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Biyomedikal Görüntülerin Elde Edilmesi ve Kullanılan Cihazlar

3. SAYISAL GÖRÜNTÜLERĐN ELDE EDĐLMESĐ

3.1. Biyomedikal Görüntülerin Elde Edilmesi ve Kullanılan Cihazlar

Os dados da pesquisa foram coletados por meio de dois instrumentos: entrevistas e filmagens das aulas. A entrevista foi realizada com sete participantes, sendo elas PEB I com até cinco anos de carreira, já a filmagem foi realizada com duas das professoras entrevistadas. A escolha das professoras para a filmagem foi feita, de acordo com o grau de escolaridade; assim, selecionamos uma que cursou o mestrado e a outra com curso de Habilitação ao Magistério, ou seja, uma de maior grau e outra com menor grau de estudo, uma vez que a maioria propôs-se a participar da filmagem.

As entrevistas foram lidas, analisadas e relacionadas umas com as outras, a fim de encontrar as respostas às perguntas em questão. As mesmas foram transcritas e sofreram várias leituras antes da análise.

Procurei deixar as entrevistadas à vontade para responder às perguntas e enfatizei que sua identidade seria preservada, bem como o nome e localidade das escolas onde cada uma leciona.

A filmagem foi assistida pela pesquisadora que observou a dinâmica do trabalho de cada professora filmada e relacionou com as entrevistas realizadas, com o objetivo de coletar dados para responder às perguntas desta pesquisa.

3.3 Entrevistas

Lüdke e André (1986), também, descrevem que a entrevista é um dos instrumentos básicos para a coleta de dados, e é uma das principais técnicas de trabalho utilizadas, além de desempenhar um papel importante não apenas nas atividades científicas como também em outras atividades humanas.

É por meio da televisão com que estamos acostumados a nos deparar com o entrevistador fazendo perguntas sem deixar margem para uma resposta que não seja a desejada ou o repórter ansioso em captar uma notícia de tragédia faz perguntas relacionadas às vítimas, sem respeitar os sentimentos envolvidos.

Para as autoras citadas, a entrevista é uma das mais indicadas técnicas metodológicas para a coleta de dados para uma pesquisa em educação. É considerada uma poderosa arma de comunicação, mas é preciso conhecer os limites do entrevistado, respeitar suas exigências e tomarmos cuidado para não sermos inconvenientes.

Ainda de acordo com Lüdke e André (1986), a entrevista sobressai em relação às outras técnicas por permitir a compreensão imediata da informação desejada e quando bem-feita pode permitir assuntos de natureza complexa, pessoal e íntima ou o aprofundamento de pontos levantados por outras técnicas de coleta de alcance mais superficiais e, também, pode atingir pessoas às quais o questionário escrito é inviável.

Como a entrevista é exclusiva, sendo ela em grupo ou individual, podem ser feitas correções, esclarecimentos e adaptações necessárias para obter as informações desejadas.

Lüdke e André (1986) ainda relatam que a liberdade de percurso está associada, especialmente, à entrevista não estruturada ou não padronizada. Ela se baseia em um roteiro, que é flexível de acordo com a situação, ou seja, o entrevistador pode fazer as adaptações necessárias.

Atualmente, em educação o tipo de entrevista mais utilizado para o trabalho de pesquisa é a semiestruturada por ser flexível e possuir um esquema mais livre, ficando os participantes envolvidos à vontade para responderem, e as informações desejadas são obtidas naturalmente.

Para a pesquisa em questão, utilizei a entrevista semiestruturada e procurei me manter atenta às informações dadas pelo entrevistado e estimulei-os, mas sem a hipótese de forçá-los, pois eles precisam sentir-se à vontade para que as respostas sejam espontâneas.

É importante também enfatizar que o entrevistado esteja ciente dos objetivos da entrevista e de que as informações obtidas serão utilizadas, exclusivamente, para fins de pesquisa e que será mantido o sigilo em relação aos entrevistados.

Em minha entrevista, elaborei um roteiro, mas este foi utilizado de acordo com as respostas dadas pelo entrevistado. De acordo com Lüdke e André o uso do roteiro evita

saltos bruscos entre as questões, permitindo que elas se aprofundem no assunto gradativamente e impedindo que as questões complexas e de maior envolvimento pessoal, colocadas prematuramente, acabem por bloquear as respostas às questões seguintes (LÜDKE e ANDRÉ, 1986, p.36).

