2.5. Çocuk Haklarının Korunmasına İlişkin Uluslararası Sözleşmeler
2.5.2. Birleşmiş Milletler Çocuk Hakları Bildirgesi (1959)
4.5.1 Geologia do QF e área estudada
Geologicamente, o QF está localizado no extremo sul do cráton São Francisco e é conhecido, desde o final do século XVII, por suas riquezas minerais, como ouro, bauxita, minério de ferro, manganês, topázio (ALMEIDA, 1977). As unidades litoestratigráficas que constituem o QF, segundo Alkmim & Marshak (1998), são, como mostra a Figura 4.9:
• Complexos Metamórficos (embasamento cristalino);
• Supergrupo Rio das Velhas (SGRV);
• Supergrupo Minas;
• Rochas Intrusivas Pós-Minas;
• Grupo Itacolomi;
• Depósitos Fanerozóicos.
Ouro Preto está localizada no flanco sul da megaestrutura do Anticlinal de Mariana. Na cidade, encontram-se as rochas do Supergrupo Rio das Velhas, principalmente os xistos
(ANEXO I) mostra o mapa geológico de Ouro Preto e o entorno (adaptado de CPRM 1993
apud OLIVEIRA, 2010).
As unidades encontradas em Ouro Preto estão caracterizadas a seguir:
• Supergrupo Rio das Velhas - Grupo Nova Lima
É composto basicamente de sericita-quartzo- xisto, geralmente bem intemperizados. Esta unidade ocorre na porção norte da área, nas partes mais altas da serra, e ocupa 20% da área superficial da cidade (CAVALCANTI, 1999).
• Supergrupo Minas
Grupo Caraça: A Formação Moeda, unidade basal, é constituída de uma sequência de quartzitos de granulometria média a fina. Aparece como uma escarpa contínua na forma de homoclinal na porção central da cidade. Possui espessura de 40 m e ocupa 25% da área superficial (CAVALCANTI, 1999). A Formação Batatal é constituída de filitos cinza escuro e prateado.
Grupo Itabira: É representado por duas formações, Cauê e Gandarela. A Formação Cauê é constituída de itabiritos e ocorre a formação de canga laterítica, comum na região de Ouro Preto. A laterização é um processo supergênico que resulta do intenso intemperismo de rochas ferruginosas (IGA, 1995b). A Formação Gandarela é constituída, predominantemente, por dolomitos e mármores dolomíticos.
Grupo Piracicaba: é representado por quatro formações, Cercadinho, Fecho do Funil, Taboões e Barreiro. A Formação Cercadinho, unidade basal, é caracterizada por quartzitos ferruginosos intercalado com níveis de filitos prateado hematítico. A Formação Fecho do Funil é composta por filitos. A Formação Taboões é representada por um quartzito muito fino interestratificado com a Formação Barreiro (NALINI Jr., 1993), caracterizada por filito preto grafitoso, intercalado com xisto avermelhado bastante decomposto.
Grupo Sabará: Constitui uma das unidades litológicas de maior distribuição na área urbana de Ouro Preto. É composto de xistos granatíferos amarelos a castanho avermelhado. Lentes quartzíticas e grauvacas também são identificadas (NALINI Jr., 1993).
• Grupo Itacolomi
Presente no sul da área urbana de Ouro Preto, junto à Serra do Itacolomi, é caracterizado por quartzitos e metaconglomerados (NALINI Jr., 1993).
• Depósitos Fanerozóicos
São representados pelas cangas e ocorrem principalmente sobre itabiritos, mas também sobre quartzitos e formados por uma crosta ferruginosa estruturada sobre os itabiritos e, com textura fragmentária, sobre os quartzitos (CAVALCANTI, 1999).
