4.6. Büyük Ortadoğu Projesi
4.6.2. BOP‟ta Gelinen Son Nokta
O setor celulose e papel apresenta um alto grau de inserção no mercado internacional por meio da exportação de fibra curta branqueada de eucalipto. Este crescimento é fruto de constantes esforços no nível interno empresarial a fim de atingir os padrões tecnológicos existentes no mercado internacional, os quais tiveram que reforçar-se a partir dos anos 1990, com a abertura econômica, como será observado no Capítulo 6.
Atualmente a indústria brasileira mantém um alto grau de verticalização estando a produção do setor concentrada em poucas empresas, especialmente na produção de celulose de mercado. O segmento de papel tem ainda uma maior desagregação e sua inserção está sendo gradual.
Na continuação será apresentado um breve histórico de cada uma das empresas a onde foi aplicada a métrica, a fim de estabelecer um marco de referência para os posteriores capítulos.
5.3.1 Aracruz S.A
A história da Aracruz inicia em 1967, com a implantação dos primeiros plantios de eucalipto nos estados de Espírito Santo, Bahia, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, fundando-se Aracruz Celulose em 1972.
A primeira unidade de produção inicia em 1978, com a unidade localizada em Barra do Riacho, no estado do Espírito Santo. Dada a visão dos acionistas para aprimorar o crescimento da empresa é criado o Portocell em 1985, um porto privativo especializado através do qual a maior parte da produção da Companhia é exportada. Desta forma logra-se operar o complexo fabril em forma integral.
De acordo as políticas de expansão inicia-se em 1991 a segunda unidade de produção no município de Guaíba no Rio Sul, operando com uma fábrica e uma capacidade nominal de 400 mil toneladas anuais de celulose branqueada de eucalipto. A unidade também produz cerca 40 mil toneladas anuais de papel para imprimir e escrever, integralmente destinadas ao mercado doméstico. A empresa começa um processo de Terceirização visando agregar valor ao seu negócio através de atividades não essenciais no desenvolvimento do processo produtivo, se tem por exemplo, restaurante e limpeza
Em Maio 1992 é lançado o ADRs de nível 3 na Bolsa de Valores de Nova York, o qual incrementa as possibilidades de comercialização no exterior e o fluxo de operações.
Em 1993 se obtém a primeira certificação ISO 9002 que da a firma um maior respaldo quanto aos serviços prestados. Em 1995 se certificam todas as atividades através do ISO 9001 e em Abril 1996 a planta eletroquímica certifica-se com ISO 9002.
Uma nova unidade é inaugurada em associação com o grupo Weyerhaeuser dos EUA em Agosto 1999. Aracruz Produtos de Madeira localizada no extremo-sul da Bahia, fornece produtos sólidos de madeira provenientes de plantios de eucalipto, destinados às indústrias de móveis e design de interiores, do Brasil e do exterior. Neste mesmo ano se adquiri a certificação ISO 14001
Em Outubro de 2000 inicia um terceiro complexo fabril a Veracel Celulose no sul da Bahia. Trata-se de uma parceria com o grupo sueco-finlandês Stora Enso, em que cada empresa detém 50% do controle acionário.
Em Novembro de 2001 a VCP adquiri uma participação de 28% da Mondi. No ano 2002 é inaugurada outra nova fábrica com o objetivo de incrementar o encobrimento do mercado nacional e estrangeiro, além disso, no ano 2003 é adquirida a Riocell permitindo uma maior consolidação dentro do mercado nacional e estabelecendo uma liderança com seus concorrentes.
O controle acionário da Aracruz é exercido pelos grupos Safra, Lorentzen e Votorantim (28% do capital votante cada) e pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES (12,5%). As ações preferenciais da Companhia, perfazendo 56% do total do capital, são negociadas nas Bolsas de Valores de São Paulo, Nova York e Madrid.
Atualmente a Aracruz é líder mundial na produção de celulose branqueada de eucalipto, cobrindo 30% da oferta global do produto. Seu foco de produção são os papéis de imprimir e escrever, papéis sanitários e papéis especiais de alto valor agregado.
Por último, a mensuração de capacidades tecnológicas, assim como ,os indicadores de performance técnica correspondem à unidade Barra do Riacho.