Os autores citados acreditam que, se o pesquisador possuir qualidades e habilidades com uma boa capacidade de comunicação verbal e paciência de ouvir com atenção, poderá obter uma grande entrevista, mas é possível tornar-se um bom entrevistador por meio de estudos e práticas, sobretudo se houver alguém com mais experiência para que possa observar. Assim, quanto melhor preparado estiver o entrevistador, melhor será a qualidade de sua entrevista.

Destacamos, ainda, que na pesquisa em questão das sete entrevistas realizadas, seis foram nas respectivas escolas, após o final do período letivo e uma ocorreu na residência da entrevistada.

3.4 Filmagem

A gravação em vídeo é uma forma de utilização dos dados visuais. Segundo Flick:

na pesquisa qualitativa, a gravação pode ser usada de diferentes maneiras. Uma das pesquisas é com a utilização de uma câmera de vídeo, em lugar de um gravador, para documentar a interação que ocorre em uma entrevista. O material gravado pode ser uma fonte ou uma forma de dados em si mesmo (FLICK, 2009, p.226).

O autor ainda destaca que a pesquisa com a colaboração do vídeo não consiste somente em analisar o material, mas a forma como o material foi realizado para que seja analisado.

Em seus estudos, Knoblauce (2004, apud Flick, 2009) desenvolve uma análise da interação em vídeo como método de pesquisa e o define por três características: metodicidade, ordem e reflexividade. A metodicidade refere-se ao conteúdo e ao modo como ele foi explicado; a ordem diz respeito à confiabilidade, tanto na produção do vídeo como na interpretação dos resultados das atividades; a reflexividade ou performatividade significa que os atores atuam e, também, ponderam sobre o que fazer em suas apresentações.

Em seus estudos, Flick (2009) declara que, ao utilizar essa abordagem, precisa-se tomar cuidado para que a câmera e o equipamento não dominem a situação social. Outra questão com que se preocupar é em relação a quando iniciar e quando parar a gravação. Além disso, do ponto de vista ético, é importante solicitar autorização para a gravação.

O autor ainda destaca que a análise de vídeo amplia a capacidade de outras abordagens; em comparação com a entrevista, permite capturar uma maior quantidade de aspectos e detalhes dos participantes, além de admitir a observação repetida de situações gravadas.

Leonardos, Ferraz e Gonçalves (1999) relatam que esta metodologia divide- se em cinco procedimentos: imersão, mergulho, validação, devolução e divulgação. Esses procedimentos articulam-se com o vídeo de modo que complementa e interage.

Maykut e Morehouse (1994, apud Leonardos, Ferraz e Gonçalves, 1999) consideram a utilização da imagem como uma nova metodologia que permite a compreensão da vida cultural e social, que contribui no enriquecimento dos estudos avaliativos, em particular, na área da Educação, por possibilitar registrar as manifestações livres, verbais e / ou gestuais e as relações sociais dos autores envolvidos no processo.

Os autores também dizem que o recurso de gravação em vídeo ainda permite ser visto e revisto, pois é possível parar, avançar ou retroceder, conforme a necessidade do investigador.

Os pesquisadores destacam:

O vídeo torna-se, portanto, um documento que tanto relata experiências úteis para aqueles que estudam e avaliam, quanto apresenta lições extraídas da prática e traz informações que podem orientar ações de replanejamento e reformulações para aqueles que decidem e atuam (LEONARDOS, FERRAZ e GONÇALVES, 1999, p.125).

Para a pesquisa em questão, utilizou-se a filmagem como mais um recurso de análise, com uma câmera modelo semiprofissional, ou seja, uma câmera Super VHS que não necessita de iluminação, microfone externo ou outros aparatos técnicos, mas possibilita captar imagens com qualidade.

Nosso objetivo foi documentar a interação ocorrida durante a entrevista e a filmagem. Assumimos com as entrevistadas o compromisso de devolver a filmagem à diretora da escola, visto que foram feitas duas filmagens na mesma fita VHS e a mesma será destruída.

Benzer Belgeler