BÖLÜM 1: SAKARYA ĐLĐNDE TARIMI ETKĐLEYEN FAKTÖRLER
1.1. Doğal Çevre Faktörleri
1.1.8. Bitkisel Üretimde Yaşanan Sorunlar
A análise e a interpretação dos dados foram orientadas pela antropologia interpretativa e médica e realizadas por meio da compreensão do contexto histórico do grupo social no qual os sentidos são produzidos e do encontro do marco teórico com os fatos empíricos, buscando a apreensão dos significados implícitos na experiência dos informantes com o adoecimento (GEERTZ, 1989).
Essa etapa constituiu um dos processos mais complexos no desenvolvimento da pesquisa, devido à singularidade das experiências que emergiram dos depoimentos; às releituras constantes do material buscando nos gestos, nas emoções e nas entrelinhas, a interpretação do significado do adoecimento. Procurou-se evitar, assim, a ‘ilusão da transparência’, como recomenda Minayo (2008), além da fidedignidade à compreensão do material empírico e para relacionar nossas interpretações à luz do referencial teórico proposto para o estudo.
Assim, coube-nos neste estudo uma tarefa complexa e desafiadora, que consiste em decodificar os sentidos da experiência da doença para a pessoa com HAS, de forma a apreender o seu modo de ser, de conviver com a doença e suas atitudes diante ao tratamento.
Essa reflexividade para interpretar os sentidos na busca dos significados fundamenta- se tanto no conhecimento do informante, a de dentro, o que caracteriza a visão êmica, como a do lado de fora, a do pesquisador, a visão ética, assim como na observação das condutas e atitudes dos informantes. Esse encontro que se caracteriza como etnográfico experimenta um exercício de partilha do saber do pesquisador com o do pesquisado e a interpretação tanto é influenciada pelos depoimentos, pelos gestos e pelas atitudes, como pelo conhecimento e pela subjetividade do pesquisador. Nessa progressão de perspectivas de explicações e entendimentos, possibilita-se ao pesquisador compreender os sentidos que o informante
atribui ao seu modo de viver com o adoecimento e, ao mesmo tempo, repensar o modo de ver as coisas e o mundo.
Adotamos também para a análise e interpretação dos dados, os princípios norteadores propostos por Pope e Mays (2009).
De acordo com esses princípios, o pesquisador deve se apropriar do sentido dos dados ao examiná-los atenciosamente e interpretá-los. Na organização dos dados, os autores recomendam a leitura e a releitura dos dados para identificar um conjunto inicial de categorias e temas. Atenção especial deve ser dada aos temas recorrentes e aos itens de interesse como pontos de vista incomuns ou contraditórios.
Os temas e as categorias devem ser nomeados de maneira a facilitar sua recuperação, podendo-se usar a linguagem ou a terminologia dos informantes.
Os autores sugerem a construção de categorias o quanto necessário, o que permite ao pesquisador agrupar e conectar itens aos dados. Os temas semelhantes devem ser agrupados para criar os núcleos de significado.
Nesse processo de leitura e releitura, o pesquisador desenvolve um conhecimento íntimo a respeito dos dados, o que permite construir a sua compreensão de significados com a dos participantes no contexto de vida deles.
A análise dos dados foi realizada concomitantemente à coleta, o que nos permitiu identificar contraste e similaridades, gerando reflexões com possibilidades de refinar questões, aprofundá-las e retornar ao campo para melhor interpretação dos significados da experiência da doença sob o ponto de vista da pessoa com HAS.
De acordo com esses princípios, delimitamos a análise dos dados nas seguintes etapas. A primeira fase consistiu na organização dos dados. As entrevistas foram transcritas imediatamente após a coleta de dados, mantendo falas incompletas, pausas, vícios de linguagem e erros gramaticais. Foram realizadas leituras e releituras do texto e comparadas às gravações. Após a construção textual, foram inseridos dados como gestos, sons, emoções, dados dos prontuários, resultados dos exames e período de obtenção, para a construção do material empírico. Cada participante teve um arquivo em separado onde constavam as entrevistas transcritas, as observações de campo e os dados obtidos dos prontuários, dos resultados de exames e dos receituários. O mesmo procedimento foi realizado com os dados provenientes da observação de campo e do grupo focal.
Na segunda fase, com o auxílio do Programa Microsoft Word 2007, ferramenta revisão, inserir comentários, realizamos a codificação dos dados, considerando cada linha, frase ou parágrafo do material empírico. Esse processo foi realizado até segmentar todo o texto.
Os códigos provenientes das entrevistas foram identificados na cor amarela; do grupo focal, na cor vermelha e, da observação de campo, na cor rosa. Identificamos os códigos que apontaram o sentido da experiência para os informantes e que, posteriormente, serviram de guia para a construção das unidades de sentido e dos núcleos de significados. Essa etapa depende da intuição e da habilidade do pesquisador porque não há métodos ou técnicas para interpretar o fenômeno estudado.
Na terceira fase, agrupamos códigos similares e contrastantes para criar as unidades de sentido, ou também denominadas de categorias empíricas. Essas categorias foram nomeadas, utilizando-se a terminologia dos informantes.
Na quarta fase, foram construídos os núcleos de significados, ou categorias analíticas ou temáticas, a partir das unidades de sentido. Recortamos as palavras ou frases que constituíram as unidades de sentido, reagrupamos de acordo com as similaridades e codificamos com expressões significativas que traduziam os significados da experiência dos informantes.
Os fragmentos do texto, provenientes das unidades de sentido foram editados tendo sido realizadas correções gramaticais, excluído os vícios de linguagem, conforme sugerido por Duarte (2004).
Na medida em que as categorias analíticas foram criadas, confrontamos com as categorias empíricas, na busca de interrelações e interconexões. Isso foi realizado com a literatura no tocante à convivência da pessoa com o adoecimento crônico e com o referencial teórico adotado no estudo. Essa etapa consistiu-se de uma análise minuciosa em busca do implícito nas palavras, nos gestos e nas emoções e pela necessidade de estabelecer relações entre as categorias empíricas e as analíticas.
Na análise, buscamos relacionar os depoimentos dos informantes com os depoimentos dos trabalhadores em saúde, com a rede social e com o contexto sociocultural.
Esta fase é complexa, pois, ao mesmo tempo em que depende da lente do pesquisador no processo de interpretação, requer o exercício da alteridade numa tentativa de apreender os sentidos atribuídos pelas pessoas com HAS para a interpretação dos significados da experiência no processo de adoecimento.