5. TARTIŞMA
5.2. Bulguların Tartışılması
A pesquisa desenvolveu-se na Lagos, em Uberlândia - MG. Seu início aconteceu ao fim de setembro estendendo-se até a metade do mês de dezembro de 2007. Este período bem curto de tempo deve-se ao fato de os calendários universitário, fundamental e médio não estarem devidamente sincronizados para um bom andamento da pesquisa. As modalidades previstas no estágio eram: observação, participação e regência de aulas, desenvolvimento do projeto no interior do laboratório de informática da escola e participação em reuniões pedagógicas com o professor doutor Arlindo José de Souza Júnior. Através de professores que já haviam trabalhado na escola ou mesmo por outros estagiários; fomos informados que a e na Escola Lagos, era considerada como um pedaço do “inferno”. E pudemos perceber com o nosso estágio que os alunos são totalmente indisciplinados. Além de existir inúmeros problemas graves relacionados à violência, drogas, gravidez precoce e tantas outras coisas que nos deixam triste e indignados com a realidade daquela escola e da atual situação da educação no Brasil. Então desde começo sabíamos que seria um desafio trabalhar com aqueles alunos e o simples fato de estar ali tentando desenvolver um projeto em um ambiente tão conturbado já seria uma grande aprendizagem . Para uma boa pesquisa ser realizada, há sempre de ter uma boa colaboração dos funcionários da escola envolvida. Na Escola Lagos, há um grande empenho em se desenvolver projetos e pesquisas com o intuito de melhorar o nível educacional de seus alunos. Um bom exemplo é que a Escola faz parte de um modelo experimental de escola integral. A participação de seus funcionários (não só professores) é bastante louvável, pois em momento algum foi colocado empecilho, sempre houve uma boa recepção para os estagiários, quase sempre tivemos a liberação dos alunos para atividades no laboratório (que são objetos da nossa pesquisa). Uma coisa que nos atrapalhou demais na execução do nosso projeto foi à questão dos laboratórios, a dificuldade de conseguir material, recursos e tantas outras carências. Uma coisa que nos marcou demais nessa escola foi o envolvimento com os alunos, durante todo o estágio fomos tratados com muito carinho pelos alunos, abraços, beijos e várias palavras carinhosas. A prova real desse carinho foi sermos convidada pelos alunos e professores para participar da formatura deles, e fomos muito bem tratados durante todo jantar e até tiramos várias fotos com eles. Sem o comprometimento dos alunos, nada seria possível, pois a participação no nosso projeto foi opcional.
pois, apesar de todos os problemas enfrentados que podem ser enumerados desde a dispensa de professores até a evasão dos alunos; acredito que aqueles alunos que conseguimos realmente envolver com o projeto, no sentido de conquista e realização pessoal vale mais do que uma sala inteira de alunos de uma escola particular. O olhar, o sorriso, a palavra e saber que realmente o aluno compreendeu o que gostaríamos de passar nos proporciona uma gratificação que não tem preço. Proporcionar uma oportunidade de aprendizagem para aquele que a vida lhe negou, não tem nada que equivale com o sentimento de dever cumprido. Achamos que aprendemos demais com a escola e com todos aqueles que fazem parte dela. Obrigado Escola Lagos!
III. MEDOTOLOGIA
Segundo Silva e Menezes (2001) a metodologia tem como função principal mostrar como andar no “caminho das pedras” da pesquisa. É sua função instigar um olhar criativo, investigador e indagador. Enfim, para a elaboração e desenvolvimento de um projeto de pesquisa que seja satisfatório, é necessário um planejamento cuidadoso com reflexões conceituais que estejam alicerçados em conhecimentos já existentes. A escolha de uma metodologia significa definir todo um caminho a se percorrer, e este, requer ser reinventado a cada etapa de seu processo, pois a pesquisa é um processo não previsível. Com isso, torna-se importante a adoção de algumas regras a se seguir, além de muita criatividade e imaginação.
Etapas da Pesquisa:
A pesquisa é um procedimento reflexivo e crítico que busca respostas para problemas ainda não solucionados. O planejamento e a execução de uma pesquisa fazem parte de um processo sistematizado que compreende etapas que aqui serão detalhadas da seguinte forma:
1) escolha do tema; 2) revisão de literatura; 3) justificativa; 4) formulação do problema; 5) determinação de objetivos; 6) metodologia; 7) coleta de dados;
9) análise e discussão dos resultados; 10) conclusão da análise dos resultados;
11) redação e apresentação do trabalho científico
Neste caso, nos ateremos apenas ao item seis: a Metodologia. Esta etapa é aquela que define o processo de realização da pesquisa, ou seja, será definido o tipo de pesquisa; a população (universo da pesquisa); a amostragem; os instrumentos de coleta de dados e a forma como se pretende recolher e analisar os dados.
A população (ou universo da pesquisa) trata-se da totalidade de indivíduos que possuem as mesmas características definidas para um determinado estudo, ou seja, os alunos da 8ª série da Escola Lagos e da Escola Rios. A amostra será, por conseguinte, a parte da população ou do universo, selecionada de acordo com uma regra ou plano.
