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1. GİRİŞ

1.3. Bulut Bilişim

Os dados foram coletados no período de abril a junho de 2017. A pesquisadora fez um contato com a gestão da URCA, em fevereiro de 2017, e, após identificar-se através de uma carta de apresentação e exposição dos objetivos da pesquisa, recebeu autorização verbal

do Pró-Reitor de Graduação para realização do estudo no local. Em junho de 2017, foi dirigida uma carta de solicitação (APÊNDICE A) para que o nome da instituição e os dados colhidos durante a pesquisa fossem divulgados. Os sujeitos pesquisados foram alunos com deficiência visual, professores, coordenadores, membro do Nuarc, o Pró-Reitor de Graduação, a Vice-presidente da Comissão Executiva de Vestibular (CEV) e um aluno aprovado no Mestrado Profissional em Educação (MPEDU) que possui deficiência visual. O contato com os sujeitos foi feito pela pesquisadora, esclarecendo os objetivos do estudo e as contribuições desse percurso de pesquisa.

A URCA foi a instituição selecionada, por ser pública, mais antiga (30 anos) e representativa na região do Cariri. Ademais, é o lugar que hoje abriga o Núcleo de Acessibilidade. Esse núcleo vem observando o exemplo das universidades federais, no Ceará, especificamente, a UFC que já conta com uma caminhada através da Secretaria de Acessibilidade UFC Inclui. O Nuarc vem procurando desenvolver um trabalho para construir uma educação mais inclusiva no espaço universitário.

A coleta de dados só foi efetuada após a apresentação, leitura e assinatura, em duas vias, do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), tanto pela pesquisadora quanto pelo sujeito pesquisado, ficando uma via com cada um (APÊNDICES B e C). Os professores e coordenadores responderam a um questionário (APÊNDICES E e H, respectivamente). Os alunos com deficiência visual concederam uma entrevista semiestruturada (APÊNDICE D). O membro do Nuarc (APÊNDICE F), a Vice-presidente da Comissão Executiva de Vestibular (CEV)(APÊNDICE G), o aluno aprovado no MPEDU que possui deficiência visual (APÊNDICE J) e o Pró-Reitor de Graduação (APÊNDICE I) também concederam uma entrevista semiestruturada.

Para a coleta das informações, utilizaram-se como recursos: o questionário aberto, a entrevista semiestruturada e a análise de documentos. É importante ratificar que a variedade de instrumentos fornece elementos complementares dentro de um estudo de caso qualitativo. O questionário com questões abertas favoreceu os respondentes (professores e coordenadores) a apresentarem suas ideias com a tranquilidade e tempo necessários para retornar o instrumental à pesquisadora. A entrevista, principal técnica em estudos de caso, evidenciou as necessidades dos alunos, inclusive do candidato ao mestrado, além de elucidar questões próprias do fazer institucional. As entrevistas foram realizadas com o membro do Nuarc e o Presidente da CEV. Os documentos analisados foram os editais de vestibular 2016.2 e 2017.1 e o edital de seleção do MPEDU (2017), documentos oficiais (legislação), dentre outros relacionados ao vestibular, ENEM e a URCA.

5.2.1 O questionário

O questionário é uma técnica para a coleta de informações através de perguntas escritas e se apresenta como uma das mais importantes para a obtenção de dados nas pesquisas sociais (GIL, 2008). Segundo Rodrigues (2007), os tipos de questionário podem ser: i) abertos ou dissertativos, cujas respostas são elaboradas pelos próprios respondentes; ii) fechados, cujas respostas se encontram em opções já oferecidas pelo pesquisador; iii) mistos, por conterem questões abertas e fechadas.

De acordo com Gil (2008), o questionário apresenta muitas vantagens, dentre elas: i) possibilita o acesso a grande número de pessoas, mesmo que estejam em locais diferentes; ii) em pesquisa de grande escala, não solicitam grandes gastos com pessoal; iii) garante o anonimato dos respondentes; iv) permite que os sujeitos do estudo respondam o instrumento em local e horário mais conveniente para o mesmo; v) não expõe os pesquisados à influência de outras opiniões.