Segundo as características litológicas, a cidade pode ser dividida em seis zonas. Ao norte, tem-se a Serra de Ouro Preto, onde ocorrem as Formações Moeda, Batatal e Cauê, sobrepostas ao xistos do Grupo Nova Lima. O Morro Alto da Cruz, a leste da área urbana, é composto pela Formação Cercadinho e pelo Grupo Sabará. O núcleo histórico central, no vale principal, é formado por rochas da Formação Cercadinho. Na região dos Bairros Jardim Alvorada e Vila São José predominam as Formações Barreiro e Taboões e nos Bairros Morro do Cruzeiro, Saramenha e Pocinho, na parte sul da cidade, ocorrem principalmente a Formação Fecho do Funil e o Grupo Sabará, além do Grupo Itacolomi no Bairro Novo Horizonte (SOBREIRA, 1990).
4.5.2 Geomorfologia do QF e área estudada
No QF, as cotas altimétricas mais altas são formadas por rochas dos grupos Caraça, Itabira e Itacolomi, que, por possuírem baixa susceptibilidade erosiva, são caracterizadas por longas cristas. Nas cotas intermediárias ocorrem filitos e xistos dos grupos Piracicaba e Sabará, que formam os sinformais e antiformais, topograficamente invertidos, e geram as feições suaves e aplainadas. Por último, as cotas altimétricas mais baixas são formadas por rochas dos complexos metamórficos, que, por possuírem alta susceptibilidade erosiva, são
Em Ouro Preto, o relevo é marcado por cristas rochosas, com vertentes ravinadas e vales encaixados profundos. Os interflúvios são caracterizados por áreas aplainadas, geralmente recobertas por laterita (IGA, 1995b). A morfologia é dominada pelo controle estrutural e com sinclinais suspensos e anticlinais esvaziados além de cristas do tipo hog
back (CPRM, 1993 apud TAVARES, 2006). O perímetro urbano de Ouro Preto encontra- se localizado a uma altitude média em torno de 1.116 m e destacam-se as Serras de Ouro Preto, Itacolomi, Bocaina e Varanda do Pilar.
Em geral, Ouro Preto não apresenta solos muito desenvolvidos e as espessuras variam de 0,5 a 15 m, o que não é muito comum em solos tropicais (OLIVEIRA, 2010). De acordo com Bonuccelli & Zuquette (1999), cerca de 40% da área de Ouro Preto caracteriza-se por apresentar solos (coluvionares, residuais e saprolíticos) com espessuras menores que 10 m, sobrepostos a rochas intensamente alteradas. Colúvios e saprolitos com espessuras menores que 2 m, sobrepostos a rochas duras a moderadamente alteradas, recobrem 30% da área. As texturas são geralmente siltosas, arenosas e silto-arenosas. Os materiais lateríticos, originados na intemperização dos itabiritos, quartzitos, filitos e xistos ferrugionosos, recobrem 16% da área. Estão presentes também depósitos de materiais transportados como colúvio, tálus e aluvião (BONUCCELLI, 1999).
Sobreira (1990) divide a área urbana de Ouro Preto em cinco domínios morfológicos principais, com base nas características geológico-geotécnicas e de ocupação. São os seguintes: Serra de Ouro Preto, Morro do Alto da Cruz, Morro do Cruzeiro, Vale da Vila São José/Jardim Alvorada e Vale do Núcleo Histórico. Segundo o autor, existem dois tipos básicos de encostas: um cujo pendor é concordante com o mergulho das rochas e outro cujo pendor é oposto ao mergulho, demonstrando o controle do relevo condicionado pela geologia e controlando também as condições geotécnicas da cidade.
4.5.3 Geotecnia da área estudada
Os agentes do meio físico associados à contínua urbanização e ao meio ambiente tropical têm originado situações de risco nas encostas inadequadamente ocupadas (OLIVEIRA, 2010). Em Ouro Preto, a situação não é diferente e a cidade possui um vasto histórico de acidentes com deslizamentos de massas, vários deles com vítimas fatais (BONUCCELLI & ZUQUETTE 1999).
No início da década de 1980, buscando subsidiar o planejamento do uso do solo da cidade, foi elaborada a Carta Geotécnica de Ouro Preto (CARVALHO, 1982), trabalho que procurou estabelecer, no entorno do centro histórico de Ouro Preto, a qualidade geotécnica dos terrenos.
