2.2 Hırvatistan’ın AB Üyelik Süreci
2.2.3 Brüksel Zirvesi: Hırvatistan ile Müzakere Süreci
O Capão Florestal desenvolvido sobre solo de rocha Metapelítica (T1) apresenta-se em fase bastante desenvolvida de sucessão ecológica. Figura 6. Embora antropizado, é um
remanescente primário – Res. CONAMA-10, 01/10/1993. Não há evidências de que sua
vegetação fora totalmente suprimida em algum momento. Pode ser enquadrado numa fase intermediária entre aquelas que VELOSO et al. (1991) denominam fase quarta e quinta de
sucessão natural. Apresenta vegetação complexa, com indivíduos nas parcelas medindo de
um a vinte metros de altura estimada. Fora das parcelas, encontram-se indivíduos com até 30 metros de altura estimada, como Aspidosperma parvifolium e Persea cf. pyrifolia, Figura 6c, remanescentes da vegetação original, indicando o quão robusta fora aquela formação florestal antes das pressões antrópicas que o sistema experimentou. Na área central do Transecto 1, lado NW da parcela do perfil de solo n° 4, encontrou-se uma árvore morta, caída por queda natural, Figura 6f, apresentando os tecidos mais externos do tronco e grande parte da copa já decompostos. Apresentou CAP de 263 cm e altura de 25 m, medida a partir da base até a ponta das ramificações que se mantinham unidas ao tronco.
Encontram-se nesta área espécies dos gêneros Aspidosperma, Alchornea, Cabralea,
Casearia, Eugenia, Eremanthus, Guapira, Guatteria, Kielmeyera, Myrcia, Myrciaria, Nectandra, Ocotea, Persea, Psychotria, Roupala, Schefflera, Senna, Sparathosperma, Tibouchina, Trembleia, Ilex e Vernonia, entre outras. Registrou-se a ocorrência de palmeiras
das espécies Geonoma schottiana Mart. e Euterpe edulis Mart., Figura 6g. Os indivíduos adultos de E. edulis possuem altura estimada de 9 a 11 metros e CAP entre 26 a 45,6 cm.
Importa ressaltar que nesta área são visíveis os registros da ação antrópica, como corte seletivo, indivíduos perfilhados por corte ou queima, restos de madeira parcial- ou totalmente carbonizada e cicatrizes nos troncos das árvores, resultantes da regeneração de tecidos mortos pela ação do fogo. Registrou-se ainda a ocorrência de vários gêneros de epífitos.
Embora a vegetação se encontre em estágio sucessional secundário tardio e apresente evidências de danos antrópicos, tal formação florestal pode ser identificada como uma Disjunção de Floresta Ombrófila, com elementos que caracterizam a Mata Nebular. É o que indicam a estrutura fitofisionômica e os remanescentes da vegetação original, anterior às profundas alterações antrópicas que o sistema experimentou, bem como as condições pedobioclimáticas mais úmidas da vertente leste da Serra.
Figura 6: Aspectos da vegetação, Transecto 1 – (a) aspecto geral da área do Capão Florestal (observador em NE) mostrando o ambiente rupestre do entorno; (b) contato da vegetação florestal, face norte, com o campo rupestre e aspectos da estrutura do dossel; (c) remanescentes da vegetação anterior à alteração antrópica; (d) ambiente interno da floresta com presença de epífitos; (e) média encosta, face norte; (f) abertura de clareiras por queda natural; (g) ocorrência de Euterpe edulis Mart.; (h) ambiente sob nebulosidade, em 25-09-2007 às 10:00h.
O Capão Florestal desenvolvido sobre solo derivado do intemperismo de Quartzito (T2) apresenta-se em estágio avançado de sucessão ecológica, Figura 7. É um remanescente
primário – Res. CONAMA-10, 01/10/1993. Não há nenhuma evidência de que sua vegetação
fora totalmente suprimida em algum momento. Enquadra-se perfeitamente naquela que VELOSO et al. (1991) denominam de fase quinta de sucessão natural. São poucos os indivíduos com altura estimada menor que oito metros, e registra-se a ocorrência de indivíduos com até trinta metros de altura estimada. Ocorrem indivíduos dos gêneros
Vochysia, Coussarea, Aspidosperma, Cabralea, Pouteria, Alchornea, Myrcine, Diospyros, Endlicheria, Cupania, Aniba, Ocotea, Persea, Simaba, Casearia, Pera, Guatteria, Styrax, Micropholis, Maytenus, Kielmeyera, Byrsonima, Eugenia, Nectandra, Ilex e Vernonia, entre
outras, bem como a presença de palmeiras, algumas da espécie Geonoma schottiana Mart. e vários indivíduos da espécie Euterpe edulis Mart. É certo que, pelo histórico da região, este remanescente florestal tenha sofrido algum impacto da ação humana, mas dado o seu estágio avançado de sucessão natural, tais vestígios não são facilmente observáveis, e foram quase que totalmente absorvidos pela resiliência natural do sistema. Registrou-se a ocorrência de vários gêneros de epífitos.
Esta formação florestal, desenvolvida sobre solo de Quartzito profundamente decomposto, também pode ser identificada, pelas mesmas razões descritas para a vegetação florestal do Transecto 1, como uma Disjunção de Floresta Ombrófila com elementos que caracterizam a Mata Nebular.
Na composição florística das duas áreas registrou-se a presença de espécies que apresentam comportamento caducifólio, mas ocorrem de forma esporádica nas áreas em estudo, não justificando o enquadramento destas formações florestais em outra categoria fitofisionômica que não seja a de Floresta Ombrófila.
O Quartzito, base geológica do segundo transecto, é, em grande parte, de natureza micácea e granulometria fina a muito fina, o que se reflete na composição granulométrica dos solos dele derivados e, conseqüentemente, na capacidade de retenção de água destes solos, maior do que seria esperado para solos arenosos.
Sob o ponto de vista geomorfológico, as duas áreas foram classificadas como Encostas de Cristas ou Platôs de Cimeira com Capões de Mata. Representam importantes áreas de recarga hídrica de suas respectivas bacias hidrográficas (SCHAEFER et al., 2008).
Embora a drenagem da área do Transecto 1 pertença à Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, a oeste, enquanto a drenagem da área do Transecto 2 pertença à Bacia Hidrográfica do Rio Doce, a leste, as duas áreas estão sob o domínio climático mais úmido de leste.
Figura 7: Aspectos da vegetação, Transecto 2 – (a) aspecto geral da área do Capão Florestal (observador em SW) mostrando o ambiente rupestre do entorno; (b) detalhe da parcela estudada do capão, (observador em SW); (c) mata de candeia (2° plano), borda do capão, face voltada para SW; (d) aspectos da estrutura do dossel e da transição para o campo rupestre, face sul; (e) ambiente interno da floresta sob nebulosidade; (f) detalhe da presença de epífitos; (g) ocorrência de Euterpe edulis Mart.; (h) afloramentos de Quartzito sob a floresta.