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Borsa Sektör Endeksleri, Alt Endeksler ve Faiz Oranına İlişkin Literatür

A União Europeia (UE) é a região que detém o maior programa de produção e uso de biodiesel do mundo, com destaque para a Alemanha e para a França. Nessa região, o biodiesel vem sendo produzido em larga escala desde o início da década de noventa (MELLO et al. 2007).

Em resposta aos incentivos por parte das instituições europeias (subsídios às plantações de produtos alimentícios em áreas até então não utilizadas e isenção de 90% dos impostos), cerca de 40 usinas foram montadas em diversos países do bloco nos últimos dois anos, gerando uma capacidade total de produção de 6.979 milhões de litros em 2005. Segundo dados da European Biodiesel Board, a produção efetiva nos principais países produtores atingiu 3.660 milhões de litros, o que representa um crescimento de 65% em relação a 2004 e de 35% em relação a 2003 (MELLO et al., 2007, p. 29).

As metas de incorporação obrigatórias estabelecidas pelos países da União Europeia são as maiores responsáveis pelo crescimento da produção e do consumo mundial de biodiesel. Até de 2010, a União Europeia pretende substituir 5,75% do óleo diesel consumido por biodiesel, sendo que em 2020 essa proporção deve aumentar para 10%. Todavia, cada país membro tem uma certa autonomia para definir as suas próprias metas de incorporação em função de suas prioridades políticas e ambientais.

É importante mencionar que o biodiesel continua sendo o biocombustível mais produzido e comercializado na Europa, apesar da implantação recente do bioetanol como uma nova alternativa de biocombustível (RHODEN, 2005).

Dentre os países da União Europeia, aquele que apresenta maior destaque na produção e uso do biodiesel é a Alemanha que conta com um expressivo programa de biodiesel a partir do óleo de canola. A Alemanha é hoje o maior produtor mundial de biodiesel e é responsável por quase metade da produção da União Europeia (HOLANDA, 2004).

Na Alemanha, além da mistura compulsória de 5% de biodiesel ao diesel de petróleo, o biodiesel também é distribuído em sua forma pura através de uma ampla rede de postos de abastecimento, o que não acontece em nenhuma outra região do mundo. Nesses postos, uma mesma bomba conta com dois bicos, um para o diesel de petróleo e o outro para o biodiesel, sendo que o consumidor pode misturar os dois combustíveis na proporção em que desejar.

A França é o segundo maior produtor europeu de biodiesel, com sistemas produtivos semelhantes aos adotados na Alemanha. Na França, além da mistura compulsória de 5%, que em breve deve aumentar para 7%, grande parte da frota de ônibus urbanos circula com misturas de até 30% de biodiesel .

Conforme mostra a figura 7, em 2007 foram produzidos quase 6 bilhões de toneladas de biodiesel na União Europeia, sendo que a Alemanha foi responsável por mais da metade dessa produção. 0,0 1.000,0 2.000,0 3.000,0 4.000,0 5.000,0 6.000,0 2002 2003 2004 2005 2006 2007 Ano T o n ( m il )

Alemanha França Demais países

Figura 7: Produção de biodiesel na União Europeia. Fonte: European Biodiesel Board, 2008.

Os Estados Unidos, apesar de terem iniciado o programa de produção e uso de biodiesel bem mais tarde do que na Europa, conseguiram em pouco tempo se tornar o segundo maior produtor mundial, atrás somente da Alemanha.

Atualmente a mistura compulsória não faz parte da política de biodiesel norte- americana, com exceção do estado de Minnesota, que adota a mistura obrigatória de 2%. Entretanto, nos Estados Unidos está autorizada a mistura voluntária de até 20% de biodiesel, que já utilizada em caminhões e tratores e que tem a possibilidade de se tornar obrigatória.

Conforme mostra a figura 8, a produção de biodiesel nos Estados Unidos cresceu vertiginosamente entre 2005 e 2007, passando de 250 mil toneladas para 1,5 bilhões de toneladas.

0,0 200,0 400,0 600,0 800,0 1.000,0 1.200,0 1.400,0 1.600,0 2002 2003 2004 2005 2006 2007 Ano T o n ( m il )

Figura 8: Produção de biodiesel nos Estados Unidos.

Fonte: Elaboração com base em dados da National Biodiesel Board, 2008.

Praticamente todo o biodiesel produzido nos Estados Unidos utiliza como matéria- prima o óleo de soja, complementado por óleos e gorduras residuais provenientes de processos de fritura.

De acordo com a European Biodiesel Board, em 2002, 95% da capacidade instalada para a produção de biodiesel estava concentrada na Europa. Em 2008, esta taxa deve chegar a apenas 50%. Desde 2004, os investimentos em plantas de biodiesel têm se multiplicado, respondendo às perspectivas de maiores taxas de substituição do diesel anunciadas pelas diversas políticas públicas de biocombustível. No entanto a capacidade de produção supera em muito a produção efetiva de biodiesel indicando uma forte ociosidade, conforme mostra a tabela 5.

Tabela 5: Ociosidade da capacidade instalada mundial de produção de biodiesel

Capacidade mundial

instalada 6,5 12,2 23,1 32,6

Produção mundial 3,6 7,1 10,5 12

Ociosidade 44,0% 41,0% 55,0% 62,0%

FONTE: Elaboração própria baseada em dados de BIODIESEL 2020 (2008).

Embora ainda não exerçam papel significativo na produção de biodiesel, a Indonésia e a Malásia podem se tornar grandes atores mundiais no mercado de biodiesel durante a próxima década, uma vez que esses dois países são responsáveis por praticamente toda a produção de óleo de palma do planeta. Em 2005, o governo da Indonésia eliminou o subsídio de preços concedido para combustíveis fósseis no país, o que tornou a indústria local de biodiesel mais competitiva. Na Malásia, desde 2007 o óleo diesel comercializado contém 5% de biodiesel de palma, e o país pretende implementar um expressivo programa de exportação para a União Europeia.

Existe ainda um número considerável de países emergentes que já adotam ou pretendem adotar políticas de incentivo à produção e/ou ao uso de biodiesel nos próximos anos, como Argentina, Índia, China, Coreia do Sul, Taiwan e Tailândia, além de outros países desenvolvidos como Canadá, Japão e Austrália. De acordo com o estudo de mercado Biodiesel 2020 (2008), é possível que o Biodiesel representa 20% do consumo de diesel para transporte em 2020 no Brasil, Europa, China e Índia. Contudo estas perspectivas dependem dos governos manter suas estratégias favoráveis aos biocombustíveis e aos desenvolvimentos tecnológicos, particularmente da segunda geração de biodiesel que dependa de matérias- primas não alimentícias.

Benzer Belgeler