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BÖLÜM 2: STİLİSTİK (BİÇEMBİLİM)

2.4. Stilistiğin Öğeleri

2.4.3. Cümleler ve Stilistik

Em 1978 o BDMG lançou concurso fechado para o projeto do ediício anexo à sede. Já com escritório consolidado e com equipe ainada em sua produção diária, Serpa não cogitou a pos- sibilidade de retomar os trabalhos com o grupo anterior, vencedor do concurso em 1969. Sua paricipação contou com equipe mulidisciplinar, envolvendo os urbanistas-paisagistas Klara Kaiser e Koii Mori, e a arista plásica Fayga Ostrower, que contribuiu com a criação do painel para o hall nobre do ediício, em espaço que seria uilizado como estar, com vista para o jardim de fundos1. Esse elemento fazia parte da conceituação da proposta apresentada.

A equipe saiu vencedora. Serpa inha o trunfo de ter sido um dos autores do projeto da sede, o que permiiu que a ideia de conjunto, que era a base conceitual da proposta, fosse trabalhada à exaustão. O ediício anexo deveria estar perfeitamente relacionado com a sede e com a confor- mação da paisagem, levando-se em conta as caracterísicas plásicas, construivas e simbólicas. O arquiteto modiicou todo o projeto até então elaborado, já com tudo resolvido, pranchas e

montagens em inalização, uma semana antes do prazo de entrega. A equipe entrou em deses- pero ao ter que iniciar todo o processo novamente, em prazo tão curto, mas ele airma que teria preferido não paricipar a ter que abrir mão de apresentar uma proposta que lhe parecesse a melhor: “independência ou morte”, em suas palavras2.

A sede precisava de mais espaço. O programa a ser atendido contava com a solicitação de au- mento de área para escritórios, para implantação de novos setores de trabalho; ampliação da garagem e da biblioteca.

[190] Sede e anexo do BDMG. Esquema da planta apre- sentado no concurso, 1978. [191] Sede e anexo do BDMG. Esquema do corte e composição do conjunto apresenta-

[193] Sede e anexo do BDMG. Fotomontagem apresentada no concurso, 1978. Vista do centro da cidade. [194] Sede e anexo do BDMG. Fotomontagem apresentada no concurso, 1978. Vista da Assembleia Legislaiva.

[195] Sede e anexo do BDMG. Fotomontagem apresentada no concurso, 1978. Vista do alto do bairro Santo Antô- nio. [196] Sede e anexo do BDMG. Fotomontagem apresentada no concurso, 1978. Vista do alto do bairro Serra.

A proposta de projeto contou com uma tripla articulação: o edifício existente, o novo e a re- lação com a rua. Buscava-se a conformação do conjunto arquitetônico.

Foi criado um eixo que faz a conexão entre os embasamentos do edifício existente com o do novo, através de galeria em pavimento único, amarrando os dois prédios, e aparente-

ligação entre os seus mezaninos; as cotas dos pavimentos são correspondentes. A solução de assentamento do edifício no solo se repete, assim como o resultado estrutural e de vedação. A nova torre tem modulação estrutural similar à da existente, aproximando a distância entre pilares. A fachada frontal mantém a relação de largura dos edifícios, contando com os mes- mos quatro pilares de apoio. No sentido da profundidade do prédio, suprimiu-se um módulo da estrutura, criando-se o largo que configura o acesso à galeria e amplia a relação com a rua. Na sede, a “leitura” entre estrutura e corpo se dá separadamente; já no anexo, essa “leitu- ra” se torna única. A caixa de vidro não está solta, flutuando, como no edifício vizinho, mas sim, faceando a estrutura em concreto aparente. Enquanto a distensão espacial na sede se dá através da desconexão entre estrutura e corpo, no anexo, é a verticalidade da torre que distende o objeto.

Para o mezanino foram previstas áreas de estar, de reuniões, de lazer e convivência dos fun- cionários, já que esse pavimento faz conexão física e visual com o mezanino da sede, com a praça e com os jardins adjacentes. Um projeto paisagístico de grande porte foi elaborado para o primeiro subsolo, possibilitando que esse pavimento também estivesse bem qualifi- cado para abrigar a biblioteca. Os demais pisos, em planta livre, receberiam os setores de trabalho.

Percebe-se a preocupação com a conformação de conjunto. Pode-se afirmar que os projetos foram elaborados num mesmo momento, em entendimento único. A linguagem usada ante- riormente foi revisitada, reestruturando um pensamento que demonstra coerência na produ- ção do arquiteto, em projetos que tiveram um intervalo de dez anos entre suas concepções.

[202] Sede e anexo do BDMG. Planta. [203] Sede e anexo do BDMG. Planta de layout do pavimento térreo.

Estar Hall nobre

Administ. Anexo

[204] Anexo do BDMG. Planta do pavimento-ipo. Projeto execuivo. [205] Anexo do BDMG. Corte JJ. Projeto execuivo.

[206] Anexo do BDMG. Elevação da Rua Bernardo Guimarães. Projeto execuivo. [207] Anexo do BDMG. Elevação lateral vista da sede. Projeto execuivo.

[208] Anexo do BDMG. Elevação lateral vista oposta à sede. Projeto execuivo. [209] Anexo do BDMG. Elevação posterior. Projeto execuivo.

O que se observa nesse projeto é que a nova torre buscava neutralidade em relação à já existente; ela cumpre sua função, mas é secundária. Entende-se que a investigação maior do projeto foi na relação do embasamento do edifício com a rua, na rearticulação do novo e do existente com seu entorno.

O arquiteto criou um eixo de circulação que norteou o projeto, unindo os núcleos distribuidores dos volumes. Esse eixo foi materializado com a base que une os prédios e que deine a relação do conjunto com a cidade. O recuo na implantação do anexo, a escadaria que se abre num largo-praça e a preocupação com a exuberância do paisagismo reiteram a percepção de luidez

A galeria, que se abre para a praça do anexo, se posiciona com certa monumentalidade, uma vez que o acesso a ela se dá por escadaria ascendente em relação ao nível da rua. Como contra- ponto, no ediício da sede, o pavimento de acesso está mais baixo, com escada que desce em relação à rua. Essa movimentação nos níveis de entrada se jusiica pela correspondência dos pavimentos na conexão entre os blocos.

Nas pranchas do concurso foram apresentadas fotomontagens de vários ângulos da cidade, refor- çando nosso entendimento de que o arquiteto pretendia esse diálogo mais amplo da arquitetura. O banco executou o eixo de conexão entre as duas torres: a galeria e o mezanino. Os subsolos também foram atendidos. Com isso, a luidez buscada nas relações dos ediícios com o entorno pode ser percebida através da construção desses acessos e circulações. Porém, a obra foi inter- rompida na laje de piso do primeiro pavimento-ipo.

Apesar da demanda por mais espaço, provavelmente os planos do banco mudaram poliica- mente, já que a obra do anexo não foi retomada. Com a pequena expansão concreizada foi atendida a ampliação da garagem e da biblioteca e a criação da galeria do BDMG Cultural, inaugurado em 1983.

Percebemos pela trajetória do arquiteto, que seus projetos vêm conirmando escolhas anterio- res, revisitadas enquanto abordagem de solução e parido, mas não como mudança de direção em sua produção.