o entrevistador através dos tópicos principais, e novas perguntas eram feitas à medida que as respostas direcionavam o tema da conversação. Como salientam Ludke e André, não havendo:
...uma ordem rígida de questões, o entrevistado discorre sobre o tema proposto com base nas informações que ele detém e que no fundo são a verdadeira razão da entrevista. Na medida em que houver um clima de estímulo e de aceitação mútua, as informações fluirão de maneira notável e autêntica (LUDKE e ANDRÉ, 1986, p.33-34).
O roteiro (ver anexo B) proporcionou uma estrutura básica para desenvolver questões específicas para cada item e para variar a seqüência das questões, de acordo com o desenrolar das entrevistas, tomando por base as respostas anteriores para inserir novas questões e, também, aprofundando aqueles aspectos que, pelas respostas do entrevistado, mereceram uma investigação mais detalhada.
Assim, acreditamos que o questionário aplicado na presente pesquisa forneceu uma visão geral que permitiu destacar algumas questões para serem aprofundadas. As entrevistas, por sua vez, foram extremamente ricas, por todos os conceitos emitidos, bem como pelas idéias que pudemos inferir das justificativas dadas pelo entrevistado, ao afirmar suas opiniões.
Para elaboração dos planos de aula, foi estabelecido o período de uma hora dentro dos horários de suas atividades de formação, onde o professor deveria elaborar um plano de aula para 45 minutos. Para análise das respostas aos questionários e das entrevistas, foram seguidos, em linhas gerais, os procedimentos para análise de conteúdo indicados por Bardin (1979). Esta técnica de análise é definida, segundo Bardin como:
um conjunto de técnicas de análises das comunicações, visando obter, por meio de procedimentos sistemáticos e objetivos de descrição do conteúdo das mensagens, indicadores (quantitativos ou não) que permitam a inferência de conhecimentos relativos às condições de produção/recepção (variáveis inferidas) destas mensagens. (BARDIN, 1979, p. 42).
No trabalho de análise de conteúdo, procurou-se atender ao que foi proposto por Bardin no que se refere à organização e exploração do material empírico e ao tratamento dos resultados. Em princípio, foi feita uma leitura geral das respostas abertas e das entrevistas transcritas. Em seguida, uma nova leitura foi feita, dessa vez, de forma mais minuciosa, buscando elementos relevantes no que se refere ao objetivo da pesquisa.
A existência de uma diversidade de respostas, tanto nas questões abertas do questionário quanto nas entrevistas, implicou na utilização de técnicas de análise categorial: as respostas foram agrupadas em categorias, de acordo com as semelhanças e proximidades apresentadas. Segundo Bardin (1977), as categorias são classes que, sob um título genérico e em face de características comuns, reúnem um grupo de elementos. Vale ressaltar que a elaboração das categorias foi ocorrendo à medida que a análise dos discursos dos sujeitos era realizada, tendo como critério a semelhança dos temas surgidos. Após esta categorização, suas freqüências foram computadas e apresentadas em tabelas.
Na análise dos dados, buscou-se, ainda, os significados daquilo que estava explícito e implícito nos discursos dos professores, tendo em vista que o implícito, o “não dito” constituem, também, um conteúdo importante da representação.
Neste processo, pôde-se chegar às inferências e possíveis explicações do problema pesquisado, a partir de análise e interpretação das manifestações discursivas do sujeito e sob a luz do referencial teórico utilizado como fundamento necessário para a compreensão destas manifestações.
Os trechos dos discursos dos sujeitos, tanto das questões abertas quanto das entrevistas, foram utilizados não só para ilustrar as respostas das professoras, como também para corroborar com as inferências e explicações formuladas a partir desse estudo.
Ao optar por este tipo de análise, é necessário levar em consideração o fato de que esses discursos são produzidos por pessoas que estão inseridas num contexto sócio-histórico, ou seja, a cada dia, as influências que recebemos, professores e alunos, do ambiente que nos cerca - em termos psicológicos, sociais, culturais, institucionais, políticos e econômicos- fazem com que mudem as condições de ensino-aprendizagem.
Assim, ao tentar interpretar as relações complexas que se estabelecem nessa interação, analisando o conteúdo das respostas dos professores, vamos considerar que "o discurso reflete a experiência humana e, ao mesmo tempo, constitui parte importante dessa experiência". Gee et al. (1992, p.228).
Além disso, é necessário lembrar que o discurso é oral, transcrito por uma pessoa que também está exposta às influências do meio e que pode, por vezes, introduzir, no texto escrito, alguma característica que não seja do entrevistador. Por esse motivo, houve o cuidado de transcrever todas as palavras e expressões, mesmo aquelas que não colaboram para a leitura do texto produzido, pois são ruídos emitidos, enquanto o entrevistado pensa em uma resposta.
Se a entrevista é um encontro entre duas pessoas, cada uma delas com suas expectativas e bagagem de experiências, a análise da entrevista é, no entanto, uma tarefa que será realizada apenas por uma delas: o entrevistador-pesquisador. É ele quem vai debruçar-se sobre o discurso, procurando, ao mesmo tempo, afastar-se da cena e aceitar a opinião do outro com isenção, lembrando que os resultados da pesquisa são definidos pelas idéias do outro e, não, pelas suas.
Tanto os questionários como as entrevistas foram objeto de sucessivas leituras interpretativas, para avançar na busca das respostas às questões de pesquisa. Foi seguida, então, a indicação de Ludke e André:
é preciso que a análise não se restrinja ao que está explícito no material, mas procure ir mais a fundo, desvelando mensagens implícitas, dimensões contraditórias e temas sistematicamente 'silenciados’. (LUDKE e ANDRÉ, 1986, p.48).
O esquema abaixo mostra a triangulação dos dados feita no momento inicial e final do processo formativo.
Triangulação dos instrumentos da pesquisa
Esquema. Triangulação dos instrumentos da pesquisa.