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1. BÖLÜM

2.1 Dünya’da Yaygın Kullanılan Yeşil Bina Değerlendirme Sistemleri

2.1.1 BREEAM Yapısı Ve Hedefleri

Nelson Rodrigues dos Santos, um dos expoentes do Movimento da Reforma Sanitária Brasileira, diz que “a construção do SUS e seu fortalecimento como política de inclusão social e de cidadania tem sido uma profissão de fé”. (SANTOS apud NORONHA, 2003, p.8).

Por sua vez, Jurandir Frutuoso do Santos11, afirma que “O Sistema Único de Saúde (SUS) é

reconhecidamente, uma das maiores conquistas do povo brasileiro nos últimos 18 anos, por se revelar a política pública mais includente.” (BRASIL, CONASS, 2007c, p.11.)

Mas, o que é uma política pública?

Trata-se de um fluxo de decisões públicas, orientado a manter o equilíbrio social ou a introduzir desequilíbrios destinados a modificar essa realidade. Decisões condicionadas pelo próprio fluxo e pelas reações e modificações que elas provocam no tecido social, bem como pelos valores, idéias e visões dos que adotam ou influenciam na decisão. É possível considerá-las como estratégias que apontam para diversos fins, todos eles, de alguma forma, desejados pelos diversos grupos que participam do processo decisório [...] Com uma perspectiva mais operacional, poderíamos dizer que ela é um sistema de decisões públicas que visa a ações ou omissões, preventivas ou corretivas, destinadas a manter ou modificar a realidade de um ou vários setores da vida social, por meio da definição de objetivos e estratégias de atuação e da alocação dos recursos para atingir os objetivos estabelecidos (SARAVIA, 2006, p.29).

Segundo Boneti (2006, p.74) “Entende-se por políticas públicas o resultado da dinâmica do jogo de forças que se estabelece no âmbito das relações de poder, relações essas constituídas pelos grupos econômicos e políticos, classes sociais e demais organizações da sociedade civil.”

Segundo Silva ( 2001, p.37-38)

Toda política pública é uma forma de regulação ou intervenção na sociedade. Articula diferentes sujeitos, que apresentam interesses e expectativas diversas. Constitui um conjunto de ações ou omissões do Estado decorrente de decisões e não decisões, constituídas por jogo de interesses, tendo como limites e condicionamentos os processos econômicos, políticos e sociais.. Seu desenvolvimento se expressa por momentos articulados e, muitas vezes concomitantes e interdependentes, que comportam seqüências de ações em forma de respostas, mais ou menos institucionalizadas, a situações consideradas materializadas mediante programas, projetos e serviços.

Celina Souza (2006, p.3) diz no artigo “Políticas Públicas: uma revisão da literatura” que não há uma definição única nem melhor para políticas públicas, ocasião em que apresenta o conceito de alguns autores, senão vejamos:

Mead (1995) “a define como um campo dentro do estudo da política que analisa o governo à luz de grandes questões públicas.”

Lynn (1980), “como um conjunto de ações do governo que irão produzir efeitos específicos.” Peters (1986) política pública “é a soma das atividades dos governos, que agem diretamente ou através de delegação, que influenciam na vida do cidadão.”

Dye (1984) sintetiza a definição de políticas públicas “como o que o governo escolhe fazer ou não fazer.”

Contudo, destaca a autora que a definição de política pública mais conhecida “continua sendo a de Laswell, ou seja, decisões e análises sobre políticas públicas implicam em responder às seguintes questões: quem ganha o quê, por quê e que diferença isto faz.” (SOUZA, 2006, p.3). Partindo da premissa de que políticas públicas representam um conjunto de orientações de um governo, seja por ação ou omissão, tendo por finalidade o alcance de determinados objetivos, orientações estas que se encontram vinculadas aos recursos disponíveis, que respostas poderiam ser dadas às questões de Laswell supracitadas?

Quanto a primeira, qual seja, quem ganha o quê, tem-se que, conforme dito por Saravia nas linhas pretéritas, um ou mais setores da sociedade é que seriam os beneficiários das políticas públicas, os quais seriam contemplados com o resultado da política a ser implementada.

Quanto a segunda questão, qual seja, o por quê, tem-se que a Constituição de 1988 incluiu a saúde no rol dos direitos fundamentais e como tal deve ser garantido. Contudo, Barcelos chama atenção para o seguinte silogismo:

i) Como a Constituição estabelece a promoção dos Direitos Fundamentais como um de seus fins essenciais;

ii) Como as políticas públicas são os meios pelos quais os fins constitucionais podem ser realizados de forma sistemática e abrangente;

iii)Como as políticas públicas envolvem o gasto de dinheiro público; iv)Como os recursos públicos são limitados; e

v) Como é impositiva a realização de escolhas, logo a Constituição vincula as escolhas em termos das políticas públicas e do dispêndio de recursos públicos. (2005, p.91).

A autora alega que isto não significa dizer que não exista espaço autônomo de deliberação majoritária acerca da definição de políticas públicas, nem tampouco do destino a ser dado aos recursos disponíveis. Muito ao contrário. A definição de como serão feitos os gastos públicos é certamente um momento típico da deliberação político-marjoritária, ressalvando-se que esta deliberação não estará livre de condicionantes jurídicos- constitucionais (BARCELOS, 2005).

Por fim, conforme Laswell, questiona-se: que diferença isso faz? A diferença estaria então na relevância atribuída às políticas públicas, não só pelo fato de ser instrumento de concretização de direitos fundamentais, como também por esta se constituir em mecanismo de realização de despesas públicas.

Impende destacar que, apesar de haver uma vinculação das políticas públicas à Constituição e aos recursos públicos, Saravia (2006, p.29) chama atenção para o fato de que “o processo de política pública não possui uma racionalidade manifesta. Não é uma ordenação tranqüila na qual cada ator conhece e desempenha o seu papel esperado.” Ainda segundo Saravia, “os atores administrativos, políticos e analistas constatam a extrema complexidade das políticas públicas e das aparentes debilidades do Estado para cumpri-las. ”(2006, p.29).

Além da complexidade, o que por si só já seria um requisito para estudo, há outros aspectos que justificam o estudo das políticas públicas.

Nesse sentido, Hogwood e Gun destacam que há, pelo menos, sete perspectivas para se analisar uma política, descritas a seguir:

1) estudos de conteúdos políticos, em que o analista procura descrever e explicar a gênese e o desenvolvimento de políticas específicas;

2) estudos do processo das políticas, em que se presta atenção às etapas pelas quais passa um assunto e se procura verificar a influência de diferentes setores no desenvolvimento desse assunto;

3) estudos de produtos de uma política, que tratam de explicar por que os níveis de despesa ou o fornecimento de serviços variam entre áreas;

4) estudos de avaliação, que se localizam entre a análise de política e as análises para a política e podem ser descritivos ou prescritivos;

5) informação para a elaboração de políticas, em que os dados são organizados para ajudar os tomadores de decisão a adotar decisões;

6) análise de processo, em que se procura melhorar a natureza dos sistemas de elaboração de políticas;

7) análise de políticas, em que o analista pressiona, no processo de política, em favor de idéias ou opções específicas. (apud SARAVIA, 2006, p. 15).

Benzer Belgeler