4. ŞİFRELEME YÖNTEMLERİ VE KAA VERİ BAĞI KATMANI GÜVENLİK
4.2. Şifreleme Yöntemleri
4.2.1. Simetrik anahtar şifreleme yöntemleri
4.2.1.1. Blok şifreleme yöntemleri
4.2.1.1.1. Blok şifreleme yaklaşımları
A correção é entendida como uma das “estratégias de construção do texto falado” (FÁVERO, ANDRADE & AQUINO 1996; 2006b), que se constitui como um processo de
AQUINO 1996; 2006b) e também como processo de reformulação (JUBRAN, 2006a, FÁVERO, ANDRADE & AQUINO 1996; 2006b), uma vez que sempre se refere a algo já dito, que se firma como matriz que é anulada por uma nova formulação (JUBRAN, 2006a).
Gülich e Kotschi (1987 apud BARROS 1999) definem a correção, entre os atos de linguagem, como um ato de reformulação textual. Os autores salientam que os atos de reformulação textual são aqueles que têm como objetivo levar o interlocutor a reconhecer a intenção do locutor, isto é, procuram garantir a intercompreensão, seja na conversação, seja em qualquer tipo de texto.
A correção pode incidir sobre um item lexical, gramatical ou sobre uma determinada estrutura sintática, que são considerados inadequados pelo falante ou pelo ouvinte e que são substituídos, na sequência textual, por outra opção formulativa, pertinente a fim de promover a intercompreensão. A ocorrência da correção mostra, portanto, a projeção da atividade discursiva na superfície do texto, com finalidades interacionais (JUBRAN, 2006).
De acordo com Fávero, Andrade & Aquino (2006b), “quanto maior a troca de turnos, isto é, a dialogicidade, menor a formalidade e maior o número de correções encontrado, relevando, claramente, nas marcas deixadas no texto, o processo de co-autoria” (p. 255).
Segundo essas autoras (op.cit.), “corrigir é produzir um enunciado linguístico (enunciado-reformulador _ ER) que reformula um anterior (Enunciado-fonte _ EF),
considerado “errado” aos olhos de um dos interlocutores.” (p. 258). A correção é um
processo de formulação retrospectiva. As autoras estudaram a correção como uma das estratégias de construção do texto falado. Elas encontraram dois tipos de correção: a
infirmação e a retificação. A primeira significa anular, revogar, invalidar. A segunda “segue
sempre a mesma direção” (p. 262).
Schegloff, Jefferson & Sacks (1977)17 estabelecem uma tipologia geral para o mecanismo da correção, a qual segue:
a) Autocorreção auto-iniciada (self-repair can issue from self-initiation): a
correção é realizada pelo falante e ele mesmo tem a iniciativa de correção, isto é, é processada pelo próprio falante.
17 Marcuschi (2001) considera o texto “The Preference for Self-correction in the Organization of Repair in
Conversation”, de Schegloff, Jefferson & Sacks (1977) como o estudo mais conhecido com relação a correções
b) Autocorreção heteroiniciada (self-repair can issue from other-initiation): a
correção é realizada pelo falante e quem tem a iniciativa de correção é o outro (ou seu interlocutor);
c) Heterocorreção auto-iniciada (other-repair can issue from self-initiation): o
falante inicia a correção, mas quem a realiza é o interlocutor (o outro).
d) Heterocorreção heteroiniciada (other-repair can issue from other-initiation): o
falante comete a falha e quem corrige é o interlocutor (o outro).
Ainda, cabe acrescentar o que esses autores (op.cit.) enfatizam que a autocorreção é a preferência dos falantes.
Com relação a quem tem a iniciativa da correção e quem a processa, Fávero, Andrade & Aquino (2006b) encontraram três tipos de operacionalização ao analisar o texto falado: i) autocorreções auto-iniciadas; ii) autocorreções heteroiniciadas e iii) heterocorreções auto-iniciadas.
Gülich e Kotschi (apud FÁVERO, ANDRADE & AQUINO, 1999; 2006b) salienta que os diferentes tipos de reformulação são distinguidos não somente pela relação semântica existente entre o enunciado-fonte e o enunciado-reformulador, mas também pelo tipo de
marcador (ou marcador de reformulação) empregado para indicar esta relação. Os autores
ressaltam que é com a ajuda do marcador que o locutor cria uma relação de reformulação
entre dois enunciados distintos. Eles afirmam que o “marcador é um traço deixado no discurso pelo trabalho conversacional do locutor” (apud FÁVERO, ANDRADE & AQUINO,
1999; 2006b). Nesse sentido, Fávero, Andrade & Aquino (2006b) reafirmam que “a correção
é sempre acompanhada de um sinal explícito que marca seu caráter reformulador.” (p. 267).
