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3. GEREÇ VE YÖNTEM

3.4. Biyomotorik Ölçümler

Em qualquer operação logística importa, segundo Carvalho (2004), ter em atenção os aspetos do tempo adequado, da qualidade do serviço a prestar ao cliente e do custo mínimo. Estes aspetos constituem preocupações de qualquer empresa no exercício da sua atividade.

Na recolha seletiva, os resíduos recicláveis devem ser separados pelos munícipes (produtores) e voluntariamente colocados em ecopontos específicos. Para que a recolha seletiva seja efetuada adequadamente nos 25 municípios servidos pela VALNOR, a empresa dispõe de uma frota de 19 camiões que asseguram a recolha, separadamente por tipo de material, e o transporte dos resíduos colocados nos ecopontos e ecocentros, para a Central de Triagem onde os materiais são finalmente triados e, posteriormente, enviados para valorização.

Ao Pólo de Castelo Branco encontram-se alocados 3 destes camiões, com funcionamento diário.

A evolução das quantidades recolha seletiva de papel e cartão, de vidro e de embalagens, em kg, entre 2002 e 2011, regista um crescimento da ordem de 16 vezes mais em relação ao ano de 2002 no papel/cartão, para o vidro regista-se um crescimento de 5 vezes mais em relação ao ano de 2002 e de 19 vezes mais em relação ao ano de 2002 nas embalagens, assim no global registou-se um crescimento de 10 vezes mais na recolha em relação ao ano de 2002, respetivamente, comparando

Gráfico 2.1 – Evolução da Recolha Seletiva, entre 2011 e 2002.

Fonte: VALNOR (2012)

No Gráfico 2.2 apresenta-se os dados relativos à recolha seletiva, para o ano de 2011 no Polo de Castelo Branco. Verifica-se que o papel/cartão recolhido no Pólo de Castelo Branco representa 20% da quantidade total recolhida pela VALNOR, assim como

as embalagens recolhidas no Pólo de Castelo Branco representam 29% da quantidade total recolhida pela VALNOR e o vidro recolhido no Pólo de Castelo Branco representa 34% da quantidade total recolhida pela VALNOR.

Gráfico2.2 – A Recolha Seletiva em Castelo Branco no Ano de 2011

Castelo Branco Idanha a Nova Oleiros Proença a Nova Sertã Vila Velha de Ródão Papel/cartão 725050 63600 49340 60100 125730 26840 Embalagens 343330 38640 17180 28310 60170 18290 Vidro 609800 123560 52920 95040 178980 55180 0 100000 200000 300000 400000 500000 600000 700000 800000 (kg)

Recolha Selectiva - Polo de Castelo Branco - 2011

Fonte: Elaboração própria

A instalação de Triagem Automática de Embalagens Leves, em funcionamento desde 2009, foi incorporada na Estação de Triagem Manual em funcionamento desde 2002, de forma a permitir a separação automática por fluxo ótico dos produtos PET, PEAD e Plásticos Mistos, assim como de filme plástico por aspiração e de metais ferrosos por separação magnética.

Esta instalação encontra-se dimensionada de forma a alterar a anterior capacidade instalada de 0,4 ton/hora, para um fluxo de 2,5 ton/hora, o que permite, através de equipamentos mecânicos e automáticos, efetuar, nas melhores condições possíveis, a retoma de produtos recicláveis, nos termos das especificações técnicas da Sociedade Ponto Verde, bem como o cumprimento das metas previstas no Plano Estratégico para os Resíduos Sólidos Urbanos II (PERSU II).

A referida instalação garante ainda uma ligação com a linha de triagem já existente, de forma a ser possível o funcionamento da triagem manual, promovendo a afinação de materiais separados automaticamente.

Os resíduos que se encontram na área de receção são transportados por um tapete de alimentação da máquina abre -sacos. O material é então descarregado no abre -sacos, que consiste numa máquina, com lâminas incorporadas, que permite romper os sacos e ao mesmo tempo dosear o material que segue no tapete transportador até ao Separador Balístico (Figura 6).

Figura 2.6 - Separador balístico

Fonte: VALNOR (2009)

O separador balístico consiste num conjunto de chapas perfuradas, montadas paralelamente umas em relação às outras, numa posição inclinada, funcionando como crivo e permitindo separar as seguintes frações: Finos, Planos e Rolantes.

Os resíduos denominados de finos, constituem rejeito desta instalação e são encaminhados para deposição final do aterro sanitário. Os resíduos planos são encaminhados para posterior triagem na Cabine de Triagem Manual. Por sua vez, os resíduos rolantes são encaminhados para a linha de separação automática de embalagens.

Nesta Linha de Triagem Automática, o primeiro passo consiste em retirar os resíduos ferrosos. Estes resíduos passam por um Separador Magnético, onde são extraídos e posteriormente enfardados na prensa existente para o efeito. Seguidamente, os resíduos,

agora livres de elementos ferrosos, são submetidos a uma leitura ótica e consequente separação (figura 7).

Figura 2.7 - Separador ótico

Fonte: VALNOR (2009)

O separador ótico permite uma automatização total do processo de separação dos materiais recicláveis, incluindo um dispositivo de leitura ótica que capta a luz refletida pelos resíduos que se deslocam ao longo do transportador de aceleração, detetando ainda, para cada unidade, o tipo de material e a sua posição no transportador.

As três frações separadas (TETRA-PACK, não polímero e polímeros) seguem os seguintes trajetos, tal como é resumido na figura 2.8:

- Os TETRA-PACK são recolhidos e encaminhados através do tapete para uma baia de acumulação deste material;

- Os não polímeros são recolhidos por um tapete transportador, que os lança na Cabine de Triagem Manual existente; nesta cabine são separadas eventuais componentes valorizáveis;

- Os polímeros (ex: PET, PEAD e Mistos) são encaminhados pelo tapete acelerador, para o segundo Separador Ótico; após a passagem por este segundo separador, as três frações separadas seguem os seguintes trajetos:

- Os PET são recolhidos pelo transportador e descarregados numa zona onde é feita a separação do PET óleo, para uma baia dedicada;

- Os Mistos são recolhidos pelo transportador e descarregados na respetiva baia;

Benzer Belgeler