3. TRAKYA’DA ENERJİ SEKTÖRÜ: ENERJİ POTANSİYELİ VE EKONOMİK ANALİZİ
3.2. Elektrik üretim potansiyeli
3.2.4. Biyokütle
Nesta última categoria é discernido, com maior pormenor, a importância que as profissionais atribuem à cooperação e ao sentido de partilha na sala, bem como entre a equipa pedagógica e a família das crianças. Sendo minha intenção sublinhar o modo como as educadoras procuram desenvolver o seu trabalho na procura desses valores. Assim sendo, ambas as educadoras atribuem uma primordial importância à cooperação. Segundo as palavras de EC “[e]u considero que a cooperação é importante, e que nós como profissionais devemos sempre observar o trabalho do nosso grupo de crianças, e procurar perceber como é que eles participam e comunicam entre eles” (Entrevista EC). A educadora destaca o contexto educativo como um meio que proporciona inúmeras relações sociais. Considera fundamental proporcionar-lhes atividades que lhes tragam prazer, solidificando os seus conhecimentos. Na perspetiva desta educadora “a cooperação está relacionada com a solidariedade, com a organização. E [as crianças] ao fazerem isso estabelecem relações humanas que vão ser saudáveis para o seu crescimento”. Salientando ainda que “devemos incutir nas crianças a cooperação, não a competição” (Entrevista EC). Na prática pude observar no modo de agir em determinadas situações e no modo de dialogar com as crianças como esta profissional procura incutir esses valores na criança, como a partilha dos espaços, de objetos e a interajuda nas relações que estabelecem.
No contexto de JI e tendo presente o trabalho desenvolvido, os princípios educativos da educadora e o modelo pedagógico pelo qual rege as suas práticas, sendo o MEM, um dos objetivos básicos que envolve esta pedagogia é a autonomia e a cooperação, a criança tem liberdade de se exprimir e manifestar a sua opinião, é respeitada como ser individual, é elemento fundamental de um grupo que trabalha diariamente para um bem comum. Através da análise do PCG verifiquei as finalidades do MEM, sendo que, “a iniciação às práticas surge da gestão cooperada entre as crianças e os adultos. A reinstituição de valores e das significações sociais promove a educação cívica e moral, com discussão e resolução de
problemas, estabelecimento de regras e normas da vida do grupo”. Perante as práticas observadas neste contexto, constatei que as crianças colaboram na procura de decisões em grupo, e a educadora através do seu diálogo apela a esse sentido “quem é que tem mais sugestões para a festa de fim de ano? Ou sobre a prenda para o dia da mãe?”, a educadora refere que após esta partilha era realizada uma articulação entre as ideias das crianças e as ideias da educadora procurando-se assim uma decisão final.
Em suma, “seja nas atividades, seja nas relações, seja na gestão dos espaços, seja na gestão do tempo, o grupo é gestor dessas particularidades todas, de forma cooperada, porquê? Porque eles vão na vida futura trabalhar em grupo, vão viver em grupo, vão estar em sociedade, vão ter o seu trabalho e é importante em todas as diferentes fases da vida que percebam que há outras pessoas que com eles vão trabalhar e vão dar ideias para um produto final” (Entrevista EJI).
No que concerne à cooperação entre a família, ambas as educadoras salientam que é muito importante a cooperação entre a escola e a família contribuindo para o desenvolvimento da criança, procurando que a própria família se sinta mais segura e confiante, transmitindo isso às suas crianças. A EC salienta que quando ocorrem situações pontuais de conflitos entre pares ou até mesmo entre a criança e o adulto, o seu diálogo deverá ser de apoio e de esclarecimento, procurando aliar-se aos pais na procura de uma solução para o problema, jamais caindo num diálogo de culpabilização dos pais, pois, refere que assim “começamos a entrar também em conflito” não sendo o pretendido. A EJI salienta que nesta fase dos 5 anos, já não refere tanto essas questões da disciplina com a família. Contudo, quando ocorre uma situação pontual procura conversar com os pais, arranjando estratégias na procura de uma melhoria, num sentido de cooperar com os pais ao longo do ano.
Relativamente à partilha destas questões da disciplina com a equipa pedagógica, ambas as educadoras referem que procuram discutir em equipa esses assuntos, “caso houvesse necessidade de se falar” (Entrevista JI). Se alguma criança necessitasse de apoio na melhoria das suas condutas, a EJI referiu-me que alertava a auxiliar para essa problemática, “olha, atenção, temos de ser mais firmes com a D, ela não pode continuar a fazer aquilo, temos de contornar a situação, se calhar calmamente, dizemos “vamos para a reunião, vamos guardar os brinquedos, não dizemos, olha D vai arrumar os brinquedos, para fazermos a reunião”, sendo que este modo de dialogar com a criança “são estratégias que nós vamos utilizando, e isso
A par disso, a EC salienta a importância da partilha entre os elementos da equipa pedagógica, pois nem sempre o adulto se encontra no mesmo espaço que a criança, e quando assim se verifica, poderão ocorrer situações que é fundamental serem partilhadas, para que a educadora ou a auxiliar tenham conhecimento. A EC refere que “tinha sempre o cuidado de chamar a atenção, e por vezes chamavam-me a atenção noutras situações. Daí a importância da partilha”. A educadora salienta o facto de o modo como certos assuntos relativos à posição do adulto face à criança, devem ser tratados, não caindo novamente num diálogo de culpabilização, sendo necessário prevalecer o bom senso, “dizer as coisas de uma forma mais amena, mais amigável mais afável”, procurando que isso não seja gerador de conflitos entre a equipa.