Dessa forma, pode haver a presença de três elementos:
TABELA 3
Três elementos da correção
Enunciado-fonte (EF) Marcador (MC)
Enunciado-reformulador (ER)
No texto falado, as autoras verificaram dois tipos de marcas: as prosódicas e os marcadores discursivos. Elas observaram, em um estudo preliminar, que as primeiras predominam. As principais marcas prosódicas observadas no texto falado foram a pausa, a mudança na curva entonacional, a velocidade da elocução, a alongamento, a intensidade de voz. Já os marcadores discursivos consistem em uma classe bastante heterogênea, como por exemplo, quer dizer, perdão, desculpe, finalmente e outros.
Fávero, Andrade & Aquino (2006b) estudaram as funções interacionais da correção. Elas afirmam que as correções desempenham funções interacionais distintas: cooperação e
orientação de foco. Na primeira, o fato de o falante corrigir seu interlocutor, há uma
possibilidade de participação na conversação, cooperando para o seu desenvolvimento. Além disso, mostra envolvimento entre os interlocutores, atenção e interesse pela fala do outro. Na segunda, o falante pode orientar o foco de atenção para elementos específicos por meio da correção.
Barros (1999) verificou que as correções têm funções informativas e pragmáticas. Nas primeiras, as correções têm como objetivo a adequação informativa, a precisão referencial. Assim, o falante que corrige tem a intenção de levar o ouvinte a compreender
suas informações “objetivas”. Nas segundas funções, os objetivos da correção não são mais
informativos, mas sim enunciativos ou pragmáticos, cujas funções garantem, na conversação, a compreensão das opiniões, crenças e sentimentos do locutor e o reconhecimento de seu papel social. A autora ressalta que, além dessas funções informativas e pragmáticas, as correções apresentam, praticamente, todas elas, objetivos interacionais, empregando-as para a obtenção de cooperação e de participação na conversação e para o estabelecimento de relações de envolvimento emocional, já que com a correção mostra-se atenção e interesse pelo o que o interlocutor fala, mesmo que não concorde com o assunto.
Os estudos de Fávero, Andrade & Aquino (2006b) permitiram as autoras afirmarem
que as correções “são um produto de um planejamento local, específico da oralidade, mas não
são ocasionais nem ocorrem de forma aleatória, já que o falante procura uma palavra ou estrutura nova e/ou mais satisfatória que permita a intercompreensão” (p. 272-273). Elas
argumentam que “o grau de monitoração da correção varia de acordo com a situação
comunicativa e com fatores pessoais” (p. 273).
O fato de as autoras Fávero, Andrade & Aquino (2006) afirmarem que a correção é
“específica da oralidade”, fica implícito o que trouxemos no início desta subseção “correção”,
de que as correções pertencem à modalidade falada por esta modalidade não apagar as marcas na superfície do texto falado, ao contrário da modalidade escrita, em que pode haver processo
de revisão e elaboração. Contudo, as autoras não consideraram outros tipos textuais da modalidade escrita, ao fazer a afirmação categórica de que a correção é específica da oralidade. O que propomos é que a correção tende a observar mais seu processo de reformulação no texto falado do que em texto escrito prototípico. A fala põe a nu o próprio processo de sua construção (KOCH, 2003, 2006). Ao contrário do texto escrito prototípico, em que há maior tempo de planejamento, podendo procedê-lo a revisões e correções antes de sua versão final. A correção é uma estratégia de formulação tanto em texto falado como em texto escrito. Trata-se, portanto, de uma estratégia mais incidente no texto falado e no texto escrito não-prototípico e não estratégia específica apenas de uma modalidade (a falada), como afirmam Fávero, Andrade & Aquino (2006). São afirmações que não consideram a comunicação na Internet.
A correção é uma das características da conversação (BARROS, 1999). Barros (1999) salienta que, na escrita, normalmente, não aparecem ou são poucas as correções. Ela
“flui” sem correções. Isto é diferente da fala, em que há alta frequência de correções, visto
que a fala não passa por reelaborações, como a escrita prototípica. Vemos que, comumente há afirmações categóricas a respeito da ausência da correção em texto escrito, pois comentários como este levam em conta o texto escrito prototípico, que é revisado por seu produtor e não fazem considerações a respeito da comunicação na internet.