BİST SÜRDÜRÜLEBİLİRLİK ENDEKSİNDE İŞLEM GÖREN ŞİRKETLERİN ETKİNLİKLERİNİN DEĞERLENDİRİLMESİ
ŞİRKETLERİN ETKİNLİKLERİNİN ÖLÇÜLMESİ VE SONUÇLARIN DEĞERLENDİRİLMESİ
4.6.2. CCR Modeline Göre Referans Alınması Gereken KVB’ler
Como vimos no tópico 1 deste capítulo, a Linguística Contrastiva surgiu na década de 40 do século XX, através do seu primeiro modelo, a Análise Contrastiva. Apareceu em uma época em que já havia termos como “comparada”, “comparativa”, “comparatista”. Isso gerou, durante algum tempo, um debate terminológico.
Segundo o Dicionário de Linguística (DUBOIS, 1993), o termo “comparada” é sinônimo de “comparativa”. Já a expressão “comparatista” designa o linguista especializado em Linguística Comparada ou Comparativa, que é um ramo da Linguística Histórica ou Diacrônica.
Como a proposta tanto da Linguística Contrastiva quanto da Linguística Comparada é “comparar” dois ou mais sistemas linguísticos, é natural que leigos no assunto pensem que estas disciplinas são a mesma coisa. No entanto, são bem diferentes.
A Linguística Comparada — também chamada de Gramática Comparada —, como consta no segundo parágrafo, é um ramo da Linguística Histórica ou Diacrônica. Baseia-se na técnica de pesquisa chamada método comparativo ou comparatismo, que consiste em comparar vocábulos e elementos gramaticais das línguas, estabelecendo uma correspondência, para verificar seus graus de parentesco. Define quais línguas têm uma origem comum, separando-as em famílias linguísticas. Propõe-se também a reconstruir as propriedades das línguas não-documentadas (protolínguas) e a identificar as mudanças que promoveram a fragmentação das línguas antigas.
A Linguística Histórica ou Diacrônica é o ramo da Linguística que estuda o desenvolvimento histórico das línguas, ou seja, como surgiram, quais línguas influenciaram sua estrutura e uso, quais mudanças sofreram ao longo do tempo e o porquê dessas mudanças. Convencionou-se como data de fundação desta disciplina o ano de 1786, quando o linguista inglês William Jones (1746-1794), apresentou em público seu trabalho sobre as “afinidades genealógicas” entre o latim, o grego, o persa e o sânscrito, quatro das línguas consideradas mais
antigas, por terem conservado textos de milhares de anos atrás. Esse tipo de estudo, porém, já vinha sendo desenvolvido timidamente por outros linguistas pelo menos desde o século XVII.
Depois disso, em 1813, Thomas Young (1773-1829), físico, médico, egiptólogo e linguista britânico, usa pela primeira vez o termo “indo-europeu” em um artigo para referir-se ao que seria a língua-mãe das línguas europeias e do sânscrito.
Em 1816, o linguista alemão Franz Bopp (1791-1867) publicou a obra Über das Conjugationssystem der Sanskritsprache...22 (Sobre o sistema das conjugações do sânscrito...), na qual compara as conjugações do sânscrito, do latim, do grego, do persa e do alemão e aponta afinidades fonéticas e morfológicas que comprovariam a existência do indo-europeu.
Entre 1833 e 1852, Franz Bopp escreve a chamada Vergleichende Grammatik des Sanskrit...23 (Gramática Comparada das línguas indo-europeias), que dá início aos estudos das línguas indo-europeias em universidades. De grande relevância científica também foram os trabalhos dos linguistas Rasmus Rask (1787-1832), dinamarquês, e Jacob Grimm (1785-
1863), alemão. Realizaram pesquisas sobretudo de correspondência fonética. A chamada “Lei de Grimm” ou “Primeira mutação consonântica do germânico”, ligada à área de fonética histórica, é resultado de importante descoberta feita por Jacob Grimm em 1822 a respeito de variações de consoantes indo-europeias.