Para alcançar seus objetivos, o questionário deve: i) conter um número razoável de perguntas e que as mesmas sejam sucintas para evitar a recusa por parte do respondente; ii) as questões não devem impelir as respostas; iii) as indagações devem ser elaboradas de forma clara e inteligível; iv) precisa ser formulado para evitar confusão e ambiguidades ao respondente (RODRIGUES, 2007).

Este instrumento foi utilizado para a coleta de dados junto aos professores e coordenadores, apresentando questões abertas. Também ofereceu algumas questões interdependentes: dependendo da resposta dada a uma determinada questão, o investigado passou a responder uma ou outra pergunta, havendo perguntas que só foram respondidas se a anterior tiver tido resposta. Entregaram-se os questionários para um público de educadores que estavam no fervor das atividades do semestre. Os respondentes participaram de forma espontânea e com pronta entrega dos questionários, salvo alguns que necessitaram de mais tempo para entregar devido a compromissos pessoais.

No desenvolvimento de uma pesquisa, construir e aplicar um questionário materializa os objetivos do estudo. As respostas são a matéria-prima para compreender o fenômeno estudado através de seus sujeitos (GIL, 2008; RODRIGUES, 2007). As respostas dos questionários formam conjunto com as entrevista semiestruturadas para compor as analises apresentadas no estudo.

5.2.2 A entrevista semiestruturada

Para os demais - alunos, membro do Nuarc, Presidente da CEV e Pró-Reitor de Ensino de Graduação - o instrumento foi a entrevista, por ser a técnica utilizada por excelência em estudos de caso e pela necessidade de detalhamento de informações. Para compor esse processo de investigação, acrescenta-se a entrevista com alunocom deficiência visual aprovado no MPEDU da URCA. O processo seletivo ocorre no transcorrer da pesquisa e sua experiência pode contribuir para qualificar um atendimento mais acessível a esse público.

Existem várias tipos de entrevistas, que são definidas por diferentes nomenclaturas. Segundo May (2004), denominam-se como estruturadas, semiestruturadas, não estruturadas e em grupos. De acordo com Richardson (1999), classificam-se como dirigida, guiada e não-diretiva. Todavia, independente da nomenclatura, o que se considera é o “[...] seu grau de estruturação” (BOGDAN;BIKLEN, 1994, p. 135).

No caso dos respondentes desse estudo, a opção foi pela entrevista semiestruturada, por se tratar de um instrumento de diálogo com os sujeitos da pesquisa “[...] sobre tópicos relacionados a um tema específico, definidos previamente pelo pesquisador” (MATOS; VIEIRA, 2002, p. 63). De acordo com Bogdan e Biklen (1994, p. 135), “é numa entrevista onde se pode ter a certeza da obtenção de dados comparáveis entre os vários sujeitos”. Ademais:

As boas entrevistas caracterizam-se pelo facto de os sujeitos estarem à vontade e falarem livremente sobre os seus pontos de vista (para uma discussão compreensiva, ver Biggs, 1986). As boas entrevistas produzem uma riqueza de dados, recheados de palavras que revelam as perspectivas dos respondentes (BOGDAN; BIKLEN, 1994, p. 136).

Mesmo que os respondentes possam “[...] estar à vontade sobre seu ponto de vista”, esse instrumento exige atenção do entrevistador, não apenas ao roteiro pré-estabelecido e às respostas verbais, mas, sobretudo a “[...] uma gama de gestos, expressões, entonações, sinais não-verbais, hesitações, alterações de ritmo, enfim, toda uma comunicação não verbal, cuja captação é muito importante para a compreensão e a validação do que foi efetivamente dito” (ANDRÉ; LÜDKE, 1986, p. 36). “A entrevista é, portanto, uma forma de interação social. Mais especificamente, é uma forma de diálogo assimétrico, em que uma das partes busca coletar dados e a outra se apresenta como fonte de informação (GIL, 2008, p. 109)”.

As entrevistas, neste estudo, não são apenas para coletar dados, qualificá-los ou consolidar aspectos quantitativos. As respostas vislumbram também objetivos voltados para o

diagnóstico e orientação pedagógica. Nas entrevistas são reveladas, sobretudo, questões humanas que anseiam por respostas e também apontam novos caminhos (ANDRÉ; LÜDKE, 1986; BOGDAN; BIKLEN, 1994; GIL, 2008).

Benzer Belgeler