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Comparison of Subjective Global Assessment with Objective Parameters in Patients Maintaining Hemodialysis Treatment: A Cross-Sectional Study

No período jesuítico a formação de professores era organizada em sua totalidade pelas instituições religiosas católicas. A realização das formações era feita pelos próprios padres da Ordem em virtude da urgência dos seus próprios colégios e da formação de futuros padres. No entanto, a preferência era atender a formação da burocracia demandada pela Corte Portuguesa e pela propagação da doutrina cristã.

A pedagogia adotada pelos jesuítas firmou a união da matéria, do método e do professor. As turmas davam sequência aos estudos do inicio ao fim sempre com os mesmos mestres e a mesma metodologia. Era o início da formação rudimentar dos meninos índios13 e outros, e aos poucos, a formação de lideranças.

A formação dos professores exigia dos jesuítas maiores atenções, já que estes tinham em suas mãos a obrigação de preparar os professores para atuar na educação. Depois de completarem trinta anos os professores eram considerados aptos. Tinham como ofício a seleção de livros e exerciam rigoroso controle sobre as questões a serem suscitadas pelos padres professores, em especial, na área de filosofia e teologia.

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TOBIAS (apud CARON, 2007, p. 53), refere que na ―História da Educação, ao se focalizar o índio brasileiro de 1500, é necessário distinguir entre o índio real, vivendo no Brasil, no meio do mato, sofrendo, visto em carne e osso pelos brancos, e o índio utópico, mitificado, existente exclusivamente na imaginação e na mente de europeus, que jamais atravessaram o Atlântico e nunca souberam realmente o que é o indígena brasileiro, conhecendo-o apenas de oitava [...] O índio real e índio utópico interessam à Historia da Educação Brasileira; contudo presentemente mais o índio real, que vive com os jesuítas e com os portugueses, fundando a primeira educação do Brasil; o outro índio, o utópico, só mais tarde entrará na História da Educação, através do naturalismo.

De acordo com Leite (1938, p. 87), não se podia, porém, contar indefinidamente com professores fora do quadro jesuítico. A formação, o trabalho de docência e da evangelização no regime de padroado era subsidiado pelo governo português. Toda formação de professor nesse período estava intrinsicamente voltada à leitura e a escrita.

Segundo Caron (2007, p. 55) neste período o ensino básico nas escolas de ler, escrever e contar era denominado de escolas do ensino fundamental e gratuito. Neste modelo o saber estava reservado à formação de religiosos, ou então, servia para enviar o aluno à Universidade de Coimbra, enquanto a população escravizada, desprovida de bens, e as mulheres, estavam excluídas da educação.

Uma das cogitações do projeto pombalino fora a substituição dos professores régios, oriundos de Portugal, para formar os burocratas do regime colonial. Entretanto, o plano de Pombal não teve sucesso, entre outros fatores, porque faltava o essencial, ou seja, professores capacitados para tal missão. Para Almeida (2002, p. 29), ―não existia, nem em Portugal, nem em outros domínios, um número suficiente de pessoas seculares aptas para o ensino primário e, muitas vezes, nem mesmo para o ensino elementar‖.

Com a desorganização da estrutura administrativa da educação e da formação religiosa implantada pelos jesuítas, em seu lugar foram instituídas as ―aulas régias‖14. O

Estado passou a controlar o ensino. Contudo, a grande ausência de professores qualificados não deu condições às aulas régias, que não atenderam a educação no Brasil Colônia.

De acordo com Martins (2006, p. 79), os cargos de professores ―eram atribuídos por indicação e simbolizavam títulos da nobreza do sistema colonial implantado no Brasil‖. Os professores indicados para exercer a docência não deveriam seguir os preceitos jesuíticos.

Segundo Caron (2007), nesse período os professores, faziam concursos, porém não empossados no cargo de docente. A falta de livros, de material didático, disputas políticas, eram constantes. Para Cardoso (2003), ―os obstáculos para as aulas régias eram tantos, que em 4 de junho de 1771, fora lançado um novo alvará extinguindo a

14 As aulas régias compreendiam o estudo das humanidades, sendo pertencentes ao Estado e não mais

restritas à Igreja - foi a primeira forma do sistema de ensino público no Brasil. (CARDOSO, 2003, p. 179- 191)

Direção-geral dos Estudos, essa medida marcou o inicio da segunda fase da reforma dos estudos‖.

A ausência de políticas por parte do governo para atender a educação, impulsionava a população brasileira a buscar aulas particulares ou de pessoas de boa vontade. Nesse tempo, havia de fato um grande incentivo do Estado para a reprodução do ensino particular, tanto no período da América Portuguesa, ou já como país independente, sendo que o Estado eximia-se de pagamentos e de políticas públicas para a formação de professores.

Os professores, entre eles os particulares, tinham certos compromissos a cumprir. Estes passavam por avaliação/teste de aptidão moral pelo pároco e governador. Eram proibidos de usar métodos jesuíticos, principalmente a gramatica latina de Padre Alvares. Ainda segundo Cardoso,

A escola era a sua própria casa e a compra de material necessário às aulas também ficava a seu encargo; levar meninos à missa ao menos um domingo ao mês; promover a educação cívica; arcar com as despesas relativas ao seu treinamento (CARDOSO, op. cit., p. 189)

Os salários dos professores eram adiantados, em quarteis, isto é, em três parcelas anuais, e o valor diferenciava, era de acordo com a localização da escola e o contingente populacional. O professor da cidade com maior população tinha o pagamento superior ao do professor do local com menor população. Nesse contexto, Almeida (2002, p. 40) afirma que o cargo/função de professor era vitalício e, como o magistrado, o professor era inamovível.

Até o período da Independência do Brasil o professor era avaliado por meio da sua conduta pessoal e para isso, o pároco, o chefe de policia e os pais dos alunos eram as primeiras fontes de informação que o poder do Estado dispunha. Quanto à avaliação do desempenho das aulas públicas, estava a encargo das Câmaras Municipais, que tinham a responsabilidade de vigiar as escolas de instrução primária para a mocidade. (CARON, 2007, p. 55). Até o final do período colonial a formação dos professores era realizada com base no ensino das letras e na difusão da fé católica.