O século XIX, portanto, foi marcado por muitas pesquisas de Linguística Histórica, que destacou a comparação como método básico de investigação. O texto abaixo chama a atenção para o tipo de estudo que predominou nesta área na segunda metade do referido século:
A classificação das línguas, a evolução histórica de seus aspectos fonológicos, morfológicos e léxicos, os estudos sobre distribuição geográfica dos idiomas indo-europeus e a reconstrução da língua comum de que provinham definiram o contorno geral dos estudos linguísticos que dominaram a segunda metade do século XIX. Na década de 1870, o movimento dos neogramáticos, cujos principais representantes foram os alemães August Leskien e Hermann Paul, marcou um dos períodos mais significativos da linguística histórica por conferir à disciplina um caráter mais científico e preciso. (LINGUÍSTICA)
22
O título completo é Über das Conjugationssystem der Sanskritsprache in Vergleichung mit jenem der
griechischen, lateinischen, persischen und germanischen Sprache: nebst Episoden des Ramajan und Mahabharat und einigen Abschnitten aus den Vedas (Sobre o sistema das conjugações do sânscrito comparado aos das línguas
grega, latina, persa e germânica).
23
O título original é Vergleichende Grammatik des Sanskrit, Zend, Griechischen, Lateinischen, Litthauischen,
Altslawischen, Gotischen und Deutschen (Gramática Comparada do sânscrito, zend (avestan), grego, latim, lituano,
Charles Fries e Robert Lado, em meados do século XX, certamente se inspiraram no método comparativo ou comparatismo para desenvolverem o modelo de Análise Contrastiva. Compararam vocábulos e elementos gramaticais das línguas, estabelecendo uma correspondência, mas não para verificar seus graus de parentesco, e sim, como já vimos, para identificar semelhanças e diferenças entre essas línguas, visando a otimizar o processo de ensino- aprendizagem das línguas estrangeiras.
Enquanto a Linguística Histórica faz pesquisa diacrônica, a Linguística Contrastiva faz pesquisa sincrônica. Segundo Saussure (2002), “é sincrônico tudo quanto se relacione com o aspecto estático da nossa ciência; é diacrônico tudo que diz respeito às evoluções”.
De acordo com o romanista e lexicólogo alemão Schweickard (apud Aschenberg; Lamas, s.d.), a Linguística do século XX importou o método comparativo para realizar investigação sincrônica.
No início deste tópico, afirmamos que ocorreu uma fase de debate terminológico envolvendo a Linguística Contrastiva. Este debate foi motivado por não se saber se esta disciplina investigaria somente as diferenças entre as línguas ou se incluiria em sua investigação também as semelhanças entre elas. Como são duas situações diferentes, queriam distingui-las através de duas denominações.
Na época de surgimento da Linguística Contrastiva, a comparação entre as línguas tinha por finalidade destacar apenas os seus contrastes, por acreditar-se que estes — e não as semelhanças — dificultavam o processo de ensino-aprendizagem das línguas. É preciso lembrar que Fries e Lado, criadores da disciplina, estavam envolvidos, na época da Segunda Guerra Mundial, no projeto do exército dos EUA de desenvolverem, com certa urgência, um método didático eficiente para que soldados norte-americanos aprendessem línguas estrangeiras.
Na obra Linguistics across culture, publicada em 1957 — muito depois do término da Guerra —, Robert Lado ainda defendia a ideia de que as diferenças entre as línguas causariam dificuldades para os estudantes da língua estrangeira:
Assumimos que o aluno que entra em contato com a língua estrangeira vai encontrar algumas características da mesma muito fáceis e outras extremamente difíceis. Os elementos que são semelhantes à sua língua nativa serão simples para ele, e os elementos que são diferentes serão difíceis.
O linguista polonês Ludwik Zabrocki (1907-1977), no texto Grundfragen der konfrontativen Grammatik (Questões básicas da gramática de confronto), de 1970, propõe o termo “Gramática Confrontativa” ou “Gramática de Confronto”, desejando que se considerassem divergências e semelhanças na comparação entre as línguas (FRANCO, [1989?]). O termo “Gramática Contrastiva” (ou Linguística Contrastiva) seria usado para designar um setor da Gramática Confrontativa, quando se considerassem somente os contrastes entre as línguas em estudo.
Outros linguistas propuseram termos híbridos como “gramática contrastiva-teórica”, “gramática aplicada-contrastiva”. Segundo Franco ([1989?]), “a designação de Linguística Contrastiva acabou por se impor e tornou-se a mais frequente” à medida que esta disciplina foi se desenvolvendo ao longo dos anos. Atualmente esta disciplina não só investiga diferenças e semelhanças entre as línguas, como compara também variantes linguísticas.