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2.2. CEYB-i HÜMÂYÛN

2.2.2. Ceyb-i Hümâyûn Hazinesinin Kuruluşu ve Değişim Süreci

A última parte deste relatório final compreende a reflexão acerca do contributo do estágio para o desenvolvimento profissional, as conclusões essenciais a retirar após a sua concretização, bem como a sua implicação para a prática profissional e perspetivas de futuro.

Agora que o meu percurso académico está a chegar ao fim, posso afirmar que este foi o estágio onde fui mais feliz e mais aprendi. Foi a primeira vez que pude acompanhar um grupo durante três meses, diariamente e, sem dúvida, que se criaram laços afetivos que nunca esquecerei.

Foi curioso perceber que a meio do estágio já reconhecia os desenhos de cada criança, que ao almoço já sabia as suas preferências, a forma de agir perante certas situações, resumindo, que já os conhecia de acordo com as suas individualidades, individualidades essas que fazem de cada um seres tão especiais.

Ao longo da prática profissional considero que me esforcei por potenciar o desenvolvimento das crianças ao permitir a exploração de diversos e diferentes materiais e vivência de novas experiências.

Pela primeira vez tive a oportunidade de criar e implementar um projeto de intervenção durante o estágio e apesar de, primeiramente, encarar esta experiência com inquietação, acabou por revelar-se uma experiência única, onde interliguei os interesses do grupo com o desenvolvimento de novas competências e momentos de bem-estar, felicidade e socialização, pois os projetos pedagógicos “permitem integrar um conjunto diversificado de actividades e a abordagem de diferentes áreas de conteúdo numa finalidade comum que liga os diferentes momentos de decisão, planeamento,

realização, avaliação, comunicação” (Katz, Ruivo, Silva & Vasconcelos, 1997, p. 99) Barbosa e Horn (2008) referem que cabe ao educador criar um ambiente que propicie a curiosidade, onde existam teorias, dúvidas e hipóteses, e que estas sejam escutadas e operacionalizadas, de modo a construir aprendizagens, no entanto, como referi anteriormente, este estágio foi também muito enriquecedor em termos pessoais, porque me ajudou a crescer e a melhor definir a minha identidade profissional. Na verdade, ao longo da minha licenciatura e início de mestrado, tive a oportunidade de aprender e armazenar variados conhecimentos e aprendizagens, mas só existindo a componente prática (estágio) é possível a aplicação destes conceitos, e aí sim, existe

uma verdadeira aprendizagem significativa e podemos experienciar como se processa a realidade educativa que nos é mostrada na teoria.

No decorrer da PES II mostrei disponibilidade e paciência para com as crianças e penso que esse foi o principal fator para estas conseguirem depositar confiança em mim e começarem a encarar-me como um adulto de referência dentro da sala de atividades.

Um educador deve respeitar a dignidade da criança, tratá-la com compreensão e ajudá-la construtivamente. Só deste modo conseguirá que esta desenvolva capacidades de procurar em si as respostas para os seus problemas, tornando-a responsável e agente do próprio processo de aprendizagem (Arantes, 2003)

Se uma criança vê no educador qualidades como ser paciente, delicado, democrático e prestável, sentirá mais vontade de aprender. Pelo contrário, um educador autoritário e desinteressado pode originar a que a criança perca motivação e o interesse de aprender (Filliozat, 2001).

Assim sendo, visto que o educador de infância é o profissional que tem o

privilégio de “descobrir, identificar e dar resposta às necessidades e aos interesses das

crianças”, deverá ser um verdadeiro amigo destas, bem como “das suas famílias, respeitando todas e cada uma delas” (Aires, 2015, p. 260).

Posso afirmar, ao relembrar as vivências proporcionadas pelo estágio no âmbito da PES II, que o contributo dos funcionários da Instituição que me acolheu foi crucial para me sentir concretizada no trabalho que realizei.