5.3.2 Klabin
A trajetória de Klabin teve inicio em 1899 com a importação e comercialização de artigos de escritórios e tipografia, em São Paulo. O projeto foi bem sucedido entrando quatro anos depois na produção de papel, numa pequena fábrica a qual se dedicava a produzir folhas de impressão.
Em 1909, a Klabin constituiu sua própria fábrica, a Companhia Fabricadora de Papel, e, na década de vinte, já figurava entre os maiores produtores de papel do Brasil.
Em 1934 se funda a Klabin do Paraná, primeira fábrica integrada de celulose e papel do País. O projeto foi desenvolvido na Fazenda Monte Alegre, no oeste do Estado, produzindo em 1947 papel jornal e papel para embalagem.
A necessidade de abastecimento de matéria-prima de boa qualidade leva a Klabin em 1943 a desenvolver o primeiro projeto de reflorestamento local iniciando com Araucária e Eucalipto e depois, na década de 1950, com Pinus.
No final dos anos 1950 foram introduzidas modernas tecnologias integradas ao processo, como caldeiras de recuperação, aumentando significativamente a produtividade. Nas décadas seguintes, expandiu seus mercados, fundando e adquirindo novas empresas, desta forma logra um reconhecimento e liderança setorial com respeito a seus concorrentes.
Nos Anos 70 obteve um avanço importante sobre o segmento de embalagens, produzindo caixas de papelão ondulado, sacos e envelopes. Desta maneira torna-se a maior fabricante de celulose, papel e produtos de papel da América Latina.
Em 1999 recebe o certificado FSC (Forest Stewardship Council) pelo manejo de plantas medicinais em suas florestas no Paraná. Esta certificação atesta a gestão sustentada das suas operações florestais. Atualmente, praticamente o 100% das florestas da empresa são certificadas pelo FSC. No ano 2001 logra completar o ciclo com a certificação da
cadeia de custódia dos produtos florestais não-madeireiros abrindo à empresa oportunidades de comercialização de fototerápicos e fito cosméticos com o selo do FSC.
Por último, a mensuração de capacidades tecnológicas, assim como ,os indicadores de performance técnica correspondem à unidade Monte Alegre.
5.3.3 Votorantim Celulose e Papel (VCP)
A historia da VCP inicia em 1988 com a aquisição da Companhia Guatapará de Celulose e Papel e Papel Celpag, passando a ser Votoratim Celulose e Papel após da reestruturação e compra dos ativos da Papel Simão a qual adiciona uma capacidade de 220 mil ton/ano de celulose e 250 mil ton/ano de papel em quatro unidades produtoras, além de uma distribuidora, a KSR com 29 filiais espalhadas pelo Brasil e um moderno sistema de armazenagem automatizado
Sua operação é totalmente integrada com suas unidades produtivas localizadas no estado de São Paulo. Possui florestas próprias, duas unidades de celulosa e papel e outras duas dedicadas a produção especializada de papel.
A unidade Jacareí formada por a unidade Luiz Antônio, integra a produção de celulose a uma ampla gama de papéis não revestidos para impressão. Também é a única no mundo a embalar papéis xerográficos e reprográficos com o BOPP (polipropileno bi-orientado), um filme de combustão limpa e 100% reciclável.
A Unidade Piracicaba especialista em papéis químicos é pioneira em couché pelo sistema on-machine. Atualmente, é a única a produzir bobinas de até 1,5m de diâmetro para o mercado gráfico e de revistas.
A Unidade Mogi das Cruzes produz em escala reduzida papéis especiais (personalizado) A Unidade Florestal Capão Bonito ocupa uma área total de 72,9 mil hectares, dos quais 46,9 mil são de efetivo plantio de eucaliptos. Da área total, 47,1 mil hectares são de áreas arrendadas, das quais 37,7 mil pertencem ao Grupo Votorantim.
Em 1995 torna-se pioneira na produção papel com processo alcalino com um alto índice de mecanização do processo florestal.
A partir de 1996 inicia a exportação de celulose graças à implementação de um processo logístico avançado.
A partir do ano 2001 a Votoratim Celulose é integrante do Nível 1 de Governança Corporativa da Bolsa de Valores de São Paulo, o qual compromete a empresas a manter um percentual mínimo de 25% das ações em circulação e a realizar ofertas públicas de colocação de ações por meio de mecanismos que favoreçam a dispersão do capital.
Por último, a mensuração de capacidades tecnológicas, assim como,os indicadores de performance técnica correspondem à unidade Jacareí.