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CoNiFe alaşımlarının elektrokaplama yöntemi ile üretim

3. FARKLI PROSESLER İLE MANYETİK İNCE FİLM ÜRETİMİ

3.2 Elektrokimyasal Kaplama Yöntemleri İle Manyetik İnce Film Üretimi 1 Akımsız kaplama yöntemi ile manyetik ince filmlerin üretim

3.2.2 Elektrokaplama yöntemi ile manyetik ince filmlerin üretim

3.2.2.2 CoNiFe alaşımlarının elektrokaplama yöntemi ile üretim

“Na realização histórica da revelação de Jesus Cristo Deus tange a realidade concreta do ser humano não somente do lado de fora, externamente, mas ao contrário, Ele vai para dentro da história e a aceita como a sua própria, e Ele chama a nós todos para nos realizarmos como pessoas humanas nos planos concretos históricos da salvação.” “Quando a Igreja proclama a sua fé em Jesus Cristo, ela reforça que conhecer a Deus significa reconhecer a Jesus Cristo e isto significa reconhecer realmente a pessoa humana. Por isso o divino se realiza dentro da realidade histórica e concreta da vida do oprimido na sua magnitude maior possível e mostra o sentido da vida, incondicionalmente junto aos outros, por causa dos outros e pelos outros”. “Se a Igreja vive seu amor a Jesus Cristo, o crucificado (I Cor. 2,2), ela aceita em toda responsabilidade a solução que Deus encontrou para o problema do ser humano no amor pronto para o sacrifício e solidário que efetua a justiça e

restabelece a paz”.358

Nestes fragmentos da Confissão de Fé da Igreja Presbiteriana-Reformada em Cuba encontramos diversos aspectos do pensamento bonhoefferiano aplicado: a tentativa de expressar adequadamente quem é “Cristo para nós hoje”, e, conseqüentemente, o cristocentrismo bonhoefferiano; a ênfase na encarnação; a existência com, por causa e pelos outros; o Cristo crucificado; a mundanidade radical.

Este “existir para os outros” de Bonhoeffer é retomado em outra passagem do credo presbiteriano cubano da seguinte maneira:

“A dignidade de Jesus Cristo liga a Igreja ao engajamento histórico do seu Senhor de salvar a pessoa humana pelo amor sacrificial, solidário e incondicional”. “A Igreja reconhece o amor incondicional, solidário, como característica necessária a sua existência como Igreja de Jesus Cristo.” “Seguir a Deus em Jesus Cristo e amá-lo significa para a Igreja concentrar seu interesse, sua preocupação e sua avaliação de todas as coisas na pessoa humana, porque a forma de ser de vida por Jesus Cristo é a única forma na qual Deus se

357

REYES, Adolfo Ham. Teología y tradiciones nacionales: una visión protestante. In: Filosofía, teología,

literatura: aportes cubanos. Disponível em: <http://www.ensayistas.org/critica/cuba/fornet/ham.htm> Último acesso em: 09.12.06.

358

SCHOENBORN, Bonhoeffer in Lateinamerika, p. 414. p d fMachine

torna acessível à criatura e a única forma na qual a Igreja se torna aceitável a Deus e às

outras pessoas humanas”.359

Sobre a mundanidade radical expressa neste documento, percebemos que o credo cubano quer, à maneira de Bonhoeffer, realizar a fé hoje no mundo em que a plausibilidade da visão de mundo cristã não pode ser mais aceita como dado a priori, expressão máxima de sua secularização.

A pessoa humana aprendeu a ser auto-suficiente em todas as perguntas importantes sem precisar da hipótese de trabalho de Deus. [...] Há mais de cem anos isto vale também para as questões religiosas, mostra-se que tudo aí vai sem Deus e tão bem como antes. Da mesma maneira como no campo científico Deus é afastado sempre mais também do campo humano, tirado para fora da vida, ele perde o chão, escreve Bonhoeffer para a sua pregação batismal para Dietrich Wilhelm Rüdiger Bethge: “Mas nós também somos de novo julgados bem ao início da compreensão. O que significa renascimento, reconciliação e salvação, renascimento e Espírito Santo, amor ao inimigo, cruz e ressurreição, vida em Jesus Cristo e discipulado ou seguimento de Jesus Cristo, tudo isso é tão difícil que mal ousamos falar

disso.”360

O uso desse pensamento teológico de origem européia neste contexto específico só pode ser bem compreendido se levarmos em consideração o fato de que disseminava-se em Cuba a ideologia marxista-leninista que via a Deus não somente como hipótese de trabalho desnecessária, mas também a Igreja como fonte do “ópio do povo”, o que obrigava a Igreja a buscar uma nova fonte de credibilidade e plausibilidade nesta sociedade socialista sul-americana. Como já demonstramos, anteriormente, este respaldo público foi conseguido justamente porque ela se colocou como serviçal pela causa de Jesus Cristo a pessoa humana e a seu bem, aplicando-se à mundanidade radical, que, neste contexto, é melhor expressa pela secularização. Dizemos isto, porque em outros momentos esta mundanidade radical exigiria um modo de participação social impossível de ser praticado em Cuba em dias de repressão religiosa.

“A Igreja procura na maior medida possível a secularização de seus compromissos que ela recebeu de Deus, de servir a Jesus Cristo e amá-lo, porque Deus mesmo se secularizou de maneira radical e incondicional às custas da sua obra salvífica, de procurar a dignidade plena de todas as pessoas humanas”. “A Igreja proclama, anuncia, que também um fenômeno de uma sociedade totalmente secularizada e secularizante não significaria que Deus estaria ausente nela, bem ao contrário, acreditar no ensino da encarnação significa

359

SCHOENBORN, Bonhoeffer in Lateinamerika, p. 415, 416.

360

Id., ibid., p. 416. p d fMachine

acreditar num Deus que se secularizou em Jesus de Nazaré como o único caminho possível

da salvação da pessoa humana.”361

Schoenborn nos instrui, ainda, sobre que assim como na teologia de Bonhoeffer também nos autores do credo cubano o pensamento da encarnação e o pensamento teológico radicalmente kenótico é expresso com muita força, o que constatamos no trecho acima. Não há nenhum limite entre aquilo que define a obra de salvação de Jesus Cristo e o que pessoas humanas realizam na sua orientação a Jesus Cristo, no amor à pessoa humana idêntico com a estrutura do sacrifício do Cristo. Além disso, há no credo cubano uma consonância impressionante com a pregação de paz de Bonhoeffer na ilha de Fanö, em 28 de agosto de 1934.362

361

SCHOENBORN, Bonhoeffer in Lateinamerika, p. 416, 417.

362

BETHGE, Dietrich Bonhoeffer: Teólogo. Cristiano, p. 511, 530 passim. p d fMachine