De acordo com a Carta Geotécnica de Ouro Preto (CARVALHO, 1982), os terrenos de má qualidade geotécnica estão localizados a montante da Rua Padre Rolim, independentes da formação geológica a que pertencem. De média qualidade geotécnica, considera-se a parte que vai do Terminal Rodoviário (Rua Padre Rolim) até a Igreja de São Francisco de Paula e a encosta oeste do Terminal Rodoviário, onde a declividade é mais suave. De boa qualidade geotécnica considera-se uma faixa leste-oeste nos fundos da Igreja de São Francisco de Paula.
No geral, os terrenos de boa qualidade geotécnica estão associados aos quartzitos da Formação Cercadinho. Os terrenos de média qualidade geotécnica correspondem aos filitos da Formação Cercadinho e os terrenos de baixa qualidade geotécnica encontram-se nas encostas da serra, sendo eles os itabiritos da Formação Cauê e os filitos da Formação Batatal (OLIVEIRA, 2010).
Bonuccelli (1999) cadastrou os movimentos de massa e processos correlatos que atingiram Ouro Preto, registrando 442 feições, das quais 364 foram avaliadas como ativas e 65 como iminentes, totalizando 2,8% da área total da cidade (Tabela 4.1).
Tabela 4.1: Número de feições e porcentagem relativa (em área) dos tipos de movimentos
gravitacionais de massa e processos correlatos.
Tipos de processos feições N° de área com processos Área atingida/ (%) Área atingida/ área urbana total (%) Escorregamento 79 3,7 0,09 Escorregamento translacional 54 6,6 0,16
Queda e rolamento de blocos 78 5,5 0,14
Escoamento rápido ou corridas 10 0,7 0,02
Erosões 88 20,6 0,51
Erosão de grandes dimensões 11 7,5 0,19
Inundação e assoreamento 6 4,4 0,11
Complexos 31 36 0,89
Escorregamento e corrida 12 1,1 0,03
Escorregamento e erosão 14 3,2 0,08
Escorregamento translacional e corrida 31 5,8 0,15
Corridas e rolamentos de blocos 25 4,5 0,11
Inundação e erosão fluvial 3 0,2 0,01
Fonte: (BONUCCELLI, 1999). Os movimentos gravitacionais de massa e os índices pluviométricos estão intimamente ligados e são de extrema importância para subsidiar o planejamento do uso e ocupação do solo. Castro (2006), a partir de registros meteorológicos (1988 - 2004) e do registro de ocorrências da defesa civil, traçou um panorama de Ouro Preto, estabelecendo áreas de maior e menor risco de escorregamento. De acordo com o autor, o valor mínimo de chuva acumulada para desencadear escorregamentos é de 2 mm em cinco dias e 128 mm/5 dias como valor mínimo para o nível de atenção a grandes escorregamentos.
De acordo com Oliveira (2010), 15,7 hectares (4,41%), dos 356 hectares minerados no passado estavam ocupados em 2004. Em análise dos registros de movimentos de massa na cidade, Castro (2006) observa que alguns deles ocorreram sobre essas áreas (Figura 4.11), mostrando que os acidentes estão relacionados à má utilização de técnicas de intervenção no meio físico, principalmente nas encostas. De 1988 a 2003, o Corpo de Bombeiros de Ouro Preto registrou 415 ocorrências de movimentos de massa (CASTRO, 2006).
Os problemas relacionados ao uso do solo, em Ouro Preto, estão ligados às práticas de ocupação inadequadas e locais sem as condições mínimas para a ocupação, dentre os quais APP relativas à declividade acentuada e a topos de morro, antigas minerações, propiciando, muitas vezes, situações de risco para a população local.
Castro (2006) aponta alguns locais onde são necessárias intervenções para melhoria da infraestrutura dos bairros da cidade de Ouro Preto e indica outras áreas em que, devido a acidentes, se faz necessária a remoção da população. As áreas mais problemáticas, áreas que apresentam práticas inadequadas de construção, como cortes impróprios nos taludes, ocupação de antigos depósitos de mineração, deposição inadequada de lixo e resíduos de construção civil, esgoto e águas servidas sem canalizações, baixa qualidade das construções residenciais, estão localizadas na Serra de Ouro Preto, nos Bairros Padre Faria e Santa Cruz.