A definição do instrumento de coleta de dados irá depender dos objetivos que se pretende alcançar com a pesquisa e, do universo a ser investigado. Os instrumentos de coleta de dados tradicionais são:
· Observação: quando se utilizam os sentidos na obtenção de dados de determinados aspectos da realidade. A observação pode ser:
1. Observação assistemática: não tem planejamento e controle previamente elaborados;
2. Observação sistemática: tem planejamento, realiza-se em condições controladas para responder aos propósitos preestabelecidos;
3. Observação não-participante: o pesquisador presencia o fato, mas não participa;
4. Observação individual: realizada por um pesquisador; 5. Observação em equipe: feita por um grupo de pessoas;
6. Observação na vida real: registro de dados à medida que ocorrem; 7. Observação em laboratório: onde tudo é controlado.
É importante ressaltar a observação em nossa pesquisa, pois a maior parte dos dados recolhidos para sua análise foram produzidos por meio dela, seja em sua forma sistemática, individual, em equipe ou em laboratório. Houve a inserção de questionários que são séries ordenadas de perguntas que devem ser respondidas por escrito (plataforma moodle) pelo informante. Este deve ser objetivo; limitado em extensão e estar acompanhado de
ressaltar a importância da colaboração do informante e facilitar o preenchimento.
Infelizmente, a maioria das aulas de matemática são sempre monótonas, em que o professor transmite o conhecimento teórico e depois sugeri que o aluno resolva os exercícios. Mas será que é possível apoiar somente no livro didático?
Há alguns anos, os livros didáticos vêem sofrendo modificações de modo a melhorar seus conteúdos, tais como, problemas motivadores, exercícios de memorização e os próprios conceitos (nesse caso a matemática) envolvidos. Percebe-se facilmente que muitas vezes, algumas dessas mudanças eram apenas estéticas ou de ordens de capítulos entre outros. Entretanto, algumas questões fundamentais como a abordagem pedagógica e sua qualidade foram deixadas de lado.
Apesar da avaliação do MEC apontar um avanço na qualidade dos livros didáticos, ainda assim, notamos que há várias debilidades em muitos dos conteúdos presentes nesses livros. Consequentemente, essas debilidades tornam-se grandes obstáculos ao bom desenvolvimento de uma aula e, acabam exigindo cuidado redobrado do professor. Atualmente, o livro didático é o principal instrumento utilizado pelo professor em sala de aula, apesar de várias ferramentas e mídias estarem surgindo e ganhando alguma notoriedade no ambiente educacional, tais como, o computador, a internet e a lousa digital, mas a maior parte destes ainda estão acoplados ao roteiro do livro didático. Dessa forma ainda exerce grande influência sobre o processo de ensino aprendizagem. Apesar de sua notável importância, muitas vezes o assunto de avaliação da qualidade dos livros didáticos não é tratado nos cursos de graduação, ficando o novo professor sem base para escolha do melhor livro didático para sua atuação profissional. Para tentar fugir do livro didático e de aulas cansativas de matemáticas estamos fazendo uma pesquisa. Porém, como é de se esperar numa pesquisa pode sofrer alterações, pois com o passar do tempo o assunto vai ser tornando mais intimo e assim é possível fazer algumas ressalvas daquilo que seria mais interessante pesquisar, e fazer algumas alterações no foco da pesquisa como reduzir ou aumentar seu público alvo, reduzir o conteúdo a ser analisado e outras coisas que podem surgi durante o desenvolvimento do projeto pesquisa. O nosso projeto foi executado por um grupo formado por alunos graduandos, do curso de mestrado em educação e um professor orientador, acreditamos na aprendizagem do saber coletivo e colaborativo. Visamos à execução de um projeto que esteve analisando os resultados qualitativos, na qual, analisaremos os “por que” e não simplesmente o resultado por si, buscaremos uma análise mais subjetiva. Estaremos preocupados em entender a mudança de comportamento dos alunos quando estão dentro dos laboratórios, como é encarada por eles a busca por aulas dinâmicas e mais próximas do cotidiano deles.
duas escolas e para verificar a diferença entre as escolas e diferentes comportamentos de alunos. Para a execução do projeto foi criada a SGC Moodle e titulada de Projeto Água, mostrada na figura 1, nelas estavam cadastrados todos os alunos das duas escolas: Escola Rios e Escola Lagos.
Dentro da plataforma, disponibilizamos uma WebQuest?, como se vê na figura 2,
que foi modificada várias vezes durante o desenvolvimento do projeto Água.
A WebQuest?, a qual segundo Dodge (2001) trata-se de uma sistemática de pesquisa orientada que possibilita o desenvolvimento de uma metodologia capaz de engajar alunos e professores num uso da internet voltado para o processo educacional. O trabalho investigativo sobre a utilização da internet no processo de ensino-aprendizagem é recente.