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G. ÖLÇÜM ARAÇLARI

III. BULGULAR

A eficiência de sondas de perfuração pode ser avaliada tanto de forma individualizada, ou seja, comparando-se sonda a sonda, como também de forma agregada, seja considerando dados agregados de grupos de sondas, ou mesmo em conjunto com as demais atividades do upstream. As medidas agregadas, contudo, não têm aplicação no presente estudo, uma vez que são mais adequadas para análises mais abrangentes de atividades das empresas petrolíferas, como é o caso de comparações entre diversas Unidades de Negócios, ou mesmo avaliação de desempenho de uma mesma Unidade (ou empresa) ao longo do tempo.

Na linha da avaliação da atividade do upstream, Bohi (1998), por exemplo, defende que boas medidas para avaliação são taxas de sucesso na perfuração, taxas de

descoberta, tamanho das descobertas e custos de exploração. O autor argumenta que existem ambiguidades nestas medidas, de forma que é comum se usar uma variedade de medidas de desempenho, uma vez que nenhuma medida captura todos os aspectos do desempenho.

Quanto à avaliação da eficiência de sondas, Cochener (2010) alerta que são vários os fatores que impactam o desempenho de uma sonda de perfuração, podendo inclusive variar, de locação para locação e de sonda para sonda. Assim, a utilização de dados agregados de perfuração é problemática, devido à variação dos dados coletados, que podem combinar regiões diversas, de forma que o uso deste tipo de dados pode mascarar tendências emergentes.

Os estudos que tratam da análise da atividade de perfuração, sejam de forma individualizada ou agregada, têm usado diversos parâmetros como métrica de desempenho, como metragem perfurada por hora, dias usados na perfuração do poço, metragem perfurada por sonda, poços perfurados por sonda, taxa de sucesso17, reservas adicionadas por poço, reservas adicionadas por sonda, produção por poço, custo por metragem perfurada e consumo de energia. Tem sido comum a medição de eficiência usando como referência a razão entre a metragem anual perfurada e o número de sondas ativas (COCHENER, 2010, p. 3).

Usando o parâmetro “metragem perfurada por sonda”, observa-se que há uma

evolução da eficiência agregada das sondas, conforme pode ser visto na figura 28, que mostra a evolução da metragem média perfurada por sonda e a taxa de utilização das mesmas ao longo do período de 1950 a 2008. É perceptível o avanço deste indicador ao longo dos anos, mais que duplicando no período analisado. Cochener (2010) alerta, contudo, que o gráfico mostra uma média da indústria, mas que o desempenho individual das sondas pode variar consideravelmente.

A eficiência das sondas pode, ainda, sofrer variações entre períodos, em função do nível de demanda. Assim, em períodos de elevados preços do petróleo há maior utilização das sondas, inclusive de equipamentos mais velhos e com equipes menos experientes, de forma que a tendência é que a eficiência média das sondas caia. De forma inversa, em períodos de baixa procura, os operadores utilizam-se apenas de sondas mais eficientes, o que eleva a eficiência média dos equipamentos (COCHENER, 2010).

Outros estudos procuram avaliar a eficiência da atividade de perfuração do ponto de vista da otimização de custos. Kaiser (2007), por exemplo, aborda esta questão indicando que as condições geológicas, a experiência da empresa, a disponibilidade do equipamento e a

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especificação do poço, são fatores importantes, além de outros, para o desempenho da perfuração. Segundo o autor, nas avaliações de desempenho normalmente são feitas comparações entre o realizado e o planejado, poço a poço, ou são empregadas correlações entre custos, indicadores de desempenho, metragem e parâmetros de perfuração. Contudo, devido às diferenças existentes entre os diversos poços, bem como entre os custos a estes associados, há a necessidade de se estabelecer “relações estatisticamente confiáveis entre

métricas de desempenho e fatores que impactam a perfuração” (KAISER, 2007, p. 2).

Figura 28: Evolução da metragem média perfurada por sonda. Fonte: Cochener (2010, p. 4).

De acordo com Kaiser (2007), existem dois métodos usuais para aferição do desempenho na perfuração, um baseado em testes experimentais, que usa como principais métricas a taxa de penetração (metros perfurados por unidade de tempo) e o custo por metragem perfurada, e outro baseado na medida agregada de dados coletados de poços perfurados por diversas empresas, em diversas locações, e em relações entre as variáveis estabelecidas empiricamente através de técnicas de modelagem. As melhores práticas são comparadas a poços ideais e, dado um conjunto de parâmetros de projeto, é possível se estabelecer o melhor desempenho possível.

Dois métodos populares no Golfo do México, para a avaliação dos custos e da complexidade da perfuração, são o método da Joint Association Survey (JAS)18 e o índice

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O objetivo da JAS é fornecer informações referentes a custo de perfuração e despesas com descoberta, desenvolvimento e produção de óleo e gás nos Estados Unidos. A JAS é a única publicação nos Estados Unidos que contém dados de custo de perfuração anuais estado a estado e offshore, e é considerada uma fonte primária de informação pela indústria, pela academia e pelo governo” (KAISER, 2007, p. 5).

Mechanical Risk Index (MRI). O primeiro estima os custos a partir de dados de pesquisa e

modelos de regressão quadrática, usando as variáveis profundidade total, tipo de poço, classe de poço e direção do poço. Já o MRI mede riscos e complexidade da perfuração empregando variáveis primárias e indicadores qualitativos (KAISER, 2007).

O MRI usa quatro fatores descritos em termos de seis variáveis primárias

(profundidade total medida, profundidade vertical, deslocamento horizontal, lâmina d’água,

número de revestimentos e peso da lama na profundidade total) e um fator chave de perfuração que representa o impacto composto de 14 indicadores qualitativos.

O que se observa, avaliando as pesquisas consultadas, é uma larga utilização da metragem perfurada como medida de eficiência de sondas. Este critério, contudo, na visão de Cochener (2010), beneficia as sondas que operam em poços mais rasos, dado que a taxa de penetração é mais elevada nestes poços, uma vez que o tempo de perfuração aumenta geometricamente com o aumento da profundidade dos poços, o que confunde a interpretação da eficiência entre poços (COCHENER, 2010). Uma boa saída para essa limitação, caso possível, seria analisar a eficiência por grupos mais homogêneos de sondas, no que se refere à capacidade (metragem) de perfuração.

A busca da eficiência através do aumento da produtividade das sondas e da redução dos custos é uma preocupação constante na atividade petrolífera, sendo objeto de diversos estudos. Os ganhos nesta área passam, segundo Cochener (2010), pela redução do tempo improdutivo, pela aceleração do ritmo de trabalho, pelo uso de novas tecnologias de perfuração disponíveis, pela melhoria das decisões, com foco no planejamento das operações e no uso de novas técnicas, e pela modernização das sondas. Para o futuro, o autor cita avanços mais ousados, como sondas sem equipes de operação, sondas autotransportáveis e perfuração a laser.

Apesar da quantidade razoável de trabalhos que abordam a questão da eficiência na utilização de sondas de perfuração, não foram identificados trabalhos com aplicação da metodologia DEA. A diferença fundamental entre esta ferramenta e outras medidas de eficiência de sondas reside na possibilidade de uso de uma medida agregada a partir de diversos indicadores, que normalmente são usados de forma separada nas outras metodologias, uma vez que nenhuma medida captura todos os aspectos do desempenho, como defende Bohi (1998).

6.4.2 Especificação do modelo DEA para análise de eficiência de contratos de sondas

Benzer Belgeler