Os membros de uma equipa deverão trabalhar no mesmo sentido, procurando atingir a mesma finalidade, no entanto, compreendo que não seja fácil confiar numa pessoa desconhecida, neste caso eu, enquanto estagiária, para integrar uma equipa que já se conhece e que mantem laços de confiança entre si. Por este motivo, sei que, em grande parte, a ajuda da educadora cooperante foi fundamental neste processo de criação de confiança. Graças à sua atitude integradora, junto do grupo de crianças, encarregados de educação e comunidade escolar, consegui vincular o meu espaço desde cedo, o que foi muito positivo no decorrer da minha prática profissional.

Segundo Brickman e Taylor (1991), através do processo de planeamento em equipa e do reconhecimento das qualidades dos seus membros, todos colaboram de forma igualmente importante para o programa educativo e se os adultos trabalharem

Assim, sei que foi também devido ao apoio, atenção recebida, que me senti integrada nesta Instituição, tendo liberdade para criar o meu projeto de intervenção e para agir nas situações esperadas e inesperadas que acontecem no quotidiano de quem trabalha com crianças.

Uma equipa deverá ter consciência que juntos atingirão determinadas finalidades e objetivos, que sozinhos não conseguiriam, pois idealmente devem trabalhar todos para o mesmo fim. Foi esta sensação que tive durante o meu estágio, pois graças ao apoio da auxiliar de ação educativa e educadora cooperante, bem como da direção da Instituição, sempre disponíveis para me ajudar e aconselhar, foi mais fácil realizar o meu trabalho e atingir os objetivos propostos.

Em síntese, no seu melhor, o trabalho em equipa deverá ser um método de aprendizagem pela ação, que inclui um clima de apoio e respeito mútuo (Hohmann & Weikart, 2007), pois, se queremos incutir nos mais pequenos atitudes de cooperação, sensibilidade e respeito para com o outro, devemos mostrar que agimos desse modo também com os nossos pares.

Confesso que a gestão do tempo, definir e gerir atividades, perceber o que é importante registar e como refletir sobre todas estas questões, foram dificuldades que surgiram durante este estágio, mas inevitavelmente são situações que acontecerão diariamente durante a minha futura prática profissional, sendo portanto questões que necessito vivenciar e tentar melhorar de modo a tornar-me mais eficaz no meu trabalho.

Sou uma pessoa perfeccionista, que exige muito de si mesma, o que pode tornar- se negativo quando as situações não ocorrem como planeado, no entanto, este estágio tornou-me muito mais paciente. Por exemplo, as crianças são seres irrequietos, que necessitam de movimentar-se, explorando os espaços, e aprendi que não posso querer controlar algo que faz parte da sua natureza, tendo, no entanto, que arranjar estratégias para lidar com este facto, de modo a que elas consigam vivenciar experiências e construir aprendizagens significativas assim mesmo. Queremos ajudar a construir uma sociedade com cidadãos ativos e críticos, em vez de passivos, que não desenvolvam ou expressem opiniões.

Ao chegar à última etapa deste relatório compreendo o quanto cresci ao longo destes cinco anos de um percurso académico que sempre ambicionei concretizar. As pesquisas teóricas efetuadas ajudaram a aprofundar o meu conhecimento e a estruturar as minhas conceções educativas, e serão uma mais-valia para poder projetar na minha

prática aquilo que defendo teoricamente, pois tal como referem Sprinthall e Sprinthall (2007),

Tanto a teoria como a prática são necessárias: sem teoria, a prática não tem objectivo; sem prática, a teoria é uma especulação abstracta. A teoria não é mais do que uma série de progressivas aproximações, que gradualmente melhoram a nossa compreensão. (p.23).

Posso afirmar que a realização deste relatório e da PES ao permitir a minha evolução - teórica e prática – ajudou-me a decidir e a refletir acerca daquilo que ambiciono e não ambiciono fazer enquanto educadora de infância. Acredito que nesta profissão somos capazes de ensinar e transmitir conhecimentos através do brincar, de uma forma lúdica que cative as crianças e desperte nelas a vontade de descobrir sempre mais.

Como afirmado por diversos autores ao longo deste trabalho, o brincar é um direito de cada criança e configura-se como um elemento de extrema importância no seu processo de desenvolvimento.

Através da brincadeira a criança pode adquirir e ampliar conhecimentos a respeito de si mesmo, dos outros, bem como acerca do ambiente físico e social ao seu redor. É a partir destas experiências e interação com os pares e adultos que a rodeiam, que a criança constrói as suas conceções acerca do mundo.

É relevante considerar que ainda existem muitas pessoas que desconhecem ou subvalorizam a importância de brincar, reconhecendo-o como “simples passatempo”. Sendo os encarregados de educação um dos parceiros que o educador de infância mais deverá valorizar, julgo ter sido importante procurar compreender as suas representações sociais acerca deste conceito. E, na verdade, as conclusões a que chegámos mostraram que os participantes têm uma visão positiva acerca do brincar, o que não poderia ser mais satisfatório.

Numa perspetiva de visão profissional futura, e após o estudo realizado para este relatório, pretendo ter consideração pelos encarregados de educação, ouvir as suas opiniões, analisando e refletindo a partir delas, dando-lhes assim oportunidade de participação no quotidiano escolar dos seus filhos, não só aquando das reuniões de pais.

atitudes e práticas com as quais nos identificamos, mas também o contrário. Deste modo, só nos cabe a nós retirar o melhor desta experiência e adequá-la positivamente.

Apesar de todas as dificuldades que vivenciei e também aquelas que possam atravessar o meu caminho, mantenho intacta a minha convicção de que, apesar de alguns momentos de desânimo durante este percurso, a fonte inspiradora e central da minha ação continuam a ser as crianças, por isso concluo este trabalho citando um poema de Matilde Rosa Araújo que me inspira há vários anos, representando aquilo que sinto e o meu conceito de educação.

“A criança, Toda a criança. Seja de que raça for,

Seja negra, branca, vermelha, amarela, Seja rapariga ou rapaz.

Fale que língua falar, Acredite no que acreditar, Pense o que pensar,

Tenha nascido seja onde for, Ela tem direito…

… A ser para o Homem a

Razão primeira da sua luta. O Homem vai proteger a criança Com leis, ternura, cuidados Que a tornem livre, feliz, Pois só é livre, feliz

(...) Quem pode deixar descobrir Livremente

O coração E o pensamento.

Este nascer e crescer e viver assim Chama-se dignidade.

(...) Nunca mais haverá uma criança só, Infância nunca será solidão.

E a criança vai aprender a crescer. Todos temos de a ajudar!

Todos!

Os pais, a escola, todos nós!

E vamos ajudá-la a descobrir-se a si própria E os outros.

Descobrir o seu mundo, A sua força,

O seu amor,

Ela vai aprender a viver Com ela própria

E com os outros:

(...) Isto chama-se educar: Saber isto é aprender a ensinar. (...)

São livres e frágeis as suas mãos, Hoje:

Se as não magoarmos Elas poderão continuar Livres

E ser a força do Mundo

Mesmo que frágeis continuem… (...)

Uma criança não conhece fronteiras, Nem raças,

Nem classes sociais:

Ela é o sinal mais vivo do amor,

Embora, por vezes, nos possa parecer cruel. Frágil e forte, ao mesmo tempo,

Ela é sempre a mão da própria vida Que se nos estende,

Nos segura E nos diz:

Sê digno de viver! Olha em frente!

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Apêndice A Quadro descritivo dos participantes

Participantes Género Idade N.º de filhos

A Feminino 39 2 B Feminino 34 2 C Feminino 37 2 D Masculino 45 4 E Masculino 41 2 F Feminino 36 2 G Masculino 37 1 H Masculino 41 3 I Feminino 38 2 J Feminino 34 4 L Feminino 38 4 M Feminino 42 2 N Feminino 40 2 O Feminino 35 2 P Feminino 45 1 Q Masculino 42 1 R Masculino 35 2 S Feminino 46 3 T Feminino 37 2 U Masculino 47 3 V Feminino 40 2 X Feminino 40 1

Apêndice B - Questionário aplicado aos encarregados de educação

Benzer